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Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu o projeto
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Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu o projeto
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 11/06/2026 01:44
Inovação Startup brasileira cria ‘cérebro’ com IA para deixar robôs mais inteligentes; g1 conheceu o projeto Dispositivo brasileiro busca tornar robôs mais inteligentes para atuar em empresas e, no futuro, até dentro de casa. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo
Uma startup brasileira criou um sistema chamado BotBrain para tornar robôs mais inteligentes com ajuda de inteligência artificial.
A tecnologia permite que os equipamentos compreendam comandos, analisem o ambiente e executem tarefas de forma mais autônoma.
Segundo a empresa, os robôs podem ser usados em rondas de segurança, inspeções e monitoramento de áreas de risco.
O sistema funciona em robôs humanoides, quadrúpedes (estilo "cachorrinho") e modelos com rodinhas.
Uma startup brasileira quer dar aos robôs uma coisa que muitos deles ainda não têm: um cérebro 🧠. A proposta é transformar máquinas que hoje fazem tarefas simples em equipamentos capazes de entender o ambiente e agir de forma mais autônoma.
O g1 conheceu o projeto durante a São Paulo Innovation Week, evento de tecnologia e inovação, realizado em maio na capital paulista.
A criação do equipamento é da BotBot, startup fundada em janeiro de 2025 em São Paulo. O objetivo é que os robôs deixem de apenas executar movimentos programados e passem a interpretar informações do ambiente ao redor.
Com isso, eles podem ser usados em atividades como rondas patrimoniais, inspeções de segurança e monitoramento de áreas de risco.
"Ultimamente, a gente tem visto muito robô por aí. Eles fazem dancinhas e várias coisas diferentes. Mas, quando pensamos em aplicações para a indústria ou para a vida real, ainda falta utilidade prática. Usando IA, o BotBrain [nome do "cérebro"] é o que realmente deixa o robô mais útil e funcional", diz Danielle Santos, chefe de projetos da BotBot.
"A ideia é que ele consiga circular pelo ambiente para identificar se funcionários estão usando capacete, possam detectar vazamentos de gás ou até princípios de incêndio, tarefas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer hoje em dia", completa Danielle.
Por enquanto, a tecnologia é voltada para empresas. Mas o projeto também abre caminho para que, no futuro, robôs mais “espertos” façam parte da rotina dentro de casa.
O aluguel do sistema custa US$ 1 mil por mês (cerca de R$ 5 mil) e não inclui o robô, que é vendido separadamente por outros fabricantes. Segundo Danielle, o valor ainda é elevado porque é uma tecnologia nova. Ela afirma que os clientes recebem atualizações sempre que o produto ganha melhorias.
A ideia da BotBot não é inédita. Outras empresas também trabalham para deixar robôs mais inteligentes usando IA.
É o caso da Skild AI, startup fundada em 2023. Segundo a Nvidia, parceira deles, o sistema já foi capaz de executar algumas tarefas simples, como limpar uma mesa de escritório e guardar um fone de ouvido dentro da própria caixa durante testes — coisas que robôs convencionais ainda não conseguem fazer, ou não fazem muito bem.
Em janeiro deste ano, a Boston Dynamics, uma das principais fabricantes de robôs do mundo, anunciou uma parceria com o Google DeepMind para tornar robôs humanoides mais inteligentes com ajuda de IA.
Segundo as empresas, o objetivo é que esses robôs consigam executar tarefas industriais complexas, começando pela indústria automotiva.
Em entrevista ao g1, em fevereiro, Marcio Aguiar, diretor da Nvidia para a América Latina, afirmou que o mercado já está de olho no “Physical AI”, termo usado para definir a integração entre IA e sistemas físicos, como robôs.
Segundo ele, a tecnologia já avançou a ponto de permitir respostas e raciocínios cada vez mais rápidos por parte das máquinas.
O equipamento usado pela startup brasileira é chamado de BotBrain, um dispositivo roxo que fica acoplado ao robô (veja na imagem acima). Segundo Danielle Santos, a tecnologia é compatível com robôs bípedes (humanoides), quadrúpedes (estilo “cachorrinho”) e modelos com rodinhas.
Em alguns robôs, o módulo físico pode ser instalado diretamente no equipamento. Em outros, porém, os fabricantes não permitem esse tipo de adaptação. Nessa situação, a empresa utiliza apenas o software do BotBrain, que é transferido para o robô. (veja na imagem abaixo)
O aparelho conta com câmeras, sensores e alto-falantes, e funciona integrado a um software no computador. Por meio dele, um humano pode monitorar, configurar e definir ações para o robô que recebe o “cérebro”.
Modelo de robô que não permite a instalação do "cérebro" físico. — Foto: Reprodução/Instagram
Segundo Danielle, o sistema permite que o equipamento tome decisões a partir de regras previamente definidas. Ela cita como exemplo um robô responsável por monitorar um ambiente com cinco portas.
"Suponhamos que o robô esteja em um ambiente com cinco portas. Ele já mapeou o local e entendeu que elas devem ficar fechadas. Se ele faz essa ronda a cada hora e encontra uma porta aberta, dependendo da configuração, pode enviar uma mensagem para a central de segurança", diz.
A empresa afirma que a tecnologia também pode ser usada em atividades de monitoramento de estruturas como pontes e barragens. Nesses casos, o robô faz a inspeção e transmite para um humano as informações coletadas no local.
A startup tem atualmente nove funcionários e mantém escritórios em São Paulo e em Portugal. A empresa busca novos investimentos para expandir o negócio e afirma já ter despertado o interesse de companhias do exterior.
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