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Brasil prepara primeira emissão de títulos públicos em yuan na China, diz agência
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Brasil prepara primeira emissão de títulos públicos em yuan na China, diz agência
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/06/2026 14:01
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1571,78%Dólar TurismoR$ 5,3641,7%Euro ComercialR$ 5,9431,13%Euro TurismoR$ 6,1910,98%B3Ibovespa169.019 pts-0,77%Oferecido por
O governo brasileiro planeja anunciar este mês sua primeira emissão de títulos públicos em yuan na China, buscando captar recursos no mercado financeiro chinês.
A operação inédita com os chamados Panda Bonds visa diversificar as fontes de financiamento do país e reduzir a dependência histórica do dólar.
O anúncio ocorrerá durante viagem oficial a Xangai e Pequim, consolidando a China como principal parceira comercial, que investiu US$ 6,1 bilhões no Brasil.
Para atrair mais capital, a comitiva brasileira também apresentará projetos sustentáveis, como o Eco Invest Brasil e o programa de preservação de florestas tropicais.
O governo brasileiro planeja anunciar ainda neste mês uma captação de recursos no mercado financeiro da China por meio da emissão de títulos públicos em yuan, a moeda chinesa. A informação foi divulgada pela agência Reuters com base em duas fontes que acompanham o assunto.
Com isso, o Brasil pretende vender a investidores chineses os chamados Panda Bonds, títulos de dívida emitidos por governos ou empresas estrangeiras no mercado financeiro da China e negociados em yuan.
🔎 Ao comprar esses títulos, os investidores emprestam dinheiro ao governo brasileiro, que se compromete a devolver os recursos no futuro com o pagamento de juros.
Se a operação for confirmada, será a primeira vez que o Brasil buscará financiamento por meio desse instrumento no mercado chinês.
A iniciativa ocorre poucos meses após o país realizar sua primeira emissão de títulos em euros desde 2014. Em abril, o governo captou 5 bilhões de euros (cerca de R$ 29 bilhões) junto a investidores internacionais.
Segundo a Reuters, a emissão dos Panda Bonds faz parte da estratégia do Ministério da Fazenda de diversificar as fontes de financiamento do país e ampliar sua presença nos mercados internacionais.
A ideia é reduzir a dependência do dólar e acessar investidores de outras regiões do mundo, especialmente da China.
O anúncio deve ocorrer durante uma viagem de autoridades brasileiras a Xangai e Pequim, entre os dias 24 e 26 de junho. A agenda será liderada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Procurado pela Reuters, o ministério não comentou o assunto.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, cumprimentam-se cerimônia no Palácio do Povo, em Pequim, no dia 13 de maio de 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
A visita acontece em um momento de fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e China, principal parceiro comercial brasileiro.
No ano passado, o Brasil foi o principal destino dos investimentos chineses no mundo recebendo US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) em novos projetos e negócios, segundo relatório do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).
O valor representa 10,9% de todos os investimentos chineses realizados no exterior no período, colocando o Brasil à frente de países como Estados Unidos, Indonésia e Cazaquistão. Além disso, o país foi o único a permanecer entre os cinco principais destinos do capital chinês nos últimos cinco anos.
O movimento também ocorre em meio a tensões com os EUA, após o governo do presidente Donald Trump propor novas tarifas sobre produtos brasileiros e classificar facções criminosas do país como organizações terroristas.
Antes da viagem, representantes dos dois países participarão de uma reunião de um subcomitê financeiro bilateral.
De acordo com a Reuters, o governo brasileiro também pretende apresentar iniciativas ligadas à agenda de sustentabilidade, como o programa Eco Invest Brasil, o projeto Tropical Forest Forever Facility (TFFF), voltado à preservação de florestas tropicais, e os avanços na criação de um mercado regulado de carbono.
A expectativa é que essas medidas ajudem a atrair mais investimentos chineses para setores estratégicos da economia brasileira.
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