Imposto de Renda

Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

Economia Imposto de renda Isenção do IR: calcule quanto você deixará de pagar e como fica o imposto para a alta renda Presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e prevê descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais. Por André Catto, g1 — São Paulo

O presidente Lula sancionou a lei que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Além da isenção, o texto prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais.

A medida também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês (R$ 60 mil ao ano).

Além da isenção, o texto prevê um desconto progressivamente menor para rendas de até R$ 7.350 mensais. As novas regras entram em vigor em janeiro de 2026.

Como forma de compensar as reduções no imposto, a medida também estabelece uma cobrança mínima para contribuintes de alta renda, com alíquota progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Nada muda para aqueles que já têm desconto em folha. (leia mais abaixo)

Para entender o impacto real das mudanças, o g1 elaborou, com o apoio da Confirp Contabilidade, duas calculadoras que mostram:

Calculadora da isenção: quanto você vai deixar de pagar de Imposto de Renda.Calculadora da alta renda: qual será a cobrança para ganhos anuais a partir de R$ 600 mil.

Na prática, esses são os valores que deixarão de ser descontados do salário todos os meses a partir de janeiro de 2026.

O ganho para quem tem salário de R$ 5 mil será de R$ 312,89 por mês. Em um ano, considerando também o décimo terceiro salário, a economia pode chegar a R$ 4.067. Na prática, isso representa um aumento anual equivalente a 81,35% do salário de um mês. (veja exemplos mais abaixo)

A isenção sancionada hoje ainda prevê uma mudança na sistemática de cobrança do IR para quem ganha até R$ 7.350, com desconto progressivamente menor para rendas a partir de R$ 5.001. Com isso, esse público também será beneficiado, mesmo que em menor escala.

Assim, quem recebe R$ 7 mil por mês, por exemplo, deverá ter ganhos de R$ 46,61 mensais e de R$ 605,87 no ano, considerando o décimo terceiro salário.

Já os contribuintes que recebem acima dessa faixa não serão impactados pelas mudanças, pois a tabela progressiva do Imposto de Renda não é alterada pelo projeto. Nada muda também para quem ganha até R$ 3.036 — parcela já isenta pela tabela em vigor.

"Se a pessoa ganhar acima de R$ 7.350, ela não vai ter redução alguma: seguirá a tributação normal da tabela progressiva", pontua Welinton Mota, da Confirp.

A medida também estabelece que pessoas físicas com renda anual acima de R$ 600 mil — o equivalente a mais de R$ 50 mil mensais — estarão sujeitas a uma tributação progressiva sobre lucros e dividendos, que pode chegar a 10% para quem recebe R$ 1,2 milhão ou mais por ano.

Dessa forma, quem recebe um pouco acima do limite pagará uma alíquota reduzida, e o valor do imposto aumentará de forma gradual conforme a renda cresce. (Veja abaixo)

🔎 A nova tributação recai sobre lucros e dividendos, que hoje são isentos do Imposto de Renda. Já quem tem apenas o salário como fonte de renda não será afetado, pois continua sujeito à tabela progressiva do IR, com retenção em folha de até 27,5%.

Conforme mostrou o g1, a cobrança mínima para quem tem alta renda começa em R$ 0,10, valor aplicado a quem ganha R$ 600.001,00 por ano. À medida que a renda aumenta, o imposto também sobe. A alíquota máxima, de 10%, atinge rendimentos a partir de R$ 1,2 milhão ao ano. Veja abaixo:

A lei sancionada nesta quarta-feira prevê que alguns rendimentos, como os obtidos por LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), poderão ser excluídos da base de cálculo do imposto.

Welinton Mota, da Confirp Contabilidade, afirma que a maneira mais eficaz de calcular a nova tributação sobre a alta renda é levar em conta o rendimento anual, e não o valor mensal fixado em R$ 50 mil.

O especialista explica que, segundo o projeto, se o contribuinte receber mais de R$ 50 mil em um mês, será aplicada a alíquota máxima de 10% sobre o valor recebido naquele período.

"Se o lucro ou dividendo ultrapassar R$ 50 mil, será aplicada a alíquota de 10% naquele mês. Se ficar abaixo desse valor, não haverá cobrança", explica. "Por isso, a prestação de contas pode variar, e o que realmente importa é o total anual, não o valor mensal", afirma.

Dessa forma, Mota avalia que, com os descontos mensais aplicados ao longo do ano, é bastante provável que esse perfil de contribuinte consiga restituir boa parte dos valores pagos na declaração anual do Imposto de Renda, no ano seguinte.

"Você vai comparar quanto pagou com o que realmente deveria pagar ao considerar o total anual. Como já houve desconto em alguns meses, possivelmente acima do valor devido, é possível até ter valores a restituir", diz. "O cálculo final, portanto, será feito apenas no ano seguinte."

🔎 Hoje, estão isentos do Imposto de Renda os contribuintes com renda tributável de até R$ 3.036 por mês — equivalente a dois salários mínimos. Com a nova medida, essa faixa de isenção será ampliada para rendimentos de até R$ 5 mil mensais.

A ampliação da faixa de isenção do IR foi uma promessa de campanha do presidente Lula. O projeto deve incluir cerca de 10 milhões de contribuintes na lista de isentos a partir de 2026, ano de eleições. A proposta foi apresentada pelo governo em março deste ano.

Com a sanção do presidente Lula, o Brasil terá mais de 26,6 milhões de contribuintes isentos do Imposto de Renda em 2026 — cerca de 65% dos declarantes.

mais de 15,2 milhões de declarantes isentos atualmente;quase 2 milhões de pessoas isentas pela Lei n.º 15.191/25, que eleva a atual faixa de isenção para quem ganha até dois salários-mínimos por mês; equase 10 milhões de contribuintes que passarão a ser isentos com o projeto aprovado.

Em 2026, a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil terá um impacto estimado de R$ 25,8 bilhões. Foi justamente para compensar a queda na arrecadação que o Congresso manteve a proposta do governo de aplicar alíquota progressiva de até 10% sobre rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil.

Com a progressão do imposto, a alíquota máxima para pessoas de alta renda será aplicada a quem tiver ganhos anuais a partir de R$ 1,2 milhão. Segundo a nova diretriz, a cobrança não irá atingir contribuintes que já pagam a alíquota de 27,5% do IR — ou seja, que já têm esse desconto em folha.

"Atualmente, os lucros e dividendos são isentos do IR. O projeto prevê que, a partir de 2026, eles sejam tributados em 10%, desde que a distribuição mensal para um mesmo sócio da empresa seja acima de R$ 50 mil", explica Welinton Mota, da Confirp Contabilidade.

Em março, o governo federal propôs ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda, a partir de 2026, de R$ 3.036 (dois salários mínimos) para R$ 5 mil.Além de ampliar a faixa de isenção, a equipe econômica também propôs uma isenção parcial para valores entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por mês.Para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da faixa de isenção do IR para rendimentos até R$ 5 mil mensais, o governo pretende taxar quem tem alta renda — ou seja, aqueles com ganhos mensais superiores a R$ 50 mil (equivalente a R$ 600 mil por ano).O projeto do governo, relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), impede que a cobrança sobre dividendos de pessoa física e empresa supere 34% para empresas e 45% para financeiras.Em paralelo, havia outro projeto de isenção do IR em tramitação no Senado, apresentado por Renan Calheiros (PP-AL). O texto, originalmente apresentado em 2019, foi resgatado sob o argumento de que o texto da Câmara estava parado.Uma disputa política entre Lira e Renan foi o pano de fundo da articulação dos projetos. Os dois devem concorrer ao Senado em 2026.

Imposto de Renda 2023: prazo para declaração vai de 15 de março a 31 de maio. — Foto: Marcos Serra/ g1

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