Imposto de Renda
Fim do ‘sabor chocolate’? Queda no preço do cacau pode baratear produtos e mudar receitas
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
Fim do ‘sabor chocolate’? Queda no preço do cacau pode baratear produtos e mudar receitas
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/05/2026 14:13
Agro Fim do ‘sabor chocolate’? Queda no preço do cacau pode baratear produtos e mudar receitas Produtos que vinham usando menos cacau devem mudar de receita, enquanto preços podem começar a cair para o consumidor. Por Redação g1 — São Paulo
Fabricantes de chocolate estão reconsiderando suas receitas tradicionais, após um período de uso reduzido de cacau. Essa mudança é impulsionada pela queda acentuada nos preços.
A redução de quase 70% nos contratos futuros de cacau, em relação aos picos de 2024, pode baratear produtos. Isso deve impulsionar a demanda e diminuir o uso de alternativas.
Empresas como Hershey's planejam aumentar o teor de cacau em seus produtos, revertendo formulações anteriores. Supermercados já pressionam por preços menores, com algumas reduções já observadas.
A alta anterior do cacau, que triplicou em 2024 devido a problemas climáticos, levou à criação de alternativas sem cacau. Produtos como o ChoViva surgiram para suprir a demanda.
A recuperação total da demanda por cacau pode levar cerca de dois anos e meio, apesar da queda nos preços. Iniciativas legislativas, como a do Brasil, apoiam o retorno ao chocolate tradicional.
Após um ano de barras menores, mais wafers e alternativas com menos cacau, fabricantes começam a voltar às receitas tradicionais de chocolate.
Essa mudança, impulsionada por uma queda de quase 70% nos contratos futuros de cacau em relação aos recordes do fim de 2024, pode levar a preços mais baixos para os consumidores, à recuperação da demanda e à redução no uso de alternativas com pouco cacau, que nem sempre são consideradas chocolate.
A fabricante americana Hershey's, por exemplo, anunciou planos de aumentar o teor de cacau em produtos que hoje funcionam como alternativas ao chocolate, chamados pela empresa de "chocolate candy".
A mudança vem após o neto do fundador da Reese's criticar a empresa por alterações na formulação de produtos icônicos da marca. Com isso, a expectativa é que tanto os itens da Hershey's quanto o da Reese's voltem às receitas originais a partir do próximo ano.
"Com os preços atuais do cacau, faz todo o sentido voltar a consumir chocolate de verdade", disse o consultor independente Roger Bradshaw à Reuters.
A fabricante de snacks Mondelez não respondeu aos pedidos de comentário sobre suas receitas, enquanto Nestlé e Ferrero não se pronunciaram.
Após quase triplicarem e superarem US$ 12 mil (R$ 60,5 mil) por tonelada em 2024, puxados por problemas climáticos e doenças nas lavouras, os preços do cacau levaram fabricantes a reduzir o tamanho das barras, adicionar mais wafers, frutas e nozes e lançar alternativas ao chocolate.
As empresas também reduziram estoques, aumentaram preços e investiram mais em produtos como o ChoViva, uma alternativa ao chocolate sem cacau feita com sementes de girassol e aveia. Desenvolvido pela startup alemã Planet A Foods, o produto é comercializado em parceria com a Barry Callebaut, maior fabricante de chocolate e processadora de cacau do mundo.
Esse movimento derrubou a demanda por cacau e, segundo especialistas, ajudou a provocar uma queda de cerca de 70% nos preços do grão em relação aos picos do fim de 2024.
A demanda pode atingir o menor nível em nove anos nos 12 meses até setembro, afirmou Steve Wateridge, especialista em cacau, à Reuters. A queda nos preços, no entanto, deve levar a uma recuperação a partir do segundo semestre, acrescentou.
"É provável que todos os fatores que nos levaram a esses preços tão baixos se revertam", disse Wateridge.
Pode levar cerca de 10 meses para que mudanças no preço do cacau cheguem ao consumidor, já que os fabricantes costumam fixar preços com antecedência e manter estoques elevados.
Assim, supermercados e outros compradores vêm pressionando os fabricantes a reduzir preços desde meados de 2025 — e alguns já cederam.
A Mondelez afirmou no mês passado que havia reduzido alguns preços de chocolate na Europa e que estava começando a observar um aumento no volume de vendas.
A Barry Callebaut — cujos ingredientes estão presentes em cerca de um quarto dos chocolates do mundo — espera crescimento de 1% a 5% no volume de vendas nos seis meses até agosto, na comparação anual, segundo cálculos da Reuters.
A empresa, que fornece chocolate para marcas como KitKat (Nestlé) e o sorvete Magnum (Unilever), afirma que, aos preços atuais do cacau, produzir chocolate pode ser mais barato do que fabricar alternativas que usam gordura vegetal no lugar da manteiga de cacau.
Isso significa que "alguns clientes estão voltando a consumir chocolate", disse o diretor executivo Hein Schumacher em abril, sem mencionar os nomes das empresas envolvidas.
Há também iniciativas legislativas que incentivam o retorno ao cultivo do cacau em algumas regiões.
No Brasil, sexto maior consumidor mundial de chocolate per capita, foi sancionada no início deste mês uma lei que exige que todos os produtos rotulados como chocolate amargo contenham, no mínimo, 35% de cacau.
A medida aproxima o Brasil de mercados como a Europa e a América do Norte, ao tornar mais rigorosos os seus requisitos de teor de cacau.
Um retorno à produção mais tradicional de chocolate seria positivo para cerca de 2 milhões de agricultores de cacau em situação de pobreza na Costa do Marfim e em Gana, principais produtores do mundo, ao indicar melhora na demanda e nos preços.
No entanto, a recuperação deve levar tempo até que os volumes voltem aos níveis de antes da alta dos preços.
"Prevejo que levará 2,5 anos para voltarmos ao nível anterior a 2023/24" em termos de demanda, disse um consultor veterano de cacau e ex-comerciante que preferiu não ser identificado.
Segundo a especialista, isso se deve a tendências que, embora pequenas isoladamente, têm efeito relevante no conjunto. Entre elas, a maior abertura da Geração Z a produtos como chocolate sem cacau e o impacto de medicamentos para emagrecer nos hábitos alimentares.
No entanto, com os fabricantes de chocolate temendo que os preços do cacau voltem a subir, algumas alternativas provavelmente permanecerão.
Isso ocorre porque esses produtos continuam lucrativos no mercado de massa, observou Jean-Philippe Bertschy, analista da Vontobel.
Há 2 horas Política Presa na ItáliaMoraes manda governo adotar medidas para Zambelli ser extraditada
Há 1 hora Política Blog da Sandra Cohen A manobra de Trump para transformar invasores do Capitólio em perseguidos
Há 29 minutos Blog da Sandra Cohen Trump cria fundo bilionário para indenizar ‘perseguidos’; entenda Há 29 minutosÍndice de Progresso SocialRanking mostra cidades do Brasil com melhor e pior qualidade de vida; veja
Há 2 horas Saúde MG é o único estado com cidades na lista das 20 melhores e na das 20 pioresHá 2 horasComo é elaborado o indicador que capta o contrasteHá 2 horasEscola com vaga, hospital sem fila e coxinha gigante: a 1ª colocada da lista
Há 6 horas São Carlos e Araraquara Pará tem 11 dos 20 municípios com pior qualidade de vidaHá 6 horasPorto Velho é a pior capital para se viver no BrasilHá 6 horasAssalto em SP Piloto morto trabalhou no Globocop e atuou em filme com Wagner Moura
Há 4 horas São Paulo Dato de Oliveira morreu após ser baleado na cabeçaHá 4 horasDato de Oliveira já passou pelo túnel da Imigrantes com helicóptero; VÍDEO
Há 8 minutos Santos e Região Blog do Valdo CruzAliados de Flávio esperavam dia de ‘volta por cima’, mas se decepcionaram
Há 5 horas Blog do Valdo Cruz O ASSUNTO: a relação de Flávio com Vorcaro e a delaçãoHá 5 horasCaiado diz que quem está ‘contaminado’ não pode sentar na cadeira de presidenteHá 5 horasContrato com prefeitura de SPONG da produtora de filme de Bolsonaro apresentou R$ 16,5 milhões em notas irregulares
