RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

INSS estabelece novas regras e passa a exigir biometria em benefícios sociais; veja quem está isento

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 12:02

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,65%Dólar TurismoR$ 5,3830,65%Euro ComercialR$ 5,8900,26%Euro TurismoR$ 6,1430,33%B3Ibovespa170.756 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,65%Dólar TurismoR$ 5,3830,65%Euro ComercialR$ 5,8900,26%Euro TurismoR$ 6,1430,33%B3Ibovespa170.756 pts0,23%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,65%Dólar TurismoR$ 5,3830,65%Euro ComercialR$ 5,8900,26%Euro TurismoR$ 6,1430,33%B3Ibovespa170.756 pts0,23%Oferecido por

O INSS publicou nova portaria nesta segunda-feira (22) tornando obrigatório o cadastro biométrico para concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. A medida visa reduzir fraudes no sistema.

A exigência vale para pedidos a partir de novembro de 2025, exceto para o BPC, já em vigor. O solicitante deve comprovar biometria em bases como CIN ou CNH.

Se o cadastro biométrico não for feito em 30 dias, o pedido será encerrado. A portaria prevê dispensas de biometria para casos específicos e isenções.

A implantação ampla da medida foi adiada para janeiro de 2027 pelo governo federal. Cidadãos sem registro biométrico deverão emitir a CIN até esse prazo limite.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).

Pelas novas regras, quem solicitar benefício ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como:

A exigência de biometria já vinha sendo adotada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. Além disso, o governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas.

Agora, a regra passa a ser ampliada para a maior parte dos benefícios do INSS, com início para novos pedidos feitos a partir de novembro de 2025. A medida alcança:

Aposentadorias;Auxílio por incapacidade (antigo auxílio-doença);Pensão por morte;Benefícios assistenciais, como o BPC/Loas.

Apesar da ampliação da exigência, a portaria mantém situações em que o cadastro biométrico não será obrigatório. São elas:

Pessoas com mais de 80 anos;Estrangeiros em situação de refúgio ou apatridia;Brasileiros residentes no exterior;Pessoas que não possam se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência;Moradores de localidades de difícil acesso.

Além disso, em alguns tipos de benefício, como salário-maternidade, auxílio por incapacidade e pensão por morte, a exigência pode ser flexibilizada conforme regras específicas de análise do INSS.

O governo considera como válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Para verificar se você já está coberto, o caminho é:

Carteira de Identidade Nacional (CIN);Título de eleitor (Justiça Eleitoral);Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A checagem pode ser feita em canais digitais do governo (como aplicativos e portais vinculados ao GOV.BR, Justiça Eleitoral ou Detran), que informam se já existe biometria registrada.

Se já tiver biometria em um deles, não precisa repetir. O cadastro é único e integrado. Se estiver em uma dessas bases, ele já pode ser usado pelo INSS.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada nas bases de dados do governo federal.

As orientações para o cadastro biométrico serão divulgadas oficialmente pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Apenas quem ainda não tiver biometria registrada nas bases do governo será orientado a realizar o procedimento, no momento oportuno, segundo a pasta.

Caso a exigência seja feita no momento do pedido do benefício, o cidadão terá prazo de 30 dias para regularizar ou comprovar que se enquadra em uma das exceções.

🔎O que acontece se não fizer? Se o solicitante não fizer o cadastro biométrico nem comprovar exceção dentro do prazo, o pedido pode ser encerrado e tratado como desistência. Segundo o Ministério da Previdência Social, o objetivo é reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes.

A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027.

Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores.

O plano inicial previa uma ampliação mais ampla em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto.

À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão.

Quem já recebe benefícios só precisará cumprir a exigência no momento da renovação, dentro do prazo atualizado.

Segundo o Ministério da Gestão, pessoas sem registro biométrico deverão emitir a CIN até janeiro de 2027. Já quem já possui biometria em documentos como CNH, título de eleitor ou passaporte terá até 2028 para adequação completa ao sistema.

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‘Veneno no seu café’: relatório alerta para uso massivo de pesticidas na produção mundial

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 10:46

Agro 'Veneno no seu café': relatório alerta para uso massivo de pesticidas na produção mundial Embora a presença de resíduos químicos na bebida consumida diariamente por milhões de pessoas desperte preocupação, o principal alerta de um novo estudo internacional está voltado para quem está na origem da cadeia produtiva: os trabalhadores rurais. Por RFI

Trabalhadora rural Hellen Vitoria colhe grãos de café em uma plantação em Porciúncula, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 17 de julho de 2025. — Foto: AP – Bruna Prado

Embora a presença de resíduos químicos na bebida consumida diariamente por milhões de pessoas desperte preocupação, o principal alerta de um novo relatório internacional está voltado para quem está na origem da cadeia produtiva: os trabalhadores rurais. Segundo a organização Coffee Watch, milhões de pessoas envolvidas na produção de café estão expostas a pesticidas potencialmente perigosos, muitas vezes sem equipamentos adequados de proteção. Como maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil ocupa posição central no debate.

O alerta está no relatório "Poison in Your Coffee" ("Veneno no seu café"), que reúne centenas de estudos científicos sobre os impactos ambientais e à saúde associados ao cultivo intensivo do café. A publicação aponta que o café está entre as culturas agrícolas mais dependentes de pesticidas em diversos países produtores.

"Há resíduos de pesticidas em aproximadamente uma de cada cinco xícaras consumidas pelos consumidores. Mas a verdadeira tragédia é o envenenamento dos trabalhadores", afirma Etelle Higonnet, diretora da Coffee Watch e uma das autoras do estudo.

O relatório identificou 159 substâncias ativas autorizadas para o cultivo de café nos principais países produtores analisados. Entre elas estão compostos classificados como potencialmente cancerígenos, neurotóxicos ou tóxicos para a reprodução humana.

Segundo a Coffee Watch, entre 59% e 60% dos pesticidas utilizados na cafeicultura são proibidos na União Europeia devido aos riscos considerados excessivos para a saúde e o meio ambiente.

Entre os produtos citados estão o clorpirifós, proibido na União Europeia desde 2020 por possíveis efeitos sobre o desenvolvimento neurológico infantil, e o imidacloprido, inseticida associado ao declínio de polinizadores como as abelhas.

A cadeia global do café envolve cerca de 25 milhões de produtores e aproximadamente 100 milhões de trabalhadores em todo o mundo.

Em muitas regiões produtoras, porém, o acesso a treinamento e equipamentos de proteção é insuficiente. O resultado é uma exposição frequente a produtos químicos que podem provocar intoxicações agudas, com sintomas como náuseas, vômitos, tontura, irritações na pele e problemas respiratórios.

Os autores alertam que os riscos mais graves aparecem a longo prazo. O relatório aponta que cerca de 14% dos pesticidas usados na cafeicultura são classificados como cancerígenos comprovados ou prováveis, enquanto quase dois terços apresentam potencial toxicidade reprodutiva.

Também são citadas pesquisas que relacionam a exposição prolongada a determinados pesticidas ao aumento do risco de doenças neurodegenerativas, como Parkinson, além de problemas de fertilidade e efeitos sobre o desenvolvimento de crianças expostas ainda durante a gestação.

Estudos citados pela Coffee Watch mostram que trabalhadores rurais brasileiros frequentemente aplicam pesticidas sem equipamentos de proteção adequados. Pesquisas realizadas em regiões cafeeiras de Minas Gerais apontam casos recorrentes de intoxicação e exposição ocupacional a produtos considerados altamente perigosos.

O relatório destaca ainda que diversos pesticidas autorizados para uso em lavouras brasileiras de café são proibidos na União Europeia. Entre eles estão substâncias classificadas como altamente tóxicas para seres humanos e para a biodiversidade.

Pesquisas realizadas em Minas Gerais também encontraram resíduos de dezenas de pesticidas em cursos d'água próximos a áreas de produção cafeeira, levantando preocupações sobre contaminação ambiental e possíveis impactos sobre o abastecimento de água das comunidades locais.

Além dos riscos relacionados aos pesticidas, a Coffee Watch chama atenção para os impactos ambientais da expansão da cafeicultura. Segundo levantamento divulgado pela organização, o Brasil perdeu aproximadamente 737 mil hectares de cobertura florestal associados à produção de café entre 2002 e 2023, sobretudo no Cerrado, principal fronteira agrícola do país.

O estudo também analisou a presença de resíduos químicos nos grãos comercializados internacionalmente.

Entre 2020 e 2024, os pesticidas foram a principal categoria de risco identificada pelo sistema europeu de alerta rápido para alimentos no setor cafeeiro.

Dados analisados pela organização PAN Europe mostram que 23% das amostras de café avaliadas na Europa continham resíduos de pesticidas proibidos pela legislação da União Europeia.

Segundo os pesquisadores, o problema não se limita à presença de uma única substância. Em muitos casos, os resíduos encontrados são resultado da combinação de diversos pesticidas, cujos efeitos cumulativos ainda são pouco compreendidos pela ciência.

O relatório também questiona a eficácia de parte dos selos de sustentabilidade utilizados pela indústria do café.

Segundo os autores, certificações ambientais e sociais podem representar avanços importantes, mas não garantem necessariamente a ausência de pesticidas nem asseguram condições dignas de trabalho para todos os produtores e trabalhadores da cadeia.

"As exigências variam muito entre os diferentes sistemas de certificação, o que dificulta a compreensão por parte do consumidor", afirma Higonnet.

Apesar do diagnóstico preocupante, a Coffee Watch afirma que existem soluções viáveis e já testadas em diversas regiões produtoras.

O relatório destaca sistemas agroflorestais e práticas agroecológicas que reduzem significativamente a dependência de pesticidas ao mesmo tempo em que preservam a biodiversidade, melhoram a qualidade do solo e aumentam a resiliência das lavouras diante das mudanças climáticas.

"O café orgânico existe. As soluções existem. A questão agora é saber se o setor está disposto a adotá-las em larga escala", conclui a organização.

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Brasileiro assume comando global da Heineken pela primeira vez na história

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/06/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%Oferecido por

A Heineken nomeou Rafael Oliveira como novo presidente-executivo e presidente do conselho de administração nesta terça-feira (23), marcando a primeira vez que a cervejaria holandesa escolhe um executivo de fora para o cargo de liderança.

A decisão ocorre em um momento em que empresas do setor de bebidas alcoólicas buscam impulsionar vendas por meio de mudanças no comando.

Ele passará a integrar a Heineken, a segunda maior cervejaria do mundo, por um período de quatro anos a partir de 1º de outubro, informou a empresa. A companhia espera que ele acelere a estratégia já definida para 2030.

“Após uma rigorosa busca global, o conselho de supervisão escolheu Rafa por unanimidade por sua combinação única de visão estratégica, experiência operacional e perspicácia financeira”, afirmou a Heineken.

As ações da Heineken subiam cerca de 3%, superando o desempenho do mercado e atingindo o nível mais alto desde março.

A incerteza sobre quem lideraria a fabricante das marcas Tiger e Sol, além de sua cerveja lager homônima, pressionou as ações da empresa.

O ex-CEO Dolf van den Brink, que liderou a Heineken por seis anos, anunciou sua saída inesperada em janeiro, e a empresa está sem presidente-executivo desde o início de junho.

A saída de Van den Brink foi uma das várias no setor de bens de consumo ao longo do último ano, incluindo em grandes concorrentes de bebidas, como Diageo e Rémy Cointreau, onde comitês de contratação e investidores recorreram a candidatos externos na esperança de renovar a gestão.

Oliveira terá a tarefa de liderar a Heineken em um plano para cortar 6 mil empregos, reanimar os volumes de vendas apesar da previsão de queda na demanda global por cerveja e buscar resultados comparáveis aos da rival Anheuser-Busch InBev.

🔍O desafio é ainda maior porque o setor enfrenta aumento do custo de vida, mudanças nos hábitos de consumo de bebidas alcoólicas e preocupações com os efeitos do álcool na saúde, além de novas ameaças, como medicamentos para emagrecimento, que podem reduzir o consumo.

Em comunicado, Oliveira afirmou que a estratégia da Heineken para 2030, que prevê crescimento com menos recursos, é uma base sólida para o futuro.

“Estou confiante de que aceleraremos o crescimento, impulsionaremos a produtividade e prepararemos a Heineken para o futuro, conquistando o coração dos consumidores em todo o mundo”, disse ele.

A Heineken informou que Oliveira tem duas décadas de experiência em mercados desenvolvidos e emergentes, além de histórico na implementação de estratégias e melhoria de desempenho.

Analistas afirmaram que, além da experiência em bens de consumo, ele também tem passagem por mercados de capitais, o que pode ser uma vantagem na busca por retorno aos investidores da Heineken.

Em apenas 17 meses na JDE Peet’s, Oliveira “demonstrou capacidade de diagnosticar e redefinir estratégias rapidamente”, afirmou Laurence Whyatt, analista do Barclays.

Oliveira, no entanto, não tem experiência direta no setor de cerveja e bebidas alcoólicas, o que, segundo alguns analistas, representa um risco.

“Como alguém de fora do setor de cerveja e da Heineken, ele terá muito a provar”, escreveram analistas do ING em relatório.

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Quem é o brasileiro escolhido para comandar a Heineken como CEO global

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/06/2026 10:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,1750,64%Dólar TurismoR$ 5,3860,71%Euro ComercialR$ 5,8990,4%Euro TurismoR$ 6,1490,42%B3Ibovespa169.051 pts-0,77%Oferecido por

A Heineken nomeou o brasileiro Rafael Oliveira, de 51 anos, como novo CEO global e presidente do conselho de administração, em uma decisão considerada histórica por ser a primeira vez que a cervejaria holandesa escolhe um executivo de fora da empresa para o cargo máximo de liderança.

Oliveira atualmente é CEO da JDE Peet’s, multinacional holandesa do setor de café e chá, função que ocupa desde novembro de 2024.

Ele também foi nomeado pelo conselho da empresa para liderar a futura Global Coffee Co. após uma separação de negócios.

Ele deve assumir o novo posto na Heineken a partir de 1º de outubro, com contrato inicial de quatro anos. A companhia informou que espera que o executivo acelere a estratégia de crescimento já definida até 2030.

Rafael Oliveira nasceu no Brasil e também tem cidadania britânica. Ele tem quase duas décadas de experiência no setor financeiro global, com atuação em diferentes países e continentes.

Ao longo da carreira, viveu em oito cidades de sete países, em seis continentes, incluindo um período de trabalho voluntário com a família no Quênia, conta o executivo em seu perfil no LinkedIn.

Ele começou a carreira no setor financeiro, atendendo clientes globais por quase 20 anos. Em 2014, entrou na Kraft Heinz, onde assumiu desafios internacionais e passou a liderar operações na Austrália.

Mais tarde, comandou mercados internacionais a partir de Londres, com responsabilidade por Europa, Oriente Médio, África, América Latina e Ásia-Pacífico.

Na empresa, trabalhou com crescimento de marcas, inovação e estratégias de consumo, além de atuar na formação de lideranças.

Antes disso, trabalhou no Goldman Sachs em cargos de liderança no Reino Unido e na divisão de mercados emergentes em Hong Kong. No início da carreira, atuou no Brasil, em pesquisa de ações no Banco Icatu e no Banco BBA-Creditanstalt.

Oliveira é formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e possui MBA internacional pela Universidade de Chicago.

A indicação foi feita após um processo de seleção internacional. De acordo com a empresa, o conselho de supervisão aprovou o nome por unanimidade, destacando a combinação de visão estratégica, experiência operacional e conhecimento financeiro.

Nos bastidores, a escolha ocorre em um momento em que o setor de bebidas alcoólicas tenta acelerar resultados e renovar lideranças diante de um cenário de pressão sobre vendas.

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Toyota anuncia bZ4x para o Brasil, primeiro carro elétrico da marca no país por R$ 419.990

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 09:52

Carros Toyota anuncia bZ4x para o Brasil, primeiro carro elétrico da marca no país por R$ 419.990 SUV tem propulsão 100% elétrica e chega ao mercado brasileiro em lote especial de só 99 unidades. Potência é de 343 cavalos e autonomia, segundo Inmetro, é de 361 km. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

A Toyota anunciou nesta terça-feira (23) o lançamento do SUV elétrico bZ no Brasil. O modelo chega ao mercado nacional em versão única de acabamento, equipada com tração integral nas quatro rodas e com foco em desempenho. O SUV chega em versão única, topo de linha, por R$ 419.990.

O utilitário esportivo é equipado com dois motores elétricos, distribuídos com uma unidade em cada eixo. Juntos, eles desenvolvem 343 cavalos de potência e um torque de 34,2 kgfm. Esse conjunto permite ao veículo acelerar de 0 a 100 km/h em 5,5 segundos.

No interior, há uma tela de 14 polegadas para o sistema de entretenimento, que se conecta aos sistemas Apple CarPlay e Android Auto, acompanhada por um painel de instrumentos em formato digital.

O design externo do carro apresenta linhas retas, faróis dianteiros finos em LED com grade fechada e uma barra de luz traseira contínua sobre a tampa do porta-malas.

O pacote de assistência ao motorista traz recursos como frenagem automática em situações de emergência, auxílio de permanência em faixa com atuação no volante, piloto automático adaptativo com controle de distância, sensores de ponto cego, monitor de tráfego traseiro e câmeras com cobertura de 360 graus.

A autonomia do veículo é de até 361 quilômetros, segundo padrões do Inmetro, abastecida por uma bateria com capacidade de 73,1 kWh. Para o carregamento rápido em corrente contínua, o sistema suporta até 150 kW, enquanto as recargas em tomada de corrente alternada aceitam limites de 11 kW ou 22 kW.

O automóvel tem 4,69 metros de comprimento, 1,86 metro de largura, 1,65 metro de altura e uma distância entre-eixos de 2,85 metros. O compartimento de bagagens tem espaço para 452 litros.

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Dólar abre em alta, com ata do Copom e negociações entre EUA e Irã no foco

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (23) em alta e marcava um avanço de 0,71% perto das 9h, cotado a R$ 5,1779. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem no centro das atenções. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas nesta terça-feira, e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das tratativas. O maior tráfego no Estreito de Ormuz, no entanto, já alimenta esperanças de que a situação volte a se normalizar no mercado internacional de petróleo.

Em meio a esse cenário, os preços do petróleo vivem mais um dia de queda nesta terça-feira. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,13%, a US$ 77,80. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA tinha um recuo de 0,08%, para US$ 73,80.

▶️ No Brasil, o destaque fica com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O Banco Central (BC) indicou que a decisão de mante juros inalterados veio mesmo em meio à piora do cenário para a inflação nos próximos anos, reiterando que o colegiado preferiu não reagir às reações de preços, que ainda são resultado das incertezas com a guerra no Oriente Médio.

▶️No mercado acionário, as bolsas globais passam por um dia mais negativo, puxadas pelas ações de tecnologia. Investidores avaliam os altos investimentos de empresas de semicondutores e inteligência artificial, questionando o quanto essas companhias ainda conseguirão dar o retorno esperado, que justifique o alto preço dos papéis.

Os sinais de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguiam no radar dos investidores nesta terça-feira. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington se encerraram e o país já começou a formar grupos de trabalho para tratar das sanções e programa nuclear como parte das conversas com o governo americano. Acompanhe todos os desdobramentos.

O país também informou que formará uma equipe com Omã para chegar a um acordo sobre a "gestão futura da navegação" no Estreito de Ormuz e estudar os "custos" dos serviços de cobrança para travessias.

Ainda assim, o canal registrou, na véspera, o tráfego mais intenso de navios desde o início da guerra, com pelo menos 35 embarcações com carga tendo atravessado o Estreito.

O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos.

Além disso, na véspera, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional, o que também pode influenciar nas cotações do petróleo nesta terça-feira.

A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.

Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.

Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.

Na Europa, os principais índices acionários tinham perdas nesta manhã, com destaque para o DAX, da Alemanha, que recuava 0,99% perto das 9h. O FTSE 100, do Reino Unido, tinha perdas de 0,48% no mesmo horário, enquanto o CAC-40, da França, caía 0,62%.

Na Ásia, os mercados acionários tiveram uma queda generalizada nesta terça-feira, puxados por papéis de tecnologia e conforme investidores acompanhavam a situação no Oriente Médio.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, caiu 2,77%, devolvendo os ganhos da véspera. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve queda de 1,4%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,82%, enquanto o Nikkei, do Japão, perdeu 3,6% e o Kospi, da Coréia do Sul, teve uma desvalorização de 9,99%.

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Flávio Bolsonaro diz ter enviado inscrição para falar em audiência sobre tarifas dos EUA contra o Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 09:52

Economia Blog da Ana Flor Flávio Bolsonaro diz ter enviado inscrição para falar em audiência sobre tarifas dos EUA contra o Brasil Senador e pré-candidato à Presidência enviou requerimento com pedido de fala em comitê norte-americano; ele se manifestará contra a imposição de uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros. Por Redação g1, TV Globo

O gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (23), ter encaminhado aos Estados Unidos um pedido para participar da audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) do dia 6 de julho, que trata sobre as tarifas propostas pelo governo Donald Trump a produtos brasileiros.

Até a última atualização desta reportagem, não havia menção ao senador ou ao gabinete dele na lista divulgada pelo USTR de pessoas ou entidades que pediram para participar da audiência. Nem a representantes do governo federal.

🔎O site do USTR informa, no entanto, que a lista não é atualizada em tempo real e que pode haver atraso na inclusão de requerimentos.

A lista inclui o influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, além de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e representates da sociedade rural, varejo e mineração. As inscrições para participar da audiência nos EUA terminaram nessa segunda-feira (22).

O documento de inscrição foi recebido pelo blog na noite de segunda (22), e divulgado oficialmente pela assessoria de Flávio no Senado nesta terça (23).

Desde 2 de junho, data em que o governo norte-americano divulgou a nova proposta de tarifa adicional sobre mercadorias brasileiras, representantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm intensificado as discussões com representantes norte-americanos.

A estratégia do governo brasileiro tem como foco a negociação diplomática, apresentação de argumentos técnicos e pressão política. O objetivo é convencer os americanos de que uma solução negociada seria mais vantajosa para os dois lados do que a imposição da tarifa de 25% (entenda mais abaixo).

O governo trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema.

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

A audiência da primeira semana de julho integra o processo previsto na legislação comercial americana e permitirá que empresas, associações, governos e outros interessados apresentem argumentos antes da decisão final da administração do presidente Donald Trump sobre as tarifas de 25% contra o Brasil.

🔎 O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos EUA. Ele conduz investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e pode recomendar medidas como a imposição de tarifas.

🔎Em 1º de junho, o USTR conclui investigação da Seção 301 contra o Brasil e propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

No documento enviado ao órgão americano, Flávio Bolsonaro se identifica como membro do Senado Federal, figura de destaque na oposição parlamentar e pré-candidato declarado à Presidência da República para as eleições de outubro deste ano.

O parlamentar solicitou um tempo de cinco minutos para se manifestar de forma presencial e em inglês perante o comitê.

No requerimento, o senador também cita já ter se reunido pessoalmente com o presidente Donald Trump, com o vice-presidente JD Vance e com o secretário de Estado americano Marco Rubio para tratar dos temas que motivaram a investigação.

No resumo do depoimento anexado ao pedido, o parlamentar antecipa que irá se posicionar contra a aplicação da tarifa proposta de 25% sobre os produtos brasileiros.

Flavio deve defender, ainda de acordo com o documento, que a taxação é ineficaz e gerará o oposto do objetivo legal previsto pela legislação americana, que exige que a medida sirva para eliminar as práticas investigadas.

Segundo o texto, a sanção econômica acabará punindo exportadores brasileiros, importadores e consumidores americanos, além da própria oposição política no Brasil. O senador argumenta que, na prática, a medida beneficiará o atual governo brasileiro, cujas condutas são o alvo da investigação.

O parlamentar também declarou "oposição frontal" a qualquer tipo de medida ou restrição direcionada ao Pix, o sistema público de pagamentos instantâneos do Brasil.

O senador afirma no documento que não comparecerá à audiência para pedir alívio financeiro, mas para propor a restauração da parceria histórica entre os dois países sob termos justos e recíprocos.

Ele pretende argumentar que, sob a perspectiva de uma eventual vitória eleitoral da oposição, a distância entre as exigências das autoridades americanas e a posição brasileira será significativamente menor do que a registrada com o atual governante.

Flavio vai sugerir a suspensão da aplicação das tarifas em troca da abertura imediata de um mecanismo de negociação bilateral. A proposta prevê uma agenda e um calendário definidos para tratar dos seis pontos críticos da investigação: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação de leis anticorrupção; proteção à propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.

Além do depoimento oral na audiência, o gabinete do senador confirmou que protocolará comentários escritos detalhados e registros probatórios adicionais no processo correspondente dentro do prazo estipulado.

Em 2025, o irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, agradeceu a Donald Trump pela imposição de uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros. Já neste ano, o senador afirmou ter enviado uma carta ao secretário de Estado de Trump, Marco Rubio, pedindo que as novas tarifas não sejam aplicadas.

Mesmo sem uma definição sobre as tarifas, o governo brasileiro afirma que pretende manter as negociações. Pela legislação americana, a investigação formal ainda precisa ser concluída e consultas públicas devem ocorrer antes de qualquer medida entrar em vigor.

"A nossa luta é para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós temos muita história e não podemos aceitar o tratamento que os EUA deu ao Brasil nesta semana. Não é possível", afirmou o petista após o anúncio das novas taxas.

Antes da eventual adoção de sanções, os EUA abriram consultas públicas para ouvir os envolvidos. O prazo para solicitar participação na audiência terminou nesta segunda-feira (22).

O encontro está previsto para o dia 6 de julho, e o governo norte-americano tem até 15 de julho para tomar a decisão final sobre as tarifas.

Segundo o professor de Relações Internacionais da Unicid, Sidney Leite, as audiências funcionam como uma consulta pública para que os setores afetados exponham suas posições.

"Os participantes previamente inscritos apresentam seus argumentos oralmente e, após as exposições, representantes do governo americano podem fazer perguntas. Todas as manifestações ficam registradas oficialmente e passam a integrar o processo administrativo", afirmou.

Empresas exportadoras e importadoras;Associações empresariais e industriais;Sindicatos;Universidades e centros de pesquisa;Organizações da sociedade civil;Representantes de governos estrangeiros.

"Tanto empresas americanas quanto governos estrangeiros podem apresentar argumentos favoráveis ou contrários às medidas propostas", disse.

Embora não determinem sozinhas o resultado da investigação, as consultas públicas costumam influenciar aspectos importantes da decisão final, como o alcance das tarifas, os produtos afetados, os prazos de implementação e possíveis exceções.

"O USTR não é obrigado a seguir as recomendações apresentadas durante as consultas públicas. Entretanto, os depoimentos e estudos apresentados costumam influenciar o valor das tarifas, os produtos atingidos, o cronograma de implementação e eventuais exceções", explicou Leite.

O especialista destaca que argumentos relacionados a impactos negativos para a própria economia americana costumam receber atenção especial durante o processo.

O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, conversa com repórteres na Casa Branca, em Washington, DC — Foto: REUTERS/Evan Vucci

Após a consulta pública, o governo americano ainda poderá receber documentos complementares, analisar dados econômicos e jurídicos e realizar negociações com os países envolvidos.

Recebimento de comentários adicionais;Análise técnica dos dados apresentados;Consultas diplomáticas entre os governos;Publicação da decisão final, com definição de tarifas, produtos afetados, exceções e data de entrada em vigor.

"As negociações políticas e diplomáticas são fundamentais e normalmente acontecem em paralelo à dimensão jurídica", afirmou Leite.

Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, apesar de existir um rito formal para esse tipo de investigação, o desfecho ainda é cercado por incertezas.

Isso porque a Seção 301 dá ao governo americano ampla liberdade para decidir se aplicará as medidas e de que forma elas serão implementadas.

"A regra permite que o representante comercial dos EUA adote tarifas ou outras restrições, mas também prevê que a ação pode seguir orientação específica do presidente", afirma o especialista.

"Isso significa que a audiência ajuda a construir o processo e pode influenciar alíquotas, exceções e cronograma, mas não elimina o peso da decisão política da Casa Branca."

Como o g1 mostrou anteriormente, Donald Trump tem usado com frequência a ameaça de impor tarifas como instrumento de pressão em negociações comerciais e diplomáticas para ampliar o poder de barganha dos EUA.

Em diversos casos, incluindo o do Brasil, o governo americano anunciou as tarifas ao mesmo tempo em que divulgou uma lista de exceções e abriu um período para negociações.

A estratégia tem sido estabelecer prazos para um acordo e buscar concessões que ampliem o acesso da indústria americana a mercados estrangeiros e fortaleçam a posição dos EUA nas tratativas.

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Euro digital ganha apoio no Parlamento Europeu e avança em fase decisiva

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 09:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%Oferecido por

Ilustração mostra notas de euro e cartões Visa e Mastercard 24 de setembro de 2025 — Foto: Reuters

O Banco Central Europeu obteve, nesta terça-feira (23), apoio parlamentar para o lançamento do euro digital, um meio de pagamento eletrônico que busca reduzir a dependência da zona do euro em relação aos cartões de crédito dos Estados Unidos, em meio ao enfraquecimento das relações entre os dois lados do Atlântico.

O euro digital, essencialmente uma carteira eletrônica garantida pelo banco central e distribuída por bancos ou fintechs, permitirá que todos os residentes da zona do euro façam pagamentos online e presenciais.

Em desenvolvimento há seis anos, o dinheiro digital do BCE ganhou urgência após o retorno de Donald Trump à Casa Branca.

Ele voltou a impor tarifas até sobre parceiros como a União Europeia e aumentou as preocupações de que os EUA possam, no futuro, usar seu domínio sobre redes de pagamento como Visa e Mastercard como forma de pressão.

A aprovação do projeto de regulamentação pela comissão de economia do Parlamento Europeu ocorre após três anos de disputas entre o BCE e os bancos, que demonstraram preocupação com a saída de depósitos e a perda de receitas, além de terem buscado limitar o alcance da proposta.

“A introdução do euro digital reduziria a dependência excessiva de provedores não europeus ao se tornar um meio de pagamento pan-europeu e levaria a moeda única à era digital, dando aos cidadãos da União a liberdade de optar por pagar com dinheiro do banco central em suas transações diárias”, afirma o projeto de regulamento.

Siegbert Frank Droese, do grupo político de extrema direita “Europa das Nações Soberanas” no Parlamento Europeu, afirmou que sua bancada votou contra a proposta, o que aumenta a possibilidade de uma nova votação em plenário.

Caso não haja objeções, os parlamentares devem iniciar no próximo mês as negociações com os governos da União Europeia e com a Comissão Europeia, com o objetivo de obter aprovação final até o fim do ano.

O BCE planeja realizar um projeto-piloto de 12 meses com o euro digital a partir do segundo semestre do próximo ano, antes do lançamento completo previsto para 2029.

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Banco Central admite inflação acima da meta, mas diz que ‘melhores práticas’ recomendam não reagir a choques de oferta

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 08:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%Oferecido por

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (23) que, mesmo com a piora do cenário para a inflação nos próximos anos, que serve de base para a decisão sobre a taxa de juros, decidiu não interromper a queda da Selic na semana passada.

O BC justificou a decisão sob a perspectiva de que as "melhores práticas" recomendam não reagir integralmente a "variações de preços decorrentes de choques de oferta".

A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia recuou de 14,50% para 14,25% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da Selic.

🔎A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

Choques de oferta são eventos inesperados que alteram, repentinamente, a disponibilidade ou o custo de bens e serviços.

Nesse caso, o Banco Central citou a guerra no Oriente Médio, que pressionou o preço do petróleo e dos combustíveis ao redor do mundo e, também, os impactos do fenômeno climático conhecido como El Nino.

"O Comitê debateu que esse conjunto de resultados deve ser ponderado à luz das melhores práticas de política monetária, recomendando não reagir integralmente a variações de preços decorrentes de choques de oferta, que, no momento atual, incluem incertezas relevantes", informou.

"Tais incertezas envolvem não só a extensão dos efeitos de choques já materializados, como, por exemplo, das consequências do conflito armado no Oriente Médio, quanto da extensão de outros considerados na projeção, mas ainda não materializados, como, por exemplo, os impactos do El Niño.

O BC também avaliou que seria mais adequado, neste momento, trajetórias de Selic menos discrepantes às presentes no "Boletim Focus" — que previa corte nos juros — por "evitarem induzir volatilidade excessiva nos preços dos ativos financeiros e agregados macroeconômicos, com efeitos potencialmente contraproducentes à própria convergência da inflação à meta".

🔎O Boletim Focus é um termômetro das expectativas do mercado sobre a economia, usado para acompanhar tendências e ajudar nas decisões do Banco Central.

"Essas trajetórias contemplavam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração. Nesse caso, as flutuações de produto se mostraram menores, com a inflação convergindo para a meta no primeiro trimestre de 2028", acrescentou.

Banco Central decreta liquidação extrajudicial de 3 empresas ligadas à Entrepay — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando, em tese, na meta considerando o ano de 2027 fechado.Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4,15%, ou seja, bem acima da meta central de 3%, enquanto o BC projeta uma inflação de 3,7% neste período.O distanciamento da projeção de inflação do mercado da meta central de inflação para o próximo ano não impediu, porém, o BC de baixar os juros nas duas últimas reuniões do Copom — que ocorrem em um ano eleitoral.O Banco Central informou, no comunicado da decisão de baixar os juros, divulgado na semana passada, que avalia que "trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos".

"Nas simulações atuais, a trajetória de política monetária necessária para assegurar a convergência da inflação à meta, no atual horizonte relevante, implicaria que as taxas de inflação projetadas a partir do horizonte relevante vigente na próxima reunião estariam situadas abaixo da meta", ponderou o BC.

"Nessas condições, o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos", prosseguiu a instituição.

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Estreito de Ormuz registra o tráfego mais intenso desde o início da guerra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 07:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%MoedasDólar ComercialR$ 5,141-0,46%Dólar TurismoR$ 5,348-0,12%Euro ComercialR$ 5,874-0,91%Euro TurismoR$ 6,123-0,58%B3Ibovespa170.370 pts1,21%Oferecido por

Pelo menos 35 navios com carga atravessaram o Estreito de Ormuz na terça-feira (23), um recorde desde o início da guerra no Oriente Médio no fim de fevereiro, segundo dados da plataforma Kpler divulgados uma semana após o anúncio de um memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos.

O volume de tráfego representa quase um terço do que era registrado em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por esta passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos.

Durante a guerra, de 1º de março a 14 de junho, menos de 10 navios de carga atravessavam o estreito em média por dia. Desde 15 de junho, um dia depois do anúncio do acordo, a média subiu para 21 e chegou a 27 nos últimos cinco dias.

O Estreito de Ormuz foi reaberto na semana passada, após um acordo entre Irã e Estados Unidos para acabar com o Oriente Médio, mas Teerã anunciou no sábado o fechamento do estreito em resposta aos ataques de Israel no Líbano.

Posteriormente, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento sobre mecanismos para interromper os confrontos no Líbano e garantir a segurança do Estreito de Ormuz.

"A administração do Estreito de Ormuz nunca mais será a mesma de antes da guerra", afirmou nesta terça-feira o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, citado pela agência oficial Irna.

Segundo ele, o Irã administrará a via marítima, o que provoca a dúvida sobre se os navios terão que pagar algum tipo de taxa para transitar por Ormuz.

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