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INSS começa a analisar pedidos de pensão a órfãos de feminicídio; veja as regras e como pedir

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INSS começa a analisar pedidos de pensão a órfãos de feminicídio; veja as regras e como pedir

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 21/07/2026 11:51

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O INSS começará a analisar este mês mais de 400 pedidos de pensão para órfãos de vítimas de feminicídio, acumulados desde o início dos requerimentos.

O benefício de 1 salário mínimo mensal é destinado a menores de 18 anos, cuja renda familiar por pessoa seja de até R$ 405,25.

Para solicitar, o responsável deve atualizar o CadÚnico e fazer o pedido pelo aplicativo Meu INSS, pelo telefone 135 ou nas agências físicas.

Aprovada em outubro de 2023, a lei que criou o auxílio teve sua regulamentação finalizada apenas em maio, após a publicação de portaria do órgão.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promete analisar, ainda neste mês, o estoque de pedidos de pensão a crianças e adolescentes que perderam as mães vítimas de feminicídio.

São mais de 400 requerimentos parados. A partir de agora, o INSS diz que vai analisar o estoque de pedidos e também as novas solicitações para a pensão.

A lei que garante o benefício é de 2023, mas faltava uma etapa da regulamentação da lei que criou o auxílio a esses órfãos.

📄 O INSS começou a receber os pedidos em dezembro de 2025. Mas a portaria com detalhes do processo e critérios para que os requerimentos sejam analisados pelos técnicos da Previdência Social foi publicada no fim de maio.

🗓️ O INSS afirmou que, se os requerimentos apresentados desde dezembro forem aprovados, a pensão será paga de maneira retroativa a partir da data da solicitação do auxílio.

A pensão é destinada às crianças que perderam as mães vítimas de feminicídio. O valor corresponde a um salário mínimo por mês e será dividido entre os dependentes, caso haja mais de um beneficiário.

O pagamento é garantido até os 18 anos de idade e ser direcionado ao responsável legal cuja renda familiar seja de até R$ 405,25 por pessoa — o equivalente a um quarto do salário mínimo.

A comprovação do crime é feita com documentos do inquérito policial ou de decisão judicial sobre o caso.

Para fazer a solicitação da pensão, o Cadastro Único (CadÚnico) deve ter sido atualizado nos últimos dois anos e com o CPF de todas as pessoas da família.

O pedido deve ser feito pelo representante legal da criança ou do adolescente, diretamente ao INSS, seja em uma agência, pela central telefônica 135 ou pelo aplicativo Meu INSS.

Entre no Meu INSS;Informe o CPF e senha do gov.br;Siga para: "Do que você precisa?";Digite: "Pensão Especial – Dependentes de Vítimas de Feminicídio". Siga as orientações.

Auxílio a órfãos do feminicídio atende 18 crianças e adolescentes no Acre — Foto: Reprodução

A lei que criou a pensão foi aprovada pelo Congresso, em outubro de 2023, e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mesmo mês.

Mas a regulamentação – etapa que detalha os procedimentos para pagamento do benefício – demorou mais de dois anos e meio.

Primeiro, foi necessário um decreto presidencial para regulamentar a lei. O decreto foi publicado no fim do ano passado. A partir daí, o INSS começou a receber os requerimentos da pensão.

Mas ainda faltava outra regulamentação: uma portaria do INSS. Essa norma só foi publicada no fim de maio.

Em nota, o Palácio do Planalto disse que, para elaborar o decreto, vários ministérios foram envolvidos e que “essas definições exigiram estudos aprofundados e análises técnicas detalhadas”.

“Assim, o período transcorrido entre a sanção da lei e a edição do decreto regulamentador correspondeu ao tempo necessário para o tratamento criterioso da matéria, para assegurar a efetividade e a adequada implementação da política”, afirmou o governo.

“Qualquer novo benefício exige uma série de adaptações por parte da instituição”, declarou.

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