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Consumo de petróleo deve cair em 2026 após crise de oferta, diz agência de energia

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Consumo de petróleo deve cair em 2026 após crise de oferta, diz agência de energia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/04/2026 09:52

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Segundo a agência, o consumo mundial de petróleo em 2026 deve alcançar 104,26 milhões de barris por dia em média, contra 104,34 milhões em 2025.

Preço do barril de petróleo cai após declaração de Trump de que guerra no Oriente Médio está perto do fim — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que o mundo vai consumir menos petróleo em 2026. Isso acontece por causa de uma forte redução de oferta provocada pela guerra no Oriente Médio.

Segundo a agência, o consumo mundial de petróleo em 2026 deve alcançar 104,26 milhões de barris por dia em média, contra 104,34 milhões em 2025.

"A demanda mundial de petróleo deve recuar 80.000 barris por dia, em média, em 2026", afirma a agência, que previa um crescimento de 730.000 barris diários, no relatório do mês passado.

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No segundo trimestre, o consumo deve alcançar 102,07 milhões de barris por dia, ou seja, uma queda prevista de 1,5 milhão em um ano.

"Inicialmente, as reduções mais marcantes do consumo de petróleo foram observadas no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico", em particular para o combustível de aviação e o gás de petróleo liquefeito (GLP), muito utilizado para cozinhar, destacou a AIE.

"No entanto, a queda da demanda deve prosseguir enquanto persistir a escassez e o aumento dos preços", advertiu a agência, que destacou o "choque de oferta de petróleo mais grave da história".

Em março, a oferta mundial de petróleo caiu 10,1 milhões de barris por dia, a 97 milhões, devido aos ataques contra as infraestruturas de energia do Golfo e às restrições registradas no abastecimento de petróleo no Estreito de Ormuz.

Em contrapartida, a Rússia teve um bom resultado: as receitas do país com exportações de petróleo dobraram de fevereiro para março, passando de US$ 9,7 bilhões de dólares para US$ 19 bilhões.

Um crescimento impulsionado pelo aumento dos preços e pelo avanço das exportações de petróleo bruto e de produtos petrolíferos.

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