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Nome de F1 e corpo com titânio: como é a Ferrari de R$ 4 milhões trocada por relógio falso e cheques sem fundo
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Nome de F1 e corpo com titânio: como é a Ferrari de R$ 4 milhões trocada por relógio falso e cheques sem fundo
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 02/06/2026 00:47
Carros Nome de F1 e corpo com titânio: como é a Ferrari de R$ 4 milhões trocada por relógio falso e cheques sem fundo O modelo é uma versão única, feita sob encomenda da Ferrari SF90, o primeiro carro híbrido plug-in desenvolvido pela marca italiana de supercarros. Por André Fogaça, g1 — São Paulo
Um empresário de Santa Catarina trocou uma Ferrari SF90 Stradale, na versão Assetto Fiorano, avaliada em R$ 4 milhões, por um relógio de luxo falsificado e três cheques sem fundo — sim, sofreu um golpe.
O carro não chama atenção apenas pelo valor, mas também por marcar o início de uma nova fase da Ferrari rumo à eletrificação: ele foi o primeiro modelo da marca com sistema híbrido plug-in, que aumenta ainda mais o desempenho do já potente motor V8 biturbo..
A Ferrari SF90 tem outros atributos que chamam atenção. O nome é o mesmo do carro de Fórmula 1 pilotado por Charles Leclerc e Sebastian Vettel na temporada de 2019 — o número 90 faz referência aos 90 anos da Scuderia Ferrari, divisão da marca dedicada às competições.
Foi nesse mesmo ano que a SF90 Stradale foi lançada, e ela segue em produção até hoje, com versões com e sem teto. Esse detalhe pode alterar o nome do modelo, que recebe o sufixo “Spider” quando é conversível — o que não é o caso do carro do empresário.
Até o sistema eletrificado da SF90 tem origem na Fórmula 1, que utiliza motores híbridos desde 2014. A influência das pistas aparece, por exemplo, na recuperação de energia feita pelo motor MGU-K, feita com nível de eficiência semelhante.
No carro "mundano", o sistema elétrico conta com três motores distribuídos pela carroceria. Dois ficam no eixo dianteiro, enquanto o terceiro está na traseira, posicionado entre o motor e a caixa de câmbio.
No entanto, o carro do empresário tem um diferencial: trata-se da versão Assetto Fiorano, que traz algumas mudanças. A principal é que os ajustes e detalhes são mais voltados para o uso em pista do que no dia a dia.
Amortecedores inspirados e ajustados para competições de Gran Turismo;Uso ampliado de materiais como fibra de carbono e titânio, que ajudam a reduzir o peso do carro;Spoiler traseiro em fibra de carbono;Pneus homologados para uso em vias públicas, mas que ainda oferecem melhor desempenho na pista;Pintura especial em dois tons.
O preço da Ferrari SF90 Stradale já chama atenção por si só, mas há outro custo igualmente alto: o IPVA.
Na lista dos IPVA mais caros do Brasil, são duas outras SF90, ambas na versão conversível Spider. Os modelos estão nos estados do Rio de Janeiro e no Paraná.
As diferenças na ficha técnica entre as variantes conversível e de teto convencional são mínimas: a velocidade máxima é limitada a 250 km/h, mas o imposto continua na casa das centenas de milhares de reais.
Ambas as Ferraris da lista estão avaliadas em mais de R$ 7 milhões, com IPVA próximo dos R$ 300 mil.
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