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Estreito de Ormuz: guerra no Oriente Médio coloca em risco rota vital do petróleo mundial; conheça

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 12:40

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1971,22%Dólar TurismoR$ 5,3930,92%Euro ComercialR$ 6,0780,13%Euro TurismoR$ 6,3260,02%B3Ibovespa188.551 pts-0,12%MoedasDólar ComercialR$ 5,1971,22%Dólar TurismoR$ 5,3930,92%Euro ComercialR$ 6,0780,13%Euro TurismoR$ 6,3260,02%B3Ibovespa188.551 pts-0,12%MoedasDólar ComercialR$ 5,1971,22%Dólar TurismoR$ 5,3930,92%Euro ComercialR$ 6,0780,13%Euro TurismoR$ 6,3260,02%B3Ibovespa188.551 pts-0,12%Oferecido por

Ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã levaram à interrupção da navegação no Estreito de Ormuz, crucial para o escoamento de petróleo.

A guerra provocou uma alta de 13% no preço do petróleo, que superou US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.

Localizado entre Omã e Irã, o estreito é responsável pelo transporte de até 20,8 milhões de barris de petróleo e gás diariamente.

O Irã já ameaçou fechar a passagem em outros conflitos, mas historicamente evita bloqueios prolongados devido a retaliações.

Os Estados Unidos mantêm uma forte presença militar no Golfo Pérsico desde os anos 1980 para garantir a segurança da navegação.

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último fim de semana levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz, a principal rota marítima para o escoamento do petróleo do Oriente Médio.

A interrupção da navegação acendeu um alerta nos mercados internacionais, já que pode elevar o preço dos combustíveis e encarecer produtos e serviços em vários países.

Localizada entre Omã e o Irã, essa passagem é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para os navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas.

O agravamento do conflito no Oriente Médio levou países da região a interromper, por precaução, a produção de petróleo e gás, o que provocou forte alta nos preços da energia.

Na abertura dos mercados internacionais, na noite de domingo (1), o petróleo disparou cerca de 13% e superou US$ 82 por barril — o maior nível desde janeiro de 2025 — diante do temor de bloqueios no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do comércio mundial de energia.

Conheça o Estreito de Ormuz e entenda por que ele é crucial para o abastecimento global de petróleo.

A história do Estreito de Ormuz é marcada por sua importância como corredor comercial e, mais recentemente, como ponto estratégico da energia mundial.

Nos séculos 16 e 17, potências europeias disputaram o controle da região para proteger suas rotas marítimas.

No século 20, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico ampliou a relevância do estreito. Após a Segunda Guerra Mundial, ele se consolidou como via essencial para o transporte de petróleo do Oriente Médio para outros continentes.

Durante a guerra entre Irã e Iraque (1980–1988), navios petroleiros foram atacados, e os Estados Unidos passaram a escoltar embarcações.

Desde então, o estreito é um dos principais focos de tensão geopolítica. O Irã já ameaçou fechá-lo em resposta a sanções e conflitos com os Estados Unidos e Israel, embora nunca tenha interrompido a navegação por longos períodos.

Atualmente, uma fatia expressiva do petróleo consumido no mundo passa por Ormuz, além de grande parte do gás exportado pelo Catar, o que faz qualquer conflito na região impactar os preços da energia e os mercados globais.

Entre o início de 2022 e maio deste ano, passaram diariamente pela região entre 17,8 milhões e 20,8 milhões de barris de petróleo bruto, condensado ou combustíveis, segundo dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa.

Países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque escoam a maior parte de sua produção por essa rota, sobretudo para a Ásia.

Para reduzir a dependência do estreito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita investem em alternativas terrestres.

O Catar, um dos maiores exportadores de gás natural liquefeito do mundo, envia quase toda a sua produção por Ormuz.

De acordo com a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, os oleodutos existentes nesses países tinham capacidade ociosa de cerca de 2,6 milhões de barris por dia, que poderia ser usada para contornar o estreito (dados de junho do ano passado).

Os Estados Unidos são o principal país responsável por garantir a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz, mas atuam junto com aliados.

Desde os anos 1980, após ataques a petroleiros na guerra entre Irã e Iraque, os EUA mantêm uma forte presença militar no Golfo Pérsico por meio da Marinha dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira (2), os mercados iniciaram a semana em clima de tensão diante do agravamento do conflito no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O impacto mais imediato foi sobre os preços da energia.

Na abertura dos mercados, o petróleo disparou cerca de 13%, ultrapassando os US$ 82 por barril, o maior patamar desde janeiro de 2025. Por volta das 10h18 (horário de Brasília), o Brent subia 8,30%, cotado a US$ 78,92, e o WTI ganhava 7,74%, negociado a US$ 72,19.

Após bombardeios e ataques com drones envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, diversos países da região interromperam preventivamente suas operações no setor de energia.

O Catar suspendeu a produção de gás natural liquefeito depois que uma instalação foi atingida por drones;A Arábia Saudita fechou temporariamente, por motivos de segurança, sua maior refinaria, em Ras Tanura;No Curdistão iraquiano, quase toda a produção de petróleo foi paralisada;Em Israel, o governo determinou a interrupção das atividades em grandes campos de gás no mar, como Leviatã e Tamar;No Irã, explosões foram registradas nas proximidades da ilha de Kharg, responsável pela maior parte das exportações de petróleo do país.

Em momentos de crise, Teerã costuma ameaçar bloquear o Estreito de Ormuz, mas historicamente evita manter a medida por longos períodos devido ao risco de retaliação internacional.

Desta vez, porém, analistas consideram o cenário mais sensível em razão da intensidade dos confrontos e do envolvimento direto de grandes potências.

Para os mercados, a principal incógnita é o tempo de duração da interrupção da navegação. Se o tráfego for normalizado rapidamente, os preços tendem a recuar, embora devam permanecer elevados.

Caso contrário, cresce o risco de que o barril atinja novas máximas e de que o gás natural volte a níveis observados em conflitos anteriores.

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Cinco dias podem transformar um negócio? Empreendedores contam o impacto do Empretec

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 02/03/2026 12:40

Empreenda com Sebrae Especial Publicitário Cinco dias podem transformar um negócio? Empreendedores contam o impacto do Empretec Voltada a quem busca sair da inércia, imersão estimula o desenvolvimento de habilidades práticas e de um olhar mais estratégico para os negócios. Por Sebrae

Josi Oliveira, empreendedora do setor de beleza e bem-estar, transformou seu negócio após o Empretec, seminário prático criado pela ONU e aplicado pelo Sebrae — Foto: divulgação

Em cinco dias comuns, de segunda a sexta, o empreendedor reage: resolve problemas, delega tarefas, apaga incêndios… Mas, quando não encontra espaço no dia a dia para planejar o negócio e olhar além do curto prazo, acaba inovando pouco e corre o risco de perder eficiência e visão de futuro. Era nesse ritmo intenso que Josi Oliveira, de 37 anos, se via. A pernambucana, que vive em São Paulo há 17 anos, buscava o crescimento de seu negócio, a JLR Beauty House.

Sua jornada empreendedora começou em janeiro de 2020, como sócia de uma esmalteria. Três meses depois, assumiu o negócio integralmente. Enfrentou a pandemia e consolidou os serviços em um conceito três em um: salão de beleza, esmalteria e estética corporal e facial. A mudança foi ditada pelo público: inserida em um ambiente corporativo, Josi percebeu que suas clientes precisavam otimizar tempo. Assim, o espaço foi desenhado para oferecer serviços rápidos com qualidade.

Cinco anos se passaram, e Josi estava cheia de incertezas: seu sonho, a formatação de franquias, permanecia parado. Foi quando um amigo lhe perguntou: “Você já pensou em fazer o Empretec?” Aquela pergunta, junto com um pouco de coragem, foi o que ela precisava para pausar a rotina e se dedicar. À época, em seis dias de imersão, Josi conseguiu fazer aquilo que estava parado não apenas andar, mas correr

Criado em 1988 pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), órgão da ONU, o Empretec não é um curso comum. Essa imersão para empreendedores é totalmente prática. A metodologia se estrutura nas 10 Características do Comportamento Empreendedor (CCEs), vivenciadas de forma intensa ao longo do seminário: busca de oportunidades, persistência, comprometimento, exigência de qualidade e eficiência, riscos calculados, definição de metas, busca de informações, planejamento e monitoramento sistemático, persuasão e rede de contatos e, por fim, independência e autoconfiança.

“O Empretec dá a noção dos desafios do dia a dia de um empresário e mostra as áreas que você precisa entender: planejamento, comercial, finanças, marketing, fornecedores… Posso até chamar de um test drive empresarial. No fim, você tem duas opções: encarar o negócio ou perceber que ele não é para você”, conta Josi.

No Brasil, o Empretec é executado com exclusividade pelo Sebrae, sendo o país mais bem-sucedido no mundo na aplicação da metodologia, concentrando cerca de 70% de todas as formações globais. Atualizado para acompanhar o ritmo do mercado, o programa passou de seis para cinco dias de duração, com dez horas de atividades on-line e 50 horas presenciais, somadas a um diferencial: ambientes interativos e jogos digitais.

Durante esse período, não basta assistir a palestras: é preciso planejar, executar e tomar decisões sob pressão. Para Josi, o choque de realidade abriu a mente não só para o sonho das franquias sair do papel, mas também para novas possibilidades. “O meu maior aprendizado com o Empretec foi enxergar as oportunidades que a gente deixa passar e perceber como um olhar diferente pode tirar você da estagnação. Fiz a imersão em junho de 2025 e, em outubro, já estava lançando a franquia e quatro produtos próprios na Feira do Empreendedor", lembra.

Manicure tradicional, escova expressa, design de sobrancelha e limpeza de pele são os carros-chefes do negócio 3 em 1 de Josi — Foto: divulgação

Os efeitos da imersão não terminaram no último dia. Josi passou a assumir, de fato, o papel de gestora. O planejamento virou regra, com metas anuais, revisões semestrais e ajustes trimestrais. Assim, unindo processos internos mais claros e uma estratégia de marketing estruturada, o resultado apareceu rápido: do fim de 2025 até agora, o número de interessados na franquia saltou de oito para 12 pessoas. Embora a atuação seja na capital paulista, a expansão do negócio já mira o interior do estado e a região santista.

O modelo da JLR Beauty House projeta uma margem de lucro entre 30% e 35% aos franqueados, além de diferenciais competitivos: suporte humanizado desde a implantação, apoio na formação de equipe, treinamento dos profissionais, entradas flexíveis e parcerias de financiamento. Paralelamente, a empresa investe em inovação, com uso de inteligência artificial para automação e autoatendimento, bem como o desenvolvimento de um aplicativo próprio. Convicta do impacto da metodologia, Josi tornou a participação no Empretec um pré-requisito para qualquer franqueado da rede.

E essa experiência transformadora em cinco dias intensos não se encerra nessa história. Natalia Fogaça e Davi Amorim, casal à frente de uma hamburgueria temática inspirada em séries e filmes, também viveram o Empretec como um processo de autoconhecimento e definição de metas. Veja!

O Empretec é aplicado em diferentes formatos, conforme o perfil do empreendedor. O modelo tradicional é voltado a líderes de negócios; o Empretec Rural, com 60 horas presenciais, atende quem atua no agronegócio; e o Startup, com 50 horas de imersão, é direcionado a quem busca escalar modelos inovadores. Para quem já passou pela experiência, o Arena propõe soluções ágeis, com foco em inovação e resultados práticos, reunindo 10 horas de atividades on-line e 40 horas de imersão presencial.

“Esta iniciativa visa ao desenvolvimento do comportamento empreendedor com a identificação de novas oportunidades de negócios e proporciona aos participantes melhoria no desempenho empresarial, maior segurança na tomada de decisões e ampliação da visão de oportunidades. É uma ferramenta ideal para que os participantes possam desenvolver suas competências empreendedoras na prática”, destaca Décio Lima, presidente do Sebrae.

Para participar do Empretec é preciso realizar um processo seletivo conduzido pelo Sebrae em cada estado e considerar a disponibilidade de turmas, datas e possíveis subsídios. A seleção inclui uma entrevista comportamental de cerca de 50 minutos, que hoje pode contar com apoio de inteligência artificial para maior agilidade. Mais do que analisar o negócio, o processo busca entender se o empreendedor está em um momento adequado para vivenciar a intensidade da imersão e extrair dela o máximo potencial.

Ao olhar para trajetórias como a de Josi e para os mais de 400 mil empreendedores formados pelo Empretec ao longo de seus 32 anos no Brasil, fica evidente que, sim: cinco dias podem significar um despertar profundo para o empreendedor.

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Governo proíbe comercialização de marca de palmito em conserva; veja qual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 11:02

Agro Governo proíbe comercialização de marca de palmito em conserva; veja qual Empresa Palmito Lemos não tinha licença sanitária para funcionar ou comprovação de boas práticas de produção. Por Vivian Souza

A agência identificou ausência de boas práticas de fabricação e controle de qualidade do produto.

A marca Palmito Lemos foi proibida de comercializar qualquer lote do produto. A medida foi determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e divulgada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (2).

Segundo a Anvisa, a empresa não tinha licença sanitária para funcionar ou comprovações de boas práticas de produção.

Também foi identificada a ausência de análise de riscos, controles de garantia e registros dos lotes e do nível de acidez no palmito em conserva, conforme os padrões de identidade e qualidade exigidos.

Além da comercialização, a empresa não pode fabricar, distribuir, usar ou realizar propagandas do produto.

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Dólar abre em alta com mercado de olho na escalada do conflito entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 10:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (2) em alta, com avanço de 0,21% na abertura, cotado a R$ 5,1475. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No Oriente Médio, os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, seguidos por uma resposta de Teerã, aumentaram o risco de que o conflito se amplie. Na ofensiva, morreram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e outras autoridades do país.

▶️ Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita informaram que também foram atingidos. Em vídeo divulgado pela Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as ações continuam “à plena força” e que só devem parar quando os objetivos forem alcançados.

▶️ Diante da escalada, os preços do petróleo e do gás subiram com força, enquanto as bolsas registraram queda. Às 8h15 GMT (5h15 de Brasília), o barril do Brent avançava 9,7%, a US$ 79,95, e o WTI subia 9%, a US$ 73,04.

▶️ No Brasil, a semana começa com a divulgação do relatório Focus, que reúne as projeções do mercado para a economia. Também está prevista, nos próximos dias, a publicação do PIB de 2025.

O mercado ficou mais preocupado com o setor de tecnologia, especialmente com empresas ligadas à inteligência artificial após os resultados da Nvidia, e isso puxou as ações para baixo.

Além disso, dados de inflação vieram acima do esperado, o que deixou os investidores ainda mais cautelosos. Com isso, o índice Nasdaq caminha para ter sua pior queda mensal desde março de 2025.

Na abertura do pregão, o Dow Jones caiu 0,50%, o S&P 500 recuou 0,76% e o Nasdaq teve baixa de 1,15%.

Na Europa, as bolsas sobem, apoiadas por resultados melhores do que o esperado de várias empresas e pela análise de novos dados econômicos.

O clima é positivo a ponto de o mercado europeu atingir um novo recorde e caminhar para o oitavo mês seguido de ganhos, apesar de preocupações ligadas a tarifas e possíveis impactos de novas tecnologias como a inteligência artificial.

Entre os índices, o STOXX 600 avança 0,3%, chegando a 635,04 pontos. Na Alemanha, o DAX sobe 0,18%. No Reino Unido, o FTSE 100 tem alta de 0,48%. Na França, o CAC 40 opera com leve queda de 0,09%.

Na Ásia, as bolsas tiveram desempenho misto. Na China, os índices fecharam praticamente estáveis, mas ainda assim encerraram a semana com ganhos, já que investidores voltam gradualmente ao mercado após o feriado do Ano Novo Lunar.

Nos fechamentos do dia: em Xangai, o índice subiu 0,4%, enquanto o CSI300 caiu 0,3%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%. Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,16%, alcançando 58.850 pontos.

Em Seul, o KOSPI caiu 1%, fechando a 6.244 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX não abriu hoje, permanecendo fechado.

O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. — Foto: Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo

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Conflito deve atrasar visita de Lula a Washington, dizem assessores do presidente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 10:05

Integrantes do governo brasileiro já dão como certo o adiamento da visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington, por conta do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Três assessores próximos de Lula confirmaram ao blog que agora o mais provável é que se aguarde "dias ou semanas".

Segundo o blog apurou com auxiliares de Lula e com o próprio Itamaraty, não havia data definida, mas se trabalhava com o mês de março.

Agora, eles já reconhecem que pode ficar para o fim do mês ou para abril, a depender do conflito no oriente médio.

Os EUA também não haviam sugerido datas, apesar da menção de Trump, na última conversa com Lula, para que fosse uma visita de Estado a Washington.

Neste sábado (28), logo após os primeiros ataques dos EUA e Israel, o governo brasileiro divulgou duas notas condenando a ação em meio a negociações e defendendo o respeito ao direito internacional.

Apesar disso, as fontes do governo brasileiro afirmam que o diálogo com o governo Trump não foi afetado e os dois presidentes seguem com canal direto de conversações.

LEIA TAMBÉM: 'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio

Os Estados Unidos e Israel realizaram neste sábado (28) uma grande ofensiva aérea contra alvos militares e estratégicos no Irã, alegando ser necessário destruir o programa nuclear iraniano e responder a ameaças do regime.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases norte‑americanas em diversos países do Oriente Médio.

Os ataques atingiram o topo da liderança iraniana e resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, confirmada pelo próprio governo iraniano horas depois.

Outras altas autoridades militares, incluindo o chefe do Estado‑Maior e o ministro da Defesa, também morreram.

O conflito ampliou drasticamente as tensões regionais, fechou o Estreito de Ormuz, provocou centenas de mortes no Irã e desencadeou ondas de ataques em vários países do Oriente Médio.

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Liquidez está preservada, mas BRB precisa incrementar capital para se proteger, diz parecer

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 10:05

Distrito Federal Liquidez está preservada, mas BRB precisa incrementar capital para se proteger, diz parecer Documento recomenda aprovação de PL que autoriza uso de nove imóveis públicos do DF para ajudar a recapitalizar o banco. Por Thiago Resende, Iana Caramori, TV Globo e g1 DF

Um parecer interno do Banco de Brasília (BRB), assinado neste domingo (1º) pela Associação de Advogados do banco, aponta que a liquidez da instituição está "preservada", mas que há necessidade de incrementar o capital do BRB.

O documento a qual o g1 teve acesso recomenda a aprovação pela Câmara Legislativa (CLDF) do projeto de lei que autoriza o uso de nove imóveis públicos do DF para ajudar a recapitalizar o banco.

"Trata-se menos de “salvar” o BRB e mais de proteger e capitalizar um ativo público rentável e essencial ao DF — preservando empregos, empresas e programas sociais — contra um evento extraordinário, com salvaguardas robustas e fiscalização contínua", aponta a nota técnica.

Ainda de acordo com o parecer, "o banco mantém liquidez para honrar compromissos de curto prazo e operar normalmente".

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, está na CLDF para detalhar a situação patrimonial do banco. Os deputados devem voltar a se reunir no período da tarde para discutir o PL.

Entre 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões para o Master. Desses, segundo a Polícia Federal, pelo menos R$ 12,2 bilhões envolvem operações em que há fortes indícios de fraude.

➡️Ao longo de meses, o BRB tentou fechar um acordo para comprar o Banco Master. A operação tinha o apoio do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), mas foi barrada pelo Banco Central.

➡️O Ministério Público Federal identificou "indícios de participação consciente dos dirigentes do BRB no suposto esquema fraudulento engendrado pelos gestores do Banco Master".

➡️ Nelson Antônio de Souza assumiu o BRB após a operação Compliance Zero, em novembro de 2025, mirar o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa. A atual gestão do BRB e uma auditoria independente seguem investigando a situação interna da instituição.

Apesar de dizer que não é uma operação de salvamento, a associação não descarta o pior cenário: a liquidação do banco pelo Banco Central se os níveis prudenciais de capital não forem recompostos.

Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança — Foto: Reprodução/TV Globo

Se houver acordo, o projeto de lei de autoria do governador Ibaneis Rocha (MDB) sobre o uso dos imóveis para reforçar o capital do BRB pode ser pautado para votação nesta terça (3). Deputados de oposição e até aliados de Ibaneis, no entanto, vêm expressando resistência ao tema.

Do ponto de vista dos parlamentares de oposição, o projeto é visto como uma manobra para "salvar o calendário eleitoral" dos agentes políticos — Ibaneis Rocha, Celina Leão e aliados —, e não para salvar o patrimônio do BRB.

O governo Ibaneis esperava ter aprovado o projeto ainda em fevereiro. Quanto maior o "atraso", mais complicadas ficam as condições do BRB para captar dinheiro no mercado financeiro.

🔎 O governador Ibaneis nunca enfrentou dificuldades para aprovar os projetos que enviou à Câmara Legislativa desde que assumiu o Palácio do Buriti, em 2019.

🔎 O texto sobre os imóveis é visto como "teste" para saber o quanto o escândalo do Banco Master abalou o apoio de Ibaneis junto a seus aliados.

Enquanto aguarda o aval da Câmara Legislativa para usar esses imóveis, o BRB já convocou uma assembleia de acionistas para "incorporar" esses valores ao patrimônio. A reunião virtual está marcada para 18 de março.

A proposta que será levada aos investidores prevê emitir até 1,67 bilhão de ações ordinárias para captar dinheiro no mercado e reforçar o patrimônio da instituição.

💰Com essa emissão, o BRB espera aumentar o próprio capital social do banco em, no mínimo R$ 529 milhões – e, no máximo, R$ 8,86 bilhões de reais.

💰Hoje, o capital social do BRB é de R$ 2,34 bilhões. Ou seja: se conseguir captar o montante máximo, o BRB passaria a um capital de R$ 11,2 bilhões – cifra quase quatro vezes maior que o valor atual.

➡️ No início de fevereiro, o BRB entregou ao Banco Central um "plano preventivo" com medidas para recompor seu patrimônio e evitar o descumprimento de regras de solidez do mercado financeiro brasileiro.️ O documento é mantido sob sigilo.

O empréstimo, que pode inclusive ser tomado junto ao Fundo Garantidor de Crédito, é uma das hipóteses citadas pelo BRB no plano "preventivo" entregue ao Banco Central há duas semanas, segundo apurou o g1.

Se o empréstimo for tomado, esses recursos vão ajudar o BRB a melhorar o perfil de seus ativos – ou seja, reduzir o risco atrelado a seu patrimônio.

O objetivo é garantir que o banco permaneça sólido e não gere desconfianças no mercado. Ou seja: evitar abalos à credibilidade do BRB.

⬆️ Com essa garantia do governo do DF, o BRB teria condições de captar recursos em condições mais favoráveis – com juros menores, por exemplo – para dar mais consistência ao balanço patrimonial do banco, abalado após as transações mal-sucedidas para a compra do Banco Master, nos últimos anos.

⬇️ Em compensação, caso não consigam honrar o empréstimo no futuro, o BRB e o governo do DF podem se ver obrigados a alienar (vender) esses imóveis para pagar o compromisso assumido.

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TCU arquiva processo que pedia suspensão da sabatina de Otto Lobo para presidência da Comissão de Valores Mobiliários

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 08:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%Oferecido por

O Ministério Público solicitou a suspensão da sabatina de Otto Lobo devido a "supostas decisões polêmicas favoráveis ao Banco Master".

O TCU arquivou o pedido, alegando não ter autoridade para interferir no Senado e preservar o "princípio constitucional dos Poderes".

A indicação de Otto Lobo por Lula, em janeiro, ocorreu sem o apoio da equipe econômica, gerando críticas de especialistas do mercado.

A atuação da CVM no caso Banco Master é investigada pela CAE do Senado, que apura possíveis esquemas fraudulentos.

O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou o processo que pedia a suspensão da sabatina de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Imobiliários (CVM) no Senado Federal. O pedido foi feito junto ao Tribunal pelo Ministério Público.

A decisão do TCU foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (2). Na solicitação, além do pedido de suspensão da sabatina, o MP sugeriu também emitir um alerta ao Senado citando o que o órgão chamou de "supostas decisões polêmicas favoráveis ao Banco Master", envolvendo o representado/indicado".

Na decisão, o TCU argumentou não ter autoridade para interferir no processo de sabatina no Senado, uma vez que uma eventual interferência ou emissão de alerta "afrontaria o princípio constitucional dos Poderes, por se tratar de ato inerente à função parlamentar".

Esta não é a primeira vez que o MP solicita que o TCU decida sobre o processo de indicação ao CVM. No início de fevereiro, o ministro do TCU, Bruno Dantas, já havia indeferido uma solicitação do MP que questionava a indicação de Otto Lobo, também citando o caso Master como argumento.

No início de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou Otto Lobo para o cargo, mesmo sem o respaldo da equipe econômica.

A decisão foi mal-recebida por especialistas do mercado financeiro, que defendiam a necessidade de preservar a CVM de qualquer tipo de influência política.

🔎A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem como principal função regular fundos de investimento.

À época da indicação, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que Otto Lobo possui currículo acadêmico e profissional compatível com as atribuições e as responsabilidades do cargo.

O nome do indicado ainda precisa passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o que ainda não tem uma data para ocorrer.

A atuação da CVM no caso Master é um dos focos do grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criado para acompanhar as investigações.

Segundo a Polícia Federal, fundos podem ter sido usados em esquemas fraudulentos que envolvem o banco e outras instituições, como a Reag Investimentos.

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Preço do petróleo dispara após ataques ao Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 08:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%Oferecido por

Os preços do petróleo e do gás dispararam e as Bolsas operavam em queda nesta segunda-feira (2) em consequência do conflito no Oriente Médio, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e a resposta de Teerã.

Nas Bolsas, o principal afetado foi o setor aéreo e de turismo, cujas empresas registraram quedas expressivas.

O preço do barril de Brent chegou a operar em alta de quase 14%, enquanto o do West Texas Intermediate subiu 12% na abertura dos mercados após o ataque que matou o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e outros dirigentes do país.

O conflito regional afeta o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde transita quase 20% do petróleo mundial.

O Brent, referência internacional do petróleo, já havia incorporado progressivamente um valor de risco geopolítico até chegar a 72 dólares na sexta-feira, distante dos 61 dólares do início do ano.

Às 8h15 GMT (5h15 de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte subia 9,7%, a 79,95 dólares, e o WTI americano avançava 9%, a 73,04 dólares.

O preço do gás europeu disparou mais de 20%, já que a guerra coloca em risco as exportações de gás natural liquefeito do Golfo, em particular as vendas do Catar.

Às 8h00 GMT (5h00 de Brasília), o contrato futuro do TTF holandês, considerado a referência europeia, operava em alta de mais de 20%, depois de avançar 22%, a 38.885 euros, um preço ainda assim inferior ao registrado em janeiro devido a uma onda de frio.

Quase todas as Bolsas na Ásia fecharam em queda: Tóquio perdeu 1,4% e Hong Kong recuou 2,1%. A única exceção no continente foi a Bolsa de Xangai, que terminou a sessão com leve alta de 0,5%.

Na Europa, os mercados também abriram em baixa: às 8h05 GMT (5h05 de Brasília), Paris perdia 1,96%, Frankfurt 1,99%, Milão 2,13%, Londres 0,55% e Madri 2,58%.

O grande prejudicado foi o setor aéreo e de turismo. As companhias aéreas japonesas ANA e JAL perderam mais de 5%, a franco-holandesa AirFrance-KLM recuava 7,24% e a alemã Lufthansa, 5,77%.

As empresas de energia seguiram a tendência oposta, com fortes ganhos na abertura das Bolsas europeias: Shell (5,32%), BP (4,70%), Repsol (4,29%) e TotalEnergies (3,97%).

Após o ataque de domingo a vários navios na região do Golfo, a Organização Marítima Internacional (OMI) pediu às empresas de navegação que "evitem" a região.

O preço dos seguros tornou-se proibitivo e as principais empresas confirmaram a suspensão da passagem de seus navios pelo Estreito de Ormuz.

Em teoria, os países importadores de petróleo dispõem de reservas, já que os membros da OCDE devem manter 90 dias de estoques de petróleo bruto, mas não se descarta que os preços superem os 100 dólares.

"Em caso de uma interrupção prolongada do abastecimento através de Ormuz, o petróleo bruto poderia subir rapidamente para 100 dólares por barril (…) em particular se ocorressem ataques contra as instalações petrolíferas da região", afirmou o Eurasia Group.

A última vez que os preços do petróleo superaram os 100 dólares foi no início da guerra na Ucrânia, de modo simultâneo com os preços do gás, o que contribuiu para um ciclo inflacionista prolongado.

Em resposta à guerra no Irã, Arábia Saudita, Rússia e outros seis membros da Opep+ aumentaram no domingo suas cotas de produção de petróleo em 206 mil barris por dia para o mês de abril, um volume superior ao previsto.

O encarecimento do petróleo pode alimentar fortes pressões sobre a inflação e abalar a conjuntura econômica.

"A geopolítica e a situação relativa ao Irã, aos Estados Unidos e ao Oriente Médio em sentido amplo dominarão os mercados financeiros nesta segunda-feira", confirmou Kathleen Brooks, da corretora XTB.

O ouro, um ativo-chave em tempos turbulentos, subiu 2% e o dólar também registrou uma valorização.

"Enquanto os Estados Unidos deslocavam tropas, aviões e navios de guerra para a região nas últimas semanas, os metais preciosos já vinham se recuperando: o ouro e a prata avançaram, respectivamente, 3,3% e 10,8% na semana passada", afirmou Brooks.

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Milei promete mais reformas e quer ‘aliança estratégica duradoura’ com EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 08:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%Oferecido por

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou no domingo (1) que busca “uma aliança estratégica duradoura” com os Estados Unidos, que funcione como “política de Estado”.

A declaração foi feita em discurso no Congresso que marcou o início da segunda metade de seu mandato, no qual prometeu 90 reformas para “redesenhar” o país.

Alinhado geopoliticamente a Estados Unidos e Israel, o governo Milei celebrou no sábado a operação dos dois países contra o Irã e voltou a acusar Teerã de participação no atentado contra a associação judaica AMIA, em 1994.

Como parte de sua aproximação com o presidente Donald Trump, Milei afirmou no Congresso que “o Atlântico Sul é o terreno de disputa estratégica das próximas décadas” e que a Argentina atuará em sintonia com os Estados Unidos.

“Rotas comerciais, recursos naturais, soberania marítima e a presença crescente de atores que não compartilham nossos valores estão em jogo. Quem controlar essa região controlará uma parte-chave do comércio global. A Argentina tem de ser esse ator”, disse, ao apresentar seu plano de governo para 2026.

“Temos os minerais críticos de que o Ocidente precisa. Temos energia, gás, petróleo, energia nuclear e fontes renováveis para abastecer cadeias de produção em larga escala. Além disso, estamos no extremo sul do continente, com saída para dois oceanos e presença na Antártida”, acrescentou.

Milei anunciou que pretende promover “90 reformas estruturais” em 2026 para construir “a arquitetura do Estado argentino para os próximos 50 anos, com a moral ocidental como política de Estado”.

Segundo o presidente, as propostas incluirão mudanças nas áreas de economia, impostos, código penal, sistema eleitoral, educação, Justiça e defesa, entre outras.

O discurso de quase duas horas marcou o início do novo ciclo legislativo, após um 2025 turbulento, com denúncias de corrupção envolvendo integrantes do governo e episódios de instabilidade cambial.

Ainda assim, a vitória nas eleições legislativas de outubro ampliou a base governista no Parlamento e permitiu avançar com seu programa. Na sexta-feira, o Congresso aprovou a reforma trabalhista, apesar da oposição dos sindicatos.

“Milei só pode ir para frente”, afirmou à AFP o cientista político Pablo Touzón. “Seu movimento é bastante disruptivo, e a agenda de reformas é necessária para sustentar seu modelo econômico.

O presidente dedicou a primeira parte do discurso a criticar o “Estado falido” que disse ter herdado, ao assumir um país “preso a uma teia de regulações”.

Ele defendeu a abertura comercial como um dos pilares de seu projeto. “Depois de décadas de proteção, o resultado foi uma indústria pequena, cara, dependente de subsídios e com salários em dólares muito baixos”, afirmou, antes de atacar empresários que o criticaram nas últimas semanas pela liberação das importações, que afeta a produção nacional.

Em vários momentos, o discurso foi interrompido por protestos de parlamentares da oposição. Milei respondeu chamando-os de “ladrões” e “delinquentes” que “têm sua líder presa”, em referência à ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar por acusações de corrupção.

O resultado das eleições legislativas de outubro — nas quais o partido de Milei, A Liberdade Avança, obteve 40% dos votos — consolidou seu poder, após ter chegado à Presidência com uma base minoritária no Congresso.

Milei é o político com maior índice de imagem positiva no país, com 41,5% de aprovação e 55,3% de rejeição, segundo a consultoria AtlasIntel.

Desde que sucedeu o governo peronista de centro-esquerda de Alberto Fernández, Milei conseguiu uma forte desaceleração da inflação e promoveu um ajuste fiscal. A taxa anual caiu de 211,4% em 2023 — ano em que o peso foi desvalorizado pela metade — para 31,5% em 2025. Além disso, a Argentina registrou superávit fiscal por dois anos consecutivos pela primeira vez desde 2008.

O ajuste, porém, teve custos elevados: queda no consumo, maior abertura às importações e o fechamento de mais de 21 mil empresas em dois anos, com perda estimada de 300 mil empregos, segundo sindicatos.

A economia cresceu 4,4% em 2025, impulsionada pela agricultura e pelo setor financeiro, enquanto a indústria e o comércio — dois dos maiores empregadores — encolheram.

“Milei faz as coisas bem para um setor, mas não se importa se isso prejudica outro”, afirmou Emanuel, de 29 anos, funcionário de uma empresa de energia. “O problema é quando a maioria acaba ficando em situação pior”, disse à AFP.

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Quais as consequências da guerra com o Irã para os preços do petróleo e a economia global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/03/2026 08:05

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,134-0,1%Dólar TurismoR$ 5,3440,08%Euro ComercialR$ 6,0690,1%Euro TurismoR$ 6,3250,26%B3Ibovespa188.899 pts-1,1%Oferecido por

Os preços globais do petróleo subiram em meio aos ataques lançados pelo Irã no Oriente Médio em resposta ao bombardeio realizado pelos EUA e por Israel contra o país.

O petróleo do tipo Brent, referência global para a cotação da commodity, saltou 10% quando os mercados asiáticos abriram no início da segunda-feira (2/3), chegando a mais de US$ 82 o barril.

Os valores cederam no decorrer da manhã, mas analistas alertam que o cenário pode ser bem diferente no caso de um conflito prolongado.

Os mercados reagiram inicialmente à notícia de que pelo menos três navios haviam sido atacados no fim de semana perto do Estreito de Ormuz, via marítima que fica ao sul do Irã e é parte do caminho por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás do mundo.

O Irã alertou as embarcações para que não atravessassem a região e o tráfego de navios foi praticamente paralisado na entrada do estreito.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que duas embarcações foram atingidas e que um "projétil desconhecido" teria "explodido muito perto" de uma terceira.

Após a alta inicial, a cotação cedeu para US$ 79 o barril, enquanto o tipo negociado nos EUA, o WTI, registrava aumento de cerca de 7,6%, negociado a US$ 72,20.

"O mercado não está em pânico", disse à BBC Saul Kavonic, chefe de pesquisa de energia da MST Marquee.

"Há mais clareza de que, até o momento, a infraestrutura de transporte e produção de petróleo não tem sido um alvo principal de nenhum dos lados", acrescentou.

"O mercado vai ficar atento a eventuais sinais de retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz, o que faria com que os preços do petróleo voltassem a cair", completou Kavonic.

"As cotações do petróleo neste momento não estão particularmente altas. Ainda estão abaixo do patamar de dois anos atrás, então ainda não estamos no modo crise do petróleo total ainda", avaliou Robin Mills, ex-executivo da multinacional petrolífera Shell e diretor executivo da consultoria Qamar Energy, com sede em Dubai.

No domingo, o grupo Opep+, que reúne países produtores de petróleo, concordou em elevar sua produção em 206 mil barris por dia para ajudar a amortecer eventuais aumentos de preços.

Alguns analistas alertam, contudo, que a medida pode ser insuficiente a depender da evolução dos acontecimentos e que o cenário de preços pode mudar substancialmente no caso de um conflito prolongado, que poderia levar a cotação do petróleo a ultrapassar US$ 100, com um possível efeito cascata global sobre a inflação e as taxas de juros.

"A turbulência e os bombardeios no Oriente Médio certamente serão um catalisador para interromper a distribuição de petróleo globalmente, o que inevitavelmente levará a aumentos de preços de combustíveis", pontuou Edmund King, presidente da Associação de Automóveis britânica (AA, na sigla em inglês).

Subitha Subramaniam, economista-chefe e chefe de estratégia de investimento da Sarasin & Partners, lembra que, no cenário de aumento persistente do petróleo, o impacto pode ir além dos combustíveis e se refletir em outros preços, como o de alimentos, produtos agrícolas e commodities industriais, com impacto importante sobre a inflação.

Em um quadro como esse, bancos centrais poderiam elevar as taxas de juros ou interromper ciclos de queda como o que acontece no Reino Unido, que tem visto a inflação ceder mais recentemente.

"Eu diria que, sabendo hoje que é improvável que esse conflito se encerre nas próximas uma ou duas semanas, não temos muito como saber o impacto da duração nos mercados de energia e de transporte marítimo", pontuou Subramaniam.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que três petroleiros foram "atingidos por mísseis e estão em chamas". As embarcações seriam do Reino Unido e dos EUA, que não se manifestaram sobre o assunto.

A Organização Marítima e de Transporte Marítimo do Reino Unido informou que "múltiplos incidentes de segurança" foram relatados no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã e aconselhou os navios a "navegarem com cautela".

Pelo menos 150 petroleiros lançaram suas âncoras em águas abertas do Golfo e na área do Estreito de Ormuz, de acordo com a plataforma de rastreamento de navios Kpler, que também mostrou, por outro lado, que algumas embarcações iranianas e chinesas passaram pela área nesta segunda.

"Devido às ameaças do Irã, o estreito está efetivamente fechado", disse Homayoun Falakshahi, da Kpler, à BBC News.

"As embarcações tomaram a precaução de não entrar. Os riscos são muito altos e os custos de seguro dispararam."

Falakshahi avalia que os EUA provavelmente tentariam proteger as rotas de navegação para permitir o tráfego de navios — o que, se eficaz, impediria uma disparada no preço do petróleo. Se o estreito permanecesse fechado por um longo período, entretanto, os preços poderiam subir "muito, muito mais".

Sem dar detalhes, a UKMTO comunicou que duas embarcações foram atingidas por projéteis desconhecidos, causando incêndios, e que um projétil desconhecido "explodiu muito próximo" de uma terceira embarcação.

Um quarto incidente na área também foi relatado à UKMTO, que informou que houve evacuação da tripulação e não deu detalhes sobre as causas.

A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech divulgou que incidentes foram relatados — que coincidem com os detalhes fornecidos pela UKMTO — envolvendo navios com bandeira de Gibraltar, Palau, Ilhas Marshall e Libéria.

O grupo dinamarquês de transporte marítimo de contêineres Maersk afirmou em comunicado no domingo (1/3) que suspenderá as viagens pelo Estreito de Bab el-Mandeb e pelo Canal de Suez e redirecionará os navios ao Cabo da Boa Esperança, ao sul do continente africano.

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