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Dólar abre em queda, com redução das tensões no Oriente Médio

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Dólar abre em queda, com redução das tensões no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 09:51

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O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (27) em queda, com um recuo de 0,07% perto das 9h, cotado a R$ 5,0793, em meio ao alívio das tensões entre Estados Unidos e Irã. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A redução das tensões no Oriente Médio é o principal destaque da sessão. Apesar dos EUA e do Irã completarem dois dias seguidos sem ataques mútuos nesta segunda-feira (27), não há negociações de paz em andamento entre os países. Além disso, pelo menos seis navios que tentaram cruzar o Estreito de Ormuz foram impedidos pela Guarda Revolucionária iraniana.

Ainda assim, o dia é de alívio nos preços do petróleo. Perto das 850, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 7,83%, cotado a US$ 89,20. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 6,94% no mesmo horário, a US$ 83,11 o barril.

▶️ No Brasil, as atenções seguem voltadas para como o governo vai reagir ao tarifaço dos EUA. No domingo (26), o presidente Lula e o presidente chinês, Xi jinping, conversaram e defenderam o aprofundamento da cooperação bilateral em áreas estratégicas, além da aceleração das negociações para um acordo entre a China e o Mercosul.

▶️ Na agenda da semana, destaque para a decisão de juros nos EUA. Dados da CME Group apontam que a maioria do mercado espera uma manutenção das taxas por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Dados de atividade e inflação nos EUA e no Brasil também ficam no radar, além de novos balanços corporativos.

Irã e Estados Unidos deram uma pausa na troca de ataques, mas não há negociações de paz em andamento, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do regime iraniano, Esmaeil Baqaei.

"Atualmente não temos negociações com os Estados Unidos. As negociações que temos, e que podem genuinamente estar sujeitas a diferentes interpretações, são as negociações que temos com Omã. Elas estão focadas na criação dos acordos necessários em relação ao Estreito de Ormuz", afirmou.

Apesar da falta de diálogo, após a terceira noite consecutiva sem ataques americanos a seu território, o Irã anunciou que também suspendeu seus bombardeios de retaliação contra países vizinhos que são aliados dos EUA.

"Nas duas últimas noites, os americanos detiveram seus ataques. Como nossa estratégia está baseada essencialmente na resposta, também interrompemos nossas operações", afirmou o porta-voz militar iraniano, Mohammad Akraminia, acrescentando que, se os americanos "insistirem em continuar com a guerra, particularmente com ataques aéreos", o conflito "se estenderá ainda mais".

Apesar da trégua não oficial, nas últimas 24 horas, seis navios que tentaram cruzar o Estreito de Ormuz foram impedidos pela Guarda Revolucionária iraniana, reportou a TV estatal iraniana. Um dia antes, mais quatro também foram detidos.

O tráfego ainda limitado pelo canal, que é uma das principais rotas marítimas da região, por onde passam cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, continua a trazer preocupações para a oferta global da commodity. Ainda assim, o alívio das tensões ainda traz um dia de alívio nos preços nesta segunda-feira (27).

Na Ásia, as ações chinesas subiram nesta segunda-feira, com investidores otimistas com o lançamento da fabricante de chips de memória CXMT Corp na bolsa.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, e o Índice de Xangai fecharam em alta de 1,15%

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 0,97%. O Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,50%.

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