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Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticos e comércio

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Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre cooperação em minerais críticos e comércio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/02/2026 02:46

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Os dez acordos firmados abrangem áreas como saúde, agricultura, ciência e tecnologia, além do combate ao crime organizado transnacional.

Um plano de quatro anos foi estabelecido para fortalecer as relações bilaterais em política, economia e intercâmbios culturais até 2029.

O presidente Lula destacou o potencial de parcerias em setores de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial.

A Coreia do Sul já investiu US$ 8,8 bilhões no Brasil desde 2024, sendo o quarto maior parceiro comercial asiático do país.

O aumento do turismo brasileiro na Coreia do Sul em 25% e a popularização da "K-beauty" reforçam os laços.

O Brasil e a Coreia do Sul assinaram 10 acordos sobre cooperação em diferentes áreas do comércio e em minerais críticos. A medida foi anunciada pelo presidente do país asiático, Lee Jae Myung, nesta segunda-feira (23).

Além disso, Lee Jae Myung afirmou que os países traçaram um plano de quatro anos que estabelece relações bilaterais em áreas como política, economia e intercâmbios.

O líder asiático reforçou ainda a troca cultural entre as nações e afirmou que o turismo brasileiro na Coreia do Sul cresceu 25% nos últimos anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou depois de Lee e afirmou que também firmaram acordos sobre saúde, empreendedorismo, agricultura, ciência e tecnologia e combate ao crime organizado transnacional.

"Há amplo espaço para cooperação em segmentos de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial", afirmou. "Setores que vão da indústria de beleza ao audiovisual podem ser potencializados por novas parcerias".

"Expus ao presidente Lee que a conclusão dos procedimentos sanitários para a exportação de carne bovina brasileira poderá beneficiar os consumidores coreanos", disse.

O presidente brasileiro afirmou ainda que pretende trabalhar para a retomada das relações entre a Coreia e o Mercosul.

Presidente Lula se encontrou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, durante cúpula do G20 em novembro de 2025. — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Esta é a terceira viagem de Lula ao país asiático. Ele esteve na Coreia do Sul em 2005 e 2010, mas esta é a primeira vez com o peso de visita de Estado, o que indica maior peso político, econômico e diplomático para os dois países.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, acompanhou Lula até a Índia, mas não ficou para os compromissos oficiais e seguiu antes para a Coreia do Sul, onde cumpre agenda própria com a primeira-dama sul-coreana.

em junho, no Canadá, durante a cúpula do G7;em novembro, na reunião do G20, realizada na África do Sul.

Segundo interlocutores do Ministério das Relações Exteriores, nos dois encontros a afinidade entre os presidentes ficou “clara e evidente”.

A visita é tratada como uma confirmação do bom momento nas relações entre Brasil e Coreia do Sul. Os dois países mantêm relações diplomáticas desde 1959, há mais de seis décadas.

Nesse contexto, a expectativa é que os líderes assinem um "Plano de Ação 2026-2029". O documento deve formalizar um nível mais estratégico de cooperação entre os dois países. Além disso, os líderes devem discutir áreas consideradas prioritárias e trocar avaliações sobre o cenário geopolítico internacional.

A viagem também se insere em uma estratégia mais ampla do governo brasileiro de ampliar a presença do país na Ásia e abrir novos mercados na região.

A ideia é diversificar parceiros comerciais, aumentar exportações e atrair investimentos, reduzindo a dependência de parceiros grandes e tradicionais. A aproximação com países do continente é vista pelo governo como parte central da política externa econômica do Brasil nos próximos anos.

Hoje, a Coreia do Sul é um parceiro econômico relevante para o Brasil. Desde 2024, o país asiático já anunciou cerca de US$ 8,8 bilhões em investimentos no território brasileiro. Quase 80% desse total está concentrado na chamada indústria de transformação.

No comércio bilateral, o fluxo entre Brasil e Coreia do Sul somou US$ 10,8 bilhões no ano passado, com superávit de US$ 174 milhões para o lado brasileiro. Entre os países da Ásia, a Coreia do Sul é o quarto maior parceiro comercial do Brasil. No ranking global, ocupa a 13ª posição.

Nos últimos anos, a presença da cultura coreana no Brasil cresceu de forma expressiva, impulsionada principalmente pelo sucesso global do k-pop, das séries de TV e do cinema da Coreia do Sul.

Grupos musicais, produções exibidas em plataformas de streaming e a popularização da culinária, da moda e dos ritos de beleza ampliaram o interesse do público brasileiro, fortalecendo os laços culturais e aproximando as sociedades dos dois países.

Outro fenômeno recente é a popularização do skincare coreano. Produtos e rotinas de cuidados com a pele inspirados na chamada "K-beauty" ganharam espaço nas redes sociais, no varejo e entre influenciadores, impulsionando a demanda por itens como séruns e outros produtos de beleza.

A aparência uniforme e luminosa virou uma vitrine para a indústria de cosméticos. Esse padrão estético, reforçado por celebridades, atores de doramas e ídolos do K-pop, estimula o interesse por produtos e rotinas inspiradas na "K-beauty".

O aumento da demanda por produtos da Coreia do Sul também despertou o interesse do setor de cosméticos do Brasil. Empresas brasileiras passaram a acompanhar mais de perto as inovações coreanas em tecnologia de cuidados com a pele e no desenvolvimento de fórmulas.

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