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Acordo UE-Mercosul: imposto do vinho europeu começa a cair nesta sexta e zera em 2034; veja datas
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Acordo UE-Mercosul: imposto do vinho europeu começa a cair nesta sexta e zera em 2034; veja datas
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/05/2026 00:59
Agro Acordo UE-Mercosul: imposto do vinho europeu começa a cair nesta sexta e zera em 2034; veja datas Taxa de importação sobre vinhos europeus e champanhes cairá de 27% para 24% nesta sexta, e para 21% em 1º de janeiro de 2027. Por Paula Salati, g1 — São Paulo
A taxa de importação sobre vinhos e champanhes europeus começa a cair progressivamente nessa sexta-feira (1°) e será zerada em 2034 para os brasileiros.
A mudança faz parte do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que passa a valer de forma provisória a partir deste mês.
Até então, o imposto cobrado na importação de vinhos e champanhes da UE era de 27%. Com o acordo, a taxa cai para 24% nesta sexta e para 21% em 1º de janeiro de 2027.
Já os espumantes têm um cronograma diferente. As garrafas com preço acima de US$ 8 por litro terão a tarifa zerada imediatamente. Já os rótulos abaixo desse valor só ficarão isentos após 12 anos.
A redução de tarifas será aplicada mesmo na fase provisória do acordo, que só não entrou em vigor de forma definitiva por causa resistência de produtores rurais europeus, principalmente dos franceses.
A taxa de importação sobre vinhos europeus e champanhes começa a cair progressivamente nessa sexta-feira (1°) e será zerada em 2034. A mudança faz parte do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), que passa a valer de forma provisória a partir deste mês.
🍷 O imposto de importação sobre vinhos cairá de 27% para 24% nesta sexta, e para 21% em 1º de janeiro de 2027.
Abaixo, o g1 mostra como fica a tarifa ano a ano, com base em informações obtidas junto aos Ministérios do Desenvolvimento (Mdic) e da Agricultura (Mapa) e à Comissão Europeia.
Veja como ficam as taxas de importação de vinhos europeus e de champanhe até 2034. — Foto: Arte/g1
Já os espumantes têm um cronograma diferente. As garrafas com preço acima de US$ 8 por litro terão a tarifa zerada imediatamente. Já os rótulos abaixo desse valor só ficarão isentos após 12 anos.
➡️ A diferença entre champanhe e espumante está em sua origem: todo champanhe é um espumante, mas só pode receber esse nome se for feito na região de Champagne, na França, seguindo regras específicas de produção.
A redução de tarifas será aplicada mesmo na fase provisória do acordo, que só não entrou em vigor de forma definitiva por causa resistência de produtores rurais europeus, principalmente dos franceses.
Eles temem que produtos agrícolas sul-americanos se tornem mais baratos na Europa, reduzindo a competitividade dos produtores locais
O acordo foi assinado no dia 17 de janeiro, após mais de 25 anos de negociações marcadas por idas e vindas. No entanto, quatro dias depois, o Parlamento europeu decidiu enviar o tratado para o Tribunal de Justiça da UE para revisão jurídica, o que deve atrasar a implementação definitiva.
Roberto Kanter, professor de MBAs da FGV, diz que a redução de imposto pode baratear o preço dos vinhos e ampliar a variedade de rótulos europeus no país.
Ele explica que a Europa, diferentemente do Brasil, reúne alguns dos maiores produtores de vinho do mundo — como Itália, França e Espanha —, o que permite a oferta de bebidas mais baratas. “É possível encontrar vinhos muito bons por dois, três ou quatro euros”, afirma.
No entanto, na visão dele, o que desestimula a compra desses vinhos mais baratos pelo Brasil é justamente a alta taxa de importação.
"Com as tarifas atuais, é melhor você importar um vinho de 15 euros do que de cinco. Por quê? Porque a tarifa do imposto acaba igualando todos eles em uma faixa semelhante de preço e o cliente brasileiro que compra vinho da Europa já está disposto a pagar mais caro por ele", diz Kanter.
Ele afirma, no entanto, que a redução gradual da taxa vai estimular as empresas brasileiras a diversificarem as suas compras e a apostar em vinhos europeus de menor preço.
"Eu acredito que o consumidor brasileiro vai ser beneficiado. Ele vai passar a ter acesso a uma oferta muito maior de vinhos de qualidade média, a preços extremamente competitivos, muito mais do que você encontra hoje no mercado", ressalta.
"Hoje, para você ter um preço competitivo, você compra do Chile ou da Argentina", comenta o professor.
Esses dois países sul-americanos têm um volume de produção de vinho bem maior que o do Brasil. E é por isso que os rótulos chilenos e argentinos são, em geral, mais em conta que os nacionais no mercado brasileiro, diz Kanter.
Com o tempo, ele acredita que os vinhos europeus sigam a mesma tendência observada hoje nos rótulos chilenos e argentinos.
O professor de Relações Internacionais do Ibmec-RJ, José Niemeyer, concorda, e aposta que o brasileiro "vai tomar vinho mais barato", principalmente pelo aumento da concorrência entre mais países pelo mercado nacional.
Os dois especialistas destacam que essa diminuição de preço não será imediata e deve acontecer gradualmente.
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