RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em alta de olho no impasse entre EUA e Irã e na posse do novo presidente do Fed

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 09:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

O dólar inicia esta sexta-feira (22) em alta de 0,33%, cotado a R$ 5,0171, enquanto os investidores acompanham o aumento das tensões no Oriente Médio e a ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a operar às 10h.

▶️ O foco do mercado segue concentrado no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Sem sinais de acordo entre Washington e Teerã, os preços da commodity voltaram a subir nesta manhã.

🔎 Por volta das 7h15 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 2,8%, cotado a US$ 105,48 o barril. Antes do conflito, em fevereiro, o preço girava em torno de US$ 70.

▶️ Nos EUA, o ambiente político também reforçou a cautela dos investidores. Parlamentares republicanos adiaram para junho a votação de propostas que poderiam aumentar a pressão sobre o presidente Donald Trump para retirar o país da guerra.

▶️ Ainda no cenário americano, Kevin Warsh assume oficialmente nesta sexta-feira a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Ele substitui Jerome Powell em meio a um período de forte atenção do mercado sobre os rumos da política monetária americana.

▶️ No Brasil, os investidores monitoram a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas do governo federal, além dos dados de atividade industrial de março, publicados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira sem sinal de acordo para encerrar o conflito envolvendo o Irã. Com isso, o mercado segue em alerta, principalmente por causa da tensão no Estreito de Ormuz, uma rota importante para o transporte mundial de petróleo.

Com o risco de problemas no fornecimento, o barril do petróleo Brent passou de US$ 105. Antes da guerra, em fevereiro, custava cerca de US$ 70.

Um conselheiro dos Emirados Árabes Unidos afirmou que ainda existe “50% de chance” de EUA e Irã chegarem a um acordo para encerrar o conflito. Segundo ele, o maior risco é o Irã endurecer demais nas negociações e acabar perdendo oportunidades de acordo, como já teria acontecido no passado.

Ele também disse que a região precisa de uma solução política para evitar uma nova escalada militar. Na avaliação dele, apenas conseguir um cessar-fogo temporário pode não resolver o problema de forma definitiva e até abrir espaço para novos conflitos no futuro.

Nesta manhã, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) que 35 navios, incluindo petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, atravessaram o Estreito de Ormuz com permissão do Irã nas últimas 24 horas, segundo a mídia estatal. (acompanhe ao vivo)

Nos EUA, o clima político também trouxe incerteza. Parlamentares adiaram uma votação que poderia pressionar o presidente Donald Trump a retirar o país da guerra.

Kevin Warsh assume nesta sexta-feira a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, em um momento delicado para a maior economia do mundo.

🔎 O mercado acompanha de perto os próximos passos do novo chefe do Fed, já que as decisões sobre os juros nos EUA impactam o dólar, bolsas e até a economia brasileira.

Warsh foi indicado por Donald Trump para substituir Jerome Powell, que vinha sendo criticado pelo presidente americano por resistir à redução dos juros. Apesar disso, analistas avaliam que Warsh tem perfil técnico e histórico de combate firme à inflação. (leia a análise completa)

Hoje, a principal dúvida do mercado é se ele manterá juros altos para controlar a inflação ou se poderá abrir espaço para cortes no futuro. A alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio aumentou a pressão sobre os preços e dificultou uma redução dos juros americanos.

Na Ásia, as bolsas da China e de outros mercados asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira, recuperando parte das perdas do dia anterior.

Mesmo assim, as ações chinesas acumularam a segunda semana seguida de queda, pressionadas pela realização de lucros em empresas de tecnologia após a forte alta impulsionada pela inteligência artificial (IA).

Na China, o índice de Xangai subiu 0,87%. Já o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 1,3%, aos 4.845 pontos, embora ainda tenha fechado a semana em queda de 0,3%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,86%, aos 25.606 pontos, puxado pelas ações de tecnologia. A Lenovo disparou 20% e atingiu o maior valor em 26 anos.

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EUA investirão US$ 2 bi na IBM e em outras empresas de computação quântica

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 22/05/2026 09:46

Inovação EUA investirão US$ 2 bi na IBM e em outras empresas de computação quântica Governo Trump quer fortalecer produção de tecnologia avançada nos EUA e reduzir dependência da China com aportes bilionários em empresas do setor. Por Reuters

Governo dos EUA anunciou US$ 2 bilhões para ampliar investimentos em empresas de computação quântica e reduzir dependência externa.

IBM receberá US$ 1 bilhão para fabricar chips quânticos, enquanto GlobalFoundries terá US$ 375 milhões para nova fábrica.

Computação quântica promete acelerar áreas como descoberta de medicamentos, inteligência artificial e segurança digital.

Empresas como D-Wave, Rigetti e Infleqtion também receberão aportes milionários para avançar na nova tecnologia.

Investimentos fazem parte do CHIPS Act, programa dos EUA voltado à produção nacional de tecnologia e semicondutores.

O governo dos Estados Unidos anunciou um pacote de US$ 2 bilhões em investimentos em empresas ligadas à computação quântica, tecnologia considerada estratégica na disputa global por inovação e liderança industrial.

Os recursos serão direcionados a novos projetos de companhias como IBM, GlobalFoundries, D-Wave, Rigetti Computing, Infleqtion e Diraq.

A iniciativa faz parte dos esforços do governo Donald Trump para fortalecer a produção de tecnologia dentro do país e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, especialmente da China.

A computação quântica é vista como uma nova geração de computadores capazes de resolver problemas complexos muito mais rapidamente do que os sistemas atuais.

Entre as aplicações esperadas estão o desenvolvimento de medicamentos, sistemas de segurança digital, inteligência artificial e análises financeiras.

Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, a IBM receberá US$ 1 bilhão para criar uma empresa voltada à fabricação de chips para computadores quânticos. Já a GlobalFoundries deve receber US$ 375 milhões para construir uma fábrica destinada à produção de componentes usados nesse tipo de tecnologia.

Outras empresas do setor também serão beneficiadas. D-Wave, Rigetti Computing e Infleqtion receberão cerca de US$ 100 milhões cada. Já a Diraq poderá receber até US$ 38 milhões para desenvolver soluções voltadas aos principais desafios técnicos da computação quântica.

Parte das empresas contempladas possui ligação com integrantes do governo americano. Emil Michael, principal autoridade de tecnologia do Pentágono, participou da abertura de capital da D-Wave em 2022. Já a PsiQuantum anunciou no ano passado um investimento de US$ 1 bilhão vindo de grupos que incluem o braço de venture capital da Nvidia e a 1789 Capital, apoiada por Donald Trump Jr.

Os investimentos fazem parte do CHIPS and Science Act, programa aprovado durante o governo do ex-presidente Joe Biden para ampliar a produção de tecnologia e semicondutores nos EUA.

Visitantes passam pelo logotipo da IBM no Mobile World Congress (MWC) em Barcelona, ​​Espanha 3 de março de 2026 — Foto: REUTERS/Nacho Doce

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Petróleo sobe com impasse entre EUA e Irã e aumenta tensão nos mercados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 08:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta sexta-feira (22) diante da falta de avanços nas negociações para encerrar a guerra envolvendo o Irã. O mercado segue em alerta principalmente por causa das tensões no Estreito de Ormuz, enquanto as conversas entre Washington e Teerã continuam sem acordo.

Por volta das 7h15 (de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 2,8%, para US$ 105,48 por barril. Antes da guerra, em fevereiro, a commodity era negociada perto de US$ 70. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 2,3%, para US$ 98,58 por barril.

Na avaliação dos estrategistas de commodities Warren Patterson e Ewa Manthey, do ING, os investidores seguem atentos às negociações entre Washington e Teerã.

“Os mercados ainda buscam sinais de progresso em um possível acordo entre os EUA e o Irã”, escreveram em relatório divulgado nesta sexta-feira. “Embora existam sinais de otimismo, a incerteza prevalece.”

Nos EUA, o cenário político também adicionou cautela aos mercados. Parlamentares republicanos adiaram para junho a votação de propostas que poderiam pressionar o presidente Donald Trump a retirar o país da guerra.

A Câmara dos Deputados previa analisar uma resolução apresentada por democratas para limitar a campanha militar americana, mas líderes republicanos decidiram não levar o texto à votação após avaliarem que não teriam apoio suficiente para barrar a medida.

Na Europa, por volta da manhã desta sexta-feira, o índice FTSE 100, do Reino Unido, subia 0,4%, enquanto o CAC 40, da França, avançava 0,5%. Na Alemanha, o DAX registrava alta de 0,7%.

Na Ásia, o principal destaque foi o Japão. O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, saltou 2,7% e fechou em nível recorde, impulsionado também por dados que mostraram desaceleração da inflação no país. Em abril, a inflação ficou em 1,4%, o menor patamar em quatro anos, apesar da alta nos preços de petróleo e gás causada pela guerra.

Outros mercados asiáticos também fecharam em alta. Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,9%, mesmo percentual de ganho do índice de Xangai. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,4%, enquanto o principal índice da Austrália também avançou 0,4%.

Em Wall Street, os índices futuros indicavam abertura positiva. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), os futuros do S&P 500 e do Dow Jones avançavam mais de 0,3%.

Na véspera, as bolsas americanas já haviam fechado em alta moderada. O S&P 500 subiu 0,2%, o Dow Jones avançou 0,6% e o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, teve leve alta de 0,1%.

Entre os destaques corporativos, as ações da Nvidia caíram 1,8%, apesar de resultados trimestrais acima do esperado impulsionados pela demanda ligada à inteligência artificial.

Já companhias aéreas como Southwest Airlines e American Airlines avançaram após um alívio temporário nos preços do petróleo antes da nova alta desta sexta-feira.

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Elon Musk fica US$ 86 bilhões mais rico em meio a expectativa por IPO da SpaceX

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 08:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

A fortuna estimada de Elon Musk aumentou em US$ 45 bilhões e atingiu o recorde de US$ 722 bilhões na quinta-feira (21), após a divulgação do prospecto do IPO da SpaceX trazer novas informações sobre as finanças pessoais do bilionário. Nesta sexta-feira, o patrimônio continuou avançando e já é estimado em US$ 808 bilhões, segundo a Forbes.

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Desenrola 2.0: por que o total de endividados aumentou desde a primeira versão do programa?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 05:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

Com o endividamento das famílias em níveis recordes, o governo federal voltou a apostar em um programa já conhecido para tentar conter um problema persistente no país.

Relançado no início de maio, o Novo Desenrola Brasil (ou Desenrola 2.0) chega a poucos meses das eleições presidenciais, em um momento no qual o Palácio do Planalto busca fortalecer pautas com impacto direto no bolso da população diante de um cenário político desafiador no Congresso.

Dois anos após o encerramento do último programa de renegociação de dívidas, em maio de 2024, o país registrou um aumento de 10,3 milhões de inadimplentes, chegando ao total de 82,8 milhões.

Em entrevistas recentes, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, atribuiu a alta da inadimplência a um “efeito sanfona”.

Segundo ele, o fenômeno foi provocado pelas oscilações da taxa básica de juros da economia, a Selic, e pelos impactos ainda persistentes da pandemia de Covid-19, período em que o desemprego subiu e a renda estagnou.

"Passamos por um período, especialmente durante a pandemia, sem reajuste de renda e com desemprego elevado. Muitas pessoas ficaram impossibilitadas de trabalhar e acabaram se endividando", afirmou Durigan em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, neste mês.

Especialistas, porém, avaliam que o programa teve efeito limitado e temporário, sendo visto por parte do mercado como um “fracasso”, e que o problema vai além dos juros altos.

O avanço da inadimplência envolve uma combinação de inflação persistente (especialmente nos alimentos), custo de vida elevado, renda insuficiente, crédito caro e falta de educação financeira.

Como o g1 mostrou, esse cenário ainda persiste em 2026. Apesar da melhora recente no mercado de trabalho, a geração de vagas não foi suficiente para recompor o poder de compra, nem o aumento da renda média foi capaz de conter a inadimplência persistente.

“O juro nada mais é do que o custo do dinheiro. Se o dinheiro está caro, tende a haver mais inadimplência”, afirma o economista Tiago Velloso. “Mas esse não é o único fator.”

Segundo ele, o cenário pós-Desenrola 1 combinou problemas herdados da pandemia com novas questões da economia mundial. Conflitos no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia elevaram os preços do petróleo e pressionaram a inflação global, retardando a queda dos juros no Brasil.

A especialista em finanças Milene Dellatore, sócia-diretora do Grupo Mide, também chama a atenção para a rápida digitalização do sistema financeiro, que ampliou o acesso ao crédito fácil sem o devido preparo da população.

“O país conseguiu uma digitalização rápida, mas isso não veio acompanhado de educação financeira. O acesso ao crédito aconteceu antes de as pessoas estarem preparadas”, diz.

Focado em dívidas negativadas entre 2019 e 2022 e valor atualizado inferior a R$ 20 mil, o primeiro Desenrola (maio de 2023 a março de 2024) foi considerado um sucesso pelo Ministério da Fazenda.

✅ De acordo com o Censo Nacional do programa, cerca de 14,8 milhões de pessoas foram beneficiadas,💰Ao todo, foram R$ 53,2 bilhões em acordos e descontos que passaram de 90% para pagamentos à vista.💳 As renegociações — feitas majoritariamente pelo celular, lideradas por mulheres e pelo público de 35 a 44 anos — focaram em dívidas bancárias e de cartão de crédito. 📉 Entre o público elegível, a inadimplência caiu 8,7%, segundo o governo federal.

Na faixa 1, o programa atendia pessoas com renda de até 2 salários mínimos ou inscritas no Consultar dados do Cadastro Único (CadÚnico), com dívidas de pequeno valor. Na faixa 2, o programa atendia pessoas com renda de até R$ 20 mil por mês, com dívidas em bancos.

Empresas do setor também sentiram o reflexo positivo na época. Na Recovery, empresa especializada em recuperação de créditos, cerca de 500 mil dívidas bancárias foram quitadas no período. Foram 290,4 mil acordos firmados, beneficiando 278 mil clientes.

Helena Passos, head de dados e planejamento da empresa, destaca que o programa permitiu que milhões de brasileiros retomassem a vida financeira: “Observamos uma demanda reprimida de consumidores dispostos a regularizar suas dívidas quando encontram condições adequadas”.

O endividamento geral medido pela pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) passou de 76,9%% em outubro de 2023 para 78,8% em março de 2024, enquanto a inadimplência geral recuou apenas 0,5 ponto percentual, indo de 29,7%% para 28,6%. Na mesma linha, o volume de inadimplentes mensurado pela Serasa subiu de 71,95 milhões em outubro de 2023 para 72,54 milhões de pessoas ao fim da primeira edição, em maio de 2024, o que representa cerca de 590 mil pessoas a mais nessa situação, mesmo com uma queda de 1,20% em relação ao mês anterior.

Ou seja, após o encerramento do programa, grande parte da renda das famílias continuou sendo consumida por gastos básicos como alimentação, moradia e transporte, empurrando muitos brasileiros de volta para a inadimplência.

O ministro da Fazenda, Dário Durigan, na apresentação do Desenrola 2.0 — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Novo Desenrola Brasil prioriza famílias de menor renda, voltado a pessoas que ganham até cinco salários mínimos. Na nova fase, as instituições financeiras também passam a “desnegativar” dívidas de até R$ 100.

Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o relançamento do programa responde ao avanço da inadimplência após o fim da primeira edição. A estratégia atual é alinhar as renegociações a uma nova expectativa de ciclo de corte nas taxas de juros.

Em um primeiro balanço da nova edição do programa nesta quinta-feira (21), Durigan afirmou que, no eixo do programa para famílias, foram mais 449 mil dívidas quitadas à vista com um desconto médio de 85% sobre o valor devido. Do somatório de um R$ 1 bilhão, foram pagos R$ 154 milhões.

Além disso, o ministro afirmou que 685,5 mil dívidas foram refinanciadas, também com desconto de 85%. De R$ 9 bilhões, foi refinanciado R$ 1,3 bilhão em dívidas. (veja o balanço completo aqui)

Segundo ele, a primeira edição do Desenrola teve impacto, mas perdeu força com a alta dos juros. “A gente deu um primeiro tratamento, mas não foi suficiente porque os juros voltaram a crescer. Mas o ideal é que isso seja pontual, não recorrente. As pessoas têm que pagar suas dívidas”, declarou.

Analistas, porém, avaliam que o efeito do programa é limitado sem mudanças estruturais. Eles apontam a educação como um dos principais fatores de longo prazo para reduzir o endividamento.

“Esse talvez seja o principal gargalo, o mais difícil de implementar, mas o mais importante”, disse o economista Tiago Velloso, ao defender a ampliação da educação básica e financeira.

Ele também destaca o papel da renda no processo. Para ele, a criação de empregos não é suficiente sem aumento do rendimento médio e redução da informalidade.

“Programas como o Desenrola são importantes como incentivo, mas, isoladamente, não resolvem o problema. Sem mudanças estruturais, acabam apenas reinserindo as pessoas no sistema financeiro, o que pode levar a novos ciclos de endividamento”, afirmou.

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De Senna à Marília Mendonça: relembre coberturas marcantes do Plantão da Globo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 04:45

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Quando a vinheta do Plantão da Globo interrompe a programação, o Brasil para. É o sinal de que algo importante aconteceu.

Nos últimos 35 anos, a trilha sonora e os microfones girando invadiram a tela para anunciar guerras, acidentes, atentados e decisões que mudaram o país e o mundo.

O Plantão da Globo estreou em 21 de maio de 1991, durante o intervalo da “Sessão da Tarde”. Do estúdio do Jornal Nacional, o apresentador Marcos Hummel informou a morte do ex-primeiro-ministro da Índia Rajiv Gandhi, vítima de um atentado.

O primeiro boletim extraordinário da emissora surgiu no início da década de 1970, com uma vinheta que exibia uma mão aberta e a palavra “Atenção”. A criação teve uma origem curiosa: a necessidade de transmitir um recado para uma autoridade durante o Carnaval, em plena ditadura militar.

O então vice-presidente de Operações da Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, precisava falar com o presidente da Riotur, empresa de turismo do Rio de Janeiro, Aníbal Uzeda de Oliveira, para resolver assuntos ligados ao Carnaval.

“Ele havia sumido. Não queria atender a Globo, estava atendendo só a TV Tupi na época. Então, a primeira ‘mão’ que foi para o ar dizia: ‘Coronel Uzeda, onde o senhor estiver, entre em contato com a TV Globo’. E essa ‘mão’, depois, virou o primeiro Plantão”, lembra Boni.

Com o tempo, o formato evoluiu. Ainda nos anos 1970, virou “JN Extra”. Na década de 1980, a identidade se fragmentou, e cada telejornal ganhou sua própria versão: “Plantão do Bom Dia Brasil”, “Plantão do Jornal Hoje”, “Plantão do Jornal Nacional”, “Plantão do Jornal da Globo” e “Plantão do Fantástico”.

Antes mesmo da estreia do formato atual, o jornalista William Bonner já comandava os antigos boletins extraordinários. Foram pelo menos 10 edições entre o fim da década de 1980 e o começo da década de 1990.

Bonner considera um deles o mais desafiador da carreira. Na noite de 17 de janeiro de 1991, o “Plantão JN” interrompeu a novela “Meu Bem, Meu Mal” para anunciar o início da Guerra do Golfo.

“O editor Aníbal Ribeiro viu um alerta da agência espanhola EFE no terminal dele e gritou. O editor Geneton Moraes Neto me mandou dar o plantão. Cumpri o ritual: saí correndo da redação até o controle mestre da rede, que ficava no mesmo andar. Ao entrar, anunciei que colocaríamos um plantão no ar”, lembra Bonner.

“Tão logo me posicionei na cabine de locução, o operador interrompeu a programação para que eu desse a notícia de que Bagdá estava sob bombardeio. Ao retornar à redação, Geneton me mandou para o estúdio, onde faríamos uma entrada adicional com áudio e vídeo. Era para durar um ou dois minutos. Ficamos no ar por horas.”

O plantão se transformou em uma cobertura ao vivo que durou toda a madrugada, em uma edição especial do Jornal da Globo.

O último “Plantão JN” da história foi comandado por Bonner em 26 de abril daquele mesmo ano, para noticiar a prisão do jogador argentino Diego Maradona, em Buenos Aires, acusado de posse e consumo de cocaína.

O jornalista só apareceria no novo formato do Plantão da Globo em 19 de agosto de 1991, na segunda vez em que a vinheta foi usada, para anunciar a tentativa de golpe de Estado na União Soviética contra o presidente Mikhail Gorbachev.

Como o formato ainda era novidade, a decisão de interromper a programação gerava dúvidas. O então vice-presidente de Operações da Globo precisou intervir.

“O coordenador Valério Fernandes me ligou para confirmar se a notícia justificava a interrupção. Eu já havia determinado por memorando que o critério era exclusivamente do jornalismo, mas, dessa vez, tive que autorizar”, conta Boni.

Bonner diz que o sentimento é parecido com o do telespectador: adrenalina em alta o tempo todo. Ele é um dos apresentadores que mais comandaram o boletim extraordinário no formato atual, com pelo menos 45 edições.

“Como jornalista da Globo há 40 anos, é natural que eu tenha sido tantas vezes o responsável por anunciar notícias urgentíssimas. E me orgulho muito do trabalho das nossas equipes, que nos permitem cumprir nossa missão com extrema agilidade e absoluta correção”, diz Bonner.

Houve situações em que não havia tempo para preparar o estúdio. Até 2008, em vários momentos, o Plantão entrou no ar apenas com o selo na tela e a narração em off de um apresentador. O importante era não deixar a notícia esperar.

Hoje, esse formato não é mais necessário. Com a cobertura 24 horas da GloboNews, o canal mantém a informação no ar ao vivo até que o apresentador do próximo telejornal esteja pronto para entrar em rede.

Ao longo de mais de três décadas, o Plantão entrou no ar centenas de vezes para mostrar a história em tempo real.

Um dos mais lembrados foi ao ar em 1º de maio de 1994, quando o Brasil parou nove vezes em um único dia para acompanhar as notícias sobre o acidente e, mais tarde, a confirmação da morte do piloto Ayrton Senna durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália. Foi o recorde de exibições do boletim em 24 horas.

O repórter Roberto Cabrini comandou a apuração. Ele estava no autódromo e seguiu para o hospital em Bolonha, para onde Senna havia sido levado. De lá, por meio de um telefone celular, Cabrini atualizava o Brasil em boletins sucessivos na programação. A morte do piloto foi anunciada às 13h40.

A morte dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, em 1996, foi outra cobertura de grande comoção nacional. O acidente aéreo na Serra da Cantareira, em São Paulo, interrompeu o auge da carreira do grupo, que era um fenômeno de popularidade, especialmente entre o público infantil.

O primeiro Plantão foi ao ar no início da manhã de 2 de março, com imagens ao vivo do Globocop sobrevoando o local do acidente.

No ano seguinte, em 1997, Sandra Annenberg anunciou a morte da princesa Diana depois de um acidente de carro em Paris.

Naquela noite de sábado, ela estava de plantão no Jornal Nacional e se preparava para sair de férias na segunda-feira. Depois de apresentar o JN, Sandra foi jantar com o marido, o jornalista Ernesto Paglia. Quando os pratos foram servidos, o telefone tocou. Era o chefe dela, com um pedido urgente.

“Ele falou: ‘acho melhor você vir já, porque a princesa Diana teve um acidente e a gente está acompanhando, e parece que é grave. A gente vai ficar entrando com plantões ao longo da noite’”, contou a jornalista durante participação no programa “Que História É Essa, Porchat?”, no canal GNT.

A primeira reação foi pedir para terminar o jantar antes de voltar, mas o chefe aconselhou que ela fosse imediatamente para a redação.

Foram diversos boletins ao longo da noite para atualizar as informações. Por volta de 0h47 de domingo, o Plantão da Globo interrompeu o Supercine, e Sandra anunciou em primeira mão no Brasil a morte da princesa Diana.

Na segunda-feira, ela embarcou para as férias já programadas em Londres, onde acabou testemunhando a comoção mundial e o funeral da princesa.

Em 2001, o Plantão da Globo interrompeu os desenhos da manhã para transmitir, ao vivo, o maior atentado da história: o choque dos aviões contra as torres do World Trade Center, em Nova York. O ataque terrorista deixou milhares de mortos e mudou os rumos da história contemporânea.

Naquele dia, a principal pauta da redação de São Paulo era o assassinato do prefeito de Campinas, Toninho do PT.

No Rio, o então diretor-executivo de Jornalismo, Ali Kamel, recém-chegado à emissora, viu em um dos monitores da sala a imagem da primeira torre do World Trade Center em chamas. A informação inicial, ainda equivocada, era de um acidente com um avião bimotor.

Kamel correu para a sala do diretor da Central Globo de Jornalismo, Carlos Henrique Schroder. Ao ver a imagem, Schroder ligou imediatamente para o diretor-executivo de Jornalismo em São Paulo, Amauri Soares, com uma ordem direta: “Põe no ar o plantão, Amauri! O World Trade Center está pegando fogo! Põe no ar!”.

O que Schroder não sabia era que, em São Paulo, Amauri já havia visto as imagens em um canal de notícias americano e corria para colocar o Plantão no ar no exato momento em que o telefone tocou.

O boletim foi comandado por Carlos Nascimento. Quatro minutos depois, no entanto, a transmissão foi encerrada. Às 10h02, a vinheta do Plantão interrompeu novamente a programação, e Carlos Nascimento continuou a narração.

A Globo transmitiu ao vivo o choque do segundo avião contra a outra torre, em uma imagem que marcou o mundo.

A cobertura do 11 de setembro também gerou uma curiosidade que dura até hoje nas redes sociais: qual desenho foi interrompido pelo Plantão da Globo? A resposta, apurada pelo g1, você pode conferir aqui.

Em 2005, a cobertura da morte do papa João Paulo II uniu o estúdio e a rua. Enquanto Fátima Bernardes comandava o Plantão que anunciou a notícia, William Bonner, que havia desembarcado em Roma poucas horas antes, já estava no centro do acontecimento.

A notícia veio depois de dias de agravamento da saúde do pontífice, acompanhados por milhões de católicos. Da Praça de São Pedro, Bonner mostrou, naquela noite, no Jornal Nacional, a comoção entre peregrinos e turistas que já acampavam no local.

A cobertura do acidente com o voo 1907 da Gol, em 2006, é um exemplo da responsabilidade editorial por trás da vinheta.

Os primeiros rumores sobre o desaparecimento do avião, que levava 154 pessoas, chegaram à redação durante o Jornal Nacional. A decisão da chefia, no entanto, foi segurar a informação. A prioridade era confirmar a rota e o número exato do voo para não gerar pânico com dados imprecisos.

A confirmação oficial só veio depois do fim do telejornal. Foi então que um Plantão interrompeu a programação para noticiar o desaparecimento.

A informação completa sobre a colisão com um jato Legacy e a queda na Floresta Amazônica, que não deixou sobreviventes, foi dada em um novo Plantão minutos depois, no que era, até então, o maior acidente da aviação brasileira.

Em 2007, Bonner apresentou o Plantão sobre o acidente do voo 3054 da TAM, em Congonhas, que deixou 199 mortos.

Menos de 20 minutos depois da queda, a Globo colocou no ar o boletim extraordinário com imagens ao vivo do local. A princípio, Bonner hesitou diante da incerteza das informações. A dúvida, porém, durou pouco. Ao ver a dimensão do incêndio, ele voltou atrás e começou a gritar na redação: “Plantão! Plantão!”.

Quase 10 anos depois dos atentados de 11 de setembro, a morte de Osama Bin Laden, em 2011, foi noticiada pelo Plantão. A cobertura foi comandada pelos apresentadores do Fantástico na época, Patrícia Poeta e Zeca Camargo.

Já passava da meia-noite quando os dois jornalistas entraram no ar para confirmar a informação e, em seguida, transmitir ao vivo o pronunciamento do presidente americano Barack Obama, com tradução simultânea feita pela dupla.

Anos depois, em 2016, a programação foi interrompida na madrugada para anunciar a queda do avião que levava o time da Chapecoense para a Colômbia, em um acidente que deixou 71 mortos.

O Plantão entrou no ar por volta das 4h10 da madrugada, com a apresentadora do Hora Um na época, Monalisa Perrone. As informações, naquele momento, ainda eram desencontradas.

Em 2020, o Plantão da Globo foi usado como uma ferramenta de compromisso com a informação e também como um ato de resistência jornalística.

“Na pandemia, no dia em que o governo Bolsonaro passou a retardar os dados sobre novos casos e mortes por Covid, encerramos o JN sem esses números. Mas interrompemos a novela das 9 assim que os obtivemos, cumprindo nosso compromisso de informar e deixando claro que não desistiríamos de fazê-lo”, conta Bonner.

Dez minutos depois do fim do Jornal Nacional, a vinheta entrou no ar para divulgar os números atualizados da Covid-19.

A cobertura da morte de Marília Mendonça, no fim de 2021, também é um exemplo dos desafios da notícia em tempo real, marcada pela incerteza e pelas informações desencontradas nas primeiras horas.

O Plantão da Globo, apresentado por Ana Paula Araújo, interrompeu o intervalo de Vale a Pena Ver de Novo para informar que a cantora havia sido resgatada com vida depois de um acidente aéreo no interior de Minas Gerais, com base em informações preliminares repassadas pelo empresário da artista.

A informação mudou drasticamente quando o repórter da afiliada da Globo chegou ao local do acidente. As imagens ao vivo mostraram que havia corpos sendo retirados, o que contradizia a nota divulgada pela assessoria da artista.

“Começou como um plantão de um acidente de avião envolvendo uma cantora queridíssima, mas que até então a gente achava que era um acidente em que todos tinham sobrevivido. E depois a gente descobriu ali, no ar, durante a transmissão, que era uma tragédia absurda, que ninguém tinha sobrevivido”, conta Ana Paula.

A confirmação da morte de Marília Mendonça e de outras quatro pessoas só ocorreu em um boletim exibido mais tarde na programação.

A morte de Pelé, em 2022, mobilizou uma das maiores e mais longas operações da história do Plantão.

Comandado por Renata Vasconcellos no estúdio do Jornal Nacional, o boletim interrompeu a “Sessão da Tarde” e se estendeu por horas, cancelando a exibição de novelas.

A cobertura se destacou pela ampla rede de repórteres, com entradas ao vivo do hospital em São Paulo, da Vila Belmiro, em Santos, e de diversas capitais do mundo, para mostrar a repercussão global.

Ao final, houve uma homenagem: a vinheta tradicional foi substituída por um selo especial dedicado ao “Rei do Futebol”, marcando a importância do momento.

Até a publicação desta reportagem, a exibição mais recente do Plantão da Globo havia ocorrido na tarde de 17 de abril de 2026. Às 16h54, o boletim apresentado por César Tralli interrompeu a Sessão da Tarde para noticiar a morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, um dos maiores ícones do esporte brasileiro.

* Colaboração de Ana Chagas, Fábio Lucio, Leonni Pissurno e Luciano Cesário, pesquisadores do Acervo da TV Globo.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Produtores travam vendas de café apesar da expectativa de safra recorde para 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 03:46

Agro Produtores travam vendas de café apesar da expectativa de safra recorde para 2026 Consultorias projetam que o país deverá colher mais de 70 milhões de sacas de 60 kg neste ano, enquanto a estatal Conab também vê um recorde produtivo. Por Reuters

Consultorias projetam que o Brasil deverá colher mais de 70 milhões de sacas de 60 kg neste ano, enquanto a estatal Conab também vê um recorde produtivo — Foto: Crédito: Divulgação.

Com colheita em fase inicial, produtores de café arábica de Minas Gerais não acreditam que a safra de 2026 vai superar o recorde de 2020, diferentemente do que apontam alguns analistas e comerciantes.

Representantes de cooperativas do sul de Minas e do Cerrado afirmam ainda que, em meio a expectativas de uma grande safra no país — maior exportador global –, há uma diferença grande entre o que os compradores internacionais querem pagar e o que pedem os cafeicultores, travando os negócios.

Consultorias projetam que o Brasil deverá colher mais de 70 milhões de sacas de 60 kg neste ano, enquanto a estatal Conab também vê um recorde produtivo, ainda que considere uma máxima histórica em patamar mais baixo.

Até 2026, 2020 era visto como o ano com maior produção. Mas, enquanto o produto da safra atual não estiver no armazém, cooperativas não pensam assim.

"O melhor ano para nós foi 2020 e não vemos este ano superar 2020 de forma nenhuma. Acreditamos mais ele ser perto de 2024 ou 2023, que foram anos bons", disse Jacques Miari, presidente da Cocatrel, com sede em Três Pontas, no sul de Minas Gerais, principal região do arábica no Brasil.

"2020 foi o ano fabuloso, em que tudo aconteceu de bom. Condição climática, trato de lavoura, bianualidade positiva, tudo aconteceu em 2020", disse à Reuters o representante da Cocatrel, uma das maiores cooperativas de café do Brasil, durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

Joaquim Frezza, gestor comercial da Coocacer, com sede em Araguari, no Cerrado Mineiro, disse que o início da colheita confirma a expectativa de boa produção, mas não deve superar 2020. "Acho que vai equiparar", declarou.

Luiz Fernando dos Reis, superintendente comercial da Cooxupé, maior cooperativa e exportadora de café do Brasil, disse que há projeções de recorde para a produção brasileira somando-se os volumes de grãos arábica e de robusta.

"No arábica, só no arábica, a gente não está vendo um número de produção maior do que 2020 ainda", disse Reis.

Enquanto a safra ainda está no início, ele disse que a Cooxupé está mantendo suas previsões de recebimento e exportação.

A Cooxupé projeta exportações de 4,4 milhões de sacas de café em 2026, o que seria uma queda de 500 mil sacas em relação ao ano passado, já que os embarques mais fortes esperados para o segundo semestre não seriam suficientes para compensar a queda registrada na primeira parte do ano, quando os estoques estavam baixos.

O recebimento de café esperado pela Cooxupé está em 6,8 milhões de sacas, o que seria um aumento de cerca de 800 mil sacas ante 2025.

"A gente pode sim, de repente, ter condições de receber um pouco mais de café. Mas nós não mudamos ainda…", disse o superintendente, lembrando que a Cooxupé já recebeu 8 milhões de sacas em 2020.

"Mesmo não sendo recorde no arábica, é uma safra muito boa. O que está acontecendo hoje é que os negócios ainda não estão prontos. O comprador ainda está esperando, aguardando a entrada desse fluxo comercial", disse Reis.

Ele comentou que o produtor está "muito devagar nas vendas ainda", após ter vendido o café a valores mais altos.

Para representantes da Cocatrel, há atualmente um descompasso no preço de exportação e no valor que o produtor está querendo no seu café.

"Hoje o mercado está muito travado no caso de exportações. Nós estamos trabalhando mais no mercado interno, as exportações hoje não estão fazendo muito sentido", disse Miari, presidente da cooperativa de Três Pontas.

Chico Pereira, gerente de comercialização da Cocatrel, disse que a cooperativa recebeu no evento em Santos comerciantes que negociam milhões de sacas, mas os negócios ainda estão em compasso de espera.

Os diferenciais de preços em relação à cotação da bolsa de Nova York estão muito distantes entre compradores e vendedores, confirmou Pereira.

"No preço que eu estou pagando ao produtor hoje tenho que vender a mais de 60 (centavos de dólar por libra-peso). Aí você vê a oferta: mais 5, mais 10. Então dá uma diferença de 50 centavos", disse ele.

Pereira comentou que, nessa situação, o mercado está parado. "Não tem como performar, não tem como exportar agora… O 'bid' que eu recebo de fora eu não consigo comprar e exportar com a margenzinha que eu preciso."

Apesar da grande colheita esperada, essa disputa seguirá, disse Pereira, em momento em que muitos produtores conseguem segurar vendas após se capitalizarem com preços recordes em anos recentes.

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Datafolha: 68% dos endividados acham que vão se beneficiar do Desenrola 2.0

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 01:53

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

A pesquisa Datafolha divulgou na quinta-feira (21) um novo panorama sobre o endividamento dos brasileiros: 68% dos endividados dizem acreditam que vão se beneficiar do Desenrola 2.0. Além disso, a pesquisa apontou que 82% enxergam que o programa tem impacto positivo para a economia como um todo.

Os dois índices ficam bem acima daqueles 31% endividados que avaliam o governo como ótimo ou bom entre os endividados ou os 46% que aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os não endividados, 39% veem benefícios para suas finanças pessoais e 73% para a economia como um todo. No caso dos não endividados, os índices também ficam acima dos 30% que veem o governo como ótimo e bom e dos 45% que aprovam o trabalho do atual presidente.

A pesquisa também demonstra que os mais otimistas com o programa são os jovens, moradores do Nordeste e eleitores de Lula.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que mais de um milhão de pessoas já foram beneficiadas pelo Desenrola 2.0.

Nos dias 12 e 13 de maio, o Datafolha ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais. Na amostra total, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Já entre os não alinhados, a margem é de quatro pontos percentuais.

Em 18 de abril, o Datafolha divulgou uma pesquisa que mostrou o cenário dos endividados no Brasil. De cada três brasileiros, dois têm dívidas financeiras. E não é só em relação a bancos: 41% dos que pegaram empréstimo com conhecidos, como amigos e familiares, não devolveram o dinheiro.

Foram ouvidas 2.002 pessoas, distribuídas proporcionalmente entre todas as regiões do Brasil, entre 8 e 9 de abril de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

Considerando só os endividados, 29% estão inadimplentes nos parcelamentos de cartão de crédito , 26% não quitaram os empréstimos no banco, e 25% têm pendências em carnês de lojas.

Entre os entrevistados, 27% utilizam o crédito rotativo, ainda que com frequências distintas. Desse total, apenas 5% recorrem à modalidade habitualmente, enquanto 22% o fazem de forma ocasional ou rara. Vale lembrar que o rotativo é ativado automaticamente quando o cliente paga apenas o mínimo da fatura, incidindo juros altos sobre o valor restante.

O levantamento também mapeou a inadimplência em contas de consumo e serviços, revelando que 28% dos entrevistados têm débitos em atraso. Entre as contas mais citadas pelos inadimplentes, destacam-se:

A sensação de "aperto financeiro" é uma realidade para grande parte dos brasileiros, segundo o levantamento do Datafolha.

A partir de um índice que mensura oito tipos de restrições orçamentárias — como cortes de consumo e inadimplência —, a pesquisa revelou que 45% da população vive sob forte pressão econômica: 27% em situação "apertada" e 18% em condição "severa". Outros 36% enfrentam uma situação moderada, enquanto apenas 19% são considerados isentos ou com restrições leves.

Para equilibrar as contas, as estratégias de sobrevivência são variadas. O lazer foi o primeiro item sacrificado (64%), seguido pela redução das refeições fora de casa (60%) e a troca de marcas por opções mais baratas (60%).

Há claro impacto no consumo básico: 52% reduziram a compra de alimentos, e metade dos entrevistados (50%) cortou gastos com água, luz e gás. No campo das obrigações, 40% deixaram contas vencerem, e 38% suspenderam o pagamento de dívidas ou a compra de remédios.

Esse sufoco reflete-se nas preocupações imediatas: ao serem questionados espontaneamente sobre seu maior problema pessoal, 37% dos brasileiros apontaram fatores financeiros, citando a baixa renda, o endividamento e o alto custo de vida.

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Kevin Warsh, indicado por Trump, assume o comando do Fed: o que esperar e impactos para o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 00:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

Kevin Warsh assume a liderança do Fed em um cenário de alta inflação, exacerbada pelos preços de energia e o conflito no Oriente Médio. A nomeação ocorre em meio à preocupação com a independência do banco central.

Apesar de ter sido indicado por Trump, Warsh é considerado técnico por sua experiência prévia como diretor do Fed. Essa percepção atenua parte da desconfiança do mercado sobre sua gestão.

Especialistas debatem se Warsh adotará uma postura mais rígida contra a inflação ou se considerará a IA para conter preços. Sua visão sobre produtividade tecnológica gera incerteza sobre a taxa de juros.

Espera-se que Warsh adote uma comunicação mais discreta, diminuindo indicações futuras sobre os juros. Isso pode aumentar a flexibilidade do Fed, mas também a incerteza nos mercados a curto prazo.

As decisões do Fed sob Warsh influenciarão diretamente os fluxos de investimento globais. Juros nos EUA impactam o real e a entrada de capital em países emergentes, como o Brasil.

O economista Kevin Warsh assume nesta sexta-feira (22) a presidência do Federal Reserve (Fed). Indicado por Donald Trump, o novo chefe do banco central dos Estados Unidos toma posse em um cenário de inflação pressionada pelos preços de energia, devido à guerra no Oriente Médio. A cerimônia ocorre às 12h (horário de Brasília).

A atenção do mercado em relação ao novo comandante do banco central americano cresceu diante da forte pressão exercida por Donald Trump sobre Jerome Powell, ex-presidente do Fed, a partir de 2025. Powell deixou a chefia do BC na última sexta (15), mas segue como diretor.

Veterano na máquina pública americana, Kevin Warsh já foi diretor do Fed e, agora, passa a liderar o comitê responsável pela política monetária dos EUA — ou seja, o grupo que decide a taxa básica de juros do país, hoje na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Há um cenário de desconfiança em relação a Warsh por causa das críticas frequentes de Trump ao Fed e, especialmente, a Powell, em meio à pressão do presidente por cortes nos juros. Nesse contexto, o principal receio do mercado é uma possível interferência do republicano nas decisões da instituição, que atua com independência.

🔎 Mudanças no comando do banco central dos EUA podem influenciar diretamente os rumos dos juros no país — com reflexos também no Brasil. Os impactos costumam ser sentidos na taxa básica de juros, a Selic, na cotação do dólar e na bolsa de valores. (leia mais abaixo)

Para especialistas ouvidos pelo g1, apesar do fator político envolvendo Trump, Warsh também é visto como um nome técnico por já ter passado pelo Fed. Ele atuou como diretor na instituição durante o governo de George W. Bush, entre 2006 e 2011.

"Warsh não é visto como um nome totalmente político. Isso pode reduzir parte do receio do mercado", afirma Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital.

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, tem a mesma leitura. Segundo ele, Warsh sempre adotou uma postura mais rígida no combate à inflação, defendendo juros mais altos quando necessário para controlar os preços.

“Por isso, a expectativa é que ele mantenha essa linha e não ceda às pressões políticas de Donald Trump por cortes nos juros. Acredito que, pela trajetória dele, essa deve ser a postura adotada”, afirma.

De forma geral, a avaliação é que os temores iniciais de interferência de Trump diminuíram, mas não foram eliminados por completo. Por isso, agentes do mercado global vão monitorar de perto a postura do Fed nas primeiras decisões sobre os juros sob o comando de Warsh.

O Fed tem um mandato duplo: controlar a inflação e sustentar o mercado de trabalho. Para isso, usa principalmente a taxa de juros.

🔎 Quando os preços sobem muito, o banco central eleva as taxas para frear o consumo e o crédito. Já em momentos de desaceleração econômica, reduz os juros para estimular a atividade.

Plínio Zanini, diretor de risco da Ciano Investimentos, afirma que ainda é cedo para saber qual será a postura predominante de Warsh no comando do Fed.

Segundo ele, o mercado tenta entender se o novo presidente manterá uma linha mais rígida no combate à inflação ou se adotará uma postura mais favorável à redução dos juros.

Parte dessa dúvida vem das declarações de Warsh sobre os ganhos de produtividade gerados pela Inteligência Artificial (IA). Na visão do novo chefe do Fed, o avanço da tecnologia pode ajudar a conter a inflação naturalmente, sem a necessidade de juros tão altos.

“A grande ambiguidade hoje é entender qual Warsh vai aparecer: o que defendia juros altos para controlar a inflação ou o que pode apostar menos na taxa para conter os preços”, diz Zanini.

A escalada das tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo passaram a ser o principal obstáculo para uma eventual redução dos juros nos EUA. O avanço dos preços dos combustíveis pressionou a inflação americana e mudou as expectativas do mercado.

Segundo Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, a guerra alterou rapidamente o cenário. O mercado, que antes esperava cortes nas taxas, agora já discute a possibilidade de juros mais altos por mais tempo para conter a inflação.

“O grande assunto no curto prazo continua sendo o petróleo”, afirma o estrategista, acrescentando que a alta da commodity aumenta a pressão inflacionária e dificulta um alívio nos juros pelo banco central americano.

A expectativa do mercado é que Kevin Warsh adote uma comunicação mais discreta no comando da instituição, reduzindo indicações antecipadas sobre os próximos passos dos juros — prática conhecida como “forward guidance”.

“Warsh é crítico ao modelo atual de comunicação do Fed”, afirma Marco Saravalle, da Krivo Capital.

Plínio Zanini, da Ciano Investimentos, avalia que essa postura pode dar mais flexibilidade ao banco central, ao permitir mudanças de trajetória sem compromissos públicos tão claros. Por outro lado, diminui a previsibilidade.

Segundo analistas, Warsh também pode reduzir a frequência de coletivas de imprensa, o que tende a aumentar a incerteza e a volatilidade nos mercados no curto prazo.

As decisões do Fed afetam diretamente o Brasil porque influenciam o movimento global de investimentos.

“Nós temos um fluxo de capitais dividido entre países emergentes e os EUA. Se o juro sobe lá, os recursos tendem a ir para o mercado americano, e a moeda brasileira sofre um pouco”, explica Alex Agostini, da Austin Rating.

🔎 Taxas elevadas nos EUA também reduzem o espaço para cortes na Selic, a taxa básica brasileira. Isso acontece porque o ambiente externo mais pressionado fortalece o dólar e exige que países emergentes mantenham juros altos para atrair capital e para conter a inflação.

Uma eventual redução dos juros tende a favorecer a entrada de investimentos no Brasil. Se isso acontecer por pressão de Trump, no entanto, a leitura será de perda de independência do Fed — o que pode gerar o efeito contrário.

Se o mercado enxergar uma perda de credibilidade no combate à inflação, a curva de juros futura dos EUA pode subir, fortalecendo o dólar e reduzindo o fluxo para países emergentes, explica Tales Barros, da W1 Capital.

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Quem é Kevin Warsh, indicado por Trump e que assume o comando do Fed nesta sexta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 22/05/2026 00:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%MoedasDólar ComercialR$ 5,001-0,06%Dólar TurismoR$ 5,2040,03%Euro ComercialR$ 5,812-0,1%Euro TurismoR$ 6,058-0,1%B3Ibovespa177.650 pts0,17%Oferecido por

Indicado por Donald Trump, o economista americano Kevin Warsh assume nesta sexta-feira (21) a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Warsh é ex-diretor do Fed, tem 56 anos e possui longa trajetória no sistema financeiro, no governo dos EUA e na condução da política monetária — ou seja, nas decisões sobre os juros do país.

Além de economista, o novo presidente do Fed também é jurista. Ele nasceu em Albany, capital do estado de Nova York, e é formado em políticas públicas pela Universidade de Stanford, com ênfase em economia e estatística.

🔎Especialista em política de juros e mercados financeiros globais, Warsh construiu uma carreira nas áreas de economia e finanças, participação ativa na gestão de crises econômicas e experiência entre cargos no governo, além de atividades acadêmicas e no setor privado.

Em seguida, concluiu o curso de direito na Universidade Harvard, onde se especializou na relação entre direito, economia e regulação.

Também realizou estudos complementares em economia de mercado e mercados de capitais na Harvard Business School e no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Sua carreira começou no setor financeiro, no banco americano Morgan Stanley, onde atuou na área de fusões e aquisições.

Nesse período, assessorou empresas de diferentes setores, como indústria, tecnologia e serviços, além de participar da estruturação de operações no mercado de capitais.

Em 2002, Warsh deixou o setor privado para integrar o governo do então presidente George W. Bush (2001–2009). Na Casa Branca, ocupou os cargos de assistente especial para política econômica e secretário executivo do Conselho Econômico Nacional.

Nessa função, aconselhava diretamente o presidente sobre temas ligados à economia dos EUA, mercados financeiros, sistema bancário e seguros.

Em 2006, foi indicado por Bush para o Conselho de Governadores do Fed, como diretor, tornando-se o mais jovem membro da história da instituição, aos 35 anos.

Durante seu mandato, representou o banco central americano no G20 — grupo das principais economias do mundo —, e atuou como emissário para economias da Ásia, além de exercer a função de governador administrativo, responsável pela gestão interna da instituição.

🔎 Warsh teve papel relevante na condução da política monetária durante a crise financeira de 2008 e ficou conhecido por discursos sobre o período, como “The End of History?” ('O fim da história?', em português) e “The Federal Funds Rate in Extraordinary Times” ('A taxa dos fundos federais em tempos extraordinários', em tradução livre), nos quais abordou os desafios do sistema financeiro e da política de juros.

Desde que deixou o Fed, em 2011, Warsh atua no meio acadêmico e no mercado financeiro. É pesquisador visitante em economia no Instituto Hoover, da Universidade de Stanford, e professor na Escola de Negócios da mesma instituição.

Também é sócio-consultor da gestora de investimentos Duquesne Family Office, ligada ao bilionário americano Stanley Druckenmiller.

Além disso, integra conselhos de administração de empresas como a United Parcel Service, uma das maiores empresas de logística do mundo, e a varejista americana de tecnologia Coupang.

Warsh também participa de fóruns de discussão econômica, como o G30 — conselho global independente que reúne líderes econômicos e financeiros —-, e o painel de consultores econômicos do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA.

O anúncio de Warsh como novo indicado para presidir o Fed foi feito pelo presidente Donald Trump em janeiro. A nomeação foi aprovada pelo Senado americano em 13 de maio.

“Tenho o prazer de anunciar que estou nomeando Kevin Warsh para presidir o Conselho de Governadores do Federal Reserve”, escreveu, na época, Trump em uma publicação nas redes sociais.

Publicação do presidente dos EUA Donald Trump sobre o enfermeiro morto em Minneapolis após divulgação de vídeo de briga com agentes do ICE — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Warsh substitui Jerome Powell, cujo mandato terminou em 15 de maio. Ao longo do atual mandato de Trump, Powell foi alvo de críticas frequentes do presidente, que defende cortes mais rápidos nos juros para impulsionar a economia. (leia mais aqui)

Warsh, por sua vez, é visto como favorável a juros mais baixos. Ele defende reduzir a atuação do Fed na economia americana, o que indica uma postura mais cautelosa em relação a estímulos mais fortes.

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