RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Dólar abre em queda, com redução das tensões no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (27) em queda, com um recuo de 0,07% perto das 9h, cotado a R$ 5,0793, em meio ao alívio das tensões entre Estados Unidos e Irã. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ A redução das tensões no Oriente Médio é o principal destaque da sessão. Apesar dos EUA e do Irã completarem dois dias seguidos sem ataques mútuos nesta segunda-feira (27), não há negociações de paz em andamento entre os países. Além disso, pelo menos seis navios que tentaram cruzar o Estreito de Ormuz foram impedidos pela Guarda Revolucionária iraniana.

Ainda assim, o dia é de alívio nos preços do petróleo. Perto das 850, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 7,83%, cotado a US$ 89,20. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 6,94% no mesmo horário, a US$ 83,11 o barril.

▶️ No Brasil, as atenções seguem voltadas para como o governo vai reagir ao tarifaço dos EUA. No domingo (26), o presidente Lula e o presidente chinês, Xi jinping, conversaram e defenderam o aprofundamento da cooperação bilateral em áreas estratégicas, além da aceleração das negociações para um acordo entre a China e o Mercosul.

▶️ Na agenda da semana, destaque para a decisão de juros nos EUA. Dados da CME Group apontam que a maioria do mercado espera uma manutenção das taxas por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Dados de atividade e inflação nos EUA e no Brasil também ficam no radar, além de novos balanços corporativos.

Irã e Estados Unidos deram uma pausa na troca de ataques, mas não há negociações de paz em andamento, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do regime iraniano, Esmaeil Baqaei.

"Atualmente não temos negociações com os Estados Unidos. As negociações que temos, e que podem genuinamente estar sujeitas a diferentes interpretações, são as negociações que temos com Omã. Elas estão focadas na criação dos acordos necessários em relação ao Estreito de Ormuz", afirmou.

Apesar da falta de diálogo, após a terceira noite consecutiva sem ataques americanos a seu território, o Irã anunciou que também suspendeu seus bombardeios de retaliação contra países vizinhos que são aliados dos EUA.

"Nas duas últimas noites, os americanos detiveram seus ataques. Como nossa estratégia está baseada essencialmente na resposta, também interrompemos nossas operações", afirmou o porta-voz militar iraniano, Mohammad Akraminia, acrescentando que, se os americanos "insistirem em continuar com a guerra, particularmente com ataques aéreos", o conflito "se estenderá ainda mais".

Apesar da trégua não oficial, nas últimas 24 horas, seis navios que tentaram cruzar o Estreito de Ormuz foram impedidos pela Guarda Revolucionária iraniana, reportou a TV estatal iraniana. Um dia antes, mais quatro também foram detidos.

O tráfego ainda limitado pelo canal, que é uma das principais rotas marítimas da região, por onde passam cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, continua a trazer preocupações para a oferta global da commodity. Ainda assim, o alívio das tensões ainda traz um dia de alívio nos preços nesta segunda-feira (27).

Na Ásia, as ações chinesas subiram nesta segunda-feira, com investidores otimistas com o lançamento da fabricante de chips de memória CXMT Corp na bolsa.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, e o Índice de Xangai fecharam em alta de 1,15%

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 0,97%. O Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,50%.

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Taxa das blusinhas: ministro da Fazenda monitora de perto impacto e pode propor a Lula retorno da taxação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O ministro da Fazenda Dario Durigan monitora a alta de encomendas após o fim da "taxa das blusinhas". Ele pode propor ao presidente Lula o retorno da taxação.

Segundo Durigan, a tributação foi zerada para amostragem do impacto econômico. A Receita Federal registrou disparo nas encomendas internacionais após o fim da cobrança de 20%.

A revogação ocorreu em maio por Medida Provisória. Para continuar em vigor após os 120 dias de validade, a medida precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Produtores e varejistas nacionais articulam-se no Congresso contra a isenção. O Instituto para Desenvolvimento do Varejo projeta retração nas vendas de junho devido à Copa do Mundo.

A associação Amobitec considerou a alta nas importações natural após o fim da taxa. A entidade defende analisar a demanda com cautela por pelo menos 6 meses.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que as encomendas internacionais estão subindo após o fim da chamada "taxa das blusinhas", mas acrescentou que a equipe econômica está acompanhando de perto os dados e que pode propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o retorno da taxação.

Durante entrevista para a "Rádio Jornal", de Pernambuco, ele disse que o governo zerou a tributação para fazer um período de "amostragem" e ver o impacto na economia brasileira.

"A gente tem visto que tem aumentado a importação desses produtos. Como a gente tem todo controle, a qualquer momento que a gente perceber que está fora do padrão e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança desse cenário", declarou Durigan.

De acordo com a Receita Federal, o número de encomendas internacionais disparou após o fim da chamada taxa das blusinhas — que tributava com a cobrança de imposto de importação as compras com valor abaixo de US$ 50 com alíquota de 20%.

A revogação da taxa foi feita em maio por meio de Medida Provisória, que tem força de lei assim que é publicada no "Diário Oficial da União" (DOU). Entretanto, para continuar em vigor após os 120 dias de validade, terá de ser aprovada pelo Congresso Nacional, que pode manter, barrar ou alterar a medida.

Por conta disso, produtores nacionais e importadores já se movimentam no Congresso Nacional, e até mesmo na Justiça, para defender seus interesses.

A "taxa das blusinhas" era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais.Críticos argumentavam também que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo em determinada cota de compras ao voltar ao país.

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, informou que sondagem feita junto ao mercado indica que os resultados do mês de junho devem mostrar retração no volume de vendas no varejo em alguns setores por conta da Copa do Mundo.

"Porém, a queda de vendas também deverá ser registrada em outros setores devido ao expressivo aumento das vendas por plataformas eletrônicas on-line estrangeiras, que estão com o benefício de zero no Imposto de Importação, o que num segundo momento deverá refletir ainda mais na redução do emprego e dos investimentos futuros", acrescentou o IDV.

Em junho, as Frentes Parlamentares Comércio e Serviços, do Ambiente de Negócios, Pelo Brasil Competitivo e de Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, entre outras, divulgaram uma manifestação sobre o tema.

"Defender a isonomia tributária não significa defender privilégios. Significa assegurar que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras e contribuam de forma equivalente para o desenvolvimento do país. É justamente por isso que defendemos um princípio simples, compreensível e justo: Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro", diz o documento.

Já a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviços e importadores, como Alibaba, Amazon e Shein, entre outros, avaliou ser "natural e esperada" a alta registrada nas importações de baixo valor após a revogação da taxa das blusinhas.

A entidade ressalta, no entanto, que esse movimento de maior demanda deve ser analisado com "cautela". Diz que a antecipação de compras era esperada diante da isenção do imposto, mas que, segundo especialistas, é necessária uma janela de, no mínimo, seis meses para avaliar se o atual crescimento se sustentará.

"A isenção do imposto federal é um avanço para a democratização do consumo, pois promove inclusão social, reduz desigualdades e movimenta a economia (…) Os dados, em geral, evidenciam o impacto desproporcional da tributação sobre os consumidores de menor renda, mostram a complementariedade entre plataformas e o varejo brasileiro, além de reforçar a importância de garantir segurança jurídica e previsibilidade para o e-commerce internacional", acrescentou a Amobitec.

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China critica tarifas dos EUA e reforça apoio ao Brasil contra o que chama de interferência externa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O Ministério do Comércio da China expressou nesta segunda-feira (27) "firme oposição" às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos do país sob a alegação de combate ao trabalho forçado. A diplomacia chinesa classificou as medidas tarifárias unilaterais como "injustificadas" e cobrou que Washington "corrija práticas erradas" e cancele as taxações.

A reação ocorre após os EUA aplicarem novas tarifas de 10% e 12,5% sobre mercadorias de 60 parceiros comerciais — incluindo a União Europeia, o Brasil e a própria China, que recebeu a taxa de 12,5%.

Washington justificou a medida alegando que esses países falharam em restringir importações ligadas ao trabalho degradante.

O governo chinês rebateu as acusações dos Estados Unidos e criticou o histórico do país na área trabalhista.

"Desta vez, Washington iniciou novamente uma investigação sob a Seção 301 e impôs tarifas unilaterais com base em 'trabalho forçado', que é um ato típico de unilateralismo e protecionismo, e a China se opõe firmemente. A China tem consistentemente se oposto ao trabalho forçado e estabeleceu um sistema abrangente de leis e regulamentos trabalhistas. Em contraste, os EUA não apenas falharam em ratificar a Convenção sobre Trabalho Forçado de 1930, como também há muito tempo manipularam a questão", declarou o ministério.

Apesar de alertar que reserva o direito de "tomar todas as medidas necessárias", Pequim indicou disposição para manter o diálogo "baseado em respeito mútuo, igualdade e benefício mútuo".

O órgão chinês ressaltou que os EUA haviam prometido durante negociações que tarifas de reposição não ultrapassariam 20% — limite dentro do qual a nova alíquota de 12,5% se mantém —, evitando assim dinamitar por completo a trégua comercial antes da possível visita do presidente Xi Jinping a Washington, em setembro.

Além do tema tarifas, a China criticou a possibilidade de os Estados Unidos abrirem uma investigação sobre o setor chinês de inteligência artificial, acusando Washington de promover um "hegemonismo por IA" e de recorrer a medidas unilaterais para conter o avanço tecnológico do país. Pequim também condenou o que classificou como "difamação" e ameaças de sanções contra empresas chinesas do setor.

O governo chinês afirmou que acompanhará os desdobramentos e prometeu adotar "todas as medidas necessárias" para proteger os direitos e interesses de suas empresas. A reação amplia a lista de atritos entre as duas maiores economias do mundo, que já disputam espaço em áreas como comércio, semicondutores e inteligência artificial.

O endurecimento do tom chinês contra a Casa Branca coincide com um gesto direto de aproximação estratégica com o governo brasileiro. Na noite de domingo (26), Xi Jinping conversou por telefone por mais de uma hora com o presidente Lula.

Na conversa, Xi afirmou a Lula que valoriza o status internacional do Brasil e garantiu suporte político ao país "na defesa de sua soberania e independência, na oposição à interferência externa e na contribuição para a manutenção da paz e da estabilidade regional e mundial".

Pequim acrescentou que, "diante de novas circunstâncias e desafios", ambas as nações devem se posicionar "firmemente do lado certo da história".

Em meio ao aumento das tensões comerciais com os EUA, especialistas avaliam que a diversificação de mercados se torna ainda mais estratégica para países exportadores como o Brasil.

A busca por novos destinos para as vendas externas ajuda a reduzir a dependência de um único parceiro comercial, dilui riscos e pode amenizar os impactos de barreiras tarifárias e disputas geopolíticas sobre setores mais expostos ao mercado americano. É na esteira desse cenário que o Brasil tenta se aproximar ainda mais dos chineses.

Em nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o governo brasileiro informou que a conversa tratou da "implementação das sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países", sem citar abertamente o pacote tarifário imposto pelo governo de Donald Trump.

Para mitigar a dependência e amortecer os impactos do protecionismo americano, os dois presidentes concordaram sobre a urgência de acelerar as negociações para a criação de um acordo comercial entre o Mercosul e a China, prevendo as flexibilidades necessárias para o bloco sul-americano.

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Petróleo cai mais de 6% após pausa nos ataques entre EUA e Irã

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O preço do petróleo caiu nesta segunda-feira (27). A queda ocorre após Estados Unidos e Irã suspenderem temporariamente os ataques mútuos no fim de semana.

A pausa nos bombardeios reduziu as preocupações com o fornecimento global da commodity. O recuo das tensões também enfraqueceu o dólar perante outras moedas estrangeiras.

No domingo (26), o embaixador americano na ONU afirmou que Donald Trump dá espaço ao diálogo. Em resposta, o governo iraniano suspendeu seus bombardeios de retaliação.

Nesta segunda-feira (27), o Irã negou qualquer negociação em andamento com Washington. O porta-voz do país refutou que Teerã tenha solicitado conversas com o governo americano.

Apesar do alívio, a Guarda Revolucionária do Irã interceptou navios no Estreito de Ormuz. A passagem concentra cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo.

Os preços do petróleo caem forte nesta segunda-feira (27), depois que Estados Unidos e Irã interromperam temporariamente a troca de ataques no fim de semana.

A pausa aumentou a expectativa de que os dois países possam evitar uma nova escalada do conflito, reduzindo o temor de problemas no fornecimento mundial de petróleo.

🔍 Por volta das 7h48 (horário de Brasília), o barril do petróleo Brent, referência internacional usada pelo Brasil, recuava cerca de 6,68%, sendo negociado perto de US$ 85. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também registrava queda superior a 6%, cotado a US$ 83,26.

Em Wall Street, os contratos futuros do S&P 500 subiam cerca de 1%, enquanto os do Nasdaq avançavam aproximadamente 1,6% e os do Dow Jones, 1%. Na Europa, o índice Stoxx 600 ganhava cerca de 0,7%, com destaque para ações de companhias aéreas e do setor de turismo, beneficiadas pela expectativa de combustíveis mais baratos. Em contrapartida, empresas de petróleo registravam perdas com a queda do preço do barril.

O euro avançava cerca de 0,3% em relação à moeda americana, enquanto o dólar recuava aproximadamente 0,2% frente ao iene japonês. A melhora no apetite por risco também reduziu a busca por ativos considerados mais seguros.

Na semana passada, o petróleo disparou com o agravamento do conflito entre EUA e Irã. O mercado temia que os confrontos afetassem a produção e o transporte da commodity, o que reduziria a oferta e faria os preços subirem.

Agora, a pausa nos ataques diminuiu parte dessa preocupação. Investidores passaram a apostar que o conflito pode ser resolvido por meio da diplomacia, ainda que não exista um acordo de paz.

No domingo (26), o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que o presidente Donald Trump está dando "algum espaço ao diálogo" com o Irã. Em resposta, o governo iraniano informou que também suspendeu seus ataques de retaliação enquanto os americanos mantiverem a pausa.

Apesar disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira que não há negociações em andamento entre os dois países e negou que Teerã tenha solicitado conversas com Washington.

Mesmo com a redução das tensões, o mercado continua atento à situação no *Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo.

A passagem é responsável por cerca de 20% das exportações globais da commodity. Nas últimas 24 horas, segundo a imprensa estatal iraniana, seis navios foram impedidos pela Guarda Revolucionária de atravessar o estreito após tentarem utilizar uma rota considerada irregular.

No dia anterior, outros quatro navios também haviam sido interceptados. Apesar da pausa nos bombardeios, a circulação de petróleo na região ainda enfrenta restrições, o que mantém parte da incerteza no mercado.

Além disso, continuam as preocupações com ataques de rebeldes houthis, aliados do Irã, a instalações ligadas ao petróleo na região do Mar Vermelho.

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Após tarifaço de Trump, Lula discute acordo China-Mercosul com Xi Jinping

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O presidente Lula e o líder chinês, Xi Jinping, conversaram por telefone no domingo (26). Eles defenderam a cooperação bilateral e o acordo entre Mercosul e China.

O contato ocorreu dias após os Estados Unidos implementarem uma tarifa de 25% sobre exportações brasileiras e anunciarem uma nova taxa de 12,5%.

A China ressaltou que ambos devem se posicionar "firmemente do lado certo da história" e apoiar o Brasil na defesa de sua soberania.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone na noite de domingo (26) e defenderam o aprofundamento da cooperação bilateral em áreas estratégicas, além da aceleração das negociações para um acordo entre o Mercosul e a China.

Em nota, o governo brasileiro afirmou que a ligação durou mais de uma hora e tratou "da implementação das sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países".

"O presidente Lula ressaltou que seu governo segue comprometido com a diversificação de mercados e parceiros comerciais. Ambos coincidiram a respeito da importância de acelerar as tratativas para um acordo MERCOSUL-China, que contemple as necessárias flexibilidades", diz ainda o comunicado.

A ligação telefônica veio poucos dias após a entrada em vigor de uma nova tarifa de 25% implementada pelo governo de Donald Trump contra parte das exportações brasileiras.

Na semana passada, os Estados Unidos também anunciaram uma segunda tarifa, de 12,5%, contra 60 de seus parceiros comerciais — entre eles o Brasil —, sob a alegação de que teriam falhado em combater adequadamente o trabalho forçado.

A nota do Planalto não cita explicitamente o tarifaço como um dos temas discutidos na ligação entre Xi Jinping e Lula.

Em sua própria nota sobre a conversa, o governo chinês ressaltou que "diante de novas circunstâncias e desafios", Brasil e China devem se posicionar "firmemente do lado certo da história" e desempenhar um papel maior "na reforma e no aprimoramento do sistema de governança global, e na defesa da equidade e da justiça internacionais".

Ainda segundo Pequim, Xi teria afirmado na ligação que a China valoriza muito "o status internacional e a importante influência do Brasil", e apoia o país "na defesa de sua soberania e independência, na oposição à interferência externa e na contribuição para a manutenção da paz e da estabilidade regional e mundial".

"Xi Jinping afirmou que a China está pronta para fortalecer ainda mais a coordenação estratégica bilateral e multilateral com o Brasil, mantendo assim o ímpeto positivo na construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado", diz a nota.

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Ministro da Fazenda diz que Brasil está melhor que a Argentina e chama Milei de ‘palhaço’

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,081-0,06%Dólar TurismoR$ 5,282-0,19%Euro ComercialR$ 5,777-0,13%Euro TurismoR$ 6,020-0,24%B3Ibovespa174.042 pts-1,52%Oferecido por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a economia brasileira está melhor do que a Argentina e classificou o presidente do país vizinho, Javier Milei, de "palhaço".

Durante entrevista para a Rádio Jornal, de Pernambuco, o ministro afirmou que o risco país brasileiro está melhor do que o argentino, e que o Brasil está com mínima de desemprego, de inflação, e recordes na balança comercial, assim como safra expressiva e desmatamento em queda.

"O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco país da Argentina é muito mais alto, a divida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta", declarou o ministro da Fazenda.

O presidente argentino Javier Milei veio ao Brasil neste fim de semana para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, oponente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições para presidente da República.

O Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil para transmitir repulsa sobre falas do presidente argentino Javier Milei

Dario Durigan afirmou que "Não dá pra entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse".

"Não estou dizendo que está tudo resolvido. Juros [altos] que afetam todo mundo, agricultores, família empresas. Eu tenho que pagar juros altos pra rolar a divida, me incomoda muito", acrescentou.

O ministro avaliou, ainda, que para reduzir os juros brasileiros, é preciso diminuir os gastos obrigatórios, manter a regra para as contas públicas vigente (o chamado "arcabouço fiscal"), ou até mesmo "endurecer um pouco mais" a norma, além de modernizar o Estado.

Ele afastou a possibilidade de recessão na economia brasileira em 2027. "Se fala em recessão porque, como o juro está alto, tende a desacelerar. Nossa projeção é de 2% [de alta do PIB em 2027], mas tem gente falando em 1% [de crescimento]. Não é recessão. Taxa de juros altos tem esse papel, desaquecer economia. Economia vai desacelerar, mas falar em recessão é um exagero", concluiu.

Durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência neste sábado (27), o presidente argentino Javier Milei fez um discurso em espanhol que durou quase meia hora.

Ele chamou Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de "lixo careca" por ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro.

Milei, que tenta se posicionar como o líder da direita na América Latina, associou a candidatura de Flávio a uma "transformação política em curso" na região.

Segundo ele, países da América Latina estão se alinhando à direita e abandonando a esquerda, movimento ao qual o Brasil pode se juntar com a eventual eleição de Flávio.

A vinda do presidente argentino ao Brasil ocorre em meio à sua baixa popularidade, catapultada por um escândalo recente de corrupção em seu governo e pelas dificuldades econômicas vividas em seu país.

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Fabricante de chips vira a empresa mais valiosa da China após estreia histórica na bolsa

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 08:51

Tecnologia Fabricante de chips vira a empresa mais valiosa da China após estreia histórica na bolsa Ações da CXMT dispararam 466% no primeiro dia de negociações, após a maior oferta pública inicial da Ásia neste ano. Por Reuters

As ações da CXMT Corp dispararam 466% na estreia na Bolsa de Xangai nesta segunda-feira (27). A empresa tornou-se a mais valiosa do mercado acionário chinês.

A fabricante é importante na estratégia de Pequim para a indústria de semicondutores. Os papéis fecharam cotados a 49 iuanes no dia da estreia.

O valor de mercado da CXMT atingiu 3,3 trilhões de iuanes. Com isso, a fabricante superou o Banco Industrial e Comercial da China em valor acionário.

Cerca de 141,1 bilhões de iuanes em ações da CXMT foram negociados em Xangai. O volume diário superou 100 bilhões de iuanes na estreia.

A forte valorização da CXMT levantou preocupações sobre uma possível bolha. O crescimento permitiu elevar os preços cobrados de clientes como a Huawei.

As ações da CXMT Corp dispararam 466% em sua estreia na Bolsa de Xangai nesta segunda-feira (27), após a maior oferta pública inicial (IPO) da Ásia neste ano.

O desempenho levou a fabricante de chips ao posto de empresa mais valiosa do mercado acionário chinês, apesar da recente queda das ações de tecnologia em todo o mundo.

Com o endurecimento das restrições dos EUA, a disputa global pelo mercado de chips se intensificou. Nesse cenário, a CXMT se tornou uma peça importante da estratégia de Pequim para desenvolver uma indústria nacional de semicondutores e reduzir a distância em tecnologias estratégicas, como a inteligência artificial.

As ações fecharam cotadas a 49 iuanes (cerca de R$ 38), ante o preço de oferta de 8,66 iuanes por papel (aproximadamente R$ 6,70), depois de atingirem a máxima intradiária de 55,03 iuanes (cerca de R$ 42,50).

A valorização elevou o valor de mercado da CXMT para 3,3 trilhões de iuanes (cerca de R$ 2,5 trilhões), ante os US$ 85,5 bilhões (aproximadamente R$ 470 bilhões) registrados durante o processo de IPO.

A estreia colocou a CXMT como a empresa de maior valor de mercado da bolsa chinesa, superando o Banco Industrial e Comercial da China, líder histórico nesse ranking.

O desempenho da fabricante de chips no primeiro dia também superou com folga o da China Resources New Energy, cujas ações mais que dobraram de valor após uma oferta pública inicial (IPO) de US$ 3,6 bilhões no início deste mês.

A forte estreia mostra quanto os investidores estão dispostos a pagar por uma importante fabricante chinesa de chips, mesmo em um momento de volatilidade nos mercados locais após uma onda de vendas ligada ao setor de inteligência artificial.

Cerca de 141,1 bilhões de iuanes em ações da CXMT foram negociados em Xangai nesta segunda-feira, tornando a empresa a primeira ação da classe A a superar 100 bilhões de iuanes em volume negociado em um único dia, segundo a imprensa local.

As ações da fabricante chinesa de chips caíram 0,4%, enquanto outros papéis do setor avançaram 0,8%, à medida que gestores de fundos se reposicionavam para comprar ações da CXMT.

A forte valorização da CXMT, que passou a valer quase metade de sua rival americana Micron, também levantou preocupações sobre a possibilidade de uma bolha.

O crescimento da empresa no mercado chinês permitiu que ela elevasse os preços cobrados de clientes do setor de tecnologia, como a Huawei.

"As ações da CXMT estão muito caras e cheiram a especulação", afirmou Yuan Yuwei, gestor de fundos de hedge da Trinity Synergy Investments. Segundo ele, "é difícil dizer se esse otimismo é sustentável".

Empresas ligadas à inteligência artificial, incluindo fabricantes de chips, lideraram os ganhos dos mercados acionários globais neste ano.

Nos últimos meses, porém, as preocupações com avaliações consideradas elevadas e as dúvidas sobre se os altos investimentos em inteligência artificial serão capazes de aumentar os lucros rapidamente têm reduzido o entusiasmo dos investidores.

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O fazendeiro que quis abandonar o narcotráfico na Colômbia, mas não pôde

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 04:53

Agro O fazendeiro que quis abandonar o narcotráfico na Colômbia, mas não pôde Colombianos que cultivam a matéria-prima da cocaína lamentam a falta de apoio para ajudá-los a mudar de cultura. Por BBC

O agricultor Perea e outros produtores voltaram a cultivar coca na Colômbia após atrasos no apoio governamental. O plantio no país atinge o recorde de 250 mil hectares.

Lançado em 2017 após o acordo de paz com as Farc, o programa PNIS prometeu apoio financeiro a cerca de 100 mil famílias em troca da erradicação.

A iniciativa perdeu força em 2018 sob Iván Duque. Apesar de atrasos, a agricultora Doralba Bejarano relatou melhorias após a posse de Gustavo Petro em 2022.

O pesquisador Michael Weintraub aponta que a demanda internacional por cocaína e a atuação de grupos armados rurais mantêm o cultivo ativo em território colombiano.

No ano passado, o governo iniciou o programa RenHacemos para corrigir falhas do PNIS. A nova estratégia prevê diversificar economias locais e melhorar a infraestrutura regional.

O agricultor de coca Perea diz que não recebeu o apoio financeiro necessário para deixar de cultivar a planta — Foto: BBC

Quando Perea parou de cultivar coca, a matéria-prima usada para produzir cocaína, ele jurou nunca mais plantá-la.

Ele arrancou os arbustos verdes de sua pequena propriedade em uma área remota da província de Meta, na Colômbia — acessível apenas por via fluvial — e os substituiu por culturas legais, como mandioca e banana.

Perea foi um dos milhares de agricultores que aderiram a um programa governamental de substituição de cultivos, criado para ajudá-los a abandonar o plantio de coca.

No entanto, grande parte da assistência prometida nunca chegou, e a falta de estradas, somada às inundações recorrentes, dificultava a venda de sua produção.

Em 2024, desiludido, ele voltou a cultivar coca. "É uma tragédia", diz Perea. "Mas, quando você tem filhos e não tem trabalho, que escolha lhe resta? Se a ajuda nunca chega, você volta a cultivar a planta."

A folha de coca é uma cultura ancestral tradicionalmente usada por comunidades indígenas em chás e medicamentos. No entanto, hoje, a maior parte dela é processada para a produção de cocaína. Estima-se que 70% da oferta global dessa droga ilegal provenha da Colômbia.

"A coca apresenta algumas vantagens importantes em relação a outras culturas", afirma Lucas Marín Llanes, pesquisador colombiano especializado na economia da coca e em estratégias de substituição de cultivos. "As colheitas são rápidas — os agricultores conseguem realizar três ou quatro por ano —, o transporte é mais fácil e eles sabem por qual preço venderão."

Pesquisas das quais Marín participou indicam que o cultivo de coca também pode impulsionar as economias locais, tendo elevado o PIB municipal em até 10% em algumas áreas entre 2014 e 2019.

Programas de substituição foram criados para ajudar os agricultores colombianos de coca a abandonar essa cultura e desenvolver meios de subsistência legais.

Contudo, atualmente, o plantio de coca atinge níveis recordes, ultrapassando 250 mil hectares, e muitos colombianos participantes desses programas relatam sentir-se decepcionados.

Elena Hernández mudou-se para a região de cultivo de coca de Guaviare durante o "boom" da década de 1990, atraída por uma remuneração melhor. "Havia mais dinheiro naquela época; via-se isso em toda parte", diz ela. "Consegui economizar e comprar uma casa pequena."

Mas a indústria da coca também trouxe violência e insegurança. Grupos armados disputavam o controle, enquanto o governo tentava conter a produção por meio da erradicação manual, fumigação aérea e prisões.

Esses esforços cortaram a renda das famílias, mas não conseguiram impedir o cultivo. Por isso, quando um programa nacional de substituição foi lançado pelo governo da época, em 2017, Hernández não hesitou em aderir, juntando-se a cerca de 100 mil famílias às quais foi prometido apoio financeiro em troca de abandonar o cultivo de coca.

Cada família deveria receber 36 milhões de pesos colombianos, hoje equivalentes a cerca de R$ 57 mil, pagos ao longo de dois anos.

"Da forma como nos foi apresentado, parecia muito promissor para o desenvolvimento do nosso território", diz Hernández.

Conhecida como Programa Nacional Integral de Substituição de Cultivos Ilícitos (PNIS), a iniciativa surgiu do acordo de paz de 2016 entre o governo e o maior grupo guerrilheiro da Colômbia, as FARC.

Em troca da erradicação de suas plantações de coca, os agricultores também receberiam apoio técnico — inclusive de agrônomos — e orientações sobre o manejo do solo.

Embora já existissem programas de substituição anteriormente, eles tinham alcance limitado. O PNIS foi a tentativa mais ambiciosa até o momento — e, a princípio, parecia estar funcionando.

Em partes do sul de Meta e em Guaviare, as plantações de coca foram substituídas por limoeiros, cultivos de banana e pequenas criações de animais. Muitos agricultores, como Hernández, mantiveram-se afastados da coca.

"O governo não estava muito comprometido conosco, agricultores. Fomos maltratados", explica Hernández, apontando problemas que surgiram logo no início.

Houve atrasos nos pagamentos e, com frequência, o apoio técnico não se concretizava. A presença estatal precária nas áreas rurais e a falta de coordenação entre os órgãos faziam com que o apoio muitas vezes não chegasse às comunidades.

O ímpeto do programa diminuiu à medida que as prioridades políticas mudaram. Iván Duque, que assumiu a presidência da Colômbia em 2018, redirecionou a abordagem do governo para estratégias de erradicação e segurança.

Quando o atual presidente, Gustavo Petro, assumiu o cargo em 2022, o PNIS estava atrasado e enfrentava dificuldades para chegar às comunidades.

Doralba Bejarano diz que tem tranquilidade após deixar de cultivar folhas de coca para a indústria da cocaína — Foto: BBC

Mas alguns agricultores relataram melhorias. Para Doralba Bejarano, de Puerto Rico, no sul de Meta, a situação melhorou à medida que o apoio, antes paralisado, começou a chegar.

"Antes do programa, vivíamos aterrorizados", diz ela. "Tínhamos que esconder a pasta de coca porque a polícia e os militares nos prendiam."

A pasta de coca é uma forma mais concentrada da planta, usada na produção de cocaína, o que permite aos produtores ganhar mais do que com a venda das folhas in natura.

Agora, ela diz ter tranquilidade: "Vou aonde quero. Não tenho motivos para me esconder." Conta que muitas pessoas de sua comunidade estão recebendo apoio do governo para promover e vender culturas que não são de coca, bem como outros produtos alimentícios.

Os desafios enfrentados pela substituição de cultivos também são impulsionados por forças que transcendem as fronteiras da Colômbia — a demanda contínua e enorme por cocaína nos EUA e na Europa, bem como o surgimento de novos mercados em outras regiões.

"Neste momento, há uma demanda crescente e, portanto, haverá oferta para atendê-la", afirma Michael Weintraub, codiretor do Centro de Estudos sobre Segurança e Drogas da Universidade dos Andes, sediado em Bogotá, a capital colombiana. "Isso significa que a Colômbia continuará cultivando coca em um futuro próximo."

Weintraub também descreve o cenário de segurança na Colômbia como "frágil", o que dificulta a atuação eficaz de programas de substituição em muitas áreas rurais.

Embora o acordo de paz de 2016 tenha levado à desmobilização de grande parte das FARC, outros grupos armados ocuparam o vácuo deixado, passando frequentemente a controlar rotas de tráfico e as economias locais.

O atual governo tem buscado enfrentar essa situação por meio de sua política de "Paz Total", que envolve negociações de paz com diversos grupos armados e facções criminosas. No entanto, analistas apontam que os avanços têm sido limitados.

No ano passado, o governo iniciou a implementação do RenHacemos — um programa de substituição que visa aproveitar a base do PNIS e, ao mesmo tempo, corrigir suas falhas — em áreas-piloto.

Além de oferecer apoio financeiro aos agricultores, o programa concentra-se na diversificação das economias locais, indo além da simples substituição da cultura agrícola. O suporte mais amplo incluirá melhorias na infraestrutura viária, acesso ao ensino superior, conectividade digital e melhores condições de moradia.

"A coca é um negócio", afirma Gloria Miranda, diretora do órgão governamental responsável pela substituição de cultivos ilícitos na Colômbia.

"É uma atividade criminosa, mas funciona como qualquer outro negócio. O RenHacemos visa substituir não apenas a planta de coca, mas toda a economia que a cerca — desde o processamento e a agroindústria até o transporte e a logística."

No entanto, para muitos analistas, persistem dúvidas sobre se tais abordagens podem gerar mudanças duradouras. Llanes afirma que o crescimento contínuo do cultivo de coca demonstra que as intervenções recorrentes não funcionaram.

Perea mostra-se cético quanto à possibilidade de receber, em breve, apoio do governo para abandonar o cultivo de coca — tanto ele quanto seus vizinhos.

"O Estado nos abandonou completamente", diz ele, em meio aos pés de coca que cercam seu barraco de madeira desgastada. "Vivemos um dia de cada vez; às vezes, até nos falta comida."

Por enquanto, ele diz que continuará cultivando coca — não por ser um criminoso, mas porque, segundo ele, essa é a sua única opção. "Nós não somos os traficantes; se eu fosse, não estaria vivendo como vivo."

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A inteligência artificial vai ajudar você no trabalho ou roubar seu emprego? Veja os cargos mais afetados

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 27/07/2026 03:51

Trabalho e Carreira A inteligência artificial vai ajudar você no trabalho ou roubar seu emprego? Veja os cargos mais afetados Empresas de IA fazem grandes promessas sobre substituir trabalhadores por suas ferramentas. Nossos gráficos mostram o que realmente está acontecendo. Por BBC

Empresas de inteligência artificial prometem substituir ou ampliar a mão de obra humana. Líderes globais investem quantias elevadas nessas ferramentas para economizar custos de pessoal.

Atualmente, grandes modelos de linguagem resolvem tarefas complexas de até 1 hora. Eles identificam falhas em contratos de criptomoedas e otimizam seus próprios sistemas.

Estudo de Stanford aponta queda de 2,7% no emprego de jovens após o ChatGPT. O índice atinge 12,8% em setores muito expostos, como finanças e software.

O consumo de tokens teve aumento impressionante em 2026 com uso de sistemas automáticos. Isso gerou contas astronômicas e racionamento do recurso.

Os custos elevados indicam limites para a automação do trabalho. Por isso, companhias migram para modelos chineses gratuitos e mais baratos.

Empresas de inteligência artificial (IA) estão fazendo grandes promessas sobre a capacidade de suas ferramentas de substituir a mão de obra humana. Alguns empregos serão automatizados, enquanto outros serão ampliados.

Os líderes das maiores empresas do mundo estão destinando quantias vultosas a essas ferramentas, em parte porque sabem que podem economizar com custos de pessoal.

"Estabilidade é a nova tendência de crescimento": é o que se diz sobre o tamanho das equipes, à medida que investidores questionam se as tarefas devem ser realizadas por novos contratados ou por exércitos de "agentes de IA" (trabalhadores virtuais encarregados de funções específicas, algumas das quais exigem qualificações consideráveis).

Se houver apenas um fundo de verdade nisso, todos seremos impactados, em diversos setores, e talvez isso aconteça mais cedo do que imaginamos.

Economistas ganhadores do Prêmio Nobel alertaram recentemente que o mundo "precisa agir agora" para garantir que a IA promova a elevação dos padrões de vida, em vez de causar o deslocamento de trabalhadores em larga escala.

Além disso, no mês passado, empresas de Londres relataram dificuldades em encontrar as competências necessárias, à medida que a IA transforma o mercado de trabalho. Ainda é cedo, mas já se observam alguns padrões notáveis ​​nos dados.

Este gráfico serve como referência no setor para avaliar como diversos modelos de IA conseguem realizar tarefas antes executadas por humanos — neste caso, envolvendo o uso e o desenvolvimento de software.

Essa métrica revelou que, há três anos, os grandes modelos de linguagem, chamados de LLMs, só conseguiam realizar com confiabilidade tarefas que humanos completavam em questão de segundos ou minutos. Atualmente, eles são capazes de executar tarefas bastante complexas que levam cerca de uma hora.

Hoje, alguns LLMs conseguem identificar falhas em contratos de criptomoedas e até mesmo desenvolver e otimizar o próprio modelo, atividades que exigiriam várias horas de trabalho humano.

A geração mais recente de modelos poderá começar a desenvolver a si mesma integralmente no próximo ano ou pouco depois.

Embora isso se restrinja à programação de software, observa-se um padrão semelhante — ainda em estágio inicial — em áreas como análise financeira, trabalhos jurídicos preliminares e até mesmo em algumas funções de nível inicial na indústria criativa.

As análises mais abrangentes disponíveis vêm dos Estados Unidos e utilizam dados de quatro anos sobre resultados de emprego por faixa etária em diversas ocupações — tanto nas mais expostas à IA (incluindo desenvolvedores de software e profissionais de atendimento ao cliente) quanto nas menos expostas (profissionais de saúde, cuidadores de crianças e cabeleireiros).

Uma análise da Universidade de Stanford, na Califórnia, aponta uma queda de 2,7% no nível de emprego entre jovens de 22 a 25 anos desde a popularização do ChatGPT. Esse índice chega a 12,8% nos setores mais expostos à IA, como finanças, software e indústrias criativas.

Nem todos os economistas concordam com essa conclusão, argumentando que outros fatores, como a alta das taxas de juros, podem explicar o fenômeno.

Há muitos outros fatores envolvidos, além das taxas de juros e até dos impostos. No entanto, vale destacar uma análise recente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) sobre a diferença nas ofertas de emprego entre setores considerados altamente expostos (como telemarketing e serviços jurídicos) — segundo a metodologia específica da organização — e setores menos expostos (construção civil, limpeza e preparação de alimentos).

O Reino Unido foi significativamente afetado nessa métrica em um momento em que as taxas de juros estavam estáveis ​​ou sendo reduzidas.

O fenômeno também antecede o aumento da contribuição previdenciária, a chamada National Insurance, que aconteceu no ano passado.

Segundo a maioria dos indicadores internacionais, a concentração do setor de serviços no Reino Unido deixa o país exposto a possíveis perdas de empregos decorrentes da IA.

O uso de IA é medido em tokens, que são pequenos fragmentos de texto utilizados pelos sistemas de IA para compreender, analisar e gerar linguagem. Em média, um token equivale aproximadamente a três quartos de uma palavra em inglês.

Observou-se um aumento impressionante no uso de IA em 2026, e o crescimento no consumo de tokens superou amplamente a redução do custo por token.

As principais empresas do mundo que utilizam IA implementaram "rankings de consumo de tokens" para tentar fazer com que seus funcionários obtivessem o máximo possível de ganho de produtividade a partir dos modelos mais avançados.

Trilhões — e por vezes quadrilhões — de tokens foram consumidos nos últimos meses, principalmente em "uso de agentes", ou seja, por sistemas capazes de realizar tarefas automaticamente.

O problema é que isso gerou contas astronômicas, a ponto de muitas dessas empresas começarem a racionar o uso desses modelos.

Isso é importante. Pode indicar que existem limites para a quantidade de trabalho que pode ser automatizada. Os trabalhadores virtuais podem acabar saindo mais caros do que os humanos.

Tudo depende da tarefa. Um fator a ser observado, no entanto, é que muitas empresas — inclusive as ocidentais — estão migrando para formas de IA muito mais baratas, derivadas de modelos chineses disponibilizados gratuitamente no mercado.

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Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 27/07/2026 02:56

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês Após criar uma escola de equitação com R$ 4 mil investidos, empreendedora transformou o negócio em cursos e imersões realizados em diferentes estados do país. Por PEGN

Após sonhar em ter um cavalo desde criança, a empreendedora abriu uma escola de equitação com R$ 4 mil e transformou a paixão em profissão.

Erros na gestão e na precificação marcaram o início da empresa, que foi profissionalizada com cursos e formação em gestão.

A procura de alunos de outros estados levou à mudança do modelo de negócio. Hoje, ela ministra cursos pelo Brasil e fatura, em média, R$ 60 mil por mês.

As imersões combinam técnicas de equitação e desenvolvimento pessoal, com foco no público feminino.

Quando criança, Maria Jordana ouviu dos pais que, para ter um cavalo, precisaria juntar dinheiro. A resposta não a desanimou. Com uma caixa de miçangas e linha de anzol, começou a produzir pulseiras para vender.

Era o primeiro passo de uma trajetória empreendedora que, anos depois, transformaria a paixão pelos animais em um negócio com faturamento médio mensal de R$ 60 mil. Natural de Goiás, Jordana construiu sua carreira em torno dos cavalos.

O sonho de infância se concretizou quando ganhou seu primeiro animal, o Silver. Mas logo veio uma das primeiras lições sobre escolhas e renúncias. Ao decidir competir na modalidade de três tambores, precisou vender o cavalo para comprar uma égua adequada às competições.

A decisão foi difícil, mas marcou uma filosofia que ela carrega até hoje. Anos depois, ao conquistar estabilidade financeira, conseguiu recomprar Silver e trazê-lo de volta para sua vida.

Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

O interesse pelos cavalos evoluiu para um projeto profissional. Com um investimento inicial de R$ 4 mil, valor acumulado a partir do estágio que fazia na época, Jordana abriu uma escola de equitação em Catalão (GO). O começo, no entanto, foi cheio de desafios.

Ela conta que precisou aprender na prática conceitos básicos de gestão, como precificação e administração financeira. Em vários momentos, cobrava abaixo do valor justo para conquistar clientes e acabava comprometendo a rentabilidade do negócio.

A virada aconteceu após um grave acidente. Durante um treinamento, um cavalo caiu sobre ela, causando uma fratura no quadril. O período de recuperação, que incluiu cadeira de rodas e meses de fisioterapia, tornou-se um momento de reflexão.

Enquanto estava afastada das atividades, começou a desenhar em um caderno o futuro da empresa. Ao voltar a caminhar, colocou em prática os planos para estruturar melhor a escola e investir na profissionalização do negócio.

A formação em Gestão de Empresas ajudou a consolidar esse processo. Paralelamente, Jordana buscou especializações na área equestre, incluindo cursos de gestão de centros equestres e estudos sobre horsemanship, método que busca compreender o comportamento dos cavalos e fortalecer a relação entre animal e cavaleiro sem o uso de técnicas coercitivas.

Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

Com o crescimento da escola, alunos de diferentes cidades passaram a procurá-la. O ponto de virada para um novo modelo de negócio aconteceu quando uma cliente do Mato Grosso a convidou para ministrar um curso a mais de 1.400 quilômetros de distância.

A experiência deu certo. O curso foi divulgado nas redes sociais e novas oportunidades surgiram em diferentes estados. Aos poucos, Jordana percebeu que poderia ampliar seu alcance transformando a escola física em uma operação itinerante.

Hoje, ela realiza imersões em parceria com centros equestres espalhados pelo Brasil. Os cursos, que duram três dias e custam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, combinam aulas práticas, manejo dos animais, técnicas de equitação e atividades voltadas ao desenvolvimento pessoal.

Entre os formatos oferecidos, um dos mais procurados é o "Só Para Elas", programa voltado exclusivamente ao público feminino.

A proposta vai além do aprendizado técnico. As participantes encontram nos cavalos uma ferramenta para trabalhar liderança, confiança, autoconhecimento e superação de desafios pessoais.

Os encontros costumam reunir mulheres de diferentes perfis, incluindo empresárias, executivas e profissionais em busca de novas experiências. Muitas relatam que as vivências com os animais ajudam a desenvolver competências que também são aplicadas no ambiente corporativo.

Para Jordana, esse é justamente o diferencial do negócio. Mais do que ensinar a montar ou conduzir um cavalo, ela busca criar conexões capazes de gerar transformações duradouras.

Hoje, ao olhar para a própria trajetória, a empreendedora vê a realização de um sonho que começou na infância. E acredita que o verdadeiro legado do negócio não está apenas nos números, mas no impacto que consegue deixar na vida das pessoas.

“Você precisa ter visão, ação e propósito. Ver uma oportunidade, agir para fazê-la acontecer e entender por que está fazendo aquilo. É isso que sustenta um negócio no longo prazo”, afirma.

Empreendedora transforma paixão por cavalos em negócio itinerante que fatura R$ 60 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

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