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Chegou a hora! Veja quem ganha e quem perde no Brasil com o acordo UE-Mercosul

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Chegou a hora! Veja quem ganha e quem perde no Brasil com o acordo UE-Mercosul

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 01/05/2026 00:59

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%MoedasDólar ComercialR$ 4,952-0,99%Dólar TurismoR$ 5,155-1,09%Euro ComercialR$ 5,811-0,48%Euro TurismoR$ 6,064-0,54%B3Ibovespa187.318 pts1,39%Oferecido por

Mais de 80% das exportações brasileiras para a União Europeia passam a ter tarifa zerada, incluindo mais de 5 mil produtos.

No entanto, os ganhos desse acordo tendem a ser distribuídos de forma desigual entre setores e regiões.

O impacto no PIB deve ser limitado, com alta de até 0,5% até 2040 e maior efeito sobre comércio exterior e investimentos.

Agronegócio exportador e indústria competitiva estão entre os principais beneficiados, junto a setores que usam insumos europeus.

Indústria menos competitiva e pequenos produtores devem enfrentar maior pressão no mercado interno.

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia começa a ser aplicado provisoriamente nesta sexta-feira (1º), após mais de duas décadas de negociações. A implementação é gradual, mas já produz efeitos imediatos sobre as exportações brasileiras.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% dos produtos enviados pelo Brasil ao bloco europeu passam a ter tarifa de importação zerada já nesta etapa inicial.

🛒 Ao todo, mais de 5 mil itens entram no mercado europeu sem imposto, ampliando o acesso das empresas nacionais.

Embora o Brasil seja o principal beneficiado, concentrando mais de 80% do comércio do Mercosul com a União Europeia e tendo papel central nas negociações, isso não necessariamente se traduz em ganhos uniformes entre setores e regiões do país.

Estimativas do governo apontam para um impacto positivo, porém limitado, entre 0,3% e 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) até 2040, com efeitos mais concentrados sobre atividades mais ligadas ao comércio exterior. (veja o mapa abaixo)

Ao g1, a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Regiane Bressan explicou que o acordo amplia oportunidades, ao mesmo tempo em que expõe fragilidades estruturais do país.

“Ele beneficia quem já é competitivo, mas deve acabar pressionando quem depende mais do mercado interno.”

Os ganhos mais rápidos devem aparecer no agronegócio voltado à exportação, setor tradicionalmente competitivo e favorecido pelo desenho do acordo.

Entre os produtos brasileiros com maior potencial de aumento nas vendas para a União Europeia estão:

Embora o acesso ao mercado europeu seja limitado por cotas em itens sensíveis, como carne bovina e açúcar, especialistas destacam que o volume autorizado já representa uma ampliação relevante em relação ao comércio atual.

Esses efeitos tendem a beneficiar principalmente o Centro-Oeste, onde se concentram grãos e proteína animal, e parte do Sul, com forte presença de agroindústria exportadora.

Diferentemente de outros acordos firmados pelo Brasil, o tratado com a União Europeia também traz ganhos imediatos para a indústria exportadora.

Dados da CNI mostram que, dos 2.932 produtos brasileiros com tarifa zerada já na entrada em vigor, cerca de 93% são bens industriais.

máquinas e equipamentos;metalurgia;materiais elétricos;produtos químicos;alimentos industrializados.

No setor de máquinas e equipamentos, por exemplo, quase 96% das exportações brasileiras para a Europa passam a entrar sem tarifa, incluindo compressores, bombas industriais e peças mecânicas.

Segundo a entidade, a eliminação das tarifas reduz custos e aumenta a competitividade das empresas brasileiras frente a concorrentes de países que não possuem acordo comercial com o bloco europeu.

Outro grupo que pode se beneficiar do acordo — ainda que de forma mais gradual — é a indústria brasileira que utiliza insumos, máquinas e componentes europeus.

Hoje, tarifas que chegam a 35% encarecem equipamentos, peças e produtos químicos importados da União Europeia. Com a eliminação progressiva dessas tarifas, empresas podem reduzir custos de produção, ganhar eficiência e melhorar sua competitividade, inclusive no mercado interno.

indústria química;farmacêutica;autopeças;máquinas e equipamentos;setores de alta dependência tecnológica.

Especialistas ressaltam, porém, que esses ganhos dependem de investimentos, modernização e de um ambiente de negócios mais favorável no país.

Por outro lado, o acordo tende a aumentar a pressão sobre setores industriais menos competitivos, sobretudo aqueles voltados ao mercado interno e com menor capacidade de inovação.

Mesmo com prazos longos para a redução de tarifas — que em alguns casos chegam a 15 ou 18 anos —, a expectativa é de intensificação gradual da concorrência com produtos europeus de maior valor agregado.

O risco, segundo especialistas, não é um fechamento abrupto de fábricas, mas uma perda progressiva de participação de mercado, especialmente no Sudeste, principal polo industrial do país.

Outro grupo que vê o acordo com cautela é o da agricultura familiar e de pequenos produtores, especialmente em segmentos como queijos, vinhos e produtos artesanais.

Embora o tratado proteja indicações geográficas brasileiras, produtores apontam que a concorrência com produtos europeus — muitas vezes subsidiados e produzidos em grande escala — pode dificultar a permanência no mercado doméstico.

Para esses segmentos, Bressan destaca que o acordo exige adaptação rápida, acesso a crédito, certificações e políticas públicas de apoio.

INFOGRÁFICO – Quem ganha e quem perde com o acordo entre União Europeia e Mercosul — Foto: Arte/g1

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