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Cofundador da Oracle oferece garantia de US$ 40,4 bi em oferta da Paramount à Warner

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Cofundador da Oracle oferece garantia de US$ 40,4 bi em oferta da Paramount à Warner

Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44

Economia Negócios Cofundador da Oracle oferece garantia de US$ 40,4 bi em oferta da Paramount à Warner A garantia tem como objetivo afastar as dúvidas do conselho da Warner sobre a segurança do financiamento do negócio e a falta, até então, de um comprometimento mais amplo da família de Larry Ellison. Por Redação g1 — São Paulo

O cofundador da Oracle, Larry Ellison, decidiu entrar pessoalmente na disputa pela Warner Bros. Discovery.

Ele vai oferecer uma garantia individual de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra de US$ 108,4 bilhões, integralmente em dinheiro, apresentada pela Paramount.

A informação consta em um documento regulatório divulgado nesta segunda-feira (22). E, na prática, a garantia funciona como um compromisso formal de Ellison de cobrir eventuais falhas no financiamento do negócio.

Isso porque, ao usar seu próprio patrimônio como respaldo, o empresário busca dar mais segurança à operação e afastar o risco de que a compra fique sem recursos suficientes para ser concluída.

Esses pontos vinham pesando contra a oferta e ajudaram a fortalecer a preferência da empresa por uma alternativa apresentada pela Netflix.

O cofundador da Oracle, Larry Ellison, decidiu entrar pessoalmente na disputa pela Warner Bros. Discovery.

Ele vai oferecer uma garantia individual de US$ 40,4 bilhões em financiamento via ações para sustentar a proposta de compra de US$ 108,4 bilhões, integralmente em dinheiro, apresentada pela Paramount Skydance.

A informação consta em um documento regulatório divulgado nesta segunda-feira (22). E, na prática, a garantia funciona como um compromisso formal de Ellison de cobrir eventuais falhas no financiamento do negócio.

Isso porque, ao usar seu próprio patrimônio como respaldo, o empresário busca dar mais segurança à operação e afastar o risco de que a compra fique sem recursos suficientes para ser concluída.

👉 O movimento mira diretamente uma das principais preocupações do conselho da Warner: a solidez financeira da proposta da Paramount e a ausência, até então, de um envolvimento mais amplo da família Ellison no negócio. 👉 Larry Ellison, cofundador da Oracle, é peça-chave na disputa pela Warner porque financia a Skydance, ligada à Paramount. Embora não participe da gestão da Paramount, o seu respaldo pessoal fortalece a posição frente à Netflix.

Esses pontos vinham pesando contra a oferta e ajudaram a fortalecer a preferência da empresa por uma alternativa apresentada pela Netflix.

Apesar do reforço no financiamento, a Paramount afirmou que os termos oferecidos aos acionistas da Warner permanecem inalterados.

A proposta segue prevendo o pagamento de US$ 30 por ação, integralmente em dinheiro — valor superior ao oferecido pela Netflix por ação, embora sustentado por uma estrutura financeira mais complexa.

Dias antes da divulgação da garantia de Ellison, o conselho da Warner Bros. Discovery havia recomendado formalmente que seus acionistas rejeitassem a proposta da Paramount.

A diretoria classificou a oferta como inferior à fusão já acordada com a Netflix, reforçando sua preferência pelo acordo com a gigante do streaming.

Na avaliação do conselho, a proposta da Netflix apresenta menos incertezas. O acordo, considerado vinculante, combina pagamento majoritariamente em dinheiro com compromissos de dívida já definidos, sem necessidade de levantar novos recursos no mercado.

Além disso, a diretoria da Warner destacou que a parceria com a Netflix ampliaria o alcance global de seus conteúdos e traria ganhos de longo prazo, tanto para consumidores quanto para a comunidade criativa ligada aos estúdios.

O acordo anunciado pela Netflix avalia a Warner Bros. Discovery em cerca de US$ 82,7 bilhões. Desse total, aproximadamente US$ 72 bilhões seriam pagos diretamente aos acionistas, enquanto o restante corresponde à assunção das dívidas da empresa.

Se concluída, a operação permitiria à Netflix reduzir sua dependência de estúdios externos, fortalecer sua produção própria e acelerar sua expansão para novas frentes de negócio, como games, eventos ao vivo e serviços adicionais ao consumidor.

Outro ponto que chamou atenção no mercado foi o compromisso, incluído na proposta, de manter os lançamentos de filmes da Warner nos cinemas — uma mudança relevante para uma empresa que historicamente prioriza o streaming em detrimento das salas de exibição.

A entrada da Paramount na disputa ocorreu poucos dias após o anúncio do acordo entre Warner e Netflix. A empresa apresentou uma oferta considerada hostil, ao tentar assumir o controle da Warner mesmo diante da recomendação contrária do conselho.

Embora o valor por ação oferecido pela Paramount seja mais alto, o pacote total da transação — que inclui a compra e a assunção das dívidas — chega a US$ 108,4 bilhões, exigindo uma estrutura de financiamento mais robusta.

A garantia pessoal de Larry Ellison surge como uma tentativa de responder a essas preocupações. Pelos termos revisados, o empresário também se comprometeu a não retirar recursos do fundo da família nem transferir seus ativos enquanto a transação estiver em análise, o que busca evitar qualquer fragilidade adicional durante o processo.

A batalha pela Warner Bros. Discovery vai além do valor financeiro. Quem vencer a disputa passará a controlar um dos catálogos mais valiosos de Hollywood, que inclui clássicos do cinema, franquias de sucesso e produções da HBO, além do serviço HBO Max.

Em um mercado cada vez mais competitivo, no qual o conteúdo é o principal diferencial para atrair e reter assinantes, esse acervo representa uma vantagem estratégica relevante na chamada “guerra do streaming”.

Analistas de mercado avaliam que a Paramount ainda enfrenta fragilidades financeiras e tenta, com o reforço no financiamento, evitar ficar fora dessa consolidação do setor.

Embora a garantia de Ellison seja vista como um avanço importante, persistem dúvidas sobre se ela será suficiente para convencer o conselho da Warner a mudar de posição.

Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes — Foto: REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo

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