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Fiat, Jeep, Peugeot e Ram serão foco dos investimentos da Stellantis, diz agência
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Fiat, Jeep, Peugeot e Ram serão foco dos investimentos da Stellantis, diz agência
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/04/2026 13:26
Carros Fiat, Jeep, Peugeot e Ram serão foco dos investimentos da Stellantis, diz agência Segundo a Reuters, grupo vai concentrar aportes nas suas quatro marcas mais populares e rentáveis. Antonio Filosa, CEO da Stellantis, deve anunciar plano de longo prazo em maio. Por Redação g1
A Stellantis vai ampliar de forma significativa os investimentos em quatro marcas: Fiat, Jeep, Peugeot e RAM.
De acordo com a Reuters, Filosa não pretende encerrar as operações de nenhuma outra marca do grupo.
Demais montadoras também receberão aportes, mas deverão usar as tecnologias das quatro marcas principais.
Em fevereiro deste ano, a Stellantis informou prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual).
Linha de produção da fábrica da Stellantis em Goiana (PE) tem produtos Fiat, Jeep e RAM — Foto: Divulgação / Stellantis
Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a Stellantis vai ampliar de forma significativa os investimentos em quatro marcas: Fiat, Jeep, Peugeot e RAM.
A definição de rumo, diz a agência, faz parte do plano que Antonio Filosa, CEO do grupo, deve apresentar no dia 21 de maio.
Nessa data, a empresa deve detalhar a estratégia de longo prazo, com foco nas marcas mais populares e rentáveis.
De acordo com a Reuters, Filosa não pretende encerrar as operações de nenhuma outra marca do grupo.
A Stellantis reúne 14 marcas, entre elas Citroën, Opel, Leapmotor e Alfa Romeo. Segundo as fontes ouvidas pela agência, essas montadoras também receberão aportes, mas deverão usar as tecnologias das quatro marcas principais no desenvolvimento de novos veículos.
Em fevereiro deste ano, a Stellantis informou que teve prejuízo líquido de 25,4 bilhões de euros em 2025 (R$ 153,9 bilhões na cotação atual).
O resultado negativo se concentrou no segundo semestre, principalmente porque a empresa registrou despesas elevadas para rever suas projeções para carros elétricos, já que o crescimento desse mercado está mais lento do que o esperado.
Leapmotor, marca chinesa de veículos eletrificados, pertence ao grupo Stellantis — Foto: Divulgação / Stellantis
O caso da Stellantis mostra como montadoras no mundo todo enfrentam dificuldades na transição dos carros a combustão para os elétricos, especialmente após Estados Unidos e Europa reduzirem metas para esse tipo de veículo.
“Nossos resultados completos de 2025 refletem o custo de superestimar o ritmo da transição energética e a necessidade de reorientar o negócio, garantindo aos clientes a liberdade de escolher entre tecnologias elétricas, híbridas e a combustão”, afirmou na época em nota Antonio Filosa.
Segundo o executivo, na segunda metade do ano a empresa viu sinais iniciais de progresso, com os primeiros resultados dos esforços para melhorar a qualidade, fortalecer lançamentos e retomar o crescimento da receita.
“Em 2026, nosso foco será corrigir falhas na execução e acelerar o retorno ao crescimento com lucro”, declara Filosa.
Ao longo do ano passado, a Stellantis registrou 25,4 bilhões de euros (R$ 154 bilhões) em baixas contábeis, que representam perdas no valor de ativos. Só no segundo semestre foram 22,2 bilhões de euros (R$ 134,5 bilhões), o que pressionou as ações da montadora.
No mesmo período, a empresa registrou prejuízo operacional ajustado de 1,38 bilhão de euros (R$ 8,4 bilhões), resultado que também já havia sido antecipado. Esse indicador mostra o desempenho das operações, sem considerar eventos extraordinários, como o fechamento de uma fábrica.
Apesar disso, a receita da companhia cresceu 10% e somou 79,25 bilhões de euros (R$ 480,3 bilhões) entre julho e dezembro, com alta de 11% nas entregas de veículos.
Segundo analistas do Citi, esse conjunto de resultados representa um “ponto baixo evidente” para a Stellantis. Eles avaliam que pode haver recuperação à frente, mas consideram que outras montadoras da Europa e dos Estados Unidos oferecem menos riscos no momento.
A empresa manteve as projeções para 2026: espera crescimento moderado da receita e margem operacional baixa, mas positiva. No entanto, prevê que o fluxo de caixa livre — o dinheiro que sobra após os investimentos — só voltará a ficar positivo em 2027.
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