Imposto de Renda
Acordo UE-Mercosul: veja os produtos protegidos contra imitação — e que podem deixar de ser feitos no Brasil
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
Acordo UE-Mercosul: veja os produtos protegidos contra imitação — e que podem deixar de ser feitos no Brasil
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/05/2026 00:44
Agro Acordo UE-Mercosul: veja os produtos protegidos contra imitação — e que podem deixar de ser feitos no Brasil Produtos são protegidos por indicação geográfica (IG). Champanhe, conhaque e presunto tipo Parma estão na lista, mas as empresas terão tempo para se adaptar. Alimentos tradicionais do Brasil também passam a ter proteção contra falsificação. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começou a valer nesta sexta-feira (29).
Alimentos que são considerados tradicionais dos países membros dos dois blocos passam a ser considerados propriedade intelectual, protegidos contra imitação.
Com isso, produtos como champagne, conhaque e presunto tipo parma devem deixar de ser fabricados no Brasil, por terem indicação geográfica de países europeus.
Contudo, o acordo também prevê um período para as empresas se adaptarem, que pode durar até 10 anos.
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia começou a valer nesta sexta-feira (29). Com isso, alimentos tradicionais dos países-membros dos dois blocos passam a ser considerados propriedade intelectual e ficam protegidos contra imitações.
Essa proteção é chamada de indicação geográfica (IG). Na prática, nenhum outro país poderá fabricar ou comercializar produtos com o mesmo nome.
Produtos como champanhe, conhaque e presunto tipo Parma devem deixar de ser fabricados no Brasil, por terem indicação geográfica de países europeus. O acordo, porém, prevê um período de adaptação para as empresas, que pode chegar a 10 anos.(veja mais abaixo)
O Brasil também tem alimentos com indicação geográfica na lista do acordo. Ao todo, são 37 produtos, entre eles a cachaça e o queijo Canastra.
Os outros países do Mercosul têm principalmente vinhos na lista, como o 25 de Mayo, da Argentina, e o Bella Unión, do Uruguai.
O registro é concedido por cada país, conforme suas próprias leis, a produtos ou serviços característicos de seu local de origem.
Para entrar no acordo, o Estado precisa solicitar a inclusão do item na lista de proteção. Esses produtos constam na versão final do acordo divulgada pelo governo em dezembro de 2024.
A fiscalização para prevenir fraudes cabe a cada país-membro dos blocos. Eles devem combater produtos enganosos — tanto os que não vêm do local de origem, mas usam o mesmo nome, quanto os fabricados na região fora das regras.
Também será proibido o uso de termos como “tipo”, “estilo”, “imitação” ou “semelhante” nas embalagens.
Por outro lado, o acordo prevê exceções. Elas se aplicam a casos em que o nome do produto é amplamente usado, sem relação direta com o local de origem protegido.
Nesse caso, o termo pode continuar a ser usado por empresas que já têm a marca registrada. Porém, há condições: elas não podem fazer referência à indicação geográfica, seja por meio de imagens, bandeiras ou nomes.
⚠️ EXEMPLO: O queijo italiano “Parmigiano Reggiano” não impedirá o uso do termo "parmesão" no Brasil, desde que o produto não se passe pelo original.A mesma regra vale para os queijos gorgonzola, fontina, grana e gruyère, além das bebidas genebra e steinhaeger.
O documento lista as empresas autorizadas a continuar usando esses nomes, conforme as condições previstas para cada produto. Essas marcas terão 12 meses, após a entrada em vigor do acordo, para se adaptar às novas regras.
Nessa exceção, o nome poderá continuar sendo usado por um prazo determinado, contado a partir da validação do acordo. Nesse caso, a embalagem deve indicar a origem do produto, como informar que foi feito no Brasil.
5 anos: Münchener Bier; Pont-l'Évêque; Reblochon ou Rebleusson; Asiago; Taleggio; Tokaj, tokaji ou Tocai; Margot.7 anos: Feta; Roquefort; Saint-Marcellin; Bordô; Conhaque; Presunto tipo Parma; Grappa ou Grapa.10 anos: Champagne; Mortadela Bologna ou Mortadela tipo Bologna; Prosecco ou Proseco.
Essas proteções são comuns entre países. O Brasil já prevê em lei, independentemente do acordo entre os dois blocos, regras próprias de indicação geográfica.
Na legislação, trata-se de alimentos que apresentam qualidade "única" por causa de recursos naturais (como solo, vegetação e clima) e do modo de produção, segundo o Ministério da Agricultura.
➡️ Indicação de procedência: nome geográfico de país, cidade, região ou localidade que se tornou conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou serviço.➡️ Denominação de origem: nome geográfico que identifica produto ou serviço cujas características são exclusivas ou essencialmente determinadas pelo local, incluindo fatores naturais e humanos.
O Ministério da Agricultura é uma das instâncias responsáveis por conceder a indicação geográfica.
Crise dos fertilizantes: quase metade do adubo importado vem de países em conflito, diz relatórioMistura maior de etanol na gasolina deve elevar demanda pelo combustível em 1 bilhão de litros, diz Unica
Há 3 horas Jornal Nacional Brincadeira ou não?’Será quase imediatamente’: Trump fala em assumir Cuba após ação no Irã
Há 1 hora Mundo Após fala de chancelerEUA anunciam saída de 5 mil soldados da Alemanha em ‘punição’ a Berlim
Há 5 horas Mundo Trump diz ao Congresso que ‘hostilidades’ com Irã ‘foram encerradas’Há 5 horasIrã avalia usar golfinhos com minas em ataques a navios, diz jornalHá 5 horasIncidente em CongonhasFAB investiga aviões que ficaram próximos no ar; entenda gravidade
Há 11 horas São Paulo Reajuste atinge gás canalizado e GNVPetrobras eleva preço do gás natural em 19,2% a partir desta sexta-feira
Há 2 horas Economia Destino final de série especial 🤖Shenzhen: ‘Vale do Silício da China’ está na vanguarda da criação de robôs
Há 2 horas Jornal Nacional Eleições 2026Governadores: veja como estão as disputas em 11 estados, segundo a Quaest
Há 18 minutos Eleições 2026 Zema defende que crianças possam trabalhar no Brasil: ‘Nós vamos mudar’
