Imposto de Renda
O que está por trás do adiamento da assinatura de acordo comercial entre Mercosul e União Europeia
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
O que está por trás do adiamento da assinatura de acordo comercial entre Mercosul e União Europeia
Fonte: G1 Negócios | Publicado em: 24/02/2026 00:44
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%MoedasDólar ComercialR$ 5,168-0,14%Dólar TurismoR$ 5,368-0,18%Euro ComercialR$ 6,095-0,04%Euro TurismoR$ 6,344-0,07%B3Ibovespa188.876 pts-0,87%Oferecido por
Após quase 25 anos de negociação, parecia que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia seria, finalmente, assinado.
A Comissão Europeia planejava selar o pacto nesta semana — criando a maior zona de livre comércio do mundo.
O plano, no entanto, mudou após a Itália se alinhar à França para exigir um adiamento e buscar maior proteção ao seu setor agrícola.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem a inclusão de novas salvaguardas para os agricultores franceses.
Já a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país pode apoiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, desde que sejam atendidas as preocupações levantadas pelos agricultores italianos.
Após quase 25 anos de negociação, parecia que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia seria, finalmente, assinado. A Comissão Europeia planejava selar o pacto que cria a maior zona de livre comércio do mundo neste sábado (20).
O plano, no entanto, mudou após a Itália se alinhar à França para exigir um adiamento e buscar maior proteção ao seu setor agrícola, deixando para janeiro o encerramento do processo.
“Entramos em contato com nossos parceiros do Mercosul e concordamos em adiar ligeiramente a assinatura”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acrescentando que estava “confiante” de que há uma maioria suficiente para concluir o acordo, segundo a Reuters.
Segundo fontes, a líder confirmou que a conclusão do acordo foi adiada para janeiro. Isso levou agentes a recalibrar suas expectativas sobre o futuro do tratado. Na sexta-feira (19), diplomatas informaram à AFP que a assinatura deverá ocorrer no dia 12, no Paraguai.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o país não apoiará o acordo comercial sem a inclusão de novas salvaguardas para os agricultores franceses. A França é hoje o principal foco de resistência ao tratado dentro do bloco europeu.
“Quero dizer aos nossos agricultores, que expressam a posição francesa desde o início, que consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado”, declarou Macron. A afirmação foi feita à imprensa antes de uma das reuniões de cúpula da União Europeia.
Ele antecipou que a França se oporá a qualquer “tentativa de forçar” a adoção do pacto comercial com o bloco sul-americano.
👉 Entre agricultores franceses, o acordo com o Mercosul é amplamente visto como uma ameaça, diante do receio de concorrência com produtos latino-americanos mais baratos e produzidos sob padrões ambientais distintos dos europeus.
Já a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país pode apoiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, desde que sejam atendidas as preocupações levantadas pelos agricultores italianos.
“O governo italiano está pronto para assinar o acordo assim que forem dadas as respostas necessárias aos agricultores, o que depende das decisões da Comissão Europeia e pode ser resolvido rapidamente”, declarou.
Enquanto a França mantém resistência, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defenderam que o bloco avance no acordo firmado politicamente no ano passado com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Alemanha, Espanha e países nórdicos avaliam que o tratado pode ajudar a compensar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos europeus e reduzir a dependência em relação à China, ao ampliar o acesso a minerais e novos mercados.
“Se a União Europeia quiser manter credibilidade na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”, declarou o chanceler alemão.
Acordo Mercosul-UE: Conselho Europeu se reúne para aprovar ou barrar a negociação de 25 anosPor que o acordo União Europeia-Mercosul é alvo de tanta disputa no agro?Dono da 4ª maior rede de supermercados da França ameaça boicotar produtos do Mercosul
O processo é discutido no Conselho Europeu, instância responsável por autorizar formalmente a Comissão Europeia a ratificar o acordo.
Diferentemente do que ocorre no Legislativo, onde basta maioria simples, o Conselho exige maioria qualificada: o apoio de ao menos 15 dos 27 países do bloco, que representem 65% da população da União Europeia.
Embora o debate público esteja concentrado no agronegócio — principal foco da resistência europeia — o acordo entre Mercosul e União Europeia é mais amplo e vai além do comércio de produtos agrícolas.
O tratado também abrange temas como indústria, serviços, investimentos, propriedade intelectual e insumos produtivos, o que ajuda a explicar o apoio de diferentes setores econômicos do bloco europeu.
A expectativa era que, caso o acordo avançasse no Conselho, Ursula von der Leyen viajasse ao Brasil no fim desta semana para ratificá-lo — o que não deve mais ocorrer neste ano.
Pouco antes de a primeira-ministra da Itália se manifestar sobre o acordo, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), informou que havia conversado por telefone com Giorgia Meloni.
Segundo Lula, a premiê disse não ser contrária ao tratado, mas relatou enfrentar um “constrangimento político” em razão da pressão de agricultores italianos. Ainda de acordo com o presidente, Meloni afirmou estar confiante de que conseguirá convencer o setor a apoiar o acordo.
“Se a gente tiver paciência de uma semana, de dez dias, de no máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo”, afirmou Lula.
A chefe do Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, anuncia plano de 800 bi de euros da UE contra eventual saída dos EUA da Ucrânia, em 4 de março de 2025. — Foto: Yves Herman/ Reuters
Há 12 horas Mundo País segue em alerta após morte de traficanteHá 12 horasTrump diz que México ‘precisa intensificar esforços’ contra cartéisHá 12 horasTensão no Oriente MédioTrump foi alertado para risco de falta de munição se atacar Irã, diz jornal
Há 5 horas Mundo Comércio internacionalTarifaço de Trump: veja os produtos brasileiros isentos a partir de hoje
Há 5 minutos Economia Relembre como tudo começou e entenda efeitos da taxa de 15%Há 5 minutos’Voltamos para o jogo’: setores do agro esperam retomar vendas para os EUA
Há 2 minutos Agronegócios Brasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças no tarifaço; entendaHá 2 minutosSuspeita de fraude bilionáriaMendonça recebe atualização da PF sobre investigações do Master
Há 4 horas Política Presidente da CPI do INSS descarta ouvir dono do Master em reunião fechadaHá 4 horasGoverno do DF quer usar imóveis públicos como garantia para salvar o BRB
Há 3 horas Jornal Nacional Mercado imobiliárioCom boom no Minha Casa Minha Vida, venda de imóveis bate recorde em 2025
Há 8 horas Economia Rede elétrica ‘Só Jesus Cristo’ evitaria apagões por queda de árvores em SP, diz CEO da Enel
