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Azul prevê novas rotas internacionais a partir de 2027 e descarta fusão com a Gol após reestruturação

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Azul prevê novas rotas internacionais a partir de 2027 e descarta fusão com a Gol após reestruturação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 01:45

Campinas e Região Azul prevê novas rotas internacionais a partir de 2027 e descarta fusão com a Gol após reestruturação CEO da companhia aérea reforçou que 2026 será período de reorganização operacional após saída da empresa do processo de recuperação judicial nos EUA. Por Bárbara Camilotti, g1 Campinas e Região

A companhia aérea Azul projeta retomar a expansão de voos internacionais a partir de 2027, após a reorganização operacional e renovação da frota.

O CEO John Rodgerson afirmou que a fusão com a Gol não é mais necessária, devido à nova saúde financeira da Azul após a reestruturação.

A empresa iniciará uma transição de frota em 2026, recebendo novos aviões e devolvendo aeronaves mais antigas de alto custo.

A Azul afirmou que deve retomar o crescimento de rotas internacionais a partir de 2027, após concluir a transição de frota prevista para este ano. A informação foi dada pelo CEO John Rodgerson durante coletiva nesta segunda-feira (23).

O executivo reforçou que 2026 será um período de reorganização operacional, com a chegada de novas aeronaves e devolução de modelos mais antigos, após a saída da empresa do Chapter 11, o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos – mecanismo semelhante à recuperação judicial no Brasil.

Rodgerson também descartou a possibilidade de retomar as negociações de fusão entre Azul e Gol por não haver necessidade de combinação das empresas após o processo de recuperação judicial nos EUA – entenda abaixo.

Ainda na coletiva, o CEO confirmou que as companhias norte-americanas American Airlines e United Airlines terão, cada uma, 8% das ações da companhia com os aportes de 100 milhões de dólares anunciados no dia 19 de fevereiro. No caso da American, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo Rodgerson, a Azul vai receber dois A330neo novos de fábrica nos próximos meses, ao mesmo tempo em que devolverá aviões mais antigos que tinham custo mais alto de arrendamento. A troca deve ocorrer ao longo de cerca de seis meses. O CEO destacou que os novos modelos têm custo operacional menor do que os que estão sendo retirados.

Além dos jatos de longo curso, a companhia continuará recebendo aeronaves da Embraer — entre cinco e seis por ano — e reativará três aviões que estavam parados por problemas técnicos. A empresa opera hoje uma frota de 175 aeronaves ativas.

Imagem de arquivo mostra avião da Azul no aeroporto de Fernando de Noronha — Foto: Ana Clara Marinho/g1

De acordo com o CEO, a expansão de voos para o exterior só deve ocorrer depois que a companhia concluir a renovação da frota. A Azul já opera rotas para Estados Unidos e Europa, além de destinos como Montevidéu e, sazonalmente, Bariloche.

“Vamos continuar crescendo internacionalmente, mas isso será mais a partir de 2027, não em 2026”, afirmou Rodgerson.

Ele explicou que o foco deste ano é substituir aeronaves, reorganizar a malha e preparar a companhia para voltar a expandir com segurança financeira.

Questionado sobre a possibilidade de retomar negociações com o Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, Rodgerson afirmou que a fusão não está nos planos da companhia.

O CEO explicou que, antes de entrar no Chapter 11, uma fusão poderia ter sido considerada como solução para enfrentar o alto endividamento. No entanto, com o novo balanço e o nível atual de alavancagem, a Azul não vê necessidade de combinação de negócios.

“Não está na mesa. Saímos do processo com dívida menor e uma empresa mais saudável”, afirmou.

O processo de recuperação judicial finalizado pela Azul Linhas Aéreas significou, segundo o comunicado da companhia, redução de cerca de 1,1 bilhão de dólares nas dívidas de empréstimos e financiamentos.

Somada à queda nas obrigações de arrendamento (aluguel) de aeronaves, que foi de cerca de 40%, a redução nos dividendos chega a aproximadamente 2,5 bilhões de dólares. Além disso, a companhia afirmou que saiu do processo com 850 milhões de dólares em novos investimentos em ações.

Em maio de 2025, quando anunciou o início da recuperação judicial, a empresa estimava a eliminação de mais de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 11,28 bilhões) e o aporte financeiro de 950 milhões de dólares.

redução dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Capítulo 11;redução em cerca de um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves;captação de aproximadamente 1,375 bilhão de dólares da emissão de Notas Seniors e 950 milhões de dólares por meio de compromissos em equity.

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