Negócios
Canetas emagrecedoras e remédios caros podem elevar preços dos planos de saúde empresariais
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
Canetas emagrecedoras e remédios caros podem elevar preços dos planos de saúde empresariais
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 05/05/2026 10:48
Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,931-0,76%Dólar TurismoR$ 5,140-0,59%Euro ComercialR$ 5,768-0,74%Euro TurismoR$ 6,024-0,58%B3Ibovespa186.238 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 4,931-0,76%Dólar TurismoR$ 5,140-0,59%Euro ComercialR$ 5,768-0,74%Euro TurismoR$ 6,024-0,58%B3Ibovespa186.238 pts0,34%MoedasDólar ComercialR$ 4,931-0,76%Dólar TurismoR$ 5,140-0,59%Euro ComercialR$ 5,768-0,74%Euro TurismoR$ 6,024-0,58%B3Ibovespa186.238 pts0,34%Oferecido por
A “febre” das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas, com medicamentos de alto custo, devem pressionar a inflação médica e levar a reajustes mais altos nos planos de saúde empresariais.
A expectativa, segundo especialistas consultados pelo g1, é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026.
Segundo pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas — especialmente os remédios mais modernos para obesidade e diabetes.
Ao mesmo tempo, entidades de saúde no Brasil e no mundo seguem discutindo como tratar a obesidade no longo prazo.
Nesse cenário, a avaliação do setor é que, embora os planos ainda não sejam obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras, a obesidade vem sendo cada vez mais reconhecida como doença crônica — o que pode influenciar decisões judiciais contra as operadoras, dependendo do caso.
A “febre” das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas, com medicamentos de alto custo, devem pressionar a inflação médica e podem levar a reajustes mais altos nos planos de saúde empresariais.
A expectativa, segundo especialistas consultados pelo g1, é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026.
Segundo pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas — especialmente os remédios mais modernos para obesidade e diabetes.
“Embora os planos de saúde no Brasil ainda não contemplem medicamentos para emagrecimento, como as canetas injetáveis, o rol de procedimentos ampliou a cobertura ambulatorial para alguns tratamentos oncológicos, além de medicamentos voltados a doenças raras e autoimunes”, explica a diretora de saúde e benefícios da Willis Towers Watson (WTW), Walderez Fogarolli.
Ao mesmo tempo, entidades de saúde no Brasil e no mundo seguem discutindo como tratar a obesidade no longo prazo.
No final do ano passado, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as primeiras diretrizes sobre o uso de canetas emagrecedoras no combate à doença, classificando esses medicamentos como uma ferramenta potencialmente essencial para “ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir os danos associados”.
No Brasil, uma série de projetos de lei apresentados no Congresso no ano passado passou a tratar do uso de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesse cenário, a avaliação do setor é que, embora os planos ainda não sejam obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras, a obesidade vem sendo cada vez mais reconhecida como doença crônica — o que pode influenciar decisões judiciais contra as operadoras, dependendo do caso.
Ainda segundo a pesquisa da WTW, 67% das seguradoras acreditam que medicamentos à base de GLP-1 vão elevar os custos médicos nos próximos três anos. Na prática, isso também pode pressionar novos reajustes dos planos de saúde.
🔎 Esses medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, produzido pelo próprio corpo. Ele ajuda a controlar o apetite, aumenta a sensação de saciedade e regula a liberação de insulina.
Os especialistas explicam que, embora os medicamentos tenham um peso importante, há vários outros fatores que influenciam os custos da saúde, como regulação e judicialização no Brasil, tecnologias mais caras (muitas ligadas ao dólar), comportamento dos usuários, além de desperdícios e fraudes.
🔎 Judicialização é quando as pessoas recorrem cada vez mais à Justiça para resolver questões que não foram solucionadas por outros meios. Na saúde, isso inclui casos em que pacientes acionam os tribunais para obrigar planos a cobrir tratamentos, exames ou medicamentos que não foram autorizados.
Segundo o superintendente técnico e atuarial da Mercer Marsh Benefícios, Thomás Ishizuka, fatores como a frequência de uso do plano e o custo médio dos atendimentos — chamado de “severidade” no jargão do setor — também entram na conta dos reajustes.
"Analisamos principalmente o custo médio por atendimento e a frequência de uso, mas o preço também depende de outras variáveis, como a idade dos beneficiários, o setor da empresa e o tipo de contrato", diz.
A Mercer Marsh estima que a inflação médica fique entre 8% e 9% em 2026, enquanto os reajustes dos planos empresariais devem variar de 8% a 10%. Já a WTW projeta alta de 11% neste ano, mas não detalhou os reajustes dos planos.
Apesar da alta projetada para 2026, especialistas avaliam que a inflação médica deve desacelerar em relação ao ano passado — reflexo de um esforço maior das operadoras para combater fraudes e controlar custos após o aumento das despesas no pós-pandemia.
Dados do Relatório de Tendências Globais de Custos Médicos da Aon, por exemplo, apontam alta de 9,7% nos custos médicos corporativos no Brasil — uma queda de 3,2 pontos percentuais em relação aos 12,9% projetados para 2025.
Segundo o diretor executivo da Mercer Marsh Benefícios, Marcelo Borges, esses esforços se concentraram em duas frentes: mudanças na coparticipação e maior controle sobre reembolsos e rede credenciada.
De um lado, o aumento da coparticipação ajudou a reduzir o uso indevido dos planos — como idas frequentes ao pronto-socorro sem urgência, excesso de exames e repetição de consultas sem necessidade.
Já as regras mais rígidas para reembolsos, diz o executivo, surgiram após a identificação de casos de fraude, em que beneficiários tentavam obter ressarcimentos indevidos.
“O processo não se tornou impeditivo, mas ficou mais rígido. Antes, o beneficiário apresentava a despesa e a prévia, e a seguradora já fazia o pagamento. Agora, é preciso apresentar o comprovante, e o valor do reembolso segue tabelas definidas para cada procedimento”, afirma Borges.
Por fim, o executivo explica que, nos últimos anos, houve um processo de renegociação das operadoras com hospitais e clínicas da rede credenciada.
Na prática, isso significa que as operadoras revisaram contratos e passaram a adotar medidas para segurar os custos, como pacotes fechados de procedimentos e regras mais claras para diárias hospitalares.
O diretor de Health & Talent da Aon no Brasil, Fabio Martinez, reforça que, mesmo com a desaceleração, o setor ainda enfrenta o desafio de incentivar o uso mais eficiente dos planos de saúde.
“A gestão de custos em saúde precisa levar em conta o acesso a tratamentos mais eficazes, mas também mais caros, principalmente com a inclusão frequente de novas tecnologias e medicamentos no rol da ANS”, conclui.
Há 1 hora Blog do Valdo Cruz O ASSUNTO: até onde vai o alívio para os endividados?Há 1 horaFGTS também poderá ser usado para reduzir as dívidasHá 1 horaAlta entre 8% e 11%Canetas podem deixar planos de saúde empresariais mais caros
Há 35 minutos Economia Faixa etáriaGoverno aumenta classificação indicativa do YouTube; veja o que muda
Há 7 minutos Tecnologia Morte após erro médico’Ofereci dinheiro para ela filmar kkk’: polícia aponta fraude no caso Benício
Há 1 hora Fantástico Investigação no RJDeputado Thiago Rangel é preso em operação contra fraudes na Educação
Há 2 horas Rio de Janeiro Condenações mais duras Aumento de penas para furto de celular e crimes virtuais é sancionado
Há 4 horas Minas Gerais Ação rápida dos bombeiros evitou explosão, avaliam especialistasHá 4 horas’Prédio tremeu’, conta morador de edifício atingido por aviãoHá 4 horasVÍDEO mostra decolagem do avião que atingiu prédio
Há 2 horas Minas Gerais ‘Estava com vocês’: amigo trocou mensagens com vítima antes de quedaHá 2 horasFilho de prefeito em MG está entre os mortos; veja quem são as 3 vítimas
