Negócios
Itamaraty mapeia mais de 40 empresas e associações americanas que não querem o tarifaço sobre os produtos brasileiros
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
Itamaraty mapeia mais de 40 empresas e associações americanas que não querem o tarifaço sobre os produtos brasileiros
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/07/2026 00:46
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%MoedasDólar ComercialR$ 5,149-0,07%Dólar TurismoR$ 5,353-0,17%Euro ComercialR$ 5,8830,03%Euro TurismoR$ 6,131-0,06%B3Ibovespa170.653 pts-0,79%Oferecido por
O Ministério das Relações Exteriores mapeou 43 empresas e associações comerciais americanas que pedem que produtos brasileirios não sejam tarifados com base na investigação aberta feita pelo governo de Donald Trump.
Os pedidos foram apresentados sob o argumento de que não há substitutos produzidos no mercado doméstico para esses produtos.
As entidades também alertaram que a aplicação das tarifas elevaria os custos para consumidores americanos e para indústrias dos Estados Unidos que utilizam esses itens como insumos para a fabricação de outros produtos.
A informação consta da resposta oficial enviada pelo governo brasileiro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).
No documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o governo brasileiro rebate a investigação aberta pelo USTR, que acusa o Brasil de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas americanas.
O g1 questionou o Itamaraty sobre quais empresas e produtos foram identificados no levantamento, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
Na segunda-feira (6), o USTR abriu a fase de audiências públicas da investigação. A participação é aberta aos interessados que se inscreverem.
Participaram das audiências representantes de associações brasileiras e americanas de vários setores, como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual.
Para o presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Abrão Neto, "a aplicação de novas tarifas seria prejudicial para ambas as economias, com impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores dos Estados Unidos, além de perda de competitividade das exportações brasileiras para um mercado crucial”.
Neto mencionou, ainda, que a participação dos Estados Unidos no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos cinco primeiros meses de 2026, o menor nível já registrado. As importações brasileiras provenientes dos Estados Unidos também recuaram 11% no mesmo período.
"Essas tendências sugerem que tarifas adicionais podem reduzir ainda mais a presença comercial e a influência econômica dos EUA em um dos maiores mercados emergentes do mundo, abrindo espaço para que concorrentes estrangeiros ampliem sua participação de mercado às custas das empresas americanas", complementou.
Como mostrou o blog da Ana Flor, representantes de empresas que participaram das audiências avaliam que a adoção de novas tarifas é praticamente inevitável. A expectativa, porém, é que o alcance da medida possa ser calibrado de acordo com seus impactos sobre a economia americana.
Um dos principais argumentos apresentados é que encarecer a importação de produtos brasileiros pode aumentar a dependência das cadeias produtivas dos Estados Unidos de insumos e componentes vindos da China, um efeito que contraria a estratégia comercial do governo Donald Trump.
Começam audiências públicas sobre tarifaço proposto pelo governo americano aos produtos brasileiros
Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado americano.
A medida ainda não entrou em vigor e depende da realização de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação dos EUA.
Segundo o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio americano.
🛑 Entre os pontos citados estão o funcionamento do PIX, decisões judiciais envolvendo redes sociais, acordos comerciais com outros países, falhas no combate ao desmatamento ilegal, barreiras ao etanol americano, problemas relacionados à proteção da propriedade intelectual e deficiências no combate à corrupção.
Apesar da proposta de taxação, os EUA incluíram uma ampla lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre os itens que podem ficar isentos estão café, certas carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças, além de minerais estratégicos.
O governo americano prevê concluir as consultas e decidir sobre a eventual aplicação das medidas até 15 de julho.
Ameaça de novas tarifas: Departamento de Comércio dos Estados Unidos acusa governo brasileiro de práticas injustas ou discriminatórias — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Há 7 horas Mundo Presidente dos EUA dá declarações contraditórias sobre a guerraHá 7 horasPF apreende espingarda registrada em nome de Bolsonaro no RS
Há 5 horas Eleições 2026 no Distrito Federal Flávio Bolsonaro defende EUA e diz que Lula ‘lambe as botas da China’
Há 8 horas Política ‘Não podemos sair brigando dentro de casa’, diz presidente do PL sobre Michelle e FlávioHá 8 horasCaiado critica Lula por ‘provocar’ Trump e ‘ajoelhamento’ de Flávio Bolsonaro
Há 7 horas Eleições 2026 em São Paulo SP atrai convenções partidárias de principais pré-candidatosHá 7 horasCarioca e eleito por SP, Tarcísio critica Tebet e Marina por se candidatarem no estado
Há 8 horas Eleições 2026 em São Paulo Advogado, veterinário, servidora públicaVeja quem são os patrões de mulher resgatada em condições análogas à escravidão no CE
Há 4 horas Ceará Uma das patroas será exonerada de cargo público, diz prefeituraHá 4 horasParanáVÍDEO: Pai é flagrado chutando filha de três anos no meio da rua
