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Brasil não é o único agindo para conter efeitos da guerra: veja o que outros países estão fazendo, alguns com medidas inusitadas

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Brasil não é o único agindo para conter efeitos da guerra: veja o que outros países estão fazendo, alguns com medidas inusitadas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 07/04/2026 13:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1670,39%Dólar TurismoR$ 5,3640,36%Euro ComercialR$ 5,9820,68%Euro TurismoR$ 6,2220,61%B3Ibovespa187.417 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1670,39%Dólar TurismoR$ 5,3640,36%Euro ComercialR$ 5,9820,68%Euro TurismoR$ 6,2220,61%B3Ibovespa187.417 pts-0,4%MoedasDólar ComercialR$ 5,1670,39%Dólar TurismoR$ 5,3640,36%Euro ComercialR$ 5,9820,68%Euro TurismoR$ 6,2220,61%B3Ibovespa187.417 pts-0,4%Oferecido por

A equipe econômica brasileira adotou uma série de ações nos últimos meses para tentar conter o impacto da alta do preço do petróleo – decorrente da guerra no Oriente Médio – no custo de vida da população.

🌎Mas o governo brasileiro não está agindo isoladamente. Vários outros países também estão adotando medidas, algumas inusitadas, para enfrentar as consequências da guerra.

Após pouco mais de dois meses de conflito, o Ministério da Fazenda anunciou redução de impostos federais, subsídio ao diesel, fechou um acordo com os estados para uma ajuda financeira aos importadores do combustível e, mais recentemente, medidas para o gás de cozinha e querosene da aviação.

⛽Também foram anunciadas pelo governo brasileiro linhas de crédito aos setores afetados e fiscalização para evitar abusos nos preços dos combustíveis.

➡️Vários outros países também têm se movimentado para mitigar os efeitos do conflito sobre suas economias, com a adoção de medidas semelhantes àquelas anunciadas pelo Brasil (redução de impostos e subsídios aos setores afetados). ➡️Alguns deles têm ido um pouco mais além, com controle de preços e até mesmo medidas consideradas mais heterodoxas (não convencionais), para conter a demanda da população e do setor produtivo por combustíveis e energia elétrica.

💵Os efeitos mais claros que as nações têm buscado diminuir são o aumento da inflação, por conta do repasse da disparada do petróleo aos combustíveis e preços domésticos de energia, e o impacto da crise no crescimento econômico e no bem estar das populações.

No caso do Brasil, especialistas avaliam que os efeitos não são tão graves, pelo fato de o país ser exportador de petróleo (o que gera ingresso de divisas no país e impacto menor no câmbio) e ter biocombustíveis.

Por outro lado, ainda tem de importar parte do diesel e da querosene de aviação consumidos internamente.

só usar ar-condicionado com temperaturas mais altas; fechar de universidades;limitar para abastecimento de combustíveis;congelar tarifas e de preços;realizar reuniões online para funcionários públicos;reduzir viagens oficiais de longa distância; evitar deslocamentos em horários de pico;fechar diariamente o centro administrativo às 18h para desligar luzes e os aparelhos eletrônicos;limitar iluminação comercial e pública;limitar e racionar uso de gás natural e gás de cozinha;determinar trabalho remoto às sextas-feiras para servidores públicos;incentivar estratégias de economia de energia em prédios governamentais;solicitar que veículos particulares não circulem um dia por semana e limitar o acesso a estacionamentos públicos de acordo com as placas dos veículos;reduzir a semana escolar de cinco para três dias;limitar aumento de preços de combustíveis a apenas uma vez por dia;subsidiar combustíveis por meio de cartão para as famílias;fixar apoio direcionado para pensionistas, cuidadores e pessoas com deficiência;subsidiar motoristas de ônibus, táxi, entregadores, motoristas de aplicativos de transporte;declarar emergência energética nacional; promover auditorias energéticas;viagens de ônibus gratuitas para estudantes e trabalhadores em cidades selecionadas;aumentar preços de placas de veículos estrangeiros;congelar preços dos combustíveis para cozinhar;anunciar apoio ao aquecimento para consumidores vulneráveis;incentivar o compartilhamento de carros.

Os Estados Unidos e Israel atacaram instalações fundamentais para o programa nuclear iraniano, além de unidades produtoras de petróleo e gás do Irã — Foto: Getty Images via BBC

De acordo com painel da Agência Internacional de Energia (AIE), pelo menos 39 países já adotaram ações para conter os impactos da disparada do petróleo e do custo da energia.

A Agência Internacional de Energia (AIE) é um fórum de energia criado em 1974, composto por 29 países industrializados que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Alemanha: limitou o aumento de preços da gasolina e diesel a apenas uma vez por dia. África do Sul: reduziu taxação de combustíveis.Austrália: reduziu imposto sobre combustíveis, concedeu empréstimos sem juros para apoiar as empresas mais afetadas e incentivou os cidadãos a reduzirem voluntariamente o consumo de combustível para ajudar a garantir o abastecimento.Argentina: adiaou aumentos nos impostos sobre combustíveis e permitiu maior teor de bioetanol na mistura de gasolina.Bangladesh: limitou o uso de ar-condicionado a temperaturas acima de 25 graus, determinou fechamento de universidades públicas e privadas; determinou ao público e às empresas que evitem iluminação desnecessária e estabeleceu limites de abastecimento de combustível para veículos, além de incentivar o transporte público.Brunei: limitou a compra de combustível para veículos estrangeiros e veículos nacionais que saem do país.Camboja: reduziu imposto sobre combustíveis e tarifa de de importação para produtos relacionados a veículos elétricos, energias renováveis ​​e fogões elétricos; aumentou a supervisão governamental para evitar a especulação de preços nos postos de gasolina; está realizando reuniões online para funcionários públicos, está incentivando a limitação da temperatura a 24-25 graus em repartições públicas; reduziu viagens oficiais de longa distância e está evitando deslocamentos em horários de pico. A empresa estatal de eletricidade está incentivando o público a reduzir o consumo de eletricidade.Cingapura: incentivou o público a conservar energia e usar eletrodomésticos eficientes.Chile: congelou ou conteve o aumento das tarifas do transporte público nas cidades; estabeleceu créditos para táxis comprarem veículos elétricos; suspender crédito diferenciado para combustíveis e congelou os preços da querosene.China: impôs controles aos preços do petróleo refinado no mercado interno.Coreia do Sul: fixou teto para o preço dos combustíveis domésticos; proibição dirigir por dois dias na semana, com base na placa do veículo, para funcionários do setor público; fez campanha sobre ações práticas e solicitou que as principais empresas consumidoras de petróleo reduzam o consumo de energia. Também solicitou que veículos particulares não circulem um dia por semana e limitou o acesso a estacionamentos públicos de acordo com as placas dos veículos.Croácia: limitou preços do petróleo e do diesel e reduzir imposto sobre combustíveis.Egito: fixou um dia de trabalho remoto para o setor público; limitou as viagens de funcionários públicos; fechou diariamente capital administrativa às 18h para desligar as luzes e os aparelhos eletrônicos; pediu à população que economize combustível, limitou iluminação comercial e pública; promoveu o transporte público e exigir que as administrações governamentais reduzam o consumo de combustível.Eslováquia: limitou a compra de combustível, aumentou os preços das placas de veículos estrangeiros.Eslovênia: limitou temporariamente compras de combustível e reduziu imposto especial de consumo sobre gasolina, diesel e óleo de aquecimento.Espanha: reduziu o IR para reformas, instalação de energia solar e medidas de eletrificação, baixou o imposto sobre o consumo sobre combustíveis e suspendeu o imposto especial de consumo sobre hidrocarbonetos. Também alterar a regulamentação para promover novas comunidades energéticas e outras modalidades de autoconsumo.Etiópia: incentivou o público a ser "frugal" no uso de combustível.Filipinas: anunciou subsídios de combustível para motoristas de ônibus, táxi, entregadores, motoristas de aplicativos de transporte e trabalhadores do setor de transportes, para combustíveis e fertilizantes para agricultores e pescadores; reduziu impostos sobre combustíveis; anunciou uma semana de trabalho de 4 dias para funcionários públicos; incentivou limitar da temperatura a 24 graus em repartições públicas; limitar viagens governamentais não essenciais; declarou emergência energética nacional; solicitou que órgãos públicos reduzam o consumo de combustível, pediu aos consumidores que limitem a demanda e promoveu auditorias energéticas; além de viagens de ônibus gratuitas para estudantes e trabalhadores em cidades selecionadas.Índia: reduziu o imposto sobre combustíveis e diesel, limitou o consumo de gás natural pela indústria, acelerou a implantação de gás natural canalizado para substituir o GLP, e racionou o uso comercial de GLP.Irlanda: estendeu subsídio de combustível e aumentou o desconto no diesel; reduziu o imposto especial de consumo sobre gasolina e diesel e diminuição e fixou apoio direcionado para pensionistas, cuidadores e pessoas com deficiência.Indonésia: aumentou orçamento estatal para subsídios aos combustíveis; fixou trabalho remoto às sextas-feiras para servidores públicos; limitou as viagens de funcionários públicos; incentivou estratégias de economia de energia em prédios governamentais e acelerou programa de biodiesel.Itália: reduziu impostos sobre combustíveis.Laos: fixou trabalho remoto e turnos rotativos para funcionários públicos; reduziu a semana escolar de cinco para três dias; fez campanha para incentivar a economia de combustível; incentivou o transporte público e reduziu do imposto sobre veículos elétricos.França: esta fornecendo apoio temporário direcionado a setores-chave, como transportes, pesca e agricultura.Grécia: limitou as margens de lucro sobre combustíveis por três meses; subsidiou o diesel, o cartão de combustível para famílias e fertilizante para agricultores.Hungria: limitou os preços dos combustíveis.Japão: reduziu impostos sobre combustíveis.México: fechou acordo com os distribuidores de combustíveis para limitar os preços da gasolina.Moçambique: limitou os preços dos combustíveis no varejo.Namíbia: reduziu impostos sobre combustíveis.Nova Zelândia: anunciou um pacote de ajuda a famílias vulneráveis.Reino Unido: anunciou apoio ao aquecimento para consumidores vulneráveis; acelerou o Plano de Casas Aquecidas e, também, trabalho para aprovar a energia solar plug-in e realizou declarações ministeriais contra a especulação de preços de combustíveis.República Checa: reduziu o imposto sobre o consumo e limitou as margens de lucro dos revendedores de combustíveis.Senegal: fez um apelo à população para adaptar os hábitos de consumo de energia.Suécia: reduziu temporariamente o imposto sobre combustíveis para veículos.Tailândia: incentivou trabalho remoto e as videoconferências; incentivar a limitação da temperatura de ar condicionado a 26 graus; está evitando viagens internacionais de funcionários públicos, pedir aos funcionários de escritório que limitem o consumo de energia; incentivou o compartilhamento de carros e limitou viagens desnecessárias; aumentou a mistura de biocombustíveis; congelou preços dos combustíveis para cozinhar até maio e forneceu subsídios para combustíveis no âmbito do Fundo de Combustíveis Petrolíferos.Turquia: reduziu imposto sobre combustíveis.Vietnã: reduziu tarifas de importação de combustível até 30 de abril, fornecer fundos extras ao mecanismo de estabilização de preços de combustível existente; incentivou o trabalho remoto, limitou viagens de funcionários públicos, solicitar que governos locais ajudem a economizar energia, desencorajou o uso de veículos particulares e está promovendo o uso do transporte público, além do compartilhamento de carros.Zâmbia: reduziu o imposto sobre consumo sobre gasolina e diesel.

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