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Argentina em crise faz exportações de veículos brasileiros terem queda de quase 30% em 2026
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Argentina em crise faz exportações de veículos brasileiros terem queda de quase 30% em 2026
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 06/03/2026 14:45
Carros Argentina em crise faz exportações de veículos brasileiros terem queda de quase 30% em 2026 Em 2025, a Argentina foi a principal responsável pela alta de 32% nas exportações de veículos brasileiros. No primeiro bimestre, os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades. Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o primeiro bimestre registrou 59,4 mil unidades exportadas, contra 82,4 mil no mesmo período do ano passado.
Trata-se de uma queda de 28% nas exportações de veículos em 2026, com destaque para o recuo da Argentina.
Os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades entre janeiro e fevereiro, uma redução de 7,5%.
Em 2025, a Argentina foi a principal responsável pela alta de 32% nas exportações de veículos brasileiros.
As montadoras brasileiras podem não aproveitar uma nova onda de exportações em 2026. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o primeiro bimestre registrou 59,4 mil unidades exportadas, contra 82,4 mil no mesmo período do ano passado.
Trata-se de uma queda de 28% nas exportações de veículos em 2026, com destaque para o recuo da Argentina. Os embarques para o país vizinho caíram de 15,6 mil para 14,4 mil unidades entre janeiro e fevereiro, uma redução de 7,5%.
“Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirma o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
Em 2025, a Argentina foi a principal responsável pela alta de 32% nas exportações de veículos brasileiros. Das 528 mil unidades enviadas ao exterior, 302 mil tiveram como destino o país vizinho. Na comparação com o ano anterior, a alta havia sido de 85%.
Agora, os emplacamentos de automóveis na Argentina em fevereiro caíram 37% em relação a janeiro. O resultado reflete as incertezas do mercado em relação às reformas implementadas recentemente pelo presidente Javier Milei.
O resultado das exportações brasileiras só não foi pior por causa dos números do México, que cresceram 318%.
No último mês, os embarques para o mercado mexicano saltaram de 2,2 mil para 9,1 mil veículos em relação a janeiro. Já o Chile registrou aumento de 34,1%, passando de 1,6 mil para 2,2 mil unidades.
Os dados da Anfavea mostram que as vendas de veículos no Brasil somaram 355,7 mil unidades no primeiro bimestre, uma queda de 0,1% em relação ao mesmo período de 2025.
À primeira vista, o número indica estabilidade. Porém, houve aumento de 1,8% nas vendas de automóveis e comerciais leves, que passaram de 334,1 mil para 340,1 mil unidades. Já as vendas de caminhões e ônibus caíram 29,4%, de 22,1 mil para 15,6 mil unidades.
Em fevereiro, a média diária de vendas foi de 10,3 mil veículos, na comparação com o mesmo mês de 2025 — a segunda melhor média diária dos últimos dez anos. Já a produção de veículos no Brasil no bimestre foi de 338 mil unidades, queda de 8,9% em relação aos dois primeiros meses de 2025.
Os veículos eletrificados acumularam 28,1 mil unidades vendidas, das quais 43% são nacionais. “Esse já é um sinal dos investimentos em tecnologia e produção anunciados pelas fábricas nos últimos anos”, explica o presidente da Anfavea.
Segundo Calvet, o aumento da taxa Selic ao longo de 2025 pressionou a indústria e o mercado consumidor.
“A Selic nesse nível tem o poder de afetar negativamente os investimentos e o poder de consumo. A Selic atinge fortemente os emplacamentos de veículos pesados”, explica.
Mesmo com a expectativa de recuo da Selic em 2026, a previsão da Anfavea é que os reflexos demorem a ser sentidos.
“O Comitê de Política Monetária já sinalizou que estamos no caminho de redução da Selic, mas o mercado leva, em média, sete meses para sentir o efeito do ajuste. Portanto, devemos ter respostas no começo de 2027”, diz Calvet.
A guerra no Oriente Médio já provoca reflexos no preço do barril de petróleo e na cadeia logística. “Ainda não há alerta de desabastecimento de componentes e matérias-primas, mas estamos monitorando a situação com as fábricas no Brasil”, diz Calvet.
Segundo ele, ainda não está claro qual será o impacto do conflito na produção de automóveis no país.
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