RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Neymar, Endrick e mais: veja quanto custa atualizar o álbum da Copa com as novas figurinhas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 12:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,170-0,74%Dólar TurismoR$ 5,381-0,68%Euro ComercialR$ 5,915-0,65%Euro TurismoR$ 6,170-0,59%B3Ibovespa174.362 pts0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,170-0,74%Dólar TurismoR$ 5,381-0,68%Euro ComercialR$ 5,915-0,65%Euro TurismoR$ 6,170-0,59%B3Ibovespa174.362 pts0,91%MoedasDólar ComercialR$ 5,170-0,74%Dólar TurismoR$ 5,381-0,68%Euro ComercialR$ 5,915-0,65%Euro TurismoR$ 6,170-0,59%B3Ibovespa174.362 pts0,91%Oferecido por

Neymar Jr. e Endrick estão no kit de atualização de figurinhas da Copa do Mundo. — Foto: Divulgação/Panini

A Panini anunciou o lançamento do kit de atualização para o álbum da Copa do Mundo 2026. Com um total de 120 cromos, o pacote inclui 118 jogadores que ficaram de fora da coleção original e duas novas figurinhas.

Entre os jogadores brasileiros que entraram no kit de atualização estão Neymar Jr., Endrick, Weverton, Igor Thiago, Weverton e Alex Sandro. Outros nomes do futebol internacional, como o alemão Manuel Neuer, o espanhol Cubarsí e o inglês Noni Madueke também estão presentes.

Segundo a Panini, o kit de atualização conta com as 120 novas figurinhas inclusas e está em pré-venda por R$ 119,90 no site oficial da Panini. A expectativa é que o pacote esteja disponível em breve nas principais bancas, lojas, livrarias e Panini Points.

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Benjamin AsareJonas AdjeteyKojo Peprah OppongKwasi SiboChristopher Bonsu BaahErnest NuamahBrandon Thomas-AsantePrince Adu

Abdelmouhib ChamakhOmar RekikAnis Ben SlimaneRani KhediraMohamed Belhadj MahmoudMortadha Ben OuanesSebastian Tounekti

Panini lança kit de atualização de figurinhas para o álbum da Copa. — Foto: Divulgação/Panini

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Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de IA da Anthropic, diz agência

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 11:44

Tecnologia Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de IA da Anthropic, diz agência Decisão ocorre em meio à disputa entre as empresas, após a Anthropic acusar o grupo chinês de copiar capacidades de seu modelo de inteligência artificial. Por Reuters

O gigante chinês de tecnologia Alibaba proibiu seus funcionários de usar o Claude Code, ferramenta de programação com inteligência artificial da Anthropic, no trabalho. A decisão foi tomada após a descoberta de recursos que podem ajudar a identificar usuários com ligação à China.

A proibição do Alibaba foi divulgada inicialmente por veículos de imprensa chineses e confirmada pela Reuters, com base em uma fonte familiarizada com o assunto. A proibição faz parte de uma disputa crescente entre as duas empresas.

Recentemente, a Anthropic acusou o Alibaba de copiar, de forma indevida, capacidades do modelo de IA Claude. O episódio também reflete a disputa cada vez mais intensa entre os Estados Unidos e a China pela liderança no desenvolvimento da inteligência artificial.

O Claude Code é uma ferramenta de programação baseada em inteligência artificial criada pela Anthropic para auxiliar desenvolvedores de software. Apesar das restrições impostas pela empresa a usuários e organizações chinesas, a plataforma se tornou popular entre programadores no país.

Segundo a Reuters, os funcionários do Alibaba estão sendo orientados a utilizar a plataforma de programação da própria empresa, chamada Qoder.

Alibaba e Anthropic não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters. A empresa chinesa também não havia se pronunciado publicamente sobre as acusações até a publicação desta reportagem.

A Anthropic afirmou no mês passado ter sido alvo de uma prática conhecida como "destilação", atribuída ao Alibaba. A técnica consiste em treinar um modelo de inteligência artificial menos avançado a partir das respostas geradas por outro mais sofisticado.

Segundo a Anthropic, a destilação pode acelerar os esforços da China para alcançar o nível tecnológico de sistemas avançados de IA, como o Mythos Preview, modelo experimental avançado de IA da Anthropic. A declaração consta em uma carta enviada pela empresa a dois senadores dos Estados Unidos e obtida pela Reuters.

A proibição ocorre poucos dias após desenvolvedores afirmarem que o Claude Code continha recursos capazes de coletar informações sobre o ambiente dos usuários, como fuso horário e configurações de conexão à internet, além de inserir marcadores discretos em mensagens enviadas aos servidores da Anthropic.

Um funcionário da Anthropic afirmou na terça-feira (30), em publicação na rede social X, que o recurso fazia parte de um experimento lançado em março para impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger os modelos da empresa contra práticas de destilação.

Ainda de acordo com a Reuters, as restrições impostas pela Anthropic a usuários da China são difíceis de aplicar na prática, já que algumas pessoas podem utilizar servidores localizados nos Estados Unidos para fazer suas conexões parecerem originadas naquele país.

Enquanto as empresas americanas de IA tentam impedir o acesso não autorizado, a revenda e a cópia de suas tecnologias, companhias chinesas de computação em nuvem e inteligência artificial têm apostado em modelos desenvolvidos localmente e em soluções de código aberto, como DeepSeek, Qwen, Moonshot e Zhipu.

Ao mesmo tempo, os modelos de IA chineses vêm ampliando sua presença no mercado dos Estados Unidos, o que tem despertado preocupação entre especialistas do setor.

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Exportações de petróleo do Golfo Pérsico se recuperam em junho, mas seguem 40% abaixo do pré-guerra

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 11:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,59%Dólar TurismoR$ 5,393-0,44%Euro ComercialR$ 5,926-0,48%Euro TurismoR$ 6,188-0,31%B3Ibovespa173.951 pts0,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,59%Dólar TurismoR$ 5,393-0,44%Euro ComercialR$ 5,926-0,48%Euro TurismoR$ 6,188-0,31%B3Ibovespa173.951 pts0,67%MoedasDólar ComercialR$ 5,178-0,59%Dólar TurismoR$ 5,393-0,44%Euro ComercialR$ 5,926-0,48%Euro TurismoR$ 6,188-0,31%B3Ibovespa173.951 pts0,67%Oferecido por

Navios são vistos no Estreito de Ormuz, em Musandam, em Omã, no dia 16 de junho de 2026 — Foto: Reuters

As exportações de petróleo no Golfo Pérsico aumentaram em mais de 3 milhões de barris por dia em junho na comparação com maio, ultrapassando a marca de 10 milhões de barris diários, segundo empresas globais de análise de cargas. As vendas internacionais da commodity, no entanto, ainda estão 40% abaixo dos níveis registrados antes do conflito.

Os Emirados Árabes Unidos lideraram a recuperação das exportações, permitindo que milhões de barris de petróleo bruto que estavam retidos no Golfo chegassem aos mercados internacionais. Isso possibilitou que os produtores elevassem a oferta e contribuíssem para a queda dos preços da commodity aos níveis observados antes do conflito no Oriente Médio.

🔎 O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima que conecta o Golfo Pérsico ao oceano Índico. Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pela rota.

Segundo a Kpler, as exportações combinadas de petróleo bruto e condensado da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait, do Iraque e do Irã cresceram mais de 3,5 milhões de barris por dia em relação a maio, alcançando 10,07 milhões de barris diários.

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A Vortexa, outra empresa especializada em análise de cargas, estimou os embarques de junho em 10,2 milhões de barris por dia — acima dos 7 milhões registrados em maio, mas ainda bem abaixo dos 16,5 milhões de barris diários observados um ano antes.

A melhora nas vendas de petróleo é um reflexo direto do acordo preliminar assinado entre Estados Unidos e Irã em 17 de junho. O tratado ajudou a interromper o conflito e a restabelecer a navegação pelo Estreito de Ormuz.

Segundo Johannes Rauball, analista da Kpler, ainda restam cerca de 23 milhões de barris para transitar pelo estreito. Ele acrescentou que o petróleo armazenado temporariamente em navios na região atingiu um pico de 96 milhões de barris no fim de abril.

Dados da Kpler, da Vortexa e da LSEG mostram que as exportações dos Emirados Árabes Unidos atingiram um recorde de 3,7 milhões a 3,8 milhões de barris por dia em junho — mais de 1 milhão de barris acima do volume registrado em maio.

Segundo a empresa de serviços e análise do transporte marítimo BRS, 98 petroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz entre 22 e 28 de junho — cerca de 14 por dia, o maior número desde o início do conflito.

O volume incluiu 47 petroleiros carregados deixando o Golfo e 41 embarcações vazias entrando na região, sinalizando maior disposição das empresas de transporte marítimo para operar na área.

As exportações de petróleo bruto da Arábia Saudita aumentaram 768 mil barris por dia em junho, alcançando 4,52 milhões de barris diários, segundo a Kpler. Na semana passada, os embarques chegaram a uma média de 6,3 milhões de barris por dia, patamar próximo ao de janeiro, impulsionados pelo aumento dos carregamentos no terminal de Ras Tanura.

Durante o conflito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos desviaram parte das exportações por oleodutos que contornam o Estreito de Ormuz, uma alternativa praticamente indisponível para Iraque e Kuwait. A estatal emiradense ADNOC também recorreu ao transporte por navios-tanque para ajudar a manter os embarques.

As exportações do Iraque e do Kuwait se recuperaram para cerca de 800 mil barris por dia cada, segundo a Vortexa.

O Kuwait aumentou significativamente sua produção em junho para 1,65 milhão de barris por dia, segundo uma fonte ouvida pela Reuters. Já o Irã elevou suas exportações em mais de 70%, para 640 mil barris diários, beneficiado pelo relaxamento das restrições impostas pelos Estados Unidos, informou a Vortexa.

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Dataprev publica edital de concurso com 1,8 mil vagas e salários de até R$ 10,6 mil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 10:47

Trabalho e Carreira Concursos Dataprev publica edital de concurso com 1,8 mil vagas e salários de até R$ 10,6 mil Seleção oferece 212 vagas imediatas e 1.611 para cadastro de reserva. Oportunidades são para candidatos com nível superior. Por Redação g1 — São Paulo

Concurso da Dataprev abre 1,8 mil vagas com salários de até R$ 10,6 mil — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) publicou nesta sexta-feira (3) o edital do seu novo concurso público. Ao todo, são ofertadas 212 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva com 1.611 oportunidades, totalizando 1.823 vagas.

As vagas são destinadas a candidatos com nível superior em áreas como Arquitetura, Administração, Tecnologia da Informação, Engenharia, Direito, Ciências Contábeis, Comunicação Social, entre outras. A remuneração inicial varia conforme o cargo e a jornada de trabalho:

Analista de Tecnologia da Informação: jornada de 40 horas semanais e remuneração inicial de R$ 10.685,44.Analista de Processamento: jornada de 30 horas semanais e remuneração inicial de R$ 8.273,94.

Além do salário, os contratados pelo regime CLT terão direito aos seguintes benefícios, conforme o Acordo Coletivo de Trabalho e os normativos internos da empresa:

Ticket alimentação/refeição de R$ 1.357,20;Auxílio pré-escolar ou escolar de até R$ 1.758,35 para filhos;Auxílio para tratamento especializado de até R$ 1.230,00 para filhos com deficiência;Assistência à saúde, por meio de reembolso, conforme regras específicas;Previdência complementar, por meio da Prevdata;Participação nos Lucros e Resultados (PLR);Gratificação variável por resultado;Seguro de vida em grupo;Possibilidade de progressão na carreira.

As vagas e o cadastro de reserva estão distribuídos entre diversas localidades, incluindo Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Florianópolis (SC), conforme o perfil do cargo.

Do total de vagas, 25% são reservadas para candidatos negros (pretos e pardos), 5% para pessoas com deficiência, 3% para candidatos indígenas e 2% para candidatos quilombolas.

Os interessados poderão se inscrever das 16h do dia 6 de julho até as 16h do dia 6 de agosto, por meio do site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso.

A taxa de inscrição é de R$ 110. Candidatos inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderão solicitar isenção da taxa, conforme o cronograma previsto no edital.

Prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos;Procedimento de heteroidentificação e avaliação biopsicossocial para os candidatos que concorrerem às vagas reservadas para negros (pretos e pardos), quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência.

As provas serão aplicadas em todas as capitais e no Distrito Federal no dia 11 de outubro, das 13h às 17h (horário de Brasília). Os portões serão fechados, impreterivelmente, às 12h30.

No momento da inscrição, o candidato deverá escolher a capital onde realizará a prova. Para todos os cargos e perfis, a prova objetiva será composta por 70 questões, sendo:

40 de Conhecimentos Gerais (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Raciocínio Lógico-Matemático, Atualidades e Inteligência Artificial e Legislação de Segurança da Informação);30 de Conhecimentos Específicos.

O concurso terá validade de dois anos, contados da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

As contratações ocorrerão após a homologação do resultado final e respeitarão o término da vigência do concurso anterior, realizado em 2024, que permanece válido até 13 de janeiro de 2027.

Inscrições: de 6 de julho a 6 de agosto;Pedido de isenção da taxa: de 6 a 8 de julho;Pagamento da taxa de inscrição: até 7 de agosto;Prova objetiva: 11 de outubro de 2026, das 13h às 17h (horário de Brasília);Recursos contra o gabarito preliminar: em até dois dias úteis após a divulgação do gabarito preliminar;Divulgação da imagem do cartão de respostas: após o resultado da prova objetiva, permanecendo disponível por 15 dias corridos após a divulgação do resultado final;Convocação para avaliação biopsicossocial e heteroidentificação: 11 de novembro; Avaliação biopsicossocial e entrevista de heteroidentificação: 22 de novembro;

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Dólar abre em queda, com foco em dados econômicos e feriado nos EUA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 09:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (3) em queda, e marcava um recuo de 0,23% perto das 9h, cotado a R$ 5,1959. A sessão deve ter um volume de negócios reduzido por conta do feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️Os últimos dados de emprego dos EUA seguem no centro das atenções dos mercados financeiros globais. O payroll, relatório oficial do mercado de trabalho americano, foi divulgado na véspera e apontou para a criação de 57 mil novos postos em junho — bem abaixo do esperado pelos economistas, de 113 mil vagas. A taxa de desemprego caiu de 4,3% para 4,2%.

A desaceleração do mercado de trabalho dos Estados Unidos aumenta as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mantenha os juros no nível atual na próxima reunião. Com isso, diminui a chance de uma alta das taxas em julho, cenário que vinha sendo cogitado pelo mercado.

▶️ No Brasil, o destaque fica com o resultado da produção industrial de maio. A projeção do mercado aponta para um aumento de 1,3% na comparação anual.

Na Ásia, as ações chinesas se recuperaram nesta sexta-feira, após uma forte onda de vendas entre fabricantes de chips no pregão anterior e ainda repercutindo os dados de emprego dos EUA, divulgados na véspera.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen subiu 0,62%. Já o índice de Xangai, o SSEC, fechou em alta de 0,37%.

No Japão, o índice Nikkei avançou 1,47%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 5,76% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,28%.

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Preços dos alimentos no mundo recuam pelo segundo mês consecutivo em junho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 09:44

Agro Preços dos alimentos no mundo recuam pelo segundo mês consecutivo em junho Índice da FAO aponta queda puxada por açúcar, cereais e laticínios, apesar da alta dos óleos vegetais e das carnes. Por Reuters

Os preços globais dos alimentos registraram uma leve queda em junho. O recuo foi puxado pelo recuo nos valores do açúcar, dos cereais e dos laticínios, que superaram as altas dos óleos vegetais e das carnes. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (3), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities agrícolas — como cereais, carnes, laticínios e óleos vegetais, por exemplo —, que são comercializadas internacionalmente, registrou média de 130,3 pontos em junho, ante 130,8 pontos em maio.

O indicador é acompanhado por governos, investidores e empresas porque serve como referência para a evolução dos preços dos alimentos no comércio internacional.

🔎 O Brasil é um dos maiores fornecedores globais de açúcar, milho, soja e carnes, o que torna as oscilações desses preços especialmente relevantes para o país.

O índice já havia recuado em maio após atingir, em abril, o maior nível em três anos, quando o conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos provocou uma disparada nos preços dos óleos vegetais.

O índice registrado em junho ficou 1,7% acima do nível observado um ano antes, mas ainda 18,7% abaixo do recorde alcançado em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, informou a FAO.

O índice de preços dos cereais caiu 3,5% em relação a maio. Os preços do trigo foram pressionados pelo avanço da colheita e pelas perspectivas de ampla oferta na região do Mar Negro, importante área produtora e exportadora de grãos. Já o milho recuou diante da expectativa de ampla oferta na América do Sul e da queda dos preços do petróleo.

O índice de preços do arroz da FAO, por outro lado, subiu 3,2%, impulsionado pela maior demanda na Ásia por arroz do tipo indica, variedade amplamente consumida nos países asiáticos.

Os preços do açúcar, por sua vez, caíram 5,7%. A desvalorização do etanol no Brasil incentivou as usinas a destinar mais cana-de-açúcar à produção do produto. Ainda assim, as preocupações com um possível impacto do El Niño sobre as safras da Índia e da Tailândia limitaram o recuo da commodity.

Os preços dos laticínios caíram 1,5%, pressionados pelo aumento da oferta global. Já o índice de carnes da FAO subiu 0,4% em relação ao mês anterior e renovou o recorde histórico, impulsionado principalmente pelos preços da carne de aves diante da forte demanda global.

Os preços dos óleos vegetais avançaram 3,8%, impulsionados pelas cotações mais altas do óleo de palma e da colza, em parte devido ao aumento da demanda por biodiesel.

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Brasil cria centro para produzir insumos farmacêuticos e reduzir dependência do exterior; projeto não tem prazo nem meta definidos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 07:44

Saúde Brasil cria centro para produzir insumos farmacêuticos e reduzir dependência do exterior; projeto não tem prazo nem meta definidos Projeto reúne Embrapii e CNPEM com aporte de R$ 60 milhões do Ministério da Saúde; centro promete ir da descoberta de moléculas até a entrada em estudos clínicos, mas não define indicadores de resultado nem data para reduzir a dependência de IFAs importados. Por Talyta Vespa, g1

Brasil cria centro para desenvolver IFAs a partir da biodiversidade, com investimento de R$ 60 milhões, para reduzir a dependência de insumos farmacêuticos importados.

Mais de 90% dos IFAs usados no país vêm do exterior, mas o projeto ainda não tem meta nem prazo para diminuir essa dependência.

Nos próximos quatro anos, o foco será apenas na pesquisa pré-clínica, sem previsão de medicamentos chegando ao mercado nesse período.

Os primeiros estudos serão voltados ao câncer e à sepse, usando moléculas extraídas de plantas e microrganismos brasileiros.

O Brasil lançou nesta sexta-feira (3) um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos.

Apesar do anúncio, o projeto não tem meta concreta de redução das importações, nem prazo para que algum produto sequer chegue ao mercado. Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados apenas às etapas iniciais da pesquisa, antes dos testes em seres humanos.

O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde.

A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento.

O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados —e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi).

Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA —a substância responsável pelo efeito terapêutico— que costuma vir de fora.

Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia —a fase que antecede os testes em seres humanos.

As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes.

um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores;

o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse —infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos.

Nenhum dos dois projetos deve resultar em medicamento disponível para pacientes dentro do prazo inicial do centro. Depois da fase pré-clínica, ainda será preciso realizar estudos em humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial.

Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, é justamente por depender dessas etapas que ainda não é possível estimar quando o projeto vai, de fato, reduzir a dependência brasileira de IFAs importados —nem em que proporção isso poderia acontecer.

Descobrir uma molécula promissora costuma ser só o primeiro passo. Um dos principais gargalos da indústria farmacêutica é transformar uma descoberta científica em processo produtivo capaz de fabricar grandes quantidades da substância com qualidade, segurança e custo competitivo —a transição entre pesquisa acadêmica e produção industrial que pesquisadores chamam de "vale da morte", onde muitos projetos são abandonados.

Prata afirma que o centro pretende reduzir esse risco desenvolvendo, além das moléculas, rotas de produção mais eficientes e sustentáveis.

Uma das principais apostas é uma biofoundry, plataforma automatizada que usa robótica e inteligência artificial para desenvolver e otimizar microrganismos capazes de produzir moléculas de interesse farmacêutico —o objetivo é acelerar esses processos e validá-los em escala piloto, aproximando as pesquisas das exigências da indústria e das agências reguladoras.

Ainda assim, não há estimativa pública de quantos projetos vão conseguir superar essa etapa e chegar ao mercado.

Outra preocupação em torno de pesquisas com a biodiversidade brasileira é evitar que descobertas feitas no país sejam exploradas economicamente apenas por empresas estrangeiras.

Segundo Prata, a estratégia do centro é transformar compostos naturais em novas moléculas patenteáveis, licenciadas de preferência para empresas instaladas no Brasil.

Ele afirma ainda que todo o processo vai seguir a legislação sobre acesso ao patrimônio genético e repartição de benefícios, garantindo que comunidades tradicionais e pesquisadores envolvidos recebam a participação prevista em lei.

O investimento anunciado cobre os quatro primeiros anos de funcionamento do centro e será usado na implantação da infraestrutura e no desenvolvimento das pesquisas iniciais.

A expectativa, afirma Prata, é captar novos recursos ao longo da execução do programa, com participação da indústria farmacêutica e de outras fontes de financiamento —mas, até o momento, não há parceiros nem valores confirmados para essa segunda etapa.

O Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) é a substância responsável pelo efeito terapêutico de um medicamento: é ela que combate uma infecção, reduz a febre ou age contra células tumorais. Os demais componentes do comprimido ou da cápsula servem apenas para dar forma, estabilidade e facilitar a administração do remédio.

Hoje, embora a maior parte dos medicamentos vendidos no Brasil seja fabricada no país, seus IFAs vêm de fora —principalmente da China e da Índia. É essa dependência que o novo centro diz querer reduzir no longo prazo.

Mas, passados os quatro anos e os R$ 60 milhões investidos, o que o Brasil terá garantido não é uma redução mensurável das importações —é, na melhor das hipóteses, um punhado de moléculas prontas para começar, só então, a longa fase de testes em humanos.

Procurado, o Ministério da Saúde afirma que "os R$ 60 milhões compreendem o investimento previsto e já estão totalmente empenhados, no âmbito do Contrato de Gestão firmado com a Embrapii".

"O Centro não foi concebido para promover a substituição imediata de IFAs importados, mas para estruturar pesquisa, desenvolvimento, formação de capacidades e geração de conhecimento em uma área de fronteira tecnológica. Acompanhamento semestral será feito pela Comissão de Acompanhamento e Avaliação, da qual o Ministério da Saúde participa.

O modelo de Centro de Competência prevê um conjunto de indicadores técnicos e financeiros, como número de projetos de PD&I desenvolvidos, recursos executados com fontes não Embrapii, número de empresas participantes ou associadas, recursos aportados por empresas e número de startups e empresas de base tecnológica mobilizadas.

O Sistema Único de Saúde não incorpora IFAs isoladamente, mas medicamentos e outras tecnologias em saúde. As soluções chegarão ao SUS a partir do escalonamento produtivo e da avaliação regulatória. O CC IFA vai formar capacidades que possam subsidiar produtos de interesse para a saúde pública.

O Ministério da Saúde acompanha a iniciativa como interveniente do Contrato de Gestão, mas não exerce fiscalização direta sobre essa legislação específica, que cabe à Embrapii. O desenho do CC-IFABR busca enfrentar o desafio produtivo ao combinar pesquisa aplicada, interação com empresas, foco em projetos de PD&I e acompanhamento por indicadores de desempenho. A articulação entre instituições científicas, infraestrutura tecnológica e parceiros produtivos visa criar condições mais favoráveis para que o conhecimento gerado avance ao longo da cadeia de inovação", conclui a nota.

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Médico, atleta ou dono de cartório? Faça o QUIZ e veja quais profissões têm o maior patrimônio no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 04:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%MoedasDólar ComercialR$ 5,208-0,03%Dólar TurismoR$ 5,418-0,04%Euro ComercialR$ 5,9530,43%Euro TurismoR$ 6,2070,44%B3Ibovespa172.788 pts0,64%Oferecido por

Nesta quinta-feira (2), a Receita Federal divulgou novos dados do Imposto de Renda. Entre os 41,5 milhões de contribuintes que entregaram a declaração, algumas profissões apresentaram patrimônio médio superior a R$ 3 milhões.

No conjunto dos declarantes, o patrimônio médio foi de R$ 409,56 mil. A maioria é formada por mulheres, com idade média de 48 anos. Além disso, cerca de 28 milhões de contribuintes declararam patrimônio de até R$ 100 mil.

Que tal testar seus conhecimentos? Responda ao quiz abaixo, descubra quais carreiras concentram os maiores patrimônios e veja se você acerta quais estão no topo da lista.

Depois de concluir o teste, veja abaixo o ranking com as 12 profissões que mais acumularam dinheiro no país.

Titular de cartório: R$ 3,3 milhõesMinistros, juízes e desembargadores: R$ 2,9 milhõesProcuradores e promotores: R$ 2,89 milhõesDiplomatas: R$ 2,52 milhõesAtletas e desportistas: R$ 1,71 milhãoDirigentes, presidentes e diretores de empresas industriais, comerciais ou prestadoras de serviços: R$ 1,66 milhãoProdutores da exploração agropecuária: R$ 1,58 milhãoServidores das carreiras do Banco Central, da CVM e da Susep: R$ 1,44 milhãoMédicos: R$ 1,38 milhãoAtores e diretores: R$ 1,34 milhão

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A brasileira empresária de Haaland que se tornou a primeira mulher ‘superagente’ do futebol: ‘Acham que a gente não entende do assunto’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 04:46

Trabalho e Carreira A brasileira empresária de Haaland que se tornou a primeira mulher 'superagente' do futebol: 'Acham que a gente não entende do assunto' Em entrevista à BBC Sports, Rafaela Pimenta falou sobre a carreira, as transformações no futebol e desigualdade de gênero. Por BBC

Rafaela Pimenta é agente de Erling Haaland, astro da Noruega que vai enfrentar o Brasil no domingo — Foto: BBC Sport

Rafaela Pimenta nunca marcou um gol nem comandou uma equipe à beira do gramado. Ainda assim, aos 53 anos, ela é a única representante do futebol na lista "50 Over 50" da revista Forbes em 2026.

Todos os anos, a Forbes publica uma lista global com 50 mulheres que alcançaram posições de destaque e influência, tornando-se referência em suas áreas.

Na edição deste ano, a brasileira divide espaço com nomes como a atriz Penélope Cruz e a reverenda Sarah Mullally, primeira mulher a ocupar o cargo de Arcebispa de Canterbury.

Sua impressionante carteira de clientes inclui o superastro norueguês Erling Haaland — que deve entrar em campo contra o Brasil no próximo domingo (5/7) para a partida das oitavas de final da Copa do Mundo 2026.

Primeira mulher a se tornar uma "superagente" do futebol, a brasileira exerce enorme influência nos bastidores de um esporte historicamente dominado por homens.

Em 2022, recebeu o prêmio de Melhor Transferência do Ano no Globe Soccer Awards após conduzir a negociação de Haaland com o Manchester City.

Em 2026, Pimenta também esteve à frente da renovação do contrato do norueguês com o clube inglês até 2034.

Além dele, Pimenta agencia a joia mexicana Gilberto Mora, de 17 anos, que estreou no Mundial deste ano, entre outros grandes nomes do futebol.

"Eu sempre digo: você é tão bom quanto sua última janela de transferências. Se errarmos, se fizermos um trabalho ruim, acabou. Portanto, o que fizemos há dez anos, um ano ou seis meses já não importa. O que é interessante neste trabalho é que você precisa provar seu valor todos os dias e ser criativo todos os dias, porque tudo muda o tempo todo."

Mas antes de se tornar agente de jogadores, Rafaela Pimenta atuou como professora no Brasil. Sua relação com o futebol começou exatamente na sala de aula.

Em entrevista à BBC Sports em fevereiro deste ano, ela contou que tinha dificuldade em manter a atenção dos alunos e pensou em estruturar as aulas em torno dos aspectos contratuais do esporte — que lhe interessavam do ponto de vista jurídico.

Ela foi apresentada a um ex-jogador de futebol e passou a usá-lo como tema de suas aulas. A partir daí, surgiram mais discussões e Rafaela acabou participando de negociações para pessoas que queriam se envolver com clubes de futebol no Brasil.

Depois disso, passou a trabalhar com agentes que tentavam trazer jogadores para o Brasil ou levá-los para fora.

"Gostei muito da ideia do futebol e pensei: 'Vamos ver se isso pode funcionar'. Eu não tinha certeza de que funcionaria porque os tempos eram diferentes e os agentes estavam apenas começando, então poderia ter dado errado muitas vezes."

O jogador sueco Ibrahimovic ao lado de seu agente Mino Raiola na Copa de 2018 — Foto: Getty Images via BBC

Mas existe um equívoco comum sobre a trajetória de Rafaela Pimenta: o de que ela simplesmente assumiu o lugar deixado pelo italiano Mino Raiola após a morte precoce do empresário em abril de 2022.

Embora tenha trabalhado lado a lado com uma das figuras mais controversas do futebol mundial, conhecida principalmente por ter conduzido a carreira de Zlatan Ibrahimovic, Pimenta sempre construiu sua própria trajetória.

Eles se conheceram durante negociações no Brasil. Raiola queria fazer negócios de uma determinada maneira, mas a brasileira, na época advogada, disse que aquilo não era possível e houve quase um choque de personalidades.

Eles tiveram uma reunião, Raiola foi embora, mas depois decidiu que queria trabalhar com Pimenta porque ficou atraído pela forma como ela se recusava a aceitar simplesmente sua palavra ou concordar com tudo o que ele dizia apenas para ter uma vida mais fácil ou entrar no círculo privilegiado. Ele queria alguém que o enfrentasse.

"Ele dizia que eu era a única pessoa que tinha coragem de dizer 'não' para ele. Todos os outros só queriam o dinheiro dele e aceitavam até as ideias mais malucas", lembra.

"Tivemos muitas brigas, jogando coisas um na cara do outro, gritando um com o outro, brigas teatrais e cômicas. Mas eu diria que, no fundo, nunca tivemos um desacordo real porque, acima de tudo, tenho que dizer que Mino sempre respeitou o acordo que fizemos. Isto é o que você faz, isto é o que eu faço."

Após a morte de Raiola, Pimenta passou a trabalhar com algumas das pessoas com quem o empresário italiano trabalhava, mas já tinha sua própria agência, tendo o mexicano Gilberto Mora, de 17 anos, um de seus primeiros clientes.

"Foi uma grande aventura vir para a Europa como imigrante, como mulher em um setor dominado por homens, em um setor que, na época, era visto de forma ainda pior do que hoje. Precisamos encarar a realidade: há muitos desafios relacionados aos agentes e a práticas que não são aceitáveis. É um trabalho desafiador. Poderia ter dado errado. E todos os dias pode dar errado."

Nem todas as experiências na carreira, porém, foram positivas — principalmente quando o assunto é desigualdade de gênero.

"Quando comecei a trabalhar com isso, havia pouquíssimas mulheres em cargos de decisão. Havia a Marina Granovskaia, no Chelsea, mas, no geral, dava para contar nos dedos."

"Eu via muitas mulheres trabalhando nos clubes, desempenhando funções importantes e participando das decisões, mas sem receber o devido reconhecimento."

Pimenta diz que os clubes tinham uma estrutura semelhante: um longo corredor em que a última porta era sempre a sala de quem realmente tomava as decisões.

"Normalmente, a mulher parava antes da última porta, e atrás dela havia um homem", afirma.

"Era curioso porque eu ia até a última porta, conversava com o diretor-executivo, o diretor esportivo ou quem fosse. E conheci muitas mulheres que paravam antes daquela porta e se sentiam fortalecidas ao ver que eu estava entrando nela", acrescenta.

"Há essa imagem de que as mulheres competem demais entre si. Acho que, se soubermos lidar com isso, não precisa ser assim. Eu realmente fui ajudada muitas vezes por mulheres da indústria."

Já entre muitos homens que ocupavam posições de poder, a recepção nem sempre foi amistosa. Em diversas ocasiões, diz, o fato de ser mulher foi usado como uma forma de tentar desestabilizá-la.

"Acho que, muitos anos atrás, essa questão do gênero era muito mais forte. Houve uma longa evolução desde uma primeira reunião em que um diretor esportivo me disse: 'Então você existe mesmo? Achei que você fosse uma prostituta brasileira.', até onde estamos hoje."

Pimenta lembra de outro episódio, ocorrido há cerca de dois anos, durante a negociação de um contrato.

Ao seu lado estava um advogado contratado exclusivamente para auxiliar na redação jurídica, em um idioma estrangeiro.

"Entramos numa negociação muito dura com o clube. No final, o resultado foi muito bom para o cliente. Então um dos homens do outro lado da mesa se dirigiu ao advogado, que não tinha aberto a boca até então porque esperava o momento de escrever algo, e disse: 'Você a ensinou bem, ela conhece bem o nosso futebol'", lembra.

"E o homem disse aquilo como um elogio, como uma piada simpática. Algumas pessoas têm tão profundamente enraizada a ideia de que mulheres são inferiores aos homens ou de que mulheres não entendem de futebol que, mesmo quando tentam ser gentis, acabam sendo preconceituosas. Eu não aceito isso, nem quando vem disfarçado de gentileza."

Pimenta diz que sua principal motivação hoje é tornar esse caminho dentro do futebol um pouco mais fácil para as próximas gerações de mulheres. Além de atuar como agente, ela também é professora em cursos para agentes organizados pela UEFA (União das Federações Europeias de Futebol) e pela associação internacional da categoria.

"E eu digo: 'Não aceite abuso. Você não precisa aceitar nenhum abuso. E não precisa se sexualizar para ser alguém nessa indústria. Não precisa ser bonita, sexy ou aceitar investidas para conseguir espaço. Isso não vai lhe dar espaço. Vai levá-la por um caminho muito ruim'."

Haaland é um dos jogadores agenciados por Rafaela Pimenta, a primeira mulher a se tornar uma superagente no futebol — Foto: Getty Images via BBC

"Lembro de uma transferência em que chegamos ao clube, fechamos a porta e só saímos quando o negócio foi concluído. Fiquei lá por 18 horas", recorda.

"Hoje isso seria impossível. É preciso preparar toda a documentação com uma semana de antecedência, às vezes um mês ou até seis meses antes, porque há muitas questões a resolver: legislação trabalhista, impostos, leis locais."

Mas, segundo ela, a transformação mais profunda aconteceu fora das quatro linhas. Os jogadores "passaram a funcionar como verdadeiras empresas" e, com isso, novas oportunidades foram de campo cresceram muito, principalmente em relação às redes sociais.

Erling Haaland, por exemplo, é uma superestrela. Ele tem um canal no YouTube com 2 milhões de inscritos e quase 45 milhões de seguidores no Instagram. E, com esse status, vêm também uma enorme demanda e expectativas.

"Antigamente, esperava-se que o jogador treinasse pela manhã e jogasse no fim de semana. O resto do tempo era para fazer compras com a esposa ou jogar videogame. Era basicamente isso", afirma.

"Você não via banqueiros perseguindo jogadores de futebol. Não via incorporadores imobiliários querendo associar seus projetos a jogadores. Hoje todos querem uma parte disso."

Na avaliação de Pimenta, porém, todas essas mudanças não foram acompanhadas por um equilíbrio nas relações entre clubes e atletas, e os jogadores continuam tendo pouca autonomia sobre a própria carreira.

A empresária critica, por exemplo, contratos de representação que obrigam atletas a pagar multas caso decidam trocar de agente.

"Se eu não faço um bom trabalho, não devo esperar que o jogador continue comigo na próxima janela. Uma coisa que eu detesto é esse mandato com cláusula de multa. Você assina comigo para que eu o represente e, se quiser trocar de agente, precisa me pagar uma multa. Por quê? Se quiser trocar de agente, vá e troque."

"É como um casamento. Imagine que sua esposa queira se divorciar e, para isso, você tenha que pagar a ela. Você se sentiria muito injustiçado. É assim que o jogador deveria se sentir. Eles nunca deveriam assinar algo que limite sua liberdade."

Segundo Pimenta, o mesmo princípio deveria nortear o sistema de transferências. Para ela, "os clubes têm poder demais" e os jogadores, muitas vezes, tornam-se refém das circunstâncias.

"Eu não discordo do sistema de transferências. Ele é necessário para que todo o sistema funcione. Não estou defendendo o caos. Também não acho que os jogadores devam simplesmente fazer tudo o que quiserem. Mas acredito que precisamos de mais equilíbrio. Hoje, existe um desequilíbrio."

Na prática, diz, muitos negócios deixam de acontecer porque os clubes mantêm controle quase absoluto sobre a situação dos atletas.

"Sempre há um jogador que poderia ter sido negociado, que precisava sair, mas o clube exigiu mais 1 milhão de libras."

O debate ganhou força em outubro de 2024, quando o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu que parte das regras da Fifa que regulam as transferências de jogadores viola a legislação europeia.

Após a decisão, a entidade implementou um modelo provisório para calcular indenizações e redistribuir o ônus da prova em casos de quebra de contrato.

Para Pimenta, a discussão vai além das regras jurídicas e passa pela forma como os jogadores são tratados em um esporte cada vez mais bilionário.

"Um diretor de futebol ou um dono de clube mantinha uma relação especial com o jogador. Se um atleta chegasse e dissesse: 'Por favor, preciso sair', eles buscavam uma solução."

"Hoje, o futebol se tornou um negócio tão grande que existe o risco de os jogadores serem vistos apenas como ativos financeiros. Um ativo não tem voz, não tem sentimentos, nem necessidades humanas."

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Com as próprias mãos, homem já salvou cerca de 6 milhões de abelhas em Singapura

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 03/07/2026 04:46

Agro Com as próprias mãos, homem já salvou cerca de 6 milhões de abelhas em Singapura Clarence Chua convence moradores a preservar colmeias e já salvou abelhas de lugares inusitados: de uma pequena casa de culto espiritual até do motor de um avião, que não pôde decolar até que o enxame fosse removido. Por Reuters

O resgatador de abelhas Clarence Chua segura um punhado de abelhas após retirá-las de uma colmeia em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura. — Foto: REUTERS/Edgar Su

Armado apenas com uma bandana e as próprias mãos, Clarence Chua, de 42 anos, resgata abelhas retirando-as de colmeias e colocando-as em caixas de madeira para serem realocadas — às vezes, até para o próprio quintal.

"O que eu gosto nelas é que, se você as respeita e não ameaça a segurança delas, elas ficam totalmente tranquilas com a sua presença bem de perto", diz Chua.

Quando moradores de Singapura encontram abelhas fazendo colmeias em suas casas, normalmente chamam empresas de controle de pragas, que conseguem exterminar os ninhos em poucos minutos por cerca de 80 a 150 dólares de Singapura (US$ 62 a US$ 116).

Mas Chua vem convencendo um número cada vez maior de pessoas a permitir que ele faça o resgate das abelhas, cobrando entre 100 e 500 dólares de Singapura.

Nos últimos seis anos, ele realocou com segurança uma média de 100 colmeias por ano, o que representa cerca de 6 milhões de abelhas salvas. O processo de realocação humanitária consiste em transportar toda a colônia, preservando a abelha-rainha, as larvas e as operárias.

Depois, elas são levadas para um dos três apiários administrados por Chua, sendo que um deles fica no quintal de sua própria casa.

Chua já resgatou abelhas dos lugares mais inusitados: de uma pequena casa de culto espiritual em um condomínio até o motor de um avião, que não pôde decolar até que o enxame fosse removido.

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Os resgatadores de abelhas Clarence Chua e Jian Ping removem uma colmeia de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Edgar Su

À medida que cresce a conscientização sobre o resgate de abelhas, ele conta que os conselhos municipais, responsáveis pela administração dos conjuntos habitacionais públicos onde vivem quase 80% da população de Singapura, também passaram a contratar seus serviços.

Mesmo assim, o trabalho não é livre de riscos. Certa vez, ele tentou resgatar um enxame que imaginava ser dócil, instalado na sacada de um condomínio, mas acabou sendo atacado. Nos cerca de 30 segundos que levou para soltar o equipamento de segurança e fugir, foi ferroado aproximadamente 100 vezes.

"Isso realmente me ensinou a nunca subestimar a natureza", afirmou. Ele acrescenta que ainda hoje costuma se aproximar das colmeias sem roupa de apicultor num primeiro momento, para avaliar o comportamento das abelhas antes de vestir o equipamento de proteção, caso perceba que o enxame está agitado.

Chua também promove o resgate de abelhas nas redes sociais. Vídeos de seu trabalho, alguns gravados em primeira pessoa com óculos inteligentes da Meta, já atraíram cerca de 20 mil seguidores.

"Sem as abelhas, haveria muito menos frutas — ou elas seriam muito mais caras — porque faltariam frutos no mundo. É impressionante a quantidade de culturas agrícolas das quais dependemos para a nossa própria sobrevivência", disse.

O resgatador de abelhas Clarence Chua grava conteúdo para as redes sociais com seus óculos inteligentes da Meta enquanto retira, com as próprias mãos, abelhas de uma luminária em um apartamento de um conjunto habitacional público em Singapura, em 15 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Edgar Su

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