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25 tipos de agrotóxicos são detectados no rio Tietê, mostra estudo da SOS Mata Atlântica
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25 tipos de agrotóxicos são detectados no rio Tietê, mostra estudo da SOS Mata Atlântica
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/07/2026 04:47
Agro 25 tipos de agrotóxicos são detectados no rio Tietê, mostra estudo da SOS Mata Atlântica Entre eles, está a atrazina, herbicida que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou, em 2024, como potencialmente cancerígeno. Por Paula Salati, g1 — São Paulo
Um estudo da SOS Mata Atlântica detectou 25 tipos de agrotóxicos em coletas de água realizadas em 14 pontos diferentes do rio Tietê.
As amostras continham herbicidas, fungicidas e inseticidas. Essas substâncias são amplamente utilizadas em plantações de cana-de-açúcar, soja e citros na bacia.
A pesquisa identificou a presença de atrazina em níveis acima do limite permitido. O herbicida é proibido na União Europeia por riscos à saúde.
A expedição ocorreu entre os dias 9 e 14 de junho de 2025. Foram identificados microplásticos e 16 substâncias entre medicamentos e drogas ilícitas.
Pesquisadoras e pesquisadores coletaram amostras da água em 14 pontos do rio. — Foto: SOS Mata Atlântica
Vinte e cinco tipos de agrotóxicos foram encontrados ao menos uma vez em amostras de água coletadas em 14 pontos do rio Tietê durante uma expedição realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com universidades e o Instituto Itaúsa.
As análises identificaram herbicidas, fungicidas e inseticidas amplamente usados em culturas predominantes na bacia do Tietê, como cana-de-açúcar, soja e citros (laranja e limão).
➡️ Após a aplicação nas lavouras, apenas parte dos agrotóxicos atinge as pragas. O restante pode ser carregado pela chuva ou infiltrar-se no solo, chegando a rios, córregos e outras fontes de água.
O estudo, conduzido pelo Laboratório de Ecotoxicologia do CENA/USP, identificou a presença de atrazina, herbicida usado no Brasil para controlar plantas daninhas, mas proibido na União Europeia desde 2004 por causa dos riscos ao meio ambiente e à saúde humana.
Em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a atrazina como uma substância com potencial para causar câncer.
Em alguns trechos do Tietê, a concentração de atrazina superou o limite estabelecido pela Resolução Conama nº 357/2005, que define os padrões de qualidade da água em rios brasileiros.
Os herbicidas tebutiurom e clomazona, por sua vez, foram encontrados em todos os pontos de coleta ao longo do rio. As maiores concentrações dessas substâncias foram registradas no trecho entre Pirapora do Bom Jesus e Barra Bonita, região marcada pela intensa atividade agrícola.
Mesmo na região da nascente, em Salesópolis, considerada relativamente preservada, foram identificados herbicidas e inseticidas.
Veja abaixo a lista dos agrotóxicos encontrados e a frequência com que foram detectados nas amostras de água coletadas em 14 pontos do rio Tietê.
Tebutiurom: 100%Clomazona: 100%Diurom: 92,86%Ciproconazol: 85,71%Hexazinona: 85,71%Atrazina: 85,71%Terbutilazina: 85,71%Acetamiprido: 85,71%Azoxistrobina: 78,57%Ametrina: 78,57%Metalaxil-M: 71,43%Tebuconazol: 71,43%Metribuzim: 71,43%Prometrina: 64,29%Fipronil: 64,29%Imidacloprido: 57,14%Malationa: 50%Bentazona: 42,86%Tiametoxam: 42,86%Bromacil: 28,57%Propamocarbe: 21,43%Trifloxistrobina: 14,29%Fludioxonil: 14,29%Indaziflam: 7,14%Mesotriona: 7,14%
Segundo o estudo, os fungicidas e inseticidas encontrados no rio podem prejudicar peixes e outros organismos aquáticos. Entre os impactos estão alterações no funcionamento do organismo desses animais, mudanças de comportamento e desequilíbrios na cadeia alimentar.
O problema pode ser ainda maior quando diferentes agrotóxicos estão presentes ao mesmo tempo, já que a combinação dessas substâncias pode potencializar seus efeitos.
"Embora processos naturais de diluição e autodepuração ocorram ao longo do rio, especialmente nos trechos Médio e Baixo Tietê, a água dessas regiões é utilizada para abastecimento público, o que suscita preocupações adicionais", diz o relatório.
"Isso porque os sistemas convencionais de tratamento nem sempre são plenamente eficazes na remoção de diversos contaminantes orgânicos, incluindo diferentes classes de agrotóxicos", acrescenta.
A expedição percorreu mais de 1.100 quilômetros do rio Tietê entre os dias 9 e 14 de junho de 2025, da nascente, em Salesópolis, até a foz no rio Paraná, em Itapura.
Além dos agrotóxicos, as análises identificaram microplásticos em todos os pontos de coleta e 16 substâncias, entre medicamentos e drogas ilícitas, incluindo cocaína.
Equipe utilizou barcos em diversos trechos da expedição para poder coletar a água no ponto médio entre as margens. — Foto: SOS Mata Atlântica
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