RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Governo vai congelar recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%Oferecido por

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (19) que o governo federal vai bloquear recursos de bets ilegais e enviar ao fundo de segurança pública, respeitando o processo legal.

A informação foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e depois confirmada em um vídeo gravado pelo presidente Lula nas redes.

O anúncio da medida ocorre no dia seguinte à realização de uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária por meio de bets ilegais.

"Block para o jogo ilegal! Ao lado do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, assinei hoje uma nova medida que garante o bloqueio de recursos financeiros de empresas ilegais de apostas", diz a publicação do presidente.

"Cumprido o devido processo, os recursos bloqueados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no país", detalhou o petista.

O ministro da Fazenda explicou que a pasta e o Ministério da Justiça vão administrativamente bloquear, de forma preventiva, recursos que são originados de jogos irresponsáveis.

"A Fazenda vem construindo essa inteligência com a Secretaria de Prêmios e Apostas (da pasta) e com Receita Federal. Quando a gente identificar uma ilegalidade, nos vamos comunicar os bancos dizendo: qualquer conta que você tenha que trate de recurso dessas bets aqui irresponsáveis, você trate de congelar", informou o ministro da Fazenda.

➡️O ministro acrescentou que o governo vai enviar esses processos de bets ilegais ao Ministério da Justiça para que esses recursos saiam dos bancos.

"Respeitado o devido processo legal, e vá para o fundo de segurança pública pra fortalecer o combate à corrupção e o combate ao crime organizado", acrescentou.

Na operação dessa quinta-feira (18), foram cumpridos14 mandados de busca e apreensão em três estados: Pernambuco, Ceará e São Paulo (veja vídeo acima).

Não houve prisões nessa fase da operação batizada de Conto da Sorte, realizada pelos Ministérios Públicos do Rio Grande do Norte e de Pernambuco e pela Receita Federal.

"O objetivo é colher provas sobre um esquema de exploração irregular de apostas de quotas fixas e jogos de azar na internet, as chamadas bets. […] Os crimes investigados são de lavagem de dinheiro, induzimento à especulação, exploração de jogo de azar e loteria não autorizada, associação criminosa e contra as relações de consumo", afirmou o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em nota, nesta quinta-feira (18).

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Currais Novos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

A investigação foi iniciada a partir de uma análise técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, após a prefeitura de Bodó, município potiguar, criar a autarquia Lotseridó (entenda, mais abaixo, como funcionava o esquema criminoso).

Antes de encerrar as atividades, em outubro de 2025, a Lotseridó passou a credenciar, de forma irregular, empresas de apostas de quota fixa, que "permanecem atuando à revelia da SPA", segundo a Receita Federal.

O valor movimentado pelas bets ilegais "será revelado com os dados coletados nas buscas, apreensões e quebras de sigilo", mas chega a bilhões de reais.

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Shein é despejada de loja física em Paris após locatário se arrepender

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 10:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,147-0,54%Dólar TurismoR$ 5,356-0,49%Euro ComercialR$ 5,900-0,5%Euro TurismoR$ 6,153-0,46%B3Ibovespa168.625 pts0,21%Oferecido por

A varejista Shein fechará sua única loja física permanente em Paris. O espaço fica na loja de departamentos BHV Marais.

A operadora SGM anunciou a venda do ponto nesta terça-feira (16). A empresa classificou a presença da Shein como um "erro estratégico".

Cerca de 100 marcas deixaram o local após a chegada da varejista. Comerciantes também processaram a Shein por concorrência desleal.

A União Europeia investiga a Shein por suspeita de produtos ilegais. A França já aplicou multas de 210 milhões de euros à marca.

A Shein afirmou que respeita a decisão. A empresa lamentou que a "colaboração experimental" ocorreu durante obras de renovação do prédio.

Polícia circula em frente ao BHV Marais no dia da inauguração da loja da Shein — Foto: Abdul Saboor/REUTERS

A Shein, a varejista online chinesa que se tornou ícone ultra fast fashion, vai fechar as portas de sua primeira e até então única loja física permanente.

Desde novembro, a gigante chinesa ocupa o sexto andar da loja de departamentos BHV Marais, um prédio localizado na turística região do Marais, em frente à prefeitura de Paris.

Na terça-feira (16/06), a empresa operadora da BHV, a SGM, anunciou a venda do cobiçado ponto comercial para um grupo empresarial.

A empresa anunciou que a Schein deverá "idealmente" deixar a loja até o Natal e classificou como um "erro estratégico" a decisão de permitir a presença da marca na BHV.

Sobre os planos de abrir mais cinco lojas na França, o diretor da SGM, Frédéric Merlin, afirmou que os compromissos contratuais com a Shein nas lojas fora de Paris serão "cumpridos" até a realização de uma revisão "de longo prazo".

Merlin disse ter cometido "erros" e acrescentou que a venda da BHV representa um "plano genuíno para uma retomada eficaz por pessoas sérias".

Clientes fizeram fila no dia da inauguração da primeira loja física da gigante varejista chinesa — Foto: Sarah Meyssonnier/REUTERS

A notícia de que as operações da Shein iriam sair do comércio online e chegar às lojas físicas, num local de prestígio na capital mundial da moda, provocou várias reações de indignação devido ao modelo de negócios da marca, aos impactos ambientais e à venda online de produtos ilegais.

Milhares de comerciantes processaram a varejista chinesa por concorrência desleal. Cerca de 100 marcas deixaram a BHV Marais após a chegada da Shein, segundo a administração da loja.

Políticos e fashionistas se juntaram na missão de impedir inclusive a contínua expansão online da empresa, famosa pelos produtos falsificados de baixa qualidade.

Manifestantes foram para frente da loja, no dia da inauguração, para lembrar das denúncias de trabalho infantil na cadeia de fornecimento da Shein — Foto: Olivier Arandel/LP

Em dezembro, reguladores da União Europeia abriram uma investigação por suspeitas de que a varejista não fez o suficiente para limitar a venda de produtos como "bonecas sexuais com aparência infantil", armas e medicamentos de venda ilegal na UE.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, ordenou que as autoridades bloqueassem o acesso ao site da Shein por dois dias; durante esse período, agentes da alfândega retiveram as encomendas compradas por meio da plataforma para inspeção.

Após a repercussão negativa do caso, a Shein afirmou ter retirado imediatamente os produtos de seu marketplace — seção que vende itens de terceiros — e proibido globalmente a comercialização de bonecas sexuais em seu site.

Fundada na China em 2012 e atualmente sediada em Singapura, a Shein é criticada ainda pelas condições de trabalho em sua cadeia de fornecedores e pelos impactos ambientais de seu modelo de ultra fast fashion.

No início de junho, a França informou ter aplicado duas multas à Shein que somam mais de 22 milhões de euros (R$ 128,8 milhões), citando problemas relacionados à rastreabilidade de produtos, rotulagem ambiental e prazos de entrega.

Com isso, o total de multas impostas pelo país à gigante asiática da moda ultrapassa 210 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão).

Sobre a intimação para fechar a loja, um porta-voz da Shein afirmou que a empresa respeita a decisão da BHV.

Ao mesmo tempo, manifestou pesar pelo fato de a "colaboração experimental" ter ocorrido em um contexto de "problemas importantes preexistentes" na unidade parisiense, em que "os clientes foram obrigados a lidar com obras de renovação em vários andares da loja".

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Dólar abre em queda com foco nas negociações entre EUA e Irã para o fim da guerra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

O dólar abriu nesta nesta sexta-feira (19) em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,1610. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.

▶️ Os preços do petróleo voltaram a subir depois que as negociações previstas entre Estados Unidos e Irã, que ocorreriam na Suíça, foram canceladas. A interrupção das conversas aumentou a cautela dos investidores em relação ao acordo de paz firmado nesta semana entre os dois países.

Na madrugada desta sexta-feira, os contratos futuros do petróleo chegaram a subir, com o Brent avançando 0,3%, para US$ 80,09 por barril, e o WTI, 0,45%, para US$ 76,19. Por volta das 8h34 (horário de Brasília), porém, ambos passaram a cair 0,2%, cotados a US$ 79,69 e US$ 75,85, respectivamente. Apesar da alta do dia, o petróleo caminha para encerrar a semana em baixa.

▶️Com o cancelamento do encontro, seguem pendentes as discussões sobre o futuro do programa nuclear iraniano, a situação no Líbano e as regras para o uso do Estreito de Ormuz. O acordo inicial prevê um prazo de 60 dias para que as partes negociem um entendimento definitivo.

▶️O acordo de paz encerra quase quatro meses de conflito no Oriente Médio. Com o fim da guerra, economistas acompanham quando os mercados e a atividade econômica devem voltar à normalidade. O g1 listou os principais efeitos da guerra sobre a economia. (veja mais abaixo)

▶️Nos EUA, o feriado de Juneteenth, que marca o fim da escravidão no país, mantém os mercados financeiros fechados nesta sexta-feira e reduz a agenda de divulgações econômicas.

Na última quarta-feira (17), EUA e Irã assinaram um memorando de entendimento com 14 pontos, que prevê garantias de que Teerã não desenvolverá armas nucleares, a suspensão de sanções americanas e uma compensação financeira ao governo iraniano.

O documento abre um prazo inicial de 60 dias para que as partes negociem um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano, podendo ser prorrogado por mais 60 dias.

Até lá, EUA e Irã concordaram em manter o status quo: Teerã preserva seu programa nuclear, enquanto Washington se compromete a não impor novas sanções nem ampliar sua presença militar na região.

As negociações sobre a implementação do acordo deveriam começar nesta sexta-feira (19), em uma reunião na Suíça envolvendo EUA, Irã, Paquistão e Catar.

No entanto, o governo suíço informou que o encontro foi cancelado, adiando as discussões sobre temas ainda pendentes, como o programa nuclear iraniano, a situação no Líbano e as regras para o uso do Estreito de Ormuz.

A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.

Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.

Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização.

Como as bolsas de Nova York estão fechadas nesta sexta-feira por causa de um feriado, os investidores acompanham apenas as negociações dos contratos futuros das ações americanas, que registram leve queda.

O movimento ocorre após uma forte alta nos mercados, impulsionada pelo otimismo com o acordo de paz entre EUA e Irã. No entanto, novas preocupações sobre a situação voltaram a gerar incertezas entre os investidores.

Na Ásia, os mercados fecharam em queda nesta sexta-feira, em movimento de realização de lucros após fortes altas recentes.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,6%, depois de ter atingido um novo recorde intradiário pela quinta sessão consecutiva. Na Coreia do Sul, a bolsa recuou 1,8%, embora ainda acumule valorização de 9,5% na semana.

As bolsas da China continental e de Hong Kong permaneceram fechadas devido ao feriado do Festival do Barco do Dragão. Em Taiwan, os mercados também não operaram.

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O que é o PicPay, banco digital alvo de operação por descontos indevidos a servidores do DF

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 09:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

O logotipo do banco digital brasileiro PicPay é exibido no prédio da Nasdaq após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. — Foto: Reuters

O PicPay foi alvo de uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (19) pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal (DF).

Fundada como uma fintech em Vitória (ES), em 2012, a empresa recebeu licença do Banco Central (BC) para atuar como instituição financeira em 2022 e abriu capital no início de 2026, na primeira oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma companhia brasileira em cinco anos. (veja mais detalhes abaixo)

Segundo a investigação, o banco digital teria feito descontos indevidos no contracheque dos servidores por meio do serviço de adiantamento salarial. O caso também entrou na mira da CPMI do INSS após informações indicarem que o escritório que leva o nome do governador Ibaneis Rocha recebeu R$ 1 milhão do grupo J&F Participações, controlador do PicPay. Entenda mais aqui.

O presidente-executivo da companhia, Eduardo Chedid Simões, é um dos alvos da operação. Ele foi citado entre os gestores de instituições financeiras investigadas por atuação no ecossistema de crédito consignado e descontos indevidos no INSS. Na CPMI dos Descontos Indevidos do INSS, ele foi indiciado.

Procurado, o PicPay afirmou que "não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas" e "rejeita a alegação da cobrança indevida".

De acordo com a companhia, seus produtos e serviços são ofertados "em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão".

"O PicPay reafirma seu compromisso com a estrita observância da legislação e da regulamentação aplicáveis aos setores financeiro e de meios de pagamento.

A companhia não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão.

O valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade.

O PicPay mantém uma sólida estrutura de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, alinhada às melhores práticas de mercado e aos mais elevados padrões regulatórios.

A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação."

Operação faz buscas contra BRB, Secretaria de Economia do DF e PicPayQuem são os investigados por supostos descontos irregulares na folha de pagamento do GDF

O PicPay foi fundada como uma fintech — empresa de tecnologia que oferece serviços financeiros — em 2012 por um grupo de empreendedores.

Em 2015, a empresa foi adquirida pelo Banco Original e, em 2017, tornou-se independente sob controle direto do grupo J&F — holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

A empresa conseguiu licença do Banco Central para operar como instituição de pagamento em 2020 e autorização para atuar como instituição financeira em 2022.

A companhia também adquiriu o Guiabolso, em 2021, e a BX Blue, fintech especializada em empréstimos consignados para servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, em 2023.

Em 2026, o banco digital fez seu IPO na Nasdaq, bolsa de tecnologia dos Estados Unidos, e levantou cerca de US$ 434,3 milhões (R$ 2,2 bilhões) com a oferta de 22,9 milhões de ações.

O PicPay tinha, ao final do primeiro trimestre deste ano, mais de 68,6 milhões de clientes. No período, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 169,4 milhões, alta de 92% em comparação aos primeiros três meses de 2025.

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Emirados serão o primeiro país árabe a proibir redes sociais para menores de 15 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 09:45

Tecnologia Emirados serão o primeiro país árabe a proibir redes sociais para menores de 15 anos Medida obriga plataformas a remover contas de menores de 15 anos e coloca os Emirados Árabes Unidos entre os países que endureceram as regras para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais. Por France Presse

Whatsapp Snapchat Instagram Youtube smartphone celular internet redes sociais (imagem ilustrativa) — Foto: Christian Wiediger / Unsplash

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta quinta-feira (18) a proibição do uso de redes sociais por menores de 15 anos, juntando-se a um número crescente de países que adotaram medidas semelhantes.

Segundo uma resolução do gabinete, as plataformas de redes sociais deverão monitorar e desativar contas criadas por menores de 15 anos. Caso contrário, poderão ser bloqueadas. A medida prevê um período de transição de 12 meses.

Com isso, os Emirados se tornaram o primeiro país árabe a estabelecer uma idade mínima legal para o uso de redes sociais.

"A resolução estabelece a idade mínima de 15 anos para o uso das redes sociais", informou a agência oficial de notícias WAM.

"Fica proibido aos menores dessa idade criar, usar ou operar contas pessoais em plataformas de redes sociais", acrescentou.

Também informou que esses menores não poderão acessar diversas funções das plataformas, como interagir com outros usuários, publicar, comentar, compartilhar conteúdo, participar de grupos públicos, canais abertos ou de "qualquer espaço interativo de grande escala".

Os órgãos dos Emirados responsáveis pela mídia e pelas telecomunicações têm "autoridade para tomar todas as medidas necessárias [contra as plataformas de redes sociais em caso de descumprimento]", ressaltou a WAM.

As medidas incluem "advertências, bloqueio parcial ou total das plataformas e imposição das sanções administrativas cabíveis".

Nos últimos meses, outros países também adotaram iniciativas semelhantes. O primeiro foi a Austrália, que, em dezembro, decretou a primeira proibição mundial do uso de redes sociais por menores de 16 anos.

Desde então, outros países seguiram o mesmo caminho. Entre eles está o Reino Unido, que anunciou nesta semana uma restrição para menores de 16 anos, com previsão de entrada em vigor em 2027.

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Petróleo, inflação e bolsas: os estragos econômicos deixados pela guerra entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 05:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã encerra um conflito de quase quatro meses no Oriente Médio. Independentemente das motivações questionáveis do presidente americano, Donald Trump, fato é que a guerra prejudicou a economia global.

A interrupção do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz provocou uma série de problemas. O preço da commodity disparou, os combustíveis e seus derivados pressionaram a inflação em vários países, e as perspectivas futuras para a economia se deterioraram.

Resultado é que os preços subiram para o consumidor, enquanto o mercado financeiro acumulou perdas com a revisão das estratégias de investimento. Nesse cenário, as bolsas de valores caíram e o dólar se fortaleceu.

Agora, com o fim do conflito, economistas tentam estimar quando a economia dará sinais de normalização. O g1 listou os principais efeitos da guerra sobre a economia e as possíveis saídas para a recuperação.

Alta nos preços do petróleo e de combustíveisAlta na inflação dos EUA e queda na popularidade de Trump Os efeitos no BrasilImpactos no mercado financeiroPiora nas projeções de crescimento da economia global

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante cerimônia no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., em 10 de junho de 2026. — Foto: Ken Cedeno/AFP

O conflito foi marcado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam cerca de 20% do petróleo e 25% do gás natural comercializados no mundo. Após o início dos ataques, o preço do barril quase dobrou, passando de cerca de US$ 70 para quase US$ 120.

Analistas chegaram a classificar o episódio como o maior choque petrolífero já registrado, superando as crises de 1973, 1979 e 2022. Para ampliar a oferta da commodity e conter o disparo dos preços, a Agência Internacional de Energia (IEA) realizou a maior liberação emergencial de estoques de sua história.

Ainda assim, a alta do petróleo não foi amortecida o suficiente e pressionou a inflação em diversos países. O impacto atingiu primeiro os combustíveis e seus derivados e, em seguida, se espalhou pelos transportes, pela indústria e até pela produção agrícola:

Fertilizantes ficaram mais caros, com a ureia acumulando alta de cerca de 60%.O aumento do combustível de aviação contribuiu para o cancelamento de milhares de voos.Fretes marítimos e rodoviários subiram, encarecendo alimentos e bens de consumo.

🛢️ Com o anúncio do acordo de paz nesta semana, o mercado começou a se estabilizar. Nesta quinta-feira (18), o petróleo Brent recuou para US$ 78,33 por barril, aliviando parte das pressões sobre a inflação. Ainda assim, está quase US$ 10 mais caro que antes do início do conflito.

O presidente americano iniciou o segundo mandato prometendo reduzir o custo de vida. Mas, também nos EUA, a alta do petróleo elevou o preço dos combustíveis — um dos itens mais sensíveis para o eleitorado de Trump.

Em maio, a inflação ao consumidor chegou a 4,2% no acumulado em 12 meses, o maior patamar em três anos. O índice se afastou ainda mais da meta de 2% do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Como o Fed utiliza os juros para controlar a inflação, a instituição manteve a taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na reunião de quarta-feira (17), adiando ainda mais a esperada redução nos EUA.

Em 2025, a aprovação de Donald Trump havia recuado de 42% em abril para 40% em julho, em meio aos efeitos do tarifaço imposto aos parceiros comerciais dos EUA.Com a guerra e uma nova aceleração da inflação, sua popularidade atingiu o pior nível do segundo mandato em abril deste ano, chegando a 34% de aprovação.

Pesquisas da Reuters/Ipsos mostraram que 63% dos americanos desaprovavam o governo, enquanto apenas 36% o aprovavam. Na área econômica, a aprovação era ainda menor, de 27%, o pior resultado da série histórica do instituto.

🛢️ O recuo dos preços da gasolina nas últimas semanas trouxe uma melhora modesta. A aprovação da atuação de Trump no combate ao custo de vida subiu de 22% para 24%, mas o presidente segue bem abaixo dos níveis registrados no início do mandato.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que os preços do diesel e da gasolina no Brasil chegaram a acumular altas de 23,6% e 8%, respectivamente, nos últimos meses — e não demorou até que o consumidor sentisse o efeito disso no bolso.

O governo chegou a anunciar um pacote de medidas para conter os preços dos combustíveis nas bombas, mas não conseguiu evitar os impactos sobre o custo do frete, por exemplo — o que gerou um efeito em cadeia e pressionou os preços de diversos itens da cesta de consumo.

➡️ O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acumula alta de 3,20% no ano até maio. Em 12 meses, o índice avançou 4,72%, acima do teto da meta para 2026, de 4,5%.

Com a pressão sobre os preços e a incerteza provocada pela guerra nos últimos meses, as projeções do mercado financeiro para os juros também pioraram.

O Boletim Focus da última segunda-feira (15) mostra que os economistas do mercado esperam uma taxa Selic de 13,75% ao ano em 2026, um aumento de 0,25 ponto percentual (p.p.) em relação à semana anterior.

🔎 Isso significa que o mercado espera juros elevados por mais tempo, o que deve continuar encarecendo o crédito e pode limitar o consumo das famílias brasileiras.

Entre os principais setores da economia, os efeitos foram variados. De um lado, exportadores de petróleo se beneficiaram com a alta das cotações. Por outro, segmentos dependentes da commodity sentiram o impacto nos preços de derivados.

O resultado é uma pressão generalizada sobre a economia brasileira, com efeitos que vão do bolso do consumidor ao desempenho dos setores produtivos.

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As incertezas sobre a duração do conflito e seus impactos na economia global também se refletiram nos mercados de câmbio e de ações ao redor do mundo.

Como costuma ocorrer, o início da guerra trouxe uma valorização do dólar. Isso acontece porque a moeda americana é vista como um dos ativos mais seguros do mundo e costuma ser a preferência dos investidores em momentos de incerteza, como forma de proteger suas aplicações.

No Brasil, o dólar atingiu o maior nível do ano em 13 de março, mês seguinte ao início do conflito, ao ser cotado a R$ 5,3142, impulsionado pela alta do petróleo. Nos meses seguintes, o cenário começou a mudar, à medida que as incertezas iniciais se dissiparam e o mercado passou a ter mais clareza sobre quais países e setores seriam mais impactados pela guerra.

Com isso, investidores reduziram suas posições em dólar e passaram a buscar ativos mais arriscados — movimento que favoreceu o real. No acumulado do ano até quarta-feira (17), a moeda americana registrava desvalorização de 6,94%.

O movimento foi semelhante nos mercados de ações: em um primeiro momento, investidores retiraram recursos de ativos mais arriscados e, depois, passaram a apostar em papéis que poderiam se beneficiar do novo cenário.

🔎 Vale destacar que outros fatores também influenciaram as cotações nos últimos meses, como o tarifaço imposto pelo governo Trump, a política fiscal brasileira, o noticiário corporativo e os dados econômicos do Brasil e dos Estados Unidos.

No acumulado do ano até a última quarta-feira, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, registrava alta de 4,38%.

Antes do conflito entre EUA e Irã, a previsão era de que o crescimento global desacelerasse apenas de forma moderada, com a inflação perdendo força e permitindo um ambiente econômico mais estável.

Com a escalada da guerra, porém, o cenário piorou. O aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas elevou os custos de produção, transporte e energia em diversos países, alimentando a inflação e reduzindo ainda mais as perspectivas de crescimento.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia mundial em 2026 de cerca de 3,3% para 3,1%, citando os impactos da guerra sobre os preços das commodities, as condições financeiras e a confiança dos investidores;A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) passou a estimar uma desaceleração do crescimento global, de 3,4% em 2025 para 2,8% em 2026. A organização alertou que, caso a crise energética se prolongasse, a expansão global poderia cair para apenas 2,1%, nível associado a períodos de forte desaceleração econômica;Países como Alemanha e França tiveram suas projeções reduzidas devido ao encarecimento da energia, que diminuiu o poder de compra das famílias e aumentou os custos das empresas.

Mesmo com a melhora recente, FMI e OCDE avaliam que a recuperação dependerá da manutenção da estabilidade no Oriente Médio e da normalização do abastecimento global de energia.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Quanto custa assistir à Copa do Mundo? Torcedores contam quanto estão gastando

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 05:49

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%MoedasDólar ComercialR$ 5,1741,3%Dólar TurismoR$ 5,3821,53%Euro ComercialR$ 5,9270,97%Euro TurismoR$ 6,1811,01%B3Ibovespa168.278 pts-0,1%Oferecido por

Torcedores brasileiros reunidos na Times Square, em Nova York, antes da estreia da seleção contra Marrocos (1×1), em 13 de junho — Foto: Getty Images

Para muitos torcedores, comparecer a uma Copa do Mundo é uma oportunidade única na vida, que não tem preço. Mas, se você calcular os custos da empreitada, é de fazer chorar.

💸 Ingressos para os jogos, voos, hotéis, o trajeto até os estádios, os custos de uma bebida durante o jogo… os custos vão se somando sem parar.

Poucos dias após o início do torneio, torcedores que se encontram no México, Canadá e nos Estados Unidos contaram à BBC o quanto já gastaram durante a Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino 2026.

Norueguês que mora em Atlanta, no Estado americano na Georgia, ele sabe que esta seria provavelmente a única chance de levar seu pai, de 82 anos, para ver a seleção do seu país jogar na Copa do Mundo. Afinal, a Noruega se classificou para o torneio pela primeira vez desde 1998, na França.

"Sou um grande fã de futebol desde a infância, principalmente graças ao meu pai", conta Oftedal à BBC. "Não posso dizer 'não, vamos na próxima vez ou em outro lugar'. Por isso, estamos muito animados."

Oftedal comprou três ingressos para ver a Noruega vencer o Iraque por 4×1 em Massachusetts por US$ 380 (cerca de R$ 1,9 mil) cada um.

As três passagens de ida e volta de avião entre Atlanta e Boston custaram, ao todo, 180 mil pontos do seu programa de fidelidade. Um único quarto de hotel por duas noites ultrapassou US$ 1,1 mil (R$ 5,6 mil). E o transporte até o estádio, ida e volta, custou US$ 80 (cerca de R$ 407) por pessoa.

Ao todo, Oftedal gastou cerca de US$ 4 mil (R$ 20,3 mil), entre dinheiro e pontos, para que ele, seu pai e sua esposa assistissem a uma partida. Ele descreve o valor como "insano".

"Realmente não é para indivíduos, parece que é para a América corporativa", declarou Oftedal, sobre o torneio de 2026.

Morten Oftedal gastou o equivalente a cerca de R$ 20 mil para levar seu pai de 82 anos e sua esposa para assistir ao jogo Noruega 4×1 Iraque, em Boston, nos Estados Unidos — Foto: Getty Images

Diversas pessoas declararam à BBC que o custo de assistir ao torneio atingiu alguns milhares de dólares. Mas eles dizem que seu amor pelo futebol e as recordações que eles esperavam criar na ocasião os ajudaram a abrir a carteira.

"Paguei cerca de US$ 1,2 mil [R$ 6,1 mil] por ingresso, na categoria 2", afirma o britânico Iain Bagwell, de 58 anos. Ele mora em Atlanta e viajou com seu filho de carro para ver Inglaterra x Croácia em Dallas, no Texas.

"Na época da compra, achei que fosse um assalto em plena luz do dia. Mas, vendo o que está acontecendo e a forma como a Fifa está tratando do assunto, provavelmente não foi um negócio tão ruim assim."

Bagwell e seu filho acamparam ao longo da sua viagem para Dallas, por diversão e economia ao mesmo tempo. E, depois do jogo, eles irão de carro para Kansas City para verem Tunísia x Holanda, por US$ 235 (cerca de R$ 1,2 mil) por ingresso.

Muitos torcedores americanos estão acostumados com o alto custo dos eventos esportivos. O ingresso mais barato para ver o time de basquete New York Knicks nas recentes finais da NBA, no Madison Square Garden, custava cerca de US$ 3,5 mil (R$ 17,8 mil).

Eles foram assistir à estreia da seleção do seu país, a Bósnia-Herzegóvina, contra o Canadá, um empate por 1×1 no segundo dia da Copa do Mundo.

"É uma sensação incrível, nunca pensei que, um dia, iria a um jogo da Copa do Mundo", declarou Admir. "Sempre quis ter esta experiência."

Eles escolheram os ingressos no "último minuto", segundo Maric, pagando 1.250 dólares canadenses (US$ 890, ou cerca de R$ 4,5 mil) cada um, por assentos na terceira fila. O hotel custou cerca de US$ 600 (R$ 3 mil) por noite e os voos, US$ 1.150 (cerca de R$ 5,8 mil) por pessoa.

As irmãs Aida e Emina Tucic, também torcedoras da Bósnia-Herzegóvina, não precisaram viajar tanto. Elas vieram da cidade de Hamilton, perto de Toronto.

Elas sabiam que queriam assistir à partida "no segundo" em que a Bósnia se classificou, conta Aida.

"Ficamos um pouco apreensivas porque os preços dos ingressos começaram a ficar, digamos, malucos", ela conta.

As irmãs acompanharam os preços por algum tempo e compraram seus ingressos três dias antes do jogo. Elas gastaram 1,2 mil dólares canadenses (cerca de US$ 850, ou R$ 4,3 mil) cada entrada.

Emina tem algumas dicas para outros visitantes, como verificar as redes sociais locais em busca de sugestões de lugares mais baratos para comer na região.

Questionada se elas achavam o preço dos ingressos justo para a experiência, Aida respondeu "provavelmente, não". Para ela, o futebol "deveria ser acessível para os torcedores".

"É uma vez na vida", declarou Emina. "Os dois países que você ama, um onde você cresceu e outro onde você nasceu. Ver os dois jogando no palco mundial é incrível".

Assistir a um jogo de rua improvisado nas laterais da Zona Rosa da Cidade do México, entre os transeuntes e os policiais, é talvez o mais próximo que alguns mexicanos irão chegar do esporte nesta Copa do Mundo.

Os preços dos ingressos para o jogo de abertura (México 2×0 África do Sul) estavam muito além das possibilidades da maioria dos habitantes de um país onde cerca de 30% da população vive na pobreza.

No lado de fora do Estádio Azteca, na última sexta-feira (11), os torcedores citavam diversos valores pagos pelos cobiçados ingressos.

Poucos pagaram menos de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 7,6 mil) e alguns chegaram a gastar US$ 4 mil (R$ 20,3 mil) ou mais. Já alguns sortudos receberam ingressos grátis de presente ou em troca de trabalho.

"Paguei 30 mil pesos [US$ 1.750, cerca de R$ 8,9 mil] cada ingresso", conta Aaron Vieyra, da torcida organizada da seleção mexicana Fúria Azteca.

Vieyra comprou os ingressos para ele e sua namorada por meio de um contato com boas relações. Ele destaca que um único ingresso valia cerca de três meses de aluguel para muitos moradores da Cidade do México.

Vieyra acompanhou a equipe mexicana nas Copas de 2014, no Brasil, e de 2018, na Rússia. Ele afirma que gastou mais em um jogo no México do que na soma das partidas assistidas por ele nos outros torneios.

"O jogo em si foi histórico e ficamos muito felizes por estar no Azteca para aquele momento", ele conta. "Ainda sinto arrepios."

"Para nós, funcionou porque não precisei pagar por voos ou hotéis. Se precisássemos cobrir também estes custos, eu não conseguiria pagar todo esse dinheiro por um ingresso."

A passagem de trem da Penn Station, em Nova York, até o Estádio NYNJ, palco da estreia do Brasil contra o Marrocos, custa US$ 98 (cerca de R$ 498). Normalmente, o preço é de US$ 12,90 (R$ 66). — Foto: Adam Gray/Getty Images

O preço dos alimentos e bebidas dentro dos estádios varia dependendo do local, mas eles parecem estar dentro da faixa que os torcedores e fãs de música costumam pagar nos estádios americanos.

Uma pesquisa do website The Athletic concluiu que os torcedores estão pagando US$ 16 (cerca de R$ 81) por uma cerveja americana (470 ml) no Estádio de Nova York-Nova Jersey (NYNJ), onde será realizada a final da Copa, e US$ 5 (R$ 25,40) por uma água (590 ml).

Mas, no Estádio Mercedes-Benz em Atlanta, por exemplo, você pagará apenas US$ 5 (cerca de R$ 25,40) por uma cerveja pequena (355 ml) e US$ 9 (R$ 45,80) pela grande (570 g). E a água (590 ml) custa US$ 3 (cerca de R$ 15,30).

A passagem de trem da Penn Station, em Nova York, até o Estádio NYNJ para um jogo da Copa do Mundo custa US$ 98 (cerca de R$ 498). Normalmente, ela custa US$ 12,90 (R$ 66).

O aumento ocorreu para que os moradores locais não precisassem pagar pelo transporte dos torcedores, segundo a governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill. Ela também destacou que a Fifa não está colaborando com os custos de transporte, que atingem US$ 48 milhões (cerca de R$ 244 milhões).

Paralelamente, autoridades locais tentaram negociar com a Fifa para reduzir os custos para os torcedores comuns.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, negociou com a Fifa e garantiu 1 mil ingressos para moradores locais por US$ 50 (cerca de R$ 254), que podem ser comprados por meio de sorteio.

Já a província canadense de Ontario aprovou a Lei Torcedores em Primeiro Lugar, para reduzir os preços de revenda. E Dallas oferece transporte gratuito de e para o estádio local.

As manchetes sobre os preços dos ingressos vêm dominando o torneio, mas os torcedores que conversaram com a BBC permanecem entusiasmados com a Copa e afirmam que os gastos valeram a pena.

Oftedal, o torcedor norueguês, declarou que criar recordações com seu pai seria o mais importante e que a preocupação com o dinheiro "desaparece depois de algum tempo".

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A Copa do Mundo dos ultrarricos: pacote de R$ 20 milhões para a final, jatinho entre os estádios e encontro com jogadores

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 05:49

Turismo e Viagem A Copa do Mundo dos ultrarricos: pacote de R$ 20 milhões para a final, jatinho entre os estádios e encontro com jogadores Celebridades, bilionários e executivos de tecnologia, de vários países, inclusive o Brasil, buscam exclusividade, privacidade e luxo para ver os jogos do Mundial, e o que menos importa é o preço. Por BBC

Granit Xhaka chega ao Aeroporto de Newcastle em um jato particular para assinar com o Sunderland AFC em 28 de julho de 2025, em Newcastle upon Tyne, Inglaterra. — Foto: Ian Horrocks/Sunderland AFC via Getty Images

Alguns dias atrás, a Knightsbridge Circle, que oferece serviços exclusivos de concierge para o público de altíssima renda, anunciou um pacote para a final da Copa do Mundo, em 19 de julho em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A oportunidade, descrita como "a primeira do tipo na história do torneio", foi oferecida exclusivamente aos seus clientes convidados, que passam por uma avaliação antes de serem aceitos.

Ela incluía seis ingressos na primeira fileira, bem na linha de meio de campo, e acesso ao gramado durante a premiação, no momento em que a seleção campeã erguer a taça.

"(O pacote) foi vendido para um de nossos membros menos de 24 horas depois de anunciado", diz à BBC News Brasil o presidente da Knightsbridge Circle, Stuart McNeill.

A Knightsbridge Circle é uma entre várias empresas que estão oferecendo pacotes de luxo para os ultrarricos que desejam participar da Copa.

A atual edição é considerada inédita por, dentre outros motivos, ser disputada em três países — Estados Unidos, México e Canadá — e ter um número recorde de 48 seleções participantes. Serão ao todo 104 partidas em 16 cidades.

Para muitos torcedores ao redor do mundo que desejam acompanhar o Mundial de perto, o planejamento começou há meses e foi marcado por dificuldades, desde os altos preços dos ingressos e do transporte para alguns dos estádios até obstáculos para conseguir o visto americano.

Mas, para uma ínfima parcela dos visitantes, a experiência será bem diferente: eles devem chegar às cidades-sede de jatinho particular, deslocar-se aos estádios de helicóptero ou limusine e ter lugar garantido na área VIP, mesmo que tenham decidido fazer tudo isso de última hora.

"Trabalho com esse mercado (de luxo) há 22 anos, e a maior surpresa, para mim, é que nesta Copa, o dinheiro pode comprar praticamente qualquer coisa, o que é uma novidade (em comparação com as anteriores)", diz McNeill.

Um Rolls Royce Phantom branco, limusine de quatro portas, vira na Collins Avenue, em South Beach, Miami, EUA. — Foto: Getty Images

Ele e outros especialistas do segmento de alto luxo não revelam os nomes dos clientes interessados na Copa do Mundo. São celebridades, bilionários, fundadores de empresas, executivos do setor de tecnologia e atletas, entre outros, vindos de várias partes do mundo, inclusive do Brasil.

"Temos alguns clientes brasileiros", diz McNeill, lembrando que a empresa tem uma equipe em Miami que fala português.

Nem todos os pacotes de luxo para a Copa têm um preço milionário. Os valores dependem de vários fatores, como tipo de acesso, transporte, acomodação e número de noites.

Mas muitos dos roteiros sob medida oferecidos pela Knightsbridge Circle, por exemplo, "passam facilmente dos seis dígitos".

Incluem desde os já citados jatinhos e helicópteros até atendimento VIP nos aeroportos, equipes de segurança e hospedagem em redes de hotéis de luxo, como Four Seasons, Aman e Rosewood.

Nicole Wallach, vice-presidente da divisão de lazer da Magma Global, empresa especializada em serviços de concierge de viagens de luxo, calcula que as opções mais em conta fiquem entre US$ 25 mil e US$ 75 mil (R$ 125 mil e R$ 375 mil) para um casal, incluindo hospedagem cinco estrelas, ingressos para uma partida, voo em classe executiva e transfer privativo.

Alguns clientes pagam bem mais do que isso, em itinerários de luxo que incluem vários dias e diversas cidades-sede. Há também quem decida emendar a Copa com viagens para outros locais.

"Tenho clientes que vão assistir a jogos em Los Angeles e depois pegar um voo para passar algumas noites no Havaí", diz Wallach à BBC News Brasil.

Vista para o campo de jogo a partir de uma das suítes do Dallas Stadium em Arlington. — Foto: Tom Fox/The Dallas Morning News

Para o fim de semana da final, com hospedagem de luxo em Nova York, ela estima que os gastos podem ficar facilmente na casa dos seis dígitos.

Gina Gabbard, diretora de Estratégia da First in Service Travel, agência de Nova York que faz parte da rede global de turismo de luxo Virtuoso, diz à BBC News Brasil que as opções para os torcedores ultrarricos vão desde ingressos VIP e refeições preparadas por chefs durante o jogo até pacotes mais completos.

"Podem incluir hospedagem em hotéis de luxo, transporte privativo na cidade-sede, reservas em restaurantes sofisticados, passeios e outras atividades e, para alguns clientes, encontros exclusivos com os jogadores", afirma Gabbard.

"Os ingressos VIP, dependendo da partida, podem custar a partir de US$ 5 mil [R$ 25 mil] por pessoa", diz Gabbard.

"Pacotes começam em torno de US$ 50 mil dólares [R$ 250 mil] e podem chegar a várias centenas de milhares de dólares quando envolvem múltiplos jogos e cidades."

Segundo Wallach, para os clientes desse segmento, conveniência, privacidade e acesso são mais importantes do que o preço.

"São viajantes que costumam voar em jatos particulares e se hospedar nas suítes mais luxuosas", diz.

"Eles viajam acompanhados de sua própria equipe e realmente esperam uma experiência altamente personalizada quando se trata de um evento dessa magnitude."

Ela ressalta, porém, que nem todos os interessados em pacotes de luxo para a Copa viajam em jatinhos, e alguns vão de primeira classe ou executiva em voos comerciais.

Além disso, em determinadas partidas, é possível que haja mais procura do que disponibilidade de helicópteros para chegar aos estádios.

"Há um limite para o número de aeronaves e locais de desembarque disponíveis", diz Wallach. Nesse caso, a solução é um carro de luxo com motorista particular.

De acordo com Wallach, esses torcedores querem mais do que apenas um ingresso VIP. "Nem todos querem sentar na primeira fila. Para muitos, a prioridade é a privacidade e o acesso a serviços exclusivos. Eles estão em busca de uma experiência VIP completa", ressalta.

"Enquanto o torcedor comum perde tempo em filas, pagando por comida e bebida ao longo do dia, esses clientes costumam contar com entrada exclusiva e acesso a lounges privativos com alta gastronomia".

Cofundador da Microsoft, o bilionário Bill Gates assistiu à estreia dos EUA na Copa do Mundo — Foto: Reuters

Wallach afirma que é equivocado pensar que esses viajantes estão simplesmente buscando a experiência mais cara. "O que eles querem é uma experiência sem atrito."

Isso envolve, entre outros aspectos, não ter de enfrentar multidões nem se preocupar com nenhum detalhe da programação.

"Eles querem exclusividade, não querem ficar esperando pelos outros. É um verdadeiro tratamento de tapete vermelho, e eles estão dispostos a pagar por isso", diz McNeill.

As equipes de apoio que costumam viajar com esses clientes podem incluir diversos profissionais, desde seguranças até chefs particulares.

"Em muitos casos, o consultor de viagens colabora diretamente com o assistente pessoal e outros membros da equipe do cliente para coordenar os arranjos", destaca Gabbard.

Outro aspecto que diferencia esses viajantes dos torcedores comuns é a (pouca) antecedência no planejamento.

"Muitos vão assistir aos jogos acompanhados de suas famílias, outros vão aproveitar para recepcionar clientes", diz Wallach.

"Eles valorizam seu tempo muito mais do que o dinheiro, e várias vezes tomam decisões de última hora."

Segundo McNeill, o interesse de seus clientes na Copa foi tímido no início. "Para viajantes de fora dos Estados Unidos, havia uma real relutância em razão do cenário político", afirma.

No entanto, a procura ganhou força nas últimas semanas, e a expectativa é de que aumente ainda mais à medida que as oitavas de final se aproximem e fique mais claro quais países vão avançar.

"Na verdade, está apenas começando para nós, porque os membros que atendemos costumam fechar os planos de última hora", diz McNeill.

"Gostam de ver como está o desempenho de sua seleção [antes de decidir]. Por exemplo, se o Brasil chegar à semifinal ou à final, vão entrar em um avião e ir para onde quer que o jogo seja realizado."

Entre os membros da Knightsbridge Circle, são comuns viagens bate-volta com duração de um ou dois dias, chegando na manhã do jogo ou na noite anterior e partindo no dia seguinte. Na semana seguinte, podem retornar para a próxima partida de sua seleção.

"Como muitos voam em jatinhos particulares, é conveniente e fácil para eles assistir a todos os jogos", observa McNeill.

Wallach diz ter visto aumento na procura desde que o torneio começou. "Sinceramente, acho que é maior do que esperávamos."

Segundo McNeill, além das partidas, há procura também por outras experiências exclusivas, como uma série de almoços organizados por sua empresa com ex-jogadores da Copa, que oferecem a oportunidade de conversar de perto com nomes consagrados do futebol mundial.

Em outras ocasiões, clientes que querem ver os craques de perto se comprometem com doações para instituições de caridade apoiadas pelo atleta. "Muitos dos jogadores são altamente engajados em causas beneficentes", ressalta McNeill.

"Em seu dia de folga, podem concordar em receber alguns clientes no centro de treinamento. Nossos clientes fazem uma doação [a uma instituição], e talvez possam tirar fotos [com o atleta], bater uma bola ou algo do tipo."

Para os interessados em acesso "superexclusivo" na final da Copa que perderam o pacote de US$ 4 milhões, McNeill lembra que há uma nova oportunidade, com dois assentos exclusivos na beira do gramado. Cada um vai custar "apenas" US$ 1,5 milhão de dólares (R$ 7,5 milhões).

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Como era o ‘Nokia tijolão’, celular mais popular do país na última vez que o Brasil ganhou a Copa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 04:53

Tecnologia Como era o 'Nokia tijolão', celular mais popular do país na última vez que o Brasil ganhou a Copa Com 126 milhões de unidades vendidas, o celular ficou conhecido por capacidade de continuar funcionando após quedas e pelo antigo jogo da cobrinha. Por Redação g1 — São Paulo

Se hoje milhões de pessoas usam o celular para acompanhar a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, na última vez em que o país levantou a taça, a realidade era bem diferente.

Em 2002, os celulares estavam ficando mais compactos e ganhavam mais recursos de jogos e música, mas ainda estavam muito distantes de modelos atuais como iPhone 17 e Galaxy S26.

Na época, um dos celulares em alta no mundo era o Nokia 3310. Ele foi lançado no exterior em 2000, seguiu em alta no Brasil por anos e chegou a 126 milhões de unidades vendidas, tornando-se um dos mais populares da história.

Com o tempo, o celular ganhou o apelido de "Nokia tijolão" por conta de sua capacidade de continuar funcionando mesmo após inúmeras quedas.

O aparelho também ficou famoso pelo "Snake", o jogo da cobrinha, que fazia pessoas ficarem horas vidradas na tela monocromática de 1,5 polegada. O controle era feito pelas teclas numéricas, que serviam para digitar números em ligações e escrever mensagens.

E enquanto o antigo modelo tinha armazenamento de 1 kb, a capacidade dos celulares mais novos é centenas de milhões de vezes maior, considerando o espaço de 256 GB.

O Nokia 3310 era vendido por R$ 429 em novembro de 2002, de acordo com anúncios da época. Mas clientes poderiam conseguir um desconto e comprá-lo por R$ 189 se optassem por determinados planos de operadoras.

Hoje, o celular custaria R$ 1.690, no preço cheio, e R$ 744, na promoção. Os cálculos levam em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até maio de 2026 e seguem a calculadora do Banco Central.

O sucesso do Nokia 3310 foi tão grande que, em 2017, a HMD Global, que assumiu o controle da marca, relançou o aparelho.

A nova geração foi lançada por 49 euros (cerca de R$ 290, na cotação atual). O aparelho ficou mais leve e mais fino que o original, mas manteve uma bateria que durava muito e o jogo da cobrinha.

Com o avanço da tecnologia, o Nokia 3310 repaginado ganhou uma câmera de 2 megapixels, porta para fones de ouvido e suporte para cartão de memória de até 32 GB. Ele só consegue se conectar à rede 2G e tem recursos limitados para navegação na internet.

Tela monocromática de 1,5 polegada com espaço para até cinco linhas de texto; Bateria removível de 900 mAh; 4 jogos (Snake, Pairs, Space Impact e Bantumi) Suporte a SMS;Recursos como digitação preditiva, mensagens inteligentes, discagem por voz, calculadora, conversor de moedas; Registros de chamadas (até 8 efetuadas, 8 recebidas e 8 não atendidas); Protetores de tela e mensagens de boas-vindas;Tamanho de fonte dinâmico.

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Tarifaço de Trump: maior associação de pescados dos EUA defenderá produto brasileiro em audiência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/06/2026 04:53

Agro Tarifaço de Trump: maior associação de pescados dos EUA defenderá produto brasileiro em audiência Em maio, o diretor jurídico da National Fisheries Institute, Bob DeHaan, pediu ao governo Trump que não taxasse a importação de pescados. Na ocasião, ele disse que a medida pressionaria a inflação do produto nos EUA. Por Paula Salati, g1 — São Paulo

Os pescados brasileiros serão defendidos contra as novas tarifas propostas por Donald Trump, durante audiência pública nos EUA, no próximo dia 6. Caso as novas taxas sejam aplicadas, o setor pode ser tarifado em 37,5% nos Estados Unidos.

A defesa do produto nacional será feita pela maior associação de pescados dos EUA, a National Fisheries Institute (NFI), conta Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).

Em depoimento ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR) em 5 de maio, o diretor jurídico da entidade, Bob DeHaan, pediu para o governo Trump não taxar a importação de nenhum país.

O Brasil não é o principal fornecedor de pescados para os Estados Unidos. A liderança desse mercado é ocupada pela China.

Por outro lado, o Brasil depende muito dos EUA. Cerca de 90% de toda a tilápia exportada pelo país vão para o mercado americano.

Assim como o café solúvel, os pescados brasileiros serão defendidos contra as novas tarifas propostas por Donald Trump, durante uma audiência pública nos EUA, no próximo dia 6. Caso as novas taxas sejam aplicadas, o setor pode ser tarifado em 37,5% nos Estados Unidos.

A defesa do produto nacional será feita pela maior associação de pescados dos EUA, a National Fisheries Institute (NFI), conta Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).

Segundo ele, a apresentação deve repetir, em grande parte, os pontos levados ao governo americano no ano passado, quando o setor enfrentou tarifas de 50%.

"O nosso argumento central é que o Brasil não compete com os americanos, pois exporta produtos que os EUA não produzem internamente. O principal exemplo é a tilápia. Nesse setor, nós somos um fornecedor de segurança para os EUA, pois eles dependem muito da China", destaca.

➡️ Contexto: em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falha no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.

Lobo acrescenta que a defesa também destacará os protocolos sanitários, trabalhistas e ambientais adotados pelo Brasil. "Vamos enfatizar que o país cumpre rigorosamente as normas internacionais e que não há trabalho infantil ou escravo na nossa produção", afirma.

"Além disso, diferentemente da pesca industrial em larga escala, nossa produção é predominantemente artesanal, realizada por pequenas embarcações familiares, o que resulta em baixo impacto ambiental", diz.

O g1 procurou a National Fisheries Institute para saber mais detalhes sobre a defesa, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

Em depoimento ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR) no dia 5 de maio, o diretor jurídico da entidade, Bob DeHaan, pediu ao governo Trump que não taxasse a importação de pescados. Na ocasião, ele disse que a medida, caso adotada, vai pressionar a inflação aos consumidores americanos.

"Os estoques pesqueiros dos EUA já são explorados em seu limite sustentável e, por questões climáticas e geográficas, muitas vezes não há substitutos produzidos no próprio país. Por isso, os fornecedores americanos precisam recorrer ao mercado internacional", disse DeHaan, segundo nota publicada pela NFI.

O presidente da Abipesca reforça que o Brasil não é o principal fornecedor de pescados para os Estados Unidos. A liderança desse mercado é ocupada pela China.

Atualmente, os produtos brasileiros respondem por cerca de 5% de todas as importações americanas de pescado. Nos últimos anos, porém, importadores dos EUA vinham ampliando as compras do Brasil na tentativa de reduzir a dependência dos fornecedores chineses, diz Lobo.

Tarifa dos EUA sobre tilápia brasileira pode baratear o peixe no Brasil? EntendaSetor de café solúvel vai aos EUA pedir revisão de novas tarifas: 'Não tem lógica'

Questionado sobre por que os pescados ficaram de fora da lista de isenções do tarifaço, Lobo acredita que o produto é apenas mais um entre os itens brasileiros usados pelos EUA como moeda de troca em outras negociações.

"Toda a negociação precisa ter uma moeda de troca. Como o pescado tem o menor valor financeiro em volumes comercializados com os EUA quando comparado a outras proteínas, ele acabou sendo usado", comenta Lobo.

Ao contrário dos pescados, a carne bovina brasileira tem sido alvo frequente de críticas por parte de Trump, que chegou a acusar o setor de usar trabalho forçado na produção. Ainda assim, o produto foi incluído na lista de isenções das duas novas tarifas.

A indústria brasileira de pescados depende muito do mercado americano. Segundo a Abipesca, 90% de toda a tilápia exportada pelo Brasil vão para os EUA. Considerando todas as espécies, o mercado americano absorve cerca de metade das exportações brasileiras.

"Estamos apreensivos, mas o setor amadureceu muito depois de tudo o que passou. Estamos lutando bastante para não diminuir produção, nem perder postos de trabalho", diz Lobo. Após o susto em 2025, o setor intensificou a busca por novos clientes.

Houve abertura de mercados em países asiáticos, como Singapura e Taiwan, além da Austrália, na Oceania. No Oriente Médio, o Brasil passou a exportar para os Emirados Árabes Unidos e o Catar. Paralelamente, ampliou de forma significativa suas vendas para a China, que passou a absorver uma parcela importante da produção brasileira.

Apesar dos avanços, os novos mercados ainda não compensaram a queda nas exportações para os Estados Unidos.

"Não compensou porque é o início de um trabalho. É muito difícil você substituir em um ano ou dois o maior mercado consumidor de pescados do mundo", ressalta.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 370 milhões para os Estados Unidos em pescados, cerca de US$ 100 milhões a menos do que em 2024. Para este ano, a expectativa era alcançar US$ 500 milhões em vendas, mas a ameaça de novas tarifas deve frustrar essa expectativa.

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