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INSS estabelece novas regras e passa a exigir biometria em benefícios sociais; veja quem está isento
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 23/06/2026 12:02
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O INSS publicou nova portaria nesta segunda-feira (22) tornando obrigatório o cadastro biométrico para concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. A medida visa reduzir fraudes no sistema.
A exigência vale para pedidos a partir de novembro de 2025, exceto para o BPC, já em vigor. O solicitante deve comprovar biometria em bases como CIN ou CNH.
Se o cadastro biométrico não for feito em 30 dias, o pedido será encerrado. A portaria prevê dispensas de biometria para casos específicos e isenções.
A implantação ampla da medida foi adiada para janeiro de 2027 pelo governo federal. Cidadãos sem registro biométrico deverão emitir a CIN até esse prazo limite.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma nova portaria que amplia a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).
Pelas novas regras, quem solicitar benefício ao INSS deverá comprovar registro biométrico em bases oficiais do governo, como:
A exigência de biometria já vinha sendo adotada de forma parcial. Desde setembro de 2024, ela é obrigatória para pedidos do BPC/Loas. Além disso, o governo também já utiliza o cadastro biométrico em outras frentes, como no empréstimo consignado de aposentados e pensionistas.
Agora, a regra passa a ser ampliada para a maior parte dos benefícios do INSS, com início para novos pedidos feitos a partir de novembro de 2025. A medida alcança:
Aposentadorias;Auxílio por incapacidade (antigo auxílio-doença);Pensão por morte;Benefícios assistenciais, como o BPC/Loas.
Apesar da ampliação da exigência, a portaria mantém situações em que o cadastro biométrico não será obrigatório. São elas:
Pessoas com mais de 80 anos;Estrangeiros em situação de refúgio ou apatridia;Brasileiros residentes no exterior;Pessoas que não possam se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência;Moradores de localidades de difícil acesso.
Além disso, em alguns tipos de benefício, como salário-maternidade, auxílio por incapacidade e pensão por morte, a exigência pode ser flexibilizada conforme regras específicas de análise do INSS.
O governo considera como válidos registros biométricos já existentes em bases oficiais. Para verificar se você já está coberto, o caminho é:
Carteira de Identidade Nacional (CIN);Título de eleitor (Justiça Eleitoral);Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A checagem pode ser feita em canais digitais do governo (como aplicativos e portais vinculados ao GOV.BR, Justiça Eleitoral ou Detran), que informam se já existe biometria registrada.
Se já tiver biometria em um deles, não precisa repetir. O cadastro é único e integrado. Se estiver em uma dessas bases, ele já pode ser usado pelo INSS.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada nas bases de dados do governo federal.
As orientações para o cadastro biométrico serão divulgadas oficialmente pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Apenas quem ainda não tiver biometria registrada nas bases do governo será orientado a realizar o procedimento, no momento oportuno, segundo a pasta.
Caso a exigência seja feita no momento do pedido do benefício, o cidadão terá prazo de 30 dias para regularizar ou comprovar que se enquadra em uma das exceções.
🔎O que acontece se não fizer? Se o solicitante não fizer o cadastro biométrico nem comprovar exceção dentro do prazo, o pedido pode ser encerrado e tratado como desistência. Segundo o Ministério da Previdência Social, o objetivo é reforçar a identificação dos beneficiários e reduzir fraudes.
A exigência da biometria vem sendo adotada de forma escalonada pelo governo federal. Em abril, o Executivo adiou o cronograma de expansão total, que agora prevê implantação completa apenas em janeiro de 2027.
Até lá, a regra segue sendo ampliada por etapas. Atualmente, já vale para alguns pedidos, como aposentadorias, enquanto outras modalidades foram incluídas em fases posteriores.
O plano inicial previa uma ampliação mais ampla em 2026, incluindo benefícios como auxílio por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial, Bolsa Família e salário-maternidade, mas esse cronograma foi revisto.
À época, o governo afirmou que o novo calendário buscava dar mais tempo para que a população emita a Carteira de Identidade Nacional (CIN) e faça o cadastro biométrico sem risco de exclusão.
Quem já recebe benefícios só precisará cumprir a exigência no momento da renovação, dentro do prazo atualizado.
Segundo o Ministério da Gestão, pessoas sem registro biométrico deverão emitir a CIN até janeiro de 2027. Já quem já possui biometria em documentos como CNH, título de eleitor ou passaporte terá até 2028 para adequação completa ao sistema.
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