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Isenção do IR: como é hoje e como podem ficar as alíquotas por faixa de renda com o novo projeto

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Isenção do IR: como é hoje e como podem ficar as alíquotas por faixa de renda com o novo projeto

Fonte: G1 Imposto de Renda | Publicado em: 26/03/2026 03:15

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A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (1º), um projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A proposta segue agora para análise do Senado Federal e, se aprovada, será encaminhada à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pelo texto, a isenção do IR passará dos atuais R$ 3.036 (equivalente a dois salários mínimos) para R$ 5 mil mensais — ou R$ 60 mil por ano. Além disso, trabalhadores que ganham até R$ 7.350 por mês terão direito a um desconto parcial na tributação. Caso seja aprovado ainda neste ano, a expectativa é que as novas medidas passem a valer já em 2026 — ou seja, terão efeito na declaração feita em 2027.

O projeto aprovado também prevê medidas para compensar a perda de arrecadação. Nesse sentido, a Receita Federal passará a tributar contribuintes de alta renda, definidos pelo governo como “super-ricos” — pessoas com rendimentos mensais acima de R$ 50 mil (equivalente a R$ 600 mil anuais).

Atualmente, a tabela do IR funciona de forma progressiva: conforme a renda aumenta, o contribuinte paga mais imposto sobre a parcela que excede cada faixa. Hoje, quem ganha até R$ 3.036 está isento; acima desse valor, a tributação passa a incidir em alíquotas progressivas que chegam a 27,5%.

Quem ganha até R$ 5 mil já está sujeito ao pagamento de IR, podendo chegar à alíquota máxima de 27,5%.

Segundo cálculos de Igor Montalvão, advogado, professor, sócio e diretor-jurídico do Montalvão & Souza Lima Advocacia de Negócios, a partir do Simulador de Alíquota Efetiva da Receita Federal, uma pessoa que recebe R$ 5 mil paga aproximadamente R$ 335,15 de IRPF mensal.

Trabalhadores com salário de até R$ 5 mil por mês ficarão totalmente isentos de IR. Veja mais abaixo, na calculadora do g1, o que muda para cada salário.

Atualmente, o contribuinte paga mais imposto conforme a renda aumenta. Veja a tabela progressiva do Imposto de Renda :

Na nova proposta, os contribuintes nesta faixa de renda terão um desconto parcial, reduzindo a carga efetiva em relação ao modelo vigente. A ideia é que a cobrança seja progressivamente menor para quem ganha até R$ 7.350.

Esse desconto, no entanto, ainda será regulamentado pelo governo, que definirá a forma exata de aplicação dessa transição.

Vale a tabela progressiva do Imposto de Renda com alíquota de 27,5%. Quem recebe R$ 7.350, por exemplo, paga atualmente cerca de R$ 1.125,24 mensais.

Quem ganha acima de R$ 50 mil por mês está sujeito à tabela progressiva do IR (até 27,5% sobre salários), mas pode reduzir o valor devido por meio de deduções. Lucros e dividendos são isentos.

Segundo Wagner Pagliato, coordenador do curso de ciências contábeis da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), e do Núcleo de Apoio Contábil e fiscal (NAF), a grande novidade no projeto aprovado ontem pela Câmara dos Deputados recai sobre os contribuintes de renda muito elevada.

Segundo o projeto de lei 1087/25, pessoas físicas com renda anual superior a R$ 600 mil — o equivalente a mais de R$ 50 mil por mês — estarão sujeitas a uma tributação mínima de até 10%, aplicada apenas sobre o valor que exceder esse limite.

Dessa forma, quem recebe um pouco acima do limite pagará uma alíquota reduzida, e o valor do imposto aumentará de forma gradual conforme a renda cresce. Veja abaixo:

🔎 A nova tributação recai sobre lucros e dividendos, que hoje são isentos do Imposto de Renda. Já quem tem apenas o salário como fonte de renda não será afetado, pois continua sujeito à tabela progressiva do IR, com retenção em folha de até 27,5%.

O mesmo vale para rendimentos maiores que R$ 100 mil por mês: continuam sujeitos à alíquota máxima de 27,5%, mas, com a regra do imposto mínimo de até 10% sobre os ganhos.

"A medida busca aliviar a carga sobre a baixa e a média renda, ao mesmo tempo em que estabelece um piso de contribuição para os mais ricos. É uma tentativa de promover maior equilíbrio e justiça tributária. Agora, o texto segue para análise do Senado, onde pode sofrer ajustes antes de entrar em vigor", afirma Wagner Pagliato.

Um profissional com renda de R$ 50.001 mensais, que não seja tributado pelo IRPF, pagará R$ 501; assim como um profissional de renda R$ 100.001 mensais, pagará R$ 10.001 de Imposto de Renda.

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