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A volta dos IPOs? Entenda por que empresas brasileiras escolheram agora para retornar à bolsa

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A volta dos IPOs? Entenda por que empresas brasileiras escolheram agora para retornar à bolsa

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 23/02/2026 21:44

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A primeira oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em quatro anos ocorre na quinta-feira (29), com o banco digital PicPay.

Outro IPO anunciado recentemente foi o do Agibank, ainda sem data definida. Em ambos os casos, as empresas optaram por listar suas ações nos Estados Unidos.

Essa não é a primeira vez que uma empresa brasileira escolhe o mercado americano para abrir capital — e essa preferência também lança luz sobre outros aspectos do mercado nacional, que limitam a demanda por IPOs no país.

Segundo especialistas consultados pelo g1, o movimento reflete, em grande parte, as taxas de juros elevadas do país, atualmente em 15% ao ano — o maior patamar em 20 anos.

A expectativa de que o Banco Central do Brasil (BC) inicie o ciclo de cortes já no primeiro trimestre traz uma visão mais otimista para o mercado brasileiro de IPOs nos próximos meses.

Após um longo período de “ressaca”, as primeiras empresas brasileiras começaram a retornar à bolsa de valores. A primeira oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em quatro anos ocorre na quinta-feira (29), com o banco digital PicPay.

🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas.

Outro IPO anunciado recentemente foi o do Agibank, ainda sem data definida. Em ambos os casos, as empresas optaram por listar suas ações nos Estados Unidos.

Essa não é a primeira vez que uma empresa brasileira escolhe o mercado americano para abrir capital — e essa preferência também lança luz sobre outros aspectos do mercado nacional, que limitam a demanda por IPOs no país.

Segundo especialistas consultados pelo g1, o movimento reflete, em grande parte, as taxas de juros elevadas do país, atualmente em 15% ao ano — o maior patamar em 20 anos.

“O que aconteceu no Brasil é que os juros subiram e não recuaram. Estamos falando de uma taxa real de dois dígitos, que é muito alta. Isso acaba inibindo investidores de fazer qualquer coisa que não seja comprar um instrumento de renda fixa”, afirma o diretor global de investment banking do Itaú BBA, Roderick Greenlees.

Só em 2021 — ano em que o país registrou mais de 40 IPOs —, a Selic subiu 7,25 pontos percentuais (p.p.), de 2% em janeiro para 9,25% em dezembro. Apesar da alta, a taxa de um dígito permanecia atrativa para empresas que buscavam financiamento no mercado de capitais.

Desde então, porém, a Selic entrou em trajetória de alta, até alcançar 15% em junho do ano passado — um aumento de 5,75 p.p. em relação a 2021.

“Essa é uma parte importante do quebra-cabeça que acabou se desfazendo nos últimos anos. À medida que os juros subiram, fundos de equity perderam muito dinheiro”, diz o corresponsável pela área de banco de investimentos do Bank of America (BofA) no Brasil, Bruno Saraiva.

Isso ocorre porque juros mais altos tornam a renda fixa mais atrativa. Com menos recursos direcionados à bolsa, os volumes negociados caem e as carteiras de renda variável ficam sob pressão.

“Se você observar os fundos multimercados e, principalmente, os de ações, eles foram praticamente extintos nos últimos dois ou três anos. Muitos acabaram sendo descontinuados por causa desse cenário”, completa Greenlees.

Nos EUA, o ciclo de cortes de juros começou em setembro do ano passado, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reduziu as taxas em 0,25 p.p., para a faixa de 4% a 4,25%. Desde então, realizou mais dois cortes. Atualmente, as taxas estão na faixa de 3,50% a 3,75%.

Segundo Leonardo Resende, superintendente de empresas e mercado de capitais da B3, esse não é o único fator que explica os recentes lançamentos de empresas brasileiras nos mercados americanos.

“Essa escolha depende de uma série de fatores, definidos caso a caso. Envolve uma análise do setor, da tese de investimento, do histórico da empresa e de onde os concorrentes estão listados, seja no Brasil ou em outros mercados”, explica.

No caso do PicPay, outras empresas do setor financeiro e de pagamentos também estão listadas em Wall Street, como Nubank, PagSeguro, StoneCo e XP.

“Abrir capital no exterior não é uma solução com resposta única para todos os casos. Vemos algumas companhias testando o mercado americano, mas também temos conversas com empresas interessadas em fazer uma emissão de ações na B3”, completa Resende.

Para os especialistas consultados pelo g1, a expectativa de que o Banco Central do Brasil (BC) inicie o ciclo de cortes já no primeiro trimestre traz uma visão mais otimista para o mercado brasileiro de IPOs nos próximos meses.

Dados do último boletim Focus indicam que a Selic deve terminar este ano em 12,25% ao ano, uma redução de 2,75 p.p. em relação ao patamar atual.

“Não sei se essa queda esperada dos juros é suficiente para termos um mercado abundante como no passado, mas é suficiente para retomar algumas ofertas. A taxa ainda deve permanecer elevada, mas, para os padrões brasileiros, já é um bom sinal”, diz Greenlees, do BBA.

Além dos juros, fatores como o cenário geopolítico global e os sinais de compromisso com a trajetória das contas públicas por parte do novo governo eleito no Brasil também estão no radar de investidores e empresas para o mercado de ações.

“Estamos cautelosamente otimistas para 2026, mas ainda será apenas o início de uma retomada, com poucas operações no Brasil”, conclui Saraiva.

“Se houver uma agenda de reformas com ajuste fiscal em 2027, independentemente do governo, e uma trajetória contínua de queda dos juros, acredito que voltaremos a um cenário de atividade muito maior no mercado de capitais brasileiro.”

Touro de Wall Street, localizado no distrito financeiro de Manhatttan. — Foto: Carlo Allegri/Reuters

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