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Combustível vai aumentar no Brasil? Entenda o impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã
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Combustível vai aumentar no Brasil? Entenda o impacto da alta do petróleo com a guerra no Irã
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/03/2026 17:34
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.913 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.913 pts0,86%MoedasDólar ComercialR$ 5,164-1,52%Dólar TurismoR$ 5,412-0,81%Euro ComercialR$ 5,996-1,45%Euro TurismoR$ 6,285-0,89%B3Ibovespa180.913 pts0,86%Oferecido por
O preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.
A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás.
O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados.
No Brasil, além dos impactos indiretos sobre transporte, indústria e agronegócio, a alta do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e da energia.
Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias.
Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.
A alta ocorre em meio à intensificação das tensões, que envolvem países e rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento da commodity, elevou o temor de restrições na oferta mundial e de diversos produtos derivados.
No Brasil, além dos impactos indiretos sobre transporte, indústria e agronegócio, a alta do petróleo pode pressionar os preços dos combustíveis e da energia. O g1 consultou analistas para avaliar se esse movimento pode resultar em reajustes.
Apesar da alta recorde do petróleo com o início da guerra no Irã, os preços dos combustíveis registraram leve aumento no Brasil nos últimos dias.
🚗 Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março, enquanto o diesel aumentou de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.
Segundo especialistas, a alta do petróleo no mercado internacional poderia gerar reajustes maiores nos combustíveis. No entanto, esses aumentos não costumam ocorrer de forma imediata, pois a política atual da Petrobras permite reduzir parte das oscilações externas no curto prazo.
🔎 Desde 2023, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou a política de paridade de importação (PPI), a Petrobras passou a adotar um modelo de preços que considera fatores como cotações internacionais, custos de produção e condições do mercado interno.💰 Por isso, a companhia ajusta os preços de forma gradual, sem seguir automaticamente as oscilações do mercado internacional. Na prática, isso significa que altas ou quedas do petróleo nem sempre são repassadas de imediato ao consumidor.
De acordo com Marcos Bassani, analista de investimentos e sócio da Boa Brasil Capital, a nova política reduziu a frequência de reajustes.
“Quando o petróleo sobe rapidamente, os combustíveis no Brasil podem ficar temporariamente mais baratos que no mercado internacional. Isso mostra que a Petrobras está absorvendo parte do impacto externo para evitar aumentos bruscos”, afirma.
O preço do petróleo influencia os combustíveis porque é a principal matéria-prima usada na produção de gasolina e diesel. Como é negociado globalmente em dólar, a alta do barril ou da moeda americana tende a elevar os custos.
Ainda assim, o petróleo não é o único fator que determina o valor pago pelo consumidor. Segundo a Petrobras, o preço final também inclui impostos, a mistura obrigatória de biocombustíveis e os custos de transporte, distribuição e venda.
No caso da gasolina, por exemplo, a parcela ligada à Petrobras representa cerca de 28,7% do preço final. Considerando o preço médio nacional recente de R$ 6,30 por litro, segundo a ANP, isso equivale a cerca de R$ 1,81.
O restante corresponde a impostos federais e estaduais, à mistura de etanol anidro e aos custos de distribuição e venda até os postos.
No diesel, a participação da Petrobras é maior: cerca de 46% do preço final. Em um valor médio de R$ 6,08 por litro, isso representa cerca de R$ 2,80, enquanto o restante inclui impostos, biodiesel e custos de transporte.
Gasolina combustível etanol diesel posto de combustíveis bomba — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Embora a política atual da Petrobras permita adiar parte dos repasses, analistas destacam que essa estratégia tem limites.
“Se o petróleo permanecer em nível elevado por muito tempo, a Petrobras tende a reajustar os preços para recuperar margens”, diz Bassani.
Outro fator de pressão é a dependência brasileira de importações, especialmente de diesel. Se a diferença entre os preços internos e os internacionais ficar muito grande, importadores podem reduzir a oferta no país.
Para Johnny Martins, vice-presidente do SERAC, conflitos em regiões produtoras costumam provocar alta global do petróleo e aumentar as oscilações nos mercados. “Qualquer risco de interrupção na produção, no transporte ou na exportação gera insegurança. E, quando há insegurança, o preço sobe”, afirma.
Segundo ele, como o petróleo é negociado em dólar, altas no barril ou na moeda americana elevam o custo dos combustíveis e afetam toda a cadeia produtiva, especialmente transporte e logística. Com o diesel mais caro, por exemplo, o frete aumenta — o que pode encarecer produtos e serviços para o consumidor.
Na avaliação de João Abdouni, analista da Levante Inside Corp, a Petrobras pode continuar adiando parte dos repasses enquanto aguarda a estabilização dos preços.
“A empresa tende a esperar antes de realizar reajustes, que podem ocorrer nos próximos dias caso os preços se mantenham em níveis mais elevados”, afirma.
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