RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Contas públicas têm déficit de R$ 55,3 bilhões em junho

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0850,47%Dólar TurismoR$ 5,2820,21%Euro ComercialR$ 5,831-0,09%Euro TurismoR$ 6,073-0,29%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,0850,47%Dólar TurismoR$ 5,2820,21%Euro ComercialR$ 5,831-0,09%Euro TurismoR$ 6,073-0,29%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,0850,47%Dólar TurismoR$ 5,2820,21%Euro ComercialR$ 5,831-0,09%Euro TurismoR$ 6,073-0,29%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

As contas do setor público consolidadas apresentaram um déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31).

🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário.

🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.

Na comparação com junho do ano passado, houve piora, uma vez que foi registrado um saldo negativo de R$ 47,1 bilhões naquele mês.

governo federal registrou saldo negativo de R$ 47,2 bilhões;estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 6,6 bilhões;empresas estatais apresentaram déficit de R$ 1,47 bilhão.

Fotografia aérea de Bento Vianna da Esplanada dos Ministérios, em Brasília — Foto: Bento Vianna/Arquivo pessoal

No acumulado do primeiro semestre deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 80,2 bilhões — o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 22 bilhões (0,35% do PIB).

Essa piora está relacionada, entre outros fatores, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional.

No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 93,4 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um déficit de R$ 12,3 bilhões nos seis primeiros meses de 2025.

Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.

De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhõesO texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação).Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 52 bilhões neste ano.Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 166 bilhões nas contas do setor público em junho.

➡️No acumulado em 12 meses até junho, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,32 trilhão, ou 10% do PIB.

🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano, patamar elevado.

Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,16 trilhão (8,8% do PIB) em doze meses até junho deste ano.

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Temu é acusada pela UE de não cooperar em investigação sobre possível ajuda da China

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 10:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0850,47%Dólar TurismoR$ 5,2820,21%Euro ComercialR$ 5,831-0,09%Euro TurismoR$ 6,073-0,29%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,0850,47%Dólar TurismoR$ 5,2820,21%Euro ComercialR$ 5,831-0,09%Euro TurismoR$ 6,073-0,29%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,0850,47%Dólar TurismoR$ 5,2820,21%Euro ComercialR$ 5,831-0,09%Euro TurismoR$ 6,073-0,29%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

A Comissão Europeia acusou nesta sexta-feira (31) a Temu de não cooperar em investigação sobre possíveis subsídios da China. A conduta pode gerar multa de até 1%.

A apuração ocorre sob o Regulamento de Subsídios Estrangeiros da União Europeia. O órgão cobrou dados de gestão e tecnologia de uma operação realizada em dezembro.

A Temu negou as acusações e afirmou cooperar com as autoridades. A empresa declarou que autofinancia suas atividades na Europa sem necessitar de subsídios.

O bloco aumentou o controle sobre plataformas chinesas, taxando pequenas encomendas desde 1º de julho. Em maio, a Temu recebeu multa de 200 milhões de euros.

A Comissão Europeia acusou nesta sexta-feira (31) a plataforma chinesa de comércio eletrônico Temu de não cooperar com uma investigação sobre possíveis benefícios recebidos pela empresa que poderiam ter dado uma vantagem competitiva no mercado europeu.

Segundo o órgão, a empresa não cumpriu pedidos de informações feitos durante uma operação realizada em dezembro na sede europeia da Temu, em Dublin, na Irlanda.

A falta de colaboração pode resultar em uma multa de até 1% do faturamento anual total da companhia.

A apuração é conduzida com base no Regulamento de Subsídios Estrangeiros da União Europeia, uma regra criada pelo bloco para investigar se empresas de fora da Europa receberam apoio de governos estrangeiros capaz de distorcer a concorrência.

A Comissão Europeia, que também atua como autoridade de concorrência da União Europeia, afirmou que os pedidos de informações feitos à Temu envolviam dados sobre a organização e gestão das operações da empresa no bloco, além de ferramentas, sistemas de tecnologia e registros relacionados às atividades da companhia na Europa.

"Esses pedidos diziam respeito à disponibilização de informações sobre a organização e gestão das atividades da Temu na UE e as ferramentas e sistemas de TI usados pela empresa para suas atividades na UE, bem como à disponibilização de livros e registros específicos sobre as atividades da empresa na UE", afirmou a Comissão em comunicado.

Em comunicado, a Temu afirmou discordar das acusações da Comissão Europeia e negou ter recebido subsídios estrangeiros que distorçam a concorrência.

A empresa disse que cooperou integralmente com a investigação e respondeu aos pedidos feitos pelas autoridades durante a inspeção.

"A companhia gera fluxos de caixa sustentados a partir de suas próprias atividades operacionais que são suficientes para financiar as operações da Temu na UE. Não precisamos contar com subsídios estrangeiros para financiar atividades competitivas ou criar qualquer vantagem competitiva no mercado interno", afirmou a empresa.

A investigação contra a Temu ocorre em um momento de maior pressão da União Europeia sobre plataformas chinesas de comércio eletrônico, como Shein e AliExpress.

O bloco tem adotado medidas para ampliar o controle sobre a entrada de produtos baratos vindos da China. Entre elas está a cobrança de uma taxa de 3 euros sobre pequenas encomendas importadas da China, que passaram a ser taxadas a partir de 1º de julho.

Em maio, a Comissão Europeia aplicou uma multa de 200 milhões de euros à Temu por considerar que a plataforma não fez o suficiente para impedir a venda de produtos ilegais em seu marketplace.

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Dívida pública sobe 10 pontos do PIB na parcial do governo Lula e atinge 81,9%, maior nível em mais de 5 anos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

A dívida do setor público consolidado registrou alta de ponto percentual em junho, atingindo 81,9% do PIB — o equivalente a R$ 10,8 trilhões, segundo dados do Banco Central.

🔎 A dívida do setor público consolidado é um conceito fiscal que representa o montante total das obrigações financeiras assumidas por um ente da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).

🔎 O indicador é considerado um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise.

Com isso, a dívida pública já subiu 10,2 pontos percentuais na parcial da atual gestão do governo Lula, visto que somava 71,7% do PIB no final de 2022.Esse também é o maior nível desde abril de 2021, em meio à pandemia da Covid-19, quando o endividamento do setor público totalizou 82,6% do PIB.A dívida pública também já se aproxima, com isso, do recorde histórico, atingindo justamente durante a pandemia, devido ao forte aumento de gastos públicos, de 87,7% do PIB.

💵 A relação entre dívida e PIB é um indicador relevante para o mercado financeiro, interpretado como um sinal da capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros de curto, médio e longo prazo. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise.

➡️ Com uma dívida mais alta, impulsionada pelos gastos públicos nos últimos anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há uma pressão maior sobre a taxa de juros brasileira. Isso se reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país.

Em 2023, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliou que os juros são altos no Brasil por conta do elevado nível do endividamento.

"Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não é alta porque o juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto", declarou Campos Neto, na ocasião.

➡️ No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro —, a dívida do país é muito maior: 95,8% do PIB (patamar de junho).

➡️Por esse conceito, a dívida brasileira já está bem mais próxima do recorde histórico, registrado em fevereiro de 2021 — quando somou 96,7% do PIB.

A série histórica da dívida brasileira, pelo padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), começou a ser calculada pelo Banco Central no fim de 2001. Naquele momento, somava cerca de 67% do PIB.

➡️Quando utilizado o critério internacional de comparação, calculado pelo FMI, a dívida brasileira, que terminou 2025 em 93,4% do PIB, ficou:

longe de economias emergentes, cujo patamar somou 73,6% do PIB no fim do ano passado, e também de países da América Latina (71,1% do PIB);bem acima da média de nações do Oriente Médio e Ásia Central, assim como de países da África Subsaariana;pouco acima do padrão de países da Zona do Euro;abaixo de economias avançadas e de países do G7 (sete maiores economias do mundo).

➡️Relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) recomendou em 2023 que os países da América Latina e Caribe reduzam sua dívida pública para um patamar entre 46% a 55% do PIB. O objetivo seria aumentar a confiança dos investidores e possibilitar a redução da taxa de juros, com efeitos positivos sobre o nível de atividade e sobre o emprego.

Essa é a mesma posição externada em 2023 por Roberto Campos Neto, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) para o BC. Para ele, a comparação apropriada para o nível da dívida pública brasileira deve ser feita com os demais países emergentes.

Também naquele ano, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, avaliou que dívida brasileira não precisa estar no mesmo patamar dos emergentes porque, em sua visão, há "diferenciais importantes" na economia brasileira, como praticamente ausência de dívida em dólar e mercado financeiro doméstico desenvolvido, entre outros.

"É difícil falar sobre isso, é uma mega discussão. A Índia tem divida maior do que a nossa, é um país também em desenvolvimento. Cresce bastante, tem uma trajetória estável de dívida, e segue o jogo. Comparar o Brasil com a América Latina? O Brasil é mais comparável com a Índia ou com o Peru?", questionou o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, em 2023.

Os números do BC mostram que o endividamento permaneceu relativamente estável até 2014, o último ano do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT).

No primeiro ano do segundo mandato de Dilma, em 2015, a dívida deu um salto de 10 pontos percentuais. Em 2016, subiu outros seis pontos percentuais. Dilma sofreu "impeachment" em agosto daquele ano.

Os dados do BC mostram que a dívida continuou crescendo na gestão Temer, e atingiu seu ápice em 2020, sob Jair Bolsonaro, por conta de gastos extraordinários relacionados com a Covid-19.

Apesar de mais de R$ 660 bilhões em despesas extraordinárias com a pandemia, a dívida caiu quando se considera toda gestão Bolsonaro, pois estava em 87,1% do PIB em 2019 (início do mandato), terminando 2022 (último ano do governo) em 83,9% do PIB.

No terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o endividamento subiu seis pontos percentuais em cerca de dois anos e meio por conta do aumento de despesas públicas, algo que tem pressionado a taxa de juros, tais como:

PEC da transição: governo aprovou, ainda em 2022, a chamada PEC da transição, por meio da qual ampliou o limite para gastos públicos, permanentemente, em cerca de R$ 170 bilhões por ano.Reajuste real do salário mínimo: governo Lula retomou a política de reajustes reais do salário mínimo, ou seja, aumentos acima da inflação (limitada a 2,5%). Esse foi um dos principais fatores a elevar as despesas, visto que os benefícios previdenciários não podem ser menores que o salário mínimo.Pisos saúde e educação: governo retomou a política de que os gastos mínimos em saúde e educação são atrelados à receita, e não mais à inflação do ano anterior (essas rubricas estavam dentro do teto de gastos, do presidente Temer, até então).Pagamento de precatórios atrasados: o que injetou R$ 92,3 bilhões na economia no fim de 2023, início de 2024. A Fazenda admite que isso influenciou a aceleração no ritmo de crescimento do setor de serviços.Reajustes a servidores públicos: governo retomou política de reajustes a servidores públicos, que estava represada no governo Jair Bolsonaro, com base na inflação. Houve ampla mesa de negociação com cerca de 100 categorias contempladas.

Lula 1 (2003 a 2006): queda de 11,5 pontos do PIB;Lula 2 (2006 a 2010): recuo de 2,2 pontos do PIB;Dilma 1 (2010 a 2014): queda de 0,8 ponto do PIB;Dilma 2 (2014 a agosto de 2016): alta de 10,7 pontos do PIB;Temer (setembro 2016 a dezembro de 2018): alta de 12,5 pontos do PIB;Bolsonaro (2019 a 2022): recuo de 0,8 ponto do PIB;Lula 3 (2023 até junho de 2026): alta parcial de 10,2 pontos percentuais.

Para tentar conter o crescimento da dívida pública, e proporcionar uma queda sustentável da taxa básica de juros, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, estimou que o governo teria registrar superávits primários acima de 2% do PIB.

A atual gestão do presidente Lula ainda não conseguiu trazer as contas de volta ao azul, apesar de o governo ter elevado uma série de impostos nos últimos anos, com a carga tributária atingindo recordes históricos.

▶️O mercado financeiro é crítico da estratégia do governo federal de aumentar impostos para tentar reequilibrar as contas públicas, ao mesmo tempo que eleva gastos.

▶️Analistas pedem ênfase maior em cortes de despesas para trazer as contas de volta ao equilíbrio, conter a expansão da dívida pública e proporcionar uma queda sustentável dos juros no país – favorecendo um crescimento econômico sustentado.

A equipe econômica, por sua vez, tem apostado no chamado "arcabouço fiscal", ou seja, nas regras para as contas públicas aprovadas em 2023 em substituição ao teto de gastos. Por estas regras:

a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação;a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano;o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro.

Por conta de exceções ao limite de gastos e despesas fora do orçamento, entretanto, esse mecanismo não tem se mostrado efetivo na geração de superávits primários nas contas do governo nos últimos anos – que seguem no vermelho.

Questionado pelo g1 no começo de julho se não seria excessivo um novo aumento de 10 pontos percentuais da dívida em um eventual quarto mandato de Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, de início avaliou que a principal culpada pela alta de juros não seria o Ministério da Fazenda, mas sim o peso dos juros nas contas públicas.

Depois, entretanto, afirmou que o governo buscaria, em um possível novo mandato, a obtenção de superávits primários, mas "sem loucura".

"Nós vamos fazer isso estruturalmente. Se você pegar o histórico de primário efetivo que a gente viu no passado, estrutural e efetivo, não era sustentável. O país estava indo mal. O país agora começa a ir melhor. Nós estamos numa trajetória de melhoria. De novo, está tudo certo? Está tudo pronto? Não. Mas é preciso ser feito de maneira que a gente siga crescendo e comece a gerar resultado primário positivo. Efetivamente positivo. O que eu espero fazer no próximo ano, porque o orçamento que vai ser entregue agora para o próximo ano", afirmou Durigan ao g1, na ocasião.

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Dólar abre em alta na última sessão do mês, com foco em balanços corporativos e maior otimismo global

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (31) em alta, dando início à última sessão do mês de julho. A moeda avançava 0,23% perto das 9h40, cotada a R$ 5,0725. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

▶️ Essa semana é de reajuste nos mercados financeiros. Após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ter decidido manter os juros inalterados pela quinta vez seguida, dados de atividade e inflação dos Estados Unidos divulgados na véspera ficaram no radar, fazendo com que o mercado calibrasse suas projeções e voltasse para ativos um pouco mais seguros ou com maior previsibilidade.

▶️ Além disso, resultados corporativos positivos também impulsionam os mercados globais. Entre os destaques estão papéis do setor de tecnologia, em meio ao foco do mercado em inteligência artificial, e do segmento de energia, com empresas que tiveram bom desempenho no segundo trimestre por conta da alta dos preços do petróleo no mercado internacional.

▶️ No Brasil, as atenções estão voltadas para o cenário fiscal. Segundo dados do Banco Central divulgados hoje, a dívida do setor público consolidado registrou uma alta em junho, atingindo 81,9% do PIB — o equivalente a R$ 10,8 trilhões. Entenda mais detalhes nesta reportagem:

A temporada de balanços corporativos segue na mira dos investidores nesta sexta-feira. Os papéis da Amazon disparam mais de 10% no pré-mercado, após a empresa divulgar receitas acima do esperado, impulsionadas pelo bom desempenho da divisão de computação em nuvem.

Os dados reforçam a percepção dos investidores de que os investimentos em inteligência artificial devem continuar fortes no setor e dão fôlego para o segmento.

Em contrapartida, as ações da Apple sinalizam queda na sessão desta sexta-feira, após a empresa indicar uma perspectiva mais pessimista, alertando que a redução na capacidade de produção de chips avançados estava limitando o fornecimento de seus produtos.

Já no setor de energia, Crevron e ExxonMobil apresentaram resultados fortes no trimestre, com um lucro crescente em meio aos preços mais altos do petróleo por conta da guerra no Irã.

A recuperação do setor de tecnologia trouxe um dia positivo para os mercados asiáticos, que tiveram uma alta generalizada na última sessão do mês.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,85%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, aumentou 0,7%.

Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,1% e o Nikkei, do Japão, subiu 4,03%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 17,91%.

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Rombo das estatais federais soma R$ 7,8 bilhões no 1º semestre e bate recorde histórico

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 09:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

O Banco Central informou nesta sexta-feira (31) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre deste ano.

🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano.

➡️Esse é o pior resultado para o período da série histórica do BC, que tem início em 2002. Até então, o maior rombo para este período havia ocorrido em 2025 (R$ -3,9 bilhões, sem correção pela inflação).

➡️O resultado, na parcial deste ano, também já supera o resultado negativo recorde para um ano fechado, de 2024, quando foi registrado um déficit de R$ 6,73 bilhões.

A série do Banco Central não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos).O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante.Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea.O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida).

➡️No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional em abril deste ano, o governo federal admite que as empresas estatais federais, em déficit desde 2023, continuarão no vermelho até 2030.

➡️ Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, os indicadores financeiros confirmam uma "deterioração perceptível" da saúde financeira de "parte relevante" das empresas estatais federais — o que eleva o risco para o Tesouro Nacional.

"Essa deterioração não é uniforme nem decorre de uma única causa, mas os dados levantados pela IFI permitem identificar padrões que merecem atenção do ponto de vista da gestão fiscal", acrescentou o órgão, por meio do Relatório de Acompanhamento Fiscal de julho.

➡️O resultado ruim das estatais federais tem sido agravado, principalmente, pela situação dos Correios, que passa por grave crise fiscal, com forte piora do seu resultado financeiro em 2025, quando foi registrado um rombo de R$ 8,5 bilhões.

No caso dos Correios, o próprio governo federal admite que a estatal pode continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor.

"Entre as medidas do referido plano [de restruturação financeira], estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026", diz o governo, no projeto da LDO de 2027.

A estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025, com garantia do Tesouro Nacional.

Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão buscar mais R$ 8 bilhões em empréstimo.

Para enfrentar rombo financeiro, o governo autorizou, em maio deste ano, a estatal a vender seguros, títulos de capitalização e a atuar no mercado de telefonia. A ideia é que a empresa faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Aplicativo do Tesouro Direto será desativado a partir de 17 de agosto

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 08:51

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

O aplicativo do Tesouro Direto será desativado a partir de 17 de agosto, informou o programa na quinta-feira (30). A partir dessa data, usuários poderão acessar investimentos apenas pelo Portal do Investidor ou pelo aplicativo da instituição financeira onde mantêm conta.

Segundo o Tesouro Direto, a mudança faz parte da "construção de uma nova experiência" para os investidores, que será apresentada futuramente. Ainda não há previsão para o lançamento da nova plataforma.

Com o fim do aplicativo, os investidores poderão continuar acompanhando a carteira, consultar títulos, verificar a rentabilidade, realizar aplicações e resgates, acessar o histórico de operações e gerenciar os investimentos por meio do Portal do Investidor.

O Tesouro Direto ressaltou que a desativação do aplicativo não altera os investimentos já realizados. Os títulos, valores aplicados, rentabilidade e demais informações permanecerão preservados, sem necessidade de qualquer ação por parte dos participantes do programa.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Milei promove reforma do Banco Central e ‘shutdown’ em caso de déficit na Argentina

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 07:52

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%MoedasDólar ComercialR$ 5,061-0,92%Dólar TurismoR$ 5,271-0,7%Euro ComercialR$ 5,835-0,21%Euro TurismoR$ 6,0910,000%B3Ibovespa177.159 pts1,88%Oferecido por

Presidente argentino Javier Milei em cerimônia que comemorou o 172º aniversário da Bolsa de Valores de Buenos Aires. — Foto: Mariana Nedelcu / Reuters

O presidente argentino, Javier Milei, apresentou nesta quinta-feira um pacote de reformas que inclui uma reorganização do Banco Central (BCRA) para aumentar a disciplina monetária e uma iniciativa para suspender atividades não essenciais do Estado em caso de déficit prolongado.

Em pronunciamento na TV, Milei detalhou seu plano para o BCRA, que busca proibir o financiamento monetário do Estado e das províncias. O projeto de lei estabelece que "a missão fundamental do Banco Central volta a ser a de preservar o valor da moeda", ressaltou o presidente.

A mudança também busca dificultar os mecanismos de remoção das autoridades do órgão, para "blindar o presidente do BCRA e a diretoria dos abusos da política", disse Milei, que criticou os governos anteriores e afirmou que "o Banco Central tem sido uma ferramenta que permitiu o roubo da alta política".

O presidente também anunciou um projeto para implementar um "shutdown", ou fechamento do governo, em caso de déficit fiscal prolongado, durante o qual "as atividades não essenciais do Estado serão paralisadas, os novos gastos serão congelados e nenhum contrato será concedido". Durante esse período, nem os legisladores nem o alto escalão do Executivo "receberão um único peso de salário".

O anúncio gerou uma resposta imediata do principal sindicato de trabalhadores do Estado (ATE), cujo líder, Rodolfo Aguiar, destacou que o fechamento "já começou" na prática, devido às políticas do governo. "Muitos serviços essenciais já não estão sendo garantidos por causa do ajuste, de cortes, do esvaziamento e de demissões em massa", publicou no X.

O presidente apresentou ainda um projeto de "liberalização profunda" do mercado de capitais e uma "reforma estrutural do mercado de seguros". Todas as iniciativas terão que ser aprovadas pelo Congresso antes de entrar em vigor, mas Milei não informou quando elas serão submetidas ao Legislativo.

O Ministro da Economia, Luis Caputo, disse que o presidente explicou os detalhes da reforma à diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, e que a funcionária saiu dessa reunião "muito satisfeita". O Fundo já havia manifestado seu apoio ao projeto de reforma, que considera fundamental para facilitar o retorno da Argentina aos mercados financeiros e o acesso ao crédito.

Para o economista Daniel Marx, diretor da consultoria Quantum, o anúncio da reforma "busca reduzir o risco associado às eleições presidenciais de 2027, que muitas vezes se manifesta na Argentina em movimentos financeiros fortes".

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ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 04:51

Espírito Santo Agronegócios ES vai ganhar polo logístico do agronegócio com aeroporto e galpões para café, pimenta e fertilizantes Complexo em Pinheros, no Norte do Espírito Santo, deverá abrigar empresas de fertilizantes e do comércio de café, pimenta e outras culturas do agronegócio da região. Por g1 ES

Produtores e empresários investem na construção de um complexo logístico do agronegócio em Pinheiros, no Espírito Santo. O local terá 350 mil metros quadrados.

O empreendimento abrigará empresas de fertilizantes e do comércio de café. O idealizador, Thiago Orletti, planeja diversificar as atividades no Orletti Park Log.

A pista do aeroporto terá 1.100 metros, capacidade para voos noturnos e hangar. A estrutura visa facilitar a chegada de clientes e produtores de fora.

O asfalto da pista começará em agosto e dependerá de autorização da Anac. As obras dos primeiros armazéns iniciam a operação nas próximas semanas.

Obras da pista de pouso e dos galpões no Orletti Park Log, em Pinheiros, Norte do Espírito Santo — Foto: Divulgação/Orletti Park Log

Produtores e empresários estão investindo na construção de um complexo logísitico do agronegócio localizado na cidade de Pinheiros, no Norte do Espírito Santo. A área terá 350 mil metros quadrados, com galpões e até um aeroporto.

O complexo deverá abrigar empresas de diferentes áreas, como fertilizantes e do comércio de café e outras culturas do agronegócio da região. "O agronegócio de toda a região vem crescendo muito forte. Estamos falando de café conilon, pimenta e outras culturas", disse Thiago Orletti, idealizador do Orletti Park Log.

O empresário também enxerga outras possibilidades para o complexo, para diversificar as atividades no local. Os valores que serão investidos no negócio não foram divulgados.

"Já começaremos com uma empresa de comércio de café e com uma outra que fará distribuição, mistura e fabricação de fertilizantes e três estruturas diferentes. Vejo possibilidades para packing house (casa de embalagem e beneficiamento) de frutas, outros tipos de serviços, agroindústria e comércio. O aeroporto vai dar muito dinamismo para isso aqui".

A pista do aeroporto, que é o grande chamariz do projeto, terá 1.100 metros e poderá receber voos noturnos. No local, haverá ainda um hangar para guardar aeronaves e receber passageiros.

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"Começamos a perceber a necessidade de áreas maiores e mais modernas para que os empresários pudessem tocar os seus negócios e, além disso, a necessidade cada vez maior de pistas adequadas para aeronaves. Os produtores estão usando cada vez mais para trabalhar, afinal, os negócios estão crescendo, e precisamos receber os clientes, muitos vêm de fora do Brasil. Muita gente não vem a Pinheiros por falta de pistas adequadas para pousar. Isso vai acabar quando a nossa pista estiver pronta", explicou Thiago Orletti, idealizador do Orletti Park Log.

A estapa de asfalto da pista começa em agosto e, na sequência, os empreendedores darão entrada na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para que a operação seja autorizada.

"Queremos começar a usar o quanto antes, mas dependemos da autorização do órgão regulador. Sobre os armazéns, as obras dos primeiros já estão sendo concluídas e, nas próximas semanas, começaremos a operar", explicou Orletti.

Em 2025, o Espírito Santo exportou US$ 186,2 milhões para o Oriente Médio, com destaque para o café e a pimenta-do-reino — Foto: TV Gazeta

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Não era onça: gato-mourisco cruza fazenda e surpreende moradora no interior do RJ

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 31/07/2026 03:51

GLOBO RURAL Não era onça: gato-mourisco cruza fazenda e surpreende moradora no interior do RJ Também conhecido como jaguarundi, felino é menor que uma onça e, quando adulto, pode pesar até cerca de 7 quilos. Por Globo Rural — São Paulo

Uma visita inesperada chamou a atenção da produtora rural Mônica Bezerra, em Três Rios, no interior do Rio de Janeiro. Ela registrou em vídeo um felino cruzando o pasto da fazenda e, após o animal desaparecer rapidamente, ficou a dúvida: seria uma onça?

Segundo o veterinário Enrico Ortolani, consultor do Globo Rural, o animal visto nas imagens é um gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi, um felino silvestre encontrado em grande parte do território brasileiro.

O gato-mourisco é menor que uma onça. Quando adulto, pode pesar até cerca de 7 quilos e apresenta pelagem que varia do cinza-escuro ao avermelhado.

A espécie se alimenta principalmente de pequenos mamíferos, aves, répteis e roedores e tem um hábito diferente da maioria dos felinos: costuma ser mais ativa durante o dia.

Apesar de ser relativamente distribuído pelo país, o gato-mourisco é uma espécie ameaçada de extinção, o que torna registros como o feito por Mônica ainda mais importantes para o monitoramento da fauna brasileira.

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‘Cachorro Crente’: conheça o hot-dog para evangélicos que chega a R$ 150 mil em faturamento

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 31/07/2026 02:53

Pequenas Empresas & Grandes Negócios 'Cachorro Crente': conheça o hot-dog para evangélicos que chega a R$ 150 mil em faturamento Empreendedor transformou uma carrocinha de cachorro-quente em uma marca de fast food voltada ao público cristão. O negócio começou com investimento de R$ 85 mil e aposta em cardápio criativo. Por PEGN

A ideia surgiu depois dos cultos em uma igreja: criar um espaço onde os fiéis pudessem se reunir para comer. O negócio começou com uma carrocinha de cachorro-quente, fruto de um investimento de R$ 85 mil, e rapidamente conquistou espaço em eventos religiosos.

O sucesso da operação atraiu um investidor e permitiu a abertura da primeira loja física, com investimento de R$ 700 mil. No primeiro mês de funcionamento, o negócio faturou R$ 154 mil.

A estratégia foi instalar a loja ao lado de uma grande igreja e oferecer uma experiência voltada ao público cristão, com música cristã, sem venda de bebidas alcoólicas e horários compatíveis com os cultos.

Aberto a clientes de qualquer religião, o estabelecimento também aposta em um cardápio diferenciado, com opções como cachorro-quente de costela, na massa de pizza e até uma versão doce.

Na esquina de uma grande igreja na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, um cachorro-quente chama atenção não apenas pelos ingredientes, mas pelo conceito que sustenta o negócio.

Conhecido como "Cachorro Crente", o empreendimento nasceu de uma observação simples feita pelo empreendedor Leandro Lima: a falta de um espaço para que os frequentadores de cultos pudessem se reunir e fazer um lanche após os encontros religiosos.

"A ideia surgiu pensando em um ambiente onde as pessoas pudessem sair do culto e continuar convivendo com os irmãos da igreja", conta Leandro.

Mas a história do negócio começou longe da alimentação. Desde os 18 anos, o empresário atuava no setor de entretenimento e produção de eventos, acumulando experiência em gestão, público e construção de marcas.

Foi justamente essa vivência que o ajudou a enxergar potencial comercial em um nome que, inicialmente, parecia apenas uma brincadeira. Quando identificou a força da expressão "Cachorro Crente", Leandro decidiu estudar o mercado.

'Cachorro crente': ideia de vender hot-dog após cultos vira loja que faturou R$ 154 mil no primeiro mês — Foto: Reprodução/PEGN

Encontrou um público numeroso, fiel e pouco explorado por marcas de alimentação. A partir daí, o projeto começou a ganhar forma. O primeiro passo veio com uma carrocinha de cachorro-quente, construída com o apoio de um amigo da área da construção civil.

O investimento inicial foi de aproximadamente R$ 85 mil. A operação começou pequena, mas rapidamente passou a receber convites para participar de eventos e programações em igrejas. A receptividade foi imediata.

O modelo encontrou aceitação junto ao público evangélico e passou a gerar resultados consistentes. O faturamento inicial girava em torno de R$ 12 mil, validando a proposta de valor da marca.

Com o crescimento da demanda, o empreendedor recebeu uma proposta de investimento, negociou parte da operação e iniciou um novo ciclo. O próximo passo foi abrir uma loja física. Para isso, foram investidos cerca de R$ 700 mil.

A escolha da localização não aconteceu por acaso. A estratégia foi instalar o negócio próximo a uma grande igreja, aproveitando o fluxo natural de frequentadores.

"O fato de estarmos na esquina de uma grande igreja reduz muito o esforço de venda", explica o empreendedor. No primeiro mês de funcionamento da loja, o faturamento chegou a R$ 154 mil.

Além da localização, o empreendimento foi desenhado para dialogar diretamente com seu público-alvo. A casa não vende bebidas alcoólicas, mantém música cristã no ambiente e ajusta seus horários de funcionamento para acompanhar a programação religiosa da região.

Ainda assim, Leandro faz questão de destacar que o espaço está aberto para todos os públicos. "Aqui não pode existir preconceito. Somos uma marca que vende lanche e queremos receber todo mundo", afirma.

A diversidade também aparece no cardápio. A curiosidade do empreendedor o levou a pesquisar receitas de cachorro-quente de diferentes regiões do Brasil e de outros países.

O resultado é uma seleção de opções pouco convencionais, incluindo versões de costela, combinações especiais criadas pela equipe da casa, cachorro-quente doce feito com pão de rabanada e até uma versão preparada em massa de pizza.

'Cachorro crente': ideia de vender hot-dog após cultos vira loja que faturou R$ 154 mil no primeiro mês — Foto: Reprodução/PEGN

O cuidado com a experiência vai além do sabor. Influenciado pelo passado no entretenimento, Leandro aposta fortemente na apresentação dos produtos. "Hoje tudo vira foto e vídeo. Então o produto precisa chegar à mesa bem apresentado", diz.

Os clientes aprovam a proposta. Muitos destacam a possibilidade de prolongar o convívio após o culto em um ambiente familiar, acolhedor e alinhado aos seus hábitos.

Para o empreendedor, a construção da marca deixou aprendizados que ultrapassam o universo da alimentação. O principal deles é a paciência.

"Nem tudo acontece no nosso tempo. Se não tiver paciência, uma grande ideia morre antes mesmo de sair do papel", resume.

Olhando para o futuro, Leandro acredita que a combinação entre propósito, pesquisa de mercado e dedicação pode levar o Cachorro Crente a se tornar uma referência nacional no segmento de fast food.

"A gente não pode ficar de braços cruzados. É preciso fazer a nossa parte, estudar e ser curioso. A curiosidade é o que traz as grandes ideias", conclui.

📍 Endereço: Rua Quito 315 – Penha Rio de Janeiro/RJ – CEP: 21020-330📞Telefone: (21) 96562-4557📧E-mail: cachorrocrenteltda@gmail.com📸Instagram: https://www.instagram.com/cachorrocrente📘Facebook: https://www.facebook.com/share/1C6sUNFW6F/?mibextid=wwXIfr

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