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Guerra entre EUA e Irã se intensifica com novos ataques no Golfo; petróleo atinge maior nível em mais de um mês
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Guerra entre EUA e Irã se intensifica com novos ataques no Golfo; petróleo atinge maior nível em mais de um mês
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/07/2026 07:48
Mundo Guerra entre EUA e Irã se intensifica com novos ataques no Golfo; petróleo atinge maior nível em mais de um mês Irã diz ter atacado bases militares americanas e instalações estratégicas em países aliados dos EUA; confrontos avançam sobre infraestrutura civil e elevam temores de uma escalada ainda maior no conflito. Por Reuters
O Irã lançou novos ataques no Golfo neste sábado (18) contra aliados dos EUA. A ação ocorre após a 7ª noite consecutiva de ofensivas americanas na região.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido bases americanas e infraestruturas no Kuwait, Bahrein e Jordânia. Voos no aeroporto kuwaitiano foram suspensos.
Após acusações mútuas sobre o tráfego marítimo nesta sexta-feira (17), o preço do petróleo subiu mais de 4%. O valor atingiu o maior nível em um mês.
Ataques atingiram usinas de dessalinização. No sul do Irã, bombardeios destruíram pontes e deixaram mortos e cerca de 10 mil pessoas sem abastecimento de água.
O Comando Central dos EUA concluiu 7 dias de ataques. Donald Trump ameaçou realizar ofensivas aéreas em larga escala contra a infraestrutura do Irã.
Um mês após acordo, EUA bombardeiam Irã pelo 7º dia seguido; petróleo tem a maior alta desde abril
O Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo neste sábado (18), após a sétima noite consecutiva de ofensivas dos Estados Unidos contra alvos militares iranianos, incluindo instalações logísticas. Os confrontos intensificam a guerra uma semana após o rompimento do cessar-fogo.
O Kuwait foi alvo de ataques contínuos. Uma usina de dessalinização foi atingida, e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait foram suspensas devido a sucessivas ameaças de mísseis e drones. (acompanhe a cobertura ao vivo)
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.
Segundo a mídia estatal iraniana, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) também atacou a Base Aérea de Sheikh Isa, no Bahrein, onde estariam concentradas aeronaves de combate americanas, além de um centro de dados de inteligência.
Ainda de acordo com a TV estatal iraniana, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia, na madrugada deste sábado.
"Como não existe nenhuma instituição internacional para impedir a selvageria das forças armadas dos EUA, não nos resta outro caminho senão o mandamento do Alcorão: 'Quem vos atacar, atacai-o da mesma maneira'", afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado.
Na sexta-feira (17), os dois lados trocaram acusações sobre o tráfego marítimo. Os EUA disseram estar impondo um bloqueio naval, enquanto o Irã afirmou que passou a atacar embarcações que, segundo Teerã, violavam suas regras de navegação no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo.
Os preços do petróleo subiram mais de 4% na sexta-feira e atingiram o maior nível em mais de um mês, aumentando a pressão política sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto o Partido Republicano tenta manter sua maioria nas eleições legislativas de novembro.
Washington e Teerã vêm testando os limites da escalada desde o colapso do acordo de cessar-fogo na semana passada, aumentando o risco de um retorno à guerra em larga escala.
A infraestrutura civil também passou a ser alvo com maior frequência, apesar das preocupações sobre possíveis crimes de guerra.
A imprensa iraniana informou que vários mísseis atingiram instalações de energia e unidades de dessalinização na cidade de Jask, no sul do país, neste sábado, citando uma autoridade local.
Segundo a agência de notícias Tasnim, cerca de 10 mil pessoas em 20 vilarejos ficaram sem abastecimento de água.
No Kuwait, uma usina de geração de energia e dessalinização foi atingida em um ataque iraniano, informou o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do país. Foi o segundo ataque a uma instalação desse tipo em dois dias.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou anteriormente ter concluído o sétimo dia consecutivo de ataques, atingindo sistemas de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e instalações marítimas do Irã.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com a escalada do conflito, especialmente com os "ataques à infraestrutura civil no Irã e em toda a região", afirmou seu porta-voz na sexta-feira.
A mídia iraniana também noticiou ataques na madrugada deste sábado na província de Hormozgan, às margens do Estreito de Ormuz. Segundo a TV estatal, três pessoas morreram e oito ficaram feridas. Duas pontes e um túnel rodoviário também foram danificados.
Na sexta-feira, a imprensa estatal iraniana informou que ataques dos EUA atingiram pelo menos cinco pontes no sul do país.
Sete pessoas teriam morrido em ataques contra pontes no porto de Bandar Khamir, onde uma estação ferroviária também foi atingida. Mais a leste, um aeroporto em Iranshahr também teria sido alvo.
Trump ameaçou lançar ataques aéreos em larga escala contra a infraestrutura iraniana e também se recusou a descartar uma ofensiva terrestre contra a costa ou ilhas do país.
Autoridades americanas disseram que os ataques ao sul do Irã têm, em parte, o objetivo de ampliar as opções militares à disposição do presidente.
Essas ações aumentam o risco de o Irã retaliar contra infraestruturas estratégicas de países do Golfo ou de aliados iranianos no Iêmen ampliarem os ataques a embarcações no Mar Vermelho, o que pode provocar novas interrupções no fornecimento global de energia.
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