Imposto de Renda
MP-SP processa fabricante de ração após morte de centenas de cavalos e pede R$ 10 milhões de indenização
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
MP-SP processa fabricante de ração após morte de centenas de cavalos e pede R$ 10 milhões de indenização
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 25/05/2026 20:45
São Paulo MP-SP processa fabricante de ração após morte de centenas de cavalos e pede R$ 10 milhões de indenização Em ação civil pública ajuizada na sexta (22), Ministério Público de SP afirma que rações produzidas pela empresa Nutratta Nutrição Animal continham substâncias tóxicas em concentrações até 2.600 vezes superiores ao limite considerado seguro para cavalos. Por Redação g1 SP — São Paulo
Segundo o processo, a empresa teria utilizado resíduos de soja contaminados com alcaloides pirrolizidínicos na fabricação de rações destinadas a equinos, bovinos, suínos e aves.
O g1 entrou entrou em contato com a Nutratta, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Ao menos nove cavalos criados na chácara Dia de Sol, na zona rural de Guarulhos, na Grande São Paulo, morreram em 2025 após consumir rações da Nutratta.
A ração da Nutratta foi contaminada com monocrotalina, uma toxina encontrada em plantas do tipo crotalária, segundo o Ministério da Agricultura.
O Ministério Público de São Paulo ajuizou uma ação civil pública contra a fábrica de nutrição animal Nutratta e o proprietário da empresa após a morte de centenas de cavalos e o adoecimento de outros animais em diferentes estados do país. A ação foi protocolada na última sexta-feira (22) pela Promotoria de Justiça do Consumidor.
Segundo o processo, a empresa teria utilizado resíduos de soja contaminados com alcaloides pirrolizidínicos na fabricação de rações destinadas a equinos, bovinos, suínos e aves.
O bloqueio de bens dos réus;A proibição da retomada das atividades da empresa antes do cumprimento de exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa);A realização de recall dos produtos contaminados;A indenização dos consumidores prejudicados;E o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
De acordo com as investigações, laudos laboratoriais e necropsias apontaram a presença das substâncias tóxicas em concentrações até 2.600 vezes superiores ao limite considerado seguro para cavalos.
O g1 entrou entrou em contato com a Nutratta, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Os dados reunidos pelo Mapa apontam 238 mortes confirmadas de equídeos em diferentes estados do país. Em um haras de Indaiatuba, no interior paulista, foram registradas 29 mortes e cerca de 120 animais adoecidos.
Outro caso de grande impacto ocorreu em Atalaia, em Alagoas, onde 79 animais morreram após consumir ração da empresa, segundo o Ministério Público.
Também houve relatos de mortes e adoecimento de animais em propriedades de Guarulhos, Campinas, Itu, Porto Feliz, Volta Redonda e Jaboticatubas.
A ação civil pública afirma ainda que a contaminação pode ter extrapolado os danos causados aos animais e atingido a cadeia alimentar humana. Isso porque, segundo o MP, a mesma linha de produção era utilizada para fabricar ração bovina sem mecanismos eficazes de controle de contaminação cruzada.
Auditoras do Ministério da Agricultura alertaram para o risco de transmissão dos alcaloides tóxicos por meio do leite, da carne e do fígado de animais alimentados com os produtos contaminados. O MP sustenta que a empresa descumpriu normas sanitárias e de segurança alimentar ao utilizar matéria-prima contaminada na produção das rações.
Ao menos nove cavalos criados na chácara Dia de Sol, na zona rural de Guarulhos, na Grande São Paulo, morreram em 2025 após consumir rações da Nutratta.
"Um cavalo passou a noite rodando em círculos numa baia e uma égua estava querendo morder a parede. Com todos os animais foi assim, é como se fosse uma demência", disse o comerciante e criador Marcos Barbosa.
À época, o Mapa determinou o recolhimento de todos os produtos da empresa destinados a equídeos produzidos a partir de novembro de 2024 e iniciou uma investigação para apurar as mortes, além de ter proibido a comercialização.
Dono de cavalos em Gaurulhos suspendeu o uso da ração, mas cerca de 30 animais já tinham consumido o produto. — Foto: Arquivo pessoal
Barbosa disse que um representante da empresa visitou o local após os relatos das mortes em maio do ano passado. Segundo ele, o funcionário teria assumido a responsabilidade da fábrica e informado que a empresa tomaria as providências. Na ocasião, foram confiscados 110 sacos da ração, disse o comerciante.
Em julho de 2025, um levantamento obtido pelo g1 contabilizou 645 mortes de animais em ao menos seis estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Alagoas).
A ração da Nutratta foi contaminada com monocrotalina, uma toxina encontrada em plantas do tipo crotalária, segundo o Ministério da Agricultura — Foto: Arquivo pessoal
A ração da Nutratta foi contaminada com monocrotalina, uma toxina encontrada em plantas do tipo crotalária, segundo o Ministério da Agricultura. Essa toxina é hepatotóxica (afeta o fígado) e neurotóxica (afeta o sistema nervoso), sendo fatal para diversos animais (equinos, bovinos e suínos, entre outros)
Os primeiros casos de intoxicação surgiram em 21 de abril de 2025, no Rio de Janeiro, e a primeira morte foi registrada no dia 23 do mesmo mês em São Paulo. Os cavalos estavam aparentemente saudáveis e sem alterações clínicas evidentes. Entretanto, subitamente, começaram a apresentar sinais neurológicos agudos que evoluíram rapidamente para a morte.
Quando a toxina atinge o sistema nervoso, os animais perdem o controle de seus movimentos, ficam com a cabeça baixa e se machucam.
Segundo a veterinária Marcella Batista, não há cura para a intoxicação. Ela afirma que perdeu dois animais em um intervalo de menos de 30 dias. Os cavalos viviam em Cabreúva, interior de São Paulo, e eram alimentados com a ração há cerca de dois anos.
"Há apenas tratamento de suporte com soro e antitóxicos. A intoxicação causa alteração das enzimas hepáticas e, eventualmente, sintomas neurológicos, que podem levar à eutanásia devido ao sofrimento animal", disse ela.
"O animal se debate, derruba tudo, entra em sofrimento absurdo. E aí tem que entrar com eutanásia", afirmou.
Segundo ela, recomenda-se um exame das enzimas hepáticas em animais que consumiram a ração contaminada para iniciar o tratamento preventivamente.
Há 3 horas Política Texto prevê transição de 14 meses para jornada de 40 horas, diz MottaHá 3 horasGuerra no Oriente MédioForças dos EUA realizam ataques no sul do Irã
Há 6 minutos São Paulo Onda de protestosLula atende pedido do presidente e anuncia envio de ajuda humanitária à Bolívia
Há 22 minutos Política Morte de fisiculturistaGabriel Ganley teve morte súbita por doença no coração, diz atestado
Há 7 horas São Paulo ‘Tenho consciência’, disse fisiculturista sobre risco de anabolizantes ao coraçãoHá 7 horasBenefício do trabalhadorSaque-aniversário: Caixa antecipa para hoje pagamento de R$ 8,5 bilhões
Há 7 horas Economia Uso do FGTS para renegociar dívidas pelo Desenrola começaHá 7 horasINSS inicia pagamento da segunda parcela do 13º; calendárioHá 7 horasBlog da Andréia SadiValdemar diz que Flávio visitou Vorcaro ‘para ver se conseguia o restante do dinheiro’
Há 6 horas Blog da Andréia Sadi ‘Flávio é nosso candidato para valer’, diz presidente do PL Há 6 horasBlog do Valdo CruzEm busca de agenda positiva, Flávio tenta se encontrar com Trump
