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Brasil ganha 9.215 novos milionários em 2025, mas segue entre os países mais desiguais do mundo, diz UBS

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Brasil ganha 9.215 novos milionários em 2025, mas segue entre os países mais desiguais do mundo, diz UBS

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 30/06/2026 09:44

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O Brasil ganhou 9.215 novos milionários em 2025 e encerrou o ano com 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões), segundo o Global Wealth Report 2026, divulgado nesta terça-feira (30) pelo banco UBS.

O avanço representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior e mantém o país como o que concentra o maior número de milionários da América Latina.

Apesar do aumento da população de alta renda, o relatório mostra que o Brasil continua entre os países com maior concentração de riqueza do mundo.

O país ocupa a 4ª posição entre os 56 mercados analisados, com um coeficiente de Gini de 0,81, nível que indica forte concentração de riqueza e o coloca em empate com a África do Sul, além de ficar logo abaixo de Rússia e Emirados Árabes Unidos, que lideram o ranking de desigualdade.

Na outra ponta, os países mais igualitários da amostra são a Eslováquia (0,38), a Bélgica (0,46) e o Catar (0,47), onde a distribuição de riqueza é mais equilibrada entre a população.

🔍 O coeficiente de Gini mede o nível de desigualdade na distribuição da riqueza em um país. Quando está mais próximo de 0, indica que a riqueza está mais bem distribuída entre a população; quando se aproxima de 1, significa que uma pequena parcela das pessoas concentra a maior parte do patrimônio, enquanto a maioria possui pouco ou quase nada.

O estudo aponta ainda que cerca de 69% da população adulta brasileira possui patrimônio inferior a US$ 10 mil (cerca de R$ 51 mil), permanecendo na base da pirâmide da riqueza global.

Ao mesmo tempo, a riqueza coletiva dos bilionários brasileiros avançou mais de 50% em 2025, impulsionada tanto pela valorização dos patrimônios quanto pelo surgimento de novos bilionários.

Outro dado destacado pelo UBS é o elevado nível de endividamento. No Brasil, as dívidas representam 23,4% da riqueza bruta, uma das maiores proporções entre os países analisados.

Já os ativos financeiros — que incluem dinheiro em conta, poupança, ações, títulos, fundos de investimento e previdência privada — correspondem a 73,3% da riqueza bruta dos brasileiros.

O relatório também mostra que, apesar do crescimento do número de milionários, a evolução da riqueza da população como um todo foi mais limitada.

Desde 2020, a riqueza média por adulto no Brasil caiu 3,13%, quando medida em moeda local e descontada a inflação.

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores — Foto: Pixabay

No mundo, a riqueza pessoal cresceu 10,8% em 2025, mais que o dobro do ritmo registrado nos dois anos anteriores, impulsionada pelo bom desempenho dos mercados financeiros e pela valorização de ativos não financeiros.

Com esse avanço, o planeta ganhou quase 1 milhão de novos milionários, elevando o total para 57,5 milhões de pessoas. Os Estados Unidos responderam por quase metade desse crescimento.

O número de bilionários também aumentou, chegando a 3.302, alta de 13,1% em relação a 2024. Já a riqueza conjunta desse grupo avançou 25%.

Apesar da expansão global, o UBS ressalta que o crescimento ocorreu de forma desigual. Em muitos mercados, a riqueza mediana caiu, indicando que os ganhos ficaram concentrados entre as pessoas de maior patrimônio.

Segundo o banco, as oscilações cambiais também influenciaram os resultados. A desvalorização do dólar frente a moedas como o euro impulsionou o crescimento da riqueza, quando convertida para a moeda americana, especialmente nos países da Europa.

O Global Wealth Report 2026, do UBS, estima a riqueza em 56 países usando modelos estatísticos com base em dados de organismos internacionais como Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas (ONU).

O estudo define riqueza como tudo o que as pessoas possuem em bens e investimentos (como dinheiro e imóveis), descontadas as dívidas. Os dados são apresentados em dólares e ajustados por inflação e câmbio para facilitar comparações entre países.

O relatório também diferencia média e mediana da riqueza, usa o coeficiente de Gini para medir desigualdade e separa ativos entre financeiros (como dinheiro e investimentos) e não financeiros (como imóveis).

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