RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Starbucks é alvo de operação policial na Coreia do Sul após campanha polêmica; entenda

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 05/08/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%Oferecido por

A polícia sul-coreana realizou buscas nesta quarta-feira (5) nos escritórios da Starbucks. A ação investiga uma campanha acusada de difamar ativistas mortos em 1980.

Familiares de vítimas e ativistas apresentaram queixa contra integrantes do Grupo Shinsegae. O anúncio ocorreu no 46º aniversário do Levante de Gwangju.

A propaganda promovia copos térmicos com os termos "SS Tank" e "Bata na mesa!". Críticos associaram o slogan ao encobrimento de tortura em 1987.

O Grupo Shinsegae retirou a campanha do ar, demitiu o executivo e realizou treinamentos para funcionários. A Coreia do Sul é o terceiro maior mercado da rede.

Loja da Starbucks na Coreia do Sul. A rede virou alvo de investigação após uma campanha publicitária que gerou críticas por fazer referência ao uso de tanques durante a repressão aos protestos pró-democracia de Gwangju, em 1980 — Foto: Reuters

A polícia sul-coreana realizou buscas nesta quarta-feira (5) nos escritórios da Starbucks, informou à AFP a operadora local da rede de cafeterias.

A operação faz parte da investigação aberta após uma campanha publicitária ser acusada de difamar ativistas mortos nos protestos pró-democracia de 1980, um dos episódios mais marcantes da história recente do país.

Um grupo da sociedade civil e familiares das vítimas apresentaram uma queixa contra integrantes do Grupo Shinsegae, que opera a Starbucks na Coreia do Sul, acusando-os de difamação.

As buscas representam o mais recente desdobramento da crise, que já havia levado a empresa a pedir desculpas publicamente, demitir seu principal executivo no país e promover treinamentos obrigatórios para os funcionários.

A controvérsia começou em 18 de maio, quando a Starbucks Korea lançou uma campanha para divulgar uma nova linha de copos térmicos de grande capacidade chamada "SS Tank".

A empresa classificou a data como "Tank Day" ("Dia do Tanque"), coincidindo com o 46º aniversário do Levante de Gwangju.

🔎 O levante ocorreu em maio de 1980, quando estudantes e moradores da cidade de Gwangju protestaram contra a ditadura militar. A repressão foi conduzida pelo Exército, que enviou soldados, tanques e outros veículos militares às ruas.

Segundo o balanço oficial, 165 civis morreram na operação, embora grupos de direitos humanos afirmem que o número real de vítimas pode ter sido maior.

A campanha foi amplamente criticada por banalizar um dos principais símbolos da luta pela democracia na Coreia do Sul e por desrespeitar a memória das vítimas, consideradas mártires por muitos sul-coreanos.

O anúncio também utilizava o slogan "Bata na mesa!", expressão associada por críticos a uma frase usada por autoridades em 1987 para tentar encobrir a morte sob tortura do estudante e ativista Park Jong-chol, cuja morte ajudou a impulsionar os protestos que culminaram na redemocratização do país.

Diante da reação negativa, o Grupo Shinsegae retirou a campanha do ar poucas horas após seu lançamento.

A empresa também demitiu o CEO da Starbucks Korea e divulgou um pedido público de desculpas por meio de seu presidente, Chung Yong-jin, reconhecendo a gravidade da repercussão.

Em junho, a Starbucks anunciou uma série de medidas para tentar restaurar sua imagem. Pela primeira vez desde a chegada da rede à Coreia do Sul, em 1999, todas as mais de 2.000 lojas do país fecharam mais cedo para que os funcionários participassem de um treinamento obrigatório sobre história e sensibilidade social.

Executivos e empregados da sede assistiram a aulas ministradas por professores de história e sociologia, enquanto os demais colaboradores acompanharam a gravação da sessão.

A Coreia do Sul é o terceiro maior mercado da Starbucks no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, o que dá ainda mais visibilidade à crise enfrentada pela companhia no país.

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Alliança Saúde protocola plano de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 1,1 bilhão em dívidas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1310,87%Dólar TurismoR$ 5,3410,92%Euro ComercialR$ 5,9171,05%Euro TurismoR$ 6,1620,92%B3Ibovespa177.895 pts-0,06%Oferecido por

A Alliança Saúde informou nesta quarta-feira (5) que entrou com um pedido na Justiça para homologar seu plano de recuperação extrajudicial, etapa que busca oficializar um acordo para renegociar cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas.

Segundo a empresa, o pedido foi apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e faz parte do processo de reestruturação financeira iniciado após a mudança no controle da companhia.

🔎 Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com os credores e leva o acordo à Justiça apenas para homologação. Já na recuperação judicial, o processo é conduzido sob supervisão do Judiciário desde o início, com regras mais amplas para reorganizar as dívidas e preservar as atividades da empresa.

Apesar de extrajudicial, a recuperação precisa ser homologada pela Justiça para que o acordo entre empresa e credores tenha validade jurídica. A regra está na Lei de Recuperação Judicial e Falências.

De acordo com a Alliança, o plano já conta com a adesão de mais de 83 credores, entre instituições financeiras, fornecedores, prestadores de serviços e proprietários de imóveis e equipamentos.

Juntos, eles representam cerca de 54% das dívidas incluídas na recuperação, percentual suficiente para atender ao quórum previsto na legislação para que o plano possa ser homologado pela Justiça.

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Gasolina sobe 30% nos EUA e Trump cobra petroleiras; entenda o que está por trás da alta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 05:51

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Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as petroleiras americanas a reduzir os preços da gasolina.

Em publicação nas redes sociais, ele reclamou dos lucros das empresas do setor e afirmou que os consumidores não deveriam arcar com preços tão elevados, que começaram a subir após a escalada do conflito com o Irã no Oriente Médio.

➡️ Na segunda-feira, o preço médio da gasolina atingiu US$ 4,095 por galão nos EUA, cerca de 30% acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da American Automobile Association (AAA).

Trump afirmou que as empresas deveriam repassar aos consumidores os benefícios das medidas adotadas por seu governo para ampliar a produção de petróleo.

"Não gosto disso. Eu deveria ser a última pessoa a dizer isso, porque sou um grande defensor da livre iniciativa, ninguém mais do que eu. Estão surpresos por eu dizer isso? Vou dizer em alto e bom som. Não estou satisfeito", disse o presidente a jornalistas na Casa Branca.

O presidente dos EUA também criticou publicamente o CEO da Chevron, Mike Wirth, por não reconhecer o papel de sua administração no fortalecimento da indústria do petróleo. Na Truth Social, afirmou que seu governo "salvou" o setor e citou o retorno da Chevron à Venezuela como prova.

Também estendeu as críticas a outras gigantes do setor, como a ExxonMobil, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo.

O petróleo é uma commodity negociada globalmente. Isso significa que qualquer ameaça à oferta mundial afeta rapidamente as cotações internacionais, mesmo em países que produzem grandes volumes, como os EUA.

A alta dos preços do petróleo foi impulsionada pela crise no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Sempre que surgem ameaças de bloqueio da região, investidores passam a projetar uma oferta menor de petróleo e o preço sobe.

A situação fez disparar os lucros das petroleiras. Juntas, ExxonMobil e Chevron lucraram US$ 29 bilhões (R$ 147 bilhões) no segundo trimestre, mais de três vezes o valor registrado no mesmo período do ano anterior.

🔍🛢️ O Brent é a principal referência usada no mercado internacional para acompanhar o preço do petróleo. Durante a escalada da guerra no Oriente Médio, o barril passou de cerca de US$ 70 para US$ 126, antes de recuar para perto de US$ 80 nesta terça-feira (4), com sinais de avanço nas negociações entre EUA e Irã.

Segundo Nivaldo de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mesmo quando a tensão diminui, os preços não recuam imediatamente.

"As refinarias trabalham com estoques e contratos de curto, médio e longo prazo. Por isso, uma eventual queda do petróleo leva tempo para chegar ao consumidor."

Como o preço da gasolina nos EUA acompanha as cotações internacionais do petróleo, o combustível ficou mais caro e voltou a pressionar o orçamento das famílias.

Evolução do preço médio da gasolina nos Estados Unidos — Foto: Reprodução/American Automobile Association – AAA

Em maio, consumidores relataram que passaram a reduzir as viagens de carro, concentrar compromissos em trajetos mais curtos e recorrer com maior frequência ao transporte público para economizar combustível. Na época, o preço médio do galão de gasolina comum era ainda mais alto: US$ 4,52 (R$ 22,64).

Uma pesquisa da Ipsos, divulgada pelo Washington Post e pela ABC News, mostrou que 44% dos americanos diminuíram o número de viagens de carro em razão da alta da gasolina.

Para especialistas ouvidos pelo g1, a pressão de Trump sobre as petroleiras tem efeito político, mas capacidade limitada de alterar os preços pagos pelos consumidores.

Embora os EUA sejam hoje o maior produtor mundial de petróleo, a gasolina vendida no país continua fortemente influenciada pelas cotações internacionais da commodity, pela estrutura do parque de refino e pelos custos de distribuição.

Para Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), existe um contraste entre a cobrança feita por Trump às petroleiras e a política externa adotada pelos EUA.

Segundo ela, conflitos internacionais elevam a percepção de risco dos investidores e pressionam o preço internacional do petróleo.

"O preço do petróleo é formado em um mercado global e incorpora expectativas. Quando aumenta o risco de interrupção da oferta, o barril sobe rapidamente."

A especialista lembra que os EUA também ampliaram sua participação nas exportações de petróleo e gás natural nos últimos anos, o que beneficia parte do setor energético quando as cotações internacionais sobem.

"A valorização do petróleo aumenta a receita de parte dessas empresas, ao mesmo tempo em que encarece a gasolina para o consumidor americano."

Pode parecer contraditório que o maior produtor mundial de petróleo tenha gasolina tão cara, mas especialistas dizem que parte das refinarias dos EUA foi projetada para processar tipos de petróleo mais pesados do que o produzido atualmente em grande escala no país.

Por isso, empresas americanas exportam parte do petróleo extraído no país e continuam importando outros tipos de petróleo cru para abastecer suas refinarias. São compras que acompanham as cotações internacionais.

Segundo Castro, da UFRJ, essa característica torna o mercado americano mais exposto às oscilações globais.

"Os Estados Unidos exportam parte do petróleo que produzem e importam outro tipo de petróleo para abastecer suas refinarias. Isso faz com que os preços internos acompanhem muito mais de perto as oscilações do mercado internacional."

Ele explica que, além disso, a cadeia de combustíveis nos EUA é formada por diversas empresas privadas responsáveis pela produção, pelo refino, pela distribuição e pela revenda, o que reduz a capacidade de coordenação do governo sobre todo o setor.

Assim como os EUA, o Brasil também acompanha as oscilações do mercado internacional de petróleo. A diferença está na forma como a cadeia de combustíveis é organizada.

No Brasil, a Petrobras ainda concentra boa parte da produção de petróleo e da capacidade de refino, o que garante maior integração entre essas etapas da cadeia.

Segundo Castro, essa característica reduz parte da exposição imediata às oscilações internacionais, embora os preços domésticos também sejam influenciados pelo mercado externo.

"A integração entre produção e refino permite amortecer parte dos impactos das oscilações internacionais. Isso não significa que o Brasil fique imune às altas do petróleo, mas o repasse pode ocorrer de forma diferente do observado nos Estados Unidos."

Nos EUA, por outro lado, a cadeia é mais pulverizada. Empresas diferentes atuam na produção, no refino, na distribuição e na venda dos combustíveis, o que limita a capacidade de coordenação do governo sobre o setor.

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Por que recebemos tantas ligações indesejadas? E como evitar esse tipo de chamada?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 05:51

Tecnologia Por que recebemos tantas ligações indesejadas? E como evitar esse tipo de chamada? Limitação de sistemas contra ligações abusivas, possibilidade de adulterar números de origem e período de transição de ferramenta contra chamadas fraudulentas contribuem para incômodo para boa parte dos brasileiros. Por Victor Hugo Silva, g1 — São Paulo

Ferramentas atuais, como o Não Me Perturbe e bloqueios de chamadas, reduzem o problema, mas não impedem todas as ligações.

Consumidores podem recorrer a recursos do celular, aplicativos de identificação e canais da Anatel para diminuir as chamadas.

O "Origem Verificada" autentica ligações de empresas e evita ligações fraudulentas, mas só será exigido para todas as chamadas em 2028.

A disputa entre empresas de telefonia em torno de um sistema criado para evitar ligações indesejadas mostra a dificuldade para definir em quais casos é preciso derrubar chamadas logo na origem.

Ao menos sete empresas buscaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para reclamar sobre ligações legítimas derrubadas pelo "anti-spam" da Vivo, que alega bloquear apenas quem faz chamadas em massa e sem identificação.

O sistema promete criar uma camada de proteção adicional contra ligações excessivas. E, em alguns casos, resolve um problema que não foi solucionado nem mesmo com ferramentas como o "Não Me Perturbe", criado para acabar com o telemarketing de operadoras e bancos.

Mas por que tanta gente ainda é impactada por chamadas indesejadas? A resposta está na limitação do "Não Me Perturbe", na possibilidade de adulterar números de origem e no período de transição de um sistema que pode ao menos acabar com as chamadas fraudulentas.

Batizado de "Origem Verificada", ele faz uma autenticação em tempo real das ligações e garante que o número exibido no seu celular é, de fato, de uma empresa legítima. O sistema autenticou 6,6 bilhões de chamadas em junho de 2026, segundo a ABR Telecom.

A Anatel obriga empresas que fazem mais de 500 mil ligações por mês a aderirem ao sistema. Mas a exigência para que todas usem a ferramenta só começará em 2028. (saiba mais ao final)

Enquanto isso, consumidores que querem evitar ligações excessivas podem aderir aos sistemas já existentes, aos recursos disponíveis nos sistemas dos seus celulares e a aplicativos de terceiros. (confira abaixo como fazer)

23 mil ligações por segundo: o Fantástico investiga como funcionam os robôs programados para tirar você do sério

Muitas das ligações indesejadas são automatizadas e não têm uma pessoa do outro lado da linha. Conhecidas como "robocalls", essas chamadas ficam mudas e caem sozinhas depois de alguns segundos.

Isso acontece porque empresas ligam para vários números ao mesmo tempo: quando alguém atende, as demais chamadas são encerradas. A estratégia serve ainda para call centers verificarem números que estão ativos e enriquecerem suas listas de contatos.

Autores de ligações excessivas chegam até mesmo a adulterar seus números para que eles fiquem parecidos com os de linhas telefônicas comuns e não sejam bloqueados pelas operadoras.

É o chamado "spoofing numérico", que pode ser feito por meio de servidores VoIP (sigla em inglês para "Voz sobre Protocolo de Internet"), programas de computador que se conectam à rede de telefonia via internet.

Servidores VoIP são usados para gerenciar ramais de empresas, mas a possibilidade de alterar o número de origem atrai pessoas com interesses indevidos.

A Anatel chegou a criar o prefixo 0303 para identificar ligações de telemarketing, mas derrubou a obrigatoriedade após perceber uma alta rejeição a esse tipo de chamada.

O "Não Me Perturbe" promete acabar com ligações indesejadas de todas as empresas de telefonia, obrigadas a se adequarem ao sistema, e de 74 instituições financeiras, que aderiram ao programa de forma voluntária.

O cadastro pode ser feito no site www.naomeperturbe.com.br e começa a valer em até 30 dias. Mas lembre-se: algumas chamadas podem continuar acontecendo porque golpistas e algumas empresas de vendas ignoram o cadastro.

Alguns celulares Android têm recursos para identificar e bloquear chamadas suspeitas. A ferramenta costuma ser encontrada ao acessar a página de "Configurações" e pesquisar por "Proteção ID" ou "Spam".

O iPhone, por sua vez, tem o recurso "Perguntar motivo da ligação", que faz todas as chamadas serem atendidas automaticamente por um robô (saiba mais aqui).

Uma alternativa é baixar aplicativos de identificação de chamadas como o Whoscall e o Truecaller, que podem mostrar quem realmente está ligando e bloquear chamadas. Os serviços podem cobrar por recursos avançados.

Em último caso, a saída é bloquear chamadas de números desconhecidos. A medida acaba com o problema, mas pode fazer você perder ligações realmente importantes.

A Anatel também orienta consumidores a registrar reclamações, caso o problema não seja resolvido. A denúncia pode ser feita neste link.

A agência indica ainda a plataforma "Qual Empresa Me Ligou", que permite verificar o nome e o CNPJ de quem fez a ligação. Acesse www.qualempresameligou.com.br, digite o número, clique em "Sou humano" e selecione "Consultar".

O "Origem Verificada" é a aposta da Anatel contra ligações abusivas. Ele atua em duas frentes: autenticação, com selo de verificação em ligações legítimas, e identificação, que mostra o nome e o logo da empresa, além do motivo da chamada.

O sistema usa o protocolo internacional STIR/SHAKEN, que analisa o número que está ligando a partir do banco de dados da ABR Telecom, associação que reúne operadoras.

A partir de outubro de 2028, a autenticação será obrigatória para todas as ligações de empresas para consumidores. A identificação com nome e logo da companhia será opcional.

Hoje, o "Origem Verificada" tem 63 empresas de telefonia parceiras, incluindo Vivo, Claro, TIM e Algar. A Anatel prevê que, com a chegada do prazo, metade das ligações de empresas serão autenticadas.

O serviço é gratuito para clientes, que precisam ter o celular conectado a uma rede 4G ou 5G e com um desses sistemas: iPhone com iOS 18.2 ou superior e celulares Android a partir do Android 11 (aparelhos Samsung são compatíveis a partir do Android 10).

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‘Nem para comer me chamavam’: entenda o que é a solidão corporativa e como pode afetar sua carreira

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 03:53

Trabalho e Carreira 'Nem para comer me chamavam': entenda o que é a solidão corporativa e como pode afetar sua carreira Fenômeno descreve a sensação de isolamento vivida por profissionais mesmo cercados de colegas. Especialistas afirmam que a falta de conexão no ambiente de trabalho pode prejudicar a saúde mental, reduzir a produtividade e dificultar o crescimento profissional. Por Rayane Moura, g1 — São Paulo

A solidão corporativa é a sensação de isolamento vivida por profissionais mesmo cercados de colegas e pode afetar a saúde mental, a produtividade e o desenvolvimento da carreira.

A falta de acolhimento, de integração e de vínculos no ambiente de trabalho está entre os principais fatores que favorecem esse sentimento, segundo especialistas.

Embora o trabalho remoto possa reduzir momentos de convivência espontânea, especialistas afirmam que o problema está mais relacionado à cultura organizacional do que ao modelo de trabalho.

Para combater a solidão corporativa, empresas devem investir em integração, lideranças mais próximas, diálogo e um ambiente baseado em confiança, pertencimento e segurança psicológica.

Geovanna Santos, de 28 anos, acumula uma década de experiência na área administrativa. Apesar de sempre ter facilidade para fazer amizades no ambiente de trabalho e manter vínculos com ex-colegas, no ano passado ela viveu uma situação completamente diferente e descobriu, na prática, o que especialistas chamam de solidão corporativa.

Após deixar uma empresa de atuação nacional para trabalhar em um negócio familiar, Geovanna imaginava encontrar apenas uma nova rotina. Em vez disso, deparou-se com um ambiente onde se sentia completamente isolada.

"Eu ficava literalmente olhando para a parede", relembra. Sua mesa ficava isolada em uma sala, enquanto o gerente, único colega no ambiente, passava boa parte do dia fora. Enquanto isso, as outras três funcionárias da equipe trabalhavam juntas em outro ambiente.

Geovanna tentou se aproximar, mas as conversas não evoluíram. No horário de almoço, os grupos saíam juntos para restaurantes, deixando-a para trás. '"Eu ia sozinha. Nem para comer me chamavam”, lembra a trabalhadora.

A situação começou a afetar sua saúde mental. Ela passou a acordar sem vontade de ir ao trabalho, acumulou atrasos e desenvolveu crises de ansiedade, síndrome do pânico e sintomas físicos relacionados ao estresse.

A empresa também não ofereceu um processo estruturado de integração. A ausência de acolhimento aumentou a sensação de isolamento e prejudicou seu desenvolvimento profissional.

"Eu me sentia invisível. Não tinha ninguém para olhar e reconhecer o meu esforço”, conta. Depois de três meses de desgaste emocional, Geovanna pensou em pedir demissão. Antes disso, porém, foi desligada da empresa logo após apresentar um atestado médico. "Foi péssimo", resume.

Geovanna Santos encontrou no trabalho amizades que transformaram sua rotina, mas, após mudar de emprego, passou a enfrentar a solidão e a dificuldade de criar novos vínculos no ambiente profissional. — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo um levantamento da Pluxee com mais de 2 mil brasileiros, 47% dizem se sentir sozinhos no trabalho, seja frequentemente ou às vezes.

Outro dado chama atenção: 78% consideram essencial ter amizades verdadeiras no ambiente profissional, indicando que a qualidade das relações influencia diretamente a experiência no emprego.

As conexões ajudam a retenção de talentos. Em uma escala de 1 a 5, os entrevistados atribuíram nota média de 3,39 ao impacto das amizades na decisão de permanecer ou deixar uma empresa.

Um segundo estudo, realizado pela Vittude em parceria com o Opinion Box, reforça esse cenário. Embora o trabalho remoto integral seja desejado por muitos profissionais, o levantamento indica que esse modelo pode intensificar o isolamento social e dificultar a construção de redes de apoio.

Entre os trabalhadores que atuam 100% em home office, 11,4% apresentam níveis críticos de sofrimento mental.

Para 30,8% dos entrevistados, o senso de equipe e a interação social são os principais motivos para preferir o trabalho totalmente presencial.

O conceito de solidão corporativa não significa necessariamente trabalhar sozinho, mas sentir-se isolado mesmo em meio a colegas. Ela é caracterizada pela falta de vínculos significativos, de relações de confiança e de senso de pertencimento no ambiente de trabalho.

"O problema não é estar sozinho fisicamente, mas sentir-se desconectado, mesmo cercado de colegas", explica Camilla Pádua, sócia-líder da área de consultoria em gestão de pessoas da KPMG no Brasil.

Segundo ela, esse sentimento costuma surgir quando o profissional não consegue construir relações, trabalha em ambientes excessivamente competitivos ou sente que não pode ser autêntico.

Marcela Zaidem, fundadora da consultoria Cultura na Prática, afirma que o fenômeno ganhou visibilidade nas redes sociais, mas já vinha sendo identificado por pesquisas internacionais há muitos anos.

"Não estamos falando de gente 'carente de escritório'. Estamos falando de um ambiente em que muita gente está cercadde reunião, meta, canal, call e cobrança, mas ainda assim se sente sozinha", explica.

Muller Gomes, gerente da consultoria de recrutamento Robert Half, destaca que o isolamento também pode comprometer a carreira. "O ser humano é biopsicossocial. A gente precisa do outro. Ter com quem conversar, compartilhar e até desabafar ajuda a lidar melhor com os problemas”, explica.

Segundo ele, a falta de interação afeta a produtividade, a saúde mental e até o desenvolvimento profissional, já que o networking é fundamental para novas oportunidades de carreira. "O ser humano não foi feito para viver isolado", afirma.

Especialistas afirmam que a expansão do trabalho remoto reduziu os momentos espontâneos de convivência entre colegas.

"Perdemos aquela conversa de corredor, o café depois do almoço ou o comentário sobre o tempo. São esses pequenos momentos que geram proximidade", afirma Lucimara Costa, diretora de Recursos Humanos da Nexti.

Para Bruno Gonçalves, especialista em experiência do colaborador e felicidade corporativa, o problema não é o home office em si, mas a falta de adaptação das empresas. "No trabalho remoto, esses momentos precisam ser desenhados intencionalmente. Produtividade depende de pessoas conectadas de verdade, e não apenas monitoradas."

Apesar disso, Geovanna Santos acredita que o formato de trabalho, sozinho, não explica a sensação de isolamento. Durante a pandemia, ela conta que trabalhou por um ano em home office e nunca se sentiu sozinha.

"Mesmo no home office eu tinha uma ótima conexão com o time. A gente falava o tempo todo", conta. "O problema é a cultura, é a forma como as pessoas acolhem ou não."

Mesmo cercados de colegas, muitos profissionais relatam sentir isolamento no trabalho. — Foto: Freepik

Na avaliação dos especialistas, combater a solidão corporativa depende menos de happy hours e eventos esporádicos e mais da construção de ambientes em que as pessoas se sintam acolhidas desde o primeiro dia de trabalho.

Isso passa por processos de integração mais estruturados, lideranças mais próximas das equipes, espaços para diálogo e uma cultura baseada em confiança, pertencimento e segurança psicológica.

"Quando a empresa não constrói esse contexto, a solidão aparece. E, quando aparece, ela não é um detalhe emocional. É sintoma de liderança fraca, vínculos frágeis e uma cultura insuficiente para sustentar as pessoas", resume Marcela Zaidem.

Depois daquela experiência, Geovanna voltou a trabalhar em outro ambiente e percebeu que o problema nunca foi o modelo de trabalho, mas a forma como foi recebida.

Você sente que não faz parte da equipe, mesmo trabalhando cercado de colegas;Evita interações ou percebe que raramente é incluído em conversas e atividades do grupo;Tem dificuldade para criar vínculos ou sente que não pode ser autêntico no ambiente de trabalho;Perde a motivação para ir ao trabalho e sente que seus esforços passam despercebidos;Apresenta sintomas como ansiedade, estresse, desânimo ou esgotamento relacionados ao trabalho.

Se a sensação de isolamento for persistente e começar a afetar sua saúde mental, seu desempenho ou sua qualidade de vida, especialistas recomendam conversar com a liderança, com o RH ou buscar apoio psicológico.

Em ambientes saudáveis, o acolhimento e o senso de pertencimento também fazem parte das responsabilidades da empresa.

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Cachorro-quente, brigadeiro e mais: como empreendedores faturam até R$ 4 milhões por ano com ideias simples

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 05/08/2026 03:53

Empreendedorismo Guia do empreendedor Cachorro-quente, brigadeiro e mais: como empreendedores faturam até R$ 4 milhões por ano com ideias simples Empreendedores apostaram em produtos populares e fizeram o negócio crescer com estratégia e boa execução. Por Rafaela Zem, g1 — São Paulo

Cachorro-quente, brigadeiro e churrasquinho são produtos comuns. Mas, quando ganham gestão, estratégia e um diferencial, podem se transformar em negócios de sucesso.

Foi o que aconteceu com Dona Eny Matos e o filho, Hugo Matos. O que começou como uma barraquinha de cachorro-quente em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), virou uma rede que hoje fatura cerca de R$ 4 milhões por ano.

Em Porto Alegre, uma confeiteira criou um rodízio de brigadeiros e alcançou um faturamento de cerca de R$ 108 mil por mês. Já um ex-açougueiro começou vendendo churrasquinho na garagem de casa e hoje tem uma churrascaria que fatura aproximadamente R$ 300 mil mensais.

As três histórias mostram que o diferencial nem sempre está no produto, mas na forma como ele é vendido. Investir na experiência do cliente, manter a qualidade e executar bem a operação faz diferença no crescimento do negócio.

Para quem quer empreender, a principal lição é que a pergunta não deve ser se a ideia já existe, mas como fazer melhor do que já é feito.

Leandra Winck apostou nos brigadeiros e hoje fatura R$ 108 mil por mês — Foto: Leandra Winck — Foto: Leandra Winck

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Veto da UE atinge carne e mel brasileiros enquanto ganhavam espaço no mercado europeu

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 02:57

Agro Veto da UE atinge carne e mel brasileiros enquanto ganhavam espaço no mercado europeu Empresários afirmam que a medida tem caráter protecionista e alertam para a dificuldade de substituir esse destino no curto prazo. Por Amanda Lüder, GloboNews — São Paulo

A carne bovina e o mel brasileiros vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado europeu nos últimos anos. Esse cenário pode mudar com a proibição da exportação desses produtos para a União Europeia a partir de 3 de setembro.

O bloco europeu alega que o governo brasileiro não fiscaliza adequadamente o uso de antimicrobianos na produção de proteína animal. Empresários brasileiros dos setores afetados, no entanto, afirmam que a medida é protecionista.

A carne bovina, por exemplo, registrou aumento de 19% no volume exportado no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Foram enviadas 51,2 mil toneladas aos países do bloco europeu. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec).

O crescimento já vinha sendo registrado nos anos anteriores. Em 2025, o Brasil exportou 7% mais carne bovina para a UE do que em 2024.

Esse aumento também se refletiu na receita das exportações do setor. Entre 2024 e 2025, o valor das vendas brasileiras de carne bovina para a União Europeia aumentou 18%, passando de US$ 895,7 milhões para US$ 1,06 bilhão.

O mel orgânico brasileiro também vem ganhando espaço no mercado europeu. Entre janeiro e junho deste ano, as exportações para o bloco renderam US$ 6,35 milhões — o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando somaram US$ 3,18 milhões. Os dados são da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel).

No ano passado, as vendas de mel para a UE corresponderam a cerca de 5% do total exportado pelo Brasil. No primeiro semestre deste ano, essa participação ficou próxima de 10%.

Para qualquer produto de exportação, é necessário tempo para encontrar novos mercados e negociar com compradores.

No caso da carne bovina, o bloco europeu importa principalmente cortes nobres de alto valor agregado, como filé mignon, contrafilé e alcatra. Por isso, a União Europeia lidera em preço médio pago pela carne brasileira.

O mercado asiático também está entre os destinos para os quais o Brasil ampliou as exportações de carne nos últimos anos. No entanto, esses países têm interesse em outros tipos de corte, como os miúdos.

Em 2025, o Brasil foi o 7º maior exportador de mel do mundo em volume e o 8º em valor. Os principais destinos foram Estados Unidos (84%), Canadá (8%) e Alemanha (4%).

A proibição europeia preocupa ainda mais os setores diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Apesar de a carne bovina e o mel terem ficado isentos, empresários consideram imprevisível a relação com o mercado norte-americano. Até então, a Europa era vista como um destino mais seguro.

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Após trégua nos preços, azeite volta a ser ameaçado por calor extremo e incêndios na Europa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 02:57

Agro Após trégua nos preços, azeite volta a ser ameaçado por calor extremo e incêndios na Europa Espanha, Grécia, Itália e Portugal registram danos em áreas de cultivo de oliveiras em meio a um verão marcado por calor extremo, seca prolongada e incêndios. Por Deutsche Welle

Oliveira pega fogo durante um incêndio florestal no vale de Mégara, Grécia — Foto: REUTERS/Louisa Gouliamaki

O calor extremo, a seca prolongada e os incêndios florestais vêm aumentando a pressão sobre a agricultura europeia, especialmente sobre os olivais do sul do continente.

Produtores alertam que a combinação desses fatores tem reduzido a produtividade das lavouras, comprometido a qualidade dos frutos e elevado os custos de produção, o que pode resultar em novos aumentos nos preços de alimentos como o azeite de oliva.

Estudos climáticos mostram que o número de dias de verão com condições extremas favoráveis à propagação de incêndios, combinação de calor, seca e vento, dobrou desde 1981, reforçando a vulnerabilidade estrutural dos olivais e de outras culturas mediterrâneas.

A preocupação é compartilhada por instituições e entidades do setor agrícola. No início de julho, a Comissão Europeia apontava uma redução dos preços do azeite de oliva desde abril, devido ao excesso da produção italiana.

Contudo, revisou sua previsão para a produção de azeite do bloco, que deve recuar 5% no ciclo 2025/26. A queda é puxada sobretudo pela Grécia, onde a produção deve encolher 18%.

O relatório alertava que as perspectivas para a próxima safra dependiam da ausência de novos eventos climáticos extremos, devido à vulnerabilidade dos olivais.

Poucas semanas depois, esse cenário de risco começou a se concretizar. Segundo o jornal britânico The Guardian, a associação agrícola espanhola ASAJA afirma que os incêndios florestais que se intensificaram no país a partir de meados de julho atingiram pomares, vinhedos, áreas agrícolas, estufas e olivais, afetando produtos como frutas cítricas, abacates, amêndoas, hortaliças e azeitonas. Milhares de hectares foram devastados.

Para a entidade, a principal preocupação não é a redução das exportações, mas o aumento dos custos de produção, que tende a ser repassado aos consumidores.

A Espanha também segue enfrentando restrições hídricas que reduzem a umidade do solo e aumentam o risco de queda prematura das azeitonas.

Além disso, antes mesmo dos incêndios de julho, a colheita de cereais no país já havia sido revista para baixo, de 24 milhões para cerca de 18,5 milhões de toneladas, ampliando a pressão sobre os preços agrícolas.

Por ser a maior produtora mundial de azeite, a Espanha tem papel central na formação dos preços globais. O portal Data España ressalta que a estabilidade do mercado continua frágil após a queda recente dos custos do azeite, que sucedeu um período de valores recordes.

No início do ano, chuvas intensas provocaram alagamentos em áreas produtoras e reduziram as previsões de colheita. Agora, a seca extrema e os incêndios voltam a ameaçar a produção.

Trabalhadores usam ramos de oliveira para tentar apagar as chamas no vale de Mégara, Grécia — Foto: REUTERS/Louisa Gouliamaki

O impacto sobre o azeite é particularmente relevante na Grécia. “É uma sensação terrível quando você constrói algo com tanto esforço, e quando dinheiro não é fácil de conseguir”, disse a produtora Anastasia Hatzoglou à Reuters sobre as queimadas no país.

As chamas, que se espalharam rapidamente, destruíram florestas exuberantes e causaram grandes danos a oliveiras poucos meses antes da colheita, um ritual anual muito aguardado em muitos lares gregos.

Ela afirmou que sua casa sofreu danos extensos e que suas oliveiras foram queimadas. "Foi tanto esforço, e quando você dedica cuidado à sua propriedade, à sua terra, ao azeite que produz todos os anos, não é nada bom", contou.

Segundo o portal grego Neakriti, o déficit hídrico, agravado pelas ondas de calor e pelos incêndios tem reduzido a produtividade dos olivais no país.

Além dos danos provocados diretamente pelo fogo, produtores relatam prejuízos causados pela fumaça, pela piora da qualidade do ar e pela maior incidência de pragas e doenças favorecidas pelas temperaturas elevadas.

O portal italiano Dissapore descreve cenário semelhante em outros países mediterrâneos. De acordo com a publicação, incêndios atingiram olivais na Grécia, Itália e Portugal. O calor prolongado facilita também o avanço de pragas.

Helicóptero de combate a incêndios florestais em ação no Monte Kitheronas, perto de Psatha, a oeste de Atenas, Grécia — Foto: REUTERS/Louisa Gouliamaki

Os impactos climáticos não se limitam às oliveiras. Segundo o jornal The Guardian, a associação francesa Légumes de France estima perdas de milhares de toneladas de hortaliças, incluindo alface, cenoura, alho, cebola e alho-poró.

Em algumas regiões, a produção pode cair até 50% devido à falta de chuva e à escassez de água. O clima extremo ainda afeta vinhedos de regiões tradicionais como Champagne, Bordeaux e Borgonha, onde o amadurecimento acelerado das uvas ameaça reduzir os rendimentos da safra.

A Europa enfrentou em junho e julho de 2026 uma das ondas de calor mais severas já registradas, com temperaturas acima de 40 °C em países como Alemanha, França, Dinamarca e República Tcheca.

O calor extremo provocou mais de 1.300 mortes apenas na última semana de junho, além de interrupções em serviços públicos, derretimento de asfalto e cancelamento de eventos em várias cidades europeias.

Cientistas afirmam que esse tipo de evento teria sido "praticamente impossível” sem o aquecimento global, e que a Europa já aquece duas vezes mais rápido que a média mundial, com temperaturas médias 2,5 °C acima dos níveis pré-industriais.

Esse conjunto de fatores consolidou 2026 como um dos verões mais extremos do continente, agravando a pressão sobre sistemas agrícolas vulneráveis.

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O sobe e desce das ações: por que a bolsa é uma aposta no futuro — e não um retrato do presente

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/08/2026 01:52

g1 explica O sobe e desce das ações: por que a bolsa é uma aposta no futuro — e não um retrato do presente No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso. Por Renata Ribeiro, TV Globo — São Paulo

Manchetes sobre guerra, inflação, PIB, decisões do Banco Central e tarifas anunciadas pelos Estados Unidos podem movimentar bilhões de reais na bolsa de valores em poucos segundos. Isso acontece porque o mercado financeiro não reage apenas aos fatos, mas também ao impacto que eles podem ter sobre os lucros futuros das empresas e a economia.

Ao comprar uma ação, o investidor adquire uma pequena parte de uma empresa. O preço desse ativo reflete a expectativa sobre a capacidade da companhia de gerar resultados no futuro. Em geral, o crescimento da economia, a queda dos juros e o aumento dos lucros tendem a favorecer a valorização das ações.

O fator decisivo, porém, é a diferença entre a expectativa e a realidade. Quando um resultado supera o que o mercado esperava, as ações podem subir. Se os números apenas confirmam as projeções ou ficam abaixo delas, os papéis podem cair, mesmo diante de um lucro recorde. Por isso, a bolsa é vista como uma aposta no futuro, e não como um retrato do presente.

Toda semana, o g1 Explica descomplica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando o impacto de tudo isso no seu bolso.

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Como uma granola artesanal deu origem a uma empresa de catering que fatura R$ 100 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 05/08/2026 01:52

Após descobrir quatro aneurismas cerebrais, a publicitária Lilian Santos decidiu deixar uma carreira de 25 anos no mercado corporativo para investir no sonho de trabalhar com gastronomia.

O recomeço começou com a venda de granola artesanal feita em casa e, aos poucos, deu origem a uma empresa de catering. Hoje, o negócio atende principalmente o mercado corporativo, além de realizar eventos sociais.

Juntas, elas estruturaram o negócio, ampliaram a capacidade de atendimento e conquistaram uma base de clientes fiéis. Atualmente, a empresa fatura cerca de R$ 100 mil por mês.

A mudança, porém, só aconteceu depois de um episódio que transformou sua forma de enxergar a vida. Em janeiro de 2022, Lilian descobriu que tinha quatro aneurismas cerebrais e precisou colocar dois stents.

O diagnóstico fez com que ela repensasse prioridades e decidisse investir naquilo que sempre gostou de fazer. "A vida dá sinais. Eu pensei que precisava aproveitar esse tempo e fazer o que eu realmente amava: a gastronomia", conta.

O recomeço aconteceu de forma simples: dentro da própria cozinha. Ela começou produzindo granola artesanal para amigos, que insistiam para que transformasse a receita em um negócio.

A empreendedora criou uma marca, passou a divulgar o produto nas redes sociais e, pouco tempo depois, começou a participar de pequenos eventos.

A estratégia funcionou. A granola virou uma vitrine para novos clientes e abriu caminho para um mercado muito maior: o de catering, serviço especializado em preparar e servir alimentos em eventos corporativos e sociais.

Hoje, cerca de 80% da receita da empresa vem do atendimento a empresas, mas o negócio também realiza festas particulares. Os pratos são preparados previamente na cozinha da empresa e finalizados no local do evento.

O crescimento acelerado trouxe um desafio logo no início: organizar um evento para 160 convidados. Mesmo sem ter realizado algo daquela dimensão anteriormente, Lilian aceitou o trabalho.

Segundo ela, a experiência acumulada ao longo da carreira anterior foi determinante para enfrentar esse momento.

"Quando as pessoas dizem que começaram do zero, eu discordo. A gente nunca começa do zero. Leva toda a história, o repertório e os aprendizados da carreira anterior", afirma.

Com o aumento da demanda, a empreendedora convidou Camila Cezário dos Santos para integrar a sociedade. Enquanto Lilian concentra esforços na gestão e no relacionamento com clientes, a sócia assumiu a coordenação das operações, da equipe e das compras.

Para Camila, o sucesso da parceria está na confiança construída entre as duas. "Acho que uma sociedade de sucesso depende de lealdade, conversa e entendimento."

Hoje, a empresa registra faturamento médio de R$ 100 mil por mês e aposta principalmente na fidelização dos clientes. Um dos exemplos é o de Tatiane Ruiz, que há dois anos contrata o buffet para os encontros mensais de seu clube de leitura.

Segundo a cliente, cada evento recebe um cardápio diferente, muitas vezes temático, e o cuidado com a experiência é um dos diferenciais do negócio.

"Elas sempre surpreendem meus convidados e entregam uma experiência incrível, com uma culinária afetiva e, ao mesmo tempo, surpreendente", afirma.

Agora, o próximo passo é ampliar a atuação da empresa. Além de continuar investindo no mercado corporativo, Lilian pretende aumentar a participação em eventos sociais e promover oficinas gastronômicas em seu espaço.

Como uma granola artesanal deu origem a uma empresa de catering que fatura R$ 100 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua Tavares Bastos, 692- Pompéia São Paulo/SP – CEP: 05012-020📞Telefone: (11) 997950463📧 Email: comercial@xodogastronomia.com.br🌐 Site: https://xodogastronomia.com.br/📸 Instagram: https://www.instagram.com/xodo.gastronomia/

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