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Dólar abre em alta, com ata do Copom e negociações entre EUA e Irã no foco

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Dólar abre em alta, com ata do Copom e negociações entre EUA e Irã no foco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (23) em alta e marcava um avanço de 0,71% perto das 9h, cotado a R$ 5,1779. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem no centro das atenções. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas nesta terça-feira, e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das tratativas. O maior tráfego no Estreito de Ormuz, no entanto, já alimenta esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo.

Em meio a esse cenário, os preços do petróleo vivem mais um dia de queda nesta terça-feira. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,13%, a US$ 77,80. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA tinha um recuo de 0,08%, para US$ 73,80.

▶️ No Brasil, o destaque fica com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central (BC) indicou que a decisão de mante juros inalterados veio mesmo em meio à piora do cenário para a inflação nos próximos anos, reiterando que o colegiado preferiu não reagir às reações de preços, que ainda são resultado das incertezas com a guerra no Oriente Médio.

▶️No mercado acionário, as bolsas globais passam por um dia mais negativo, puxadas pelas ações de tecnologia. Investidores avaliam os altos investimentos de empresas de semicondutores e inteligência artificial, questionando o quanto essas companhias ainda conseguirão dar o retorno esperado, que justifique o alto preço dos papéis.

Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguiam no radar dos investidores nesta terça-feira. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington se encerraram e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das conversas com o governo americano. Acompanhe todos os desdobramentos.

O país também informou que formará uma equipe com Omã para chegar a um acordo sobre a "gestão futura da navegação" no Estreito de Ormuz e estudar os "custos" dos serviços de cobrança para travessias.

Ainda assim, o canal registrou, na véspera, o tráfego mais intenso de navios desde o início da guerra, com pelo menos 35 embarcações com carga tendo atravessado o Estreito.

O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos.

Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional, o que também pode influenciar nas cotações do petróleo nesta terça-feira.

A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.

Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.

Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.

Na Europa, os principais índices acionários tinham perdas nesta manhã, com destaque para o DAX, da Alemanha, que recuava 0,99% perto das 9h. O FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,48% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, caía 0,62%.

Na Ásia, os mercados acionários tiveram uma queda generalizada nesta terça-feira, puxados por papéis de tecnologia e conforme investidores acompanhavam a situação no Oriente Médio.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 2,77%, devolvendo os ganhos da véspera. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 1,4%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,82%, enquanto o Nikkei, do Japão, perdeu 3,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 9,99%.

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