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Ovos: USP aponta melhora no poder de compra do avicultor com alta nos preços e exportações registram recordes em fevereiro

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Ovos: USP aponta melhora no poder de compra do avicultor com alta nos preços e exportações registram recordes em fevereiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 10:52

Piracicaba e Região Ovos: USP aponta melhora no poder de compra do avicultor com alta nos preços e exportações registram recordes em fevereiro Fevereiro de 2026 foi o mês como maior volume embarques da proteína em 13 anos, com 2,94 mil toneladas. No mercado doméstico, demanda aquecida e a oferta limitada favoreceram cotações. Por g1 Piracicaba e Região

Os embarques totalizaram 2,94 mil toneladas. A marca também é 16% superior ao registrado em fevereiro do ano passado.

Do lado do mercado doméstico, no atacado e varejo, a demanda aquecida e a oferta limitada fizeram as cotações subirem e favoreceram o poder de compra do avicultor frente aos insumos essencias para atividade do setor.

O cenário é resultado da combinação de demanda aquecida, favorecida pelo período de recebimento de salários, e de uma oferta interna mais enxuta.

As altas nos preços dos ovos verificadas em fevereiro de 2026 fizeram o poder de compra dos avicultores paulistas voltar a reagir frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, após um período de queda no fim do ano passado.

Fevereiro de 2026 foi o mês como maior volume de exportações brasileiras de ovos em 13 anos. Os embarques totalizaram 2,94 mil toneladas. A marca também é 16% superior ao registrado em fevereiro do ano passado.

Do lado do mercado doméstico, no atacado e varejo, a demanda aquecida e a oferta limitada fizeram as cotações subirem e favoreceram o poder de compra do avicultor frente aos insumos essencias para atividade do setor. Veja detalhes na reportagem, abaixo.

Exportações: o movimento de alta nas vendas de ovos para o exterior já tinha sido registrado em janeiro, mas o país não superava essa marca desde 2013, demonstram os dados compilados da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

"Em janeiro deste ano, o desempenho também já havia sido recorde para o mês em 13 anos. Apesar da alta anual, o volume embarcado apresentou leve recuo em relação ao mês anterior", detalha o Cepea.

Em relação aos preços, o Cepea aponta que as cotações mantêm tendência de alta neste ano e avançaram até 15% no início de março de 2026 nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos da Esalq-USP.

O cenário é resultado da combinação de demanda aquecida, favorecida pelo período de recebimento de salários, e de uma oferta interna mais enxuta.

Agentes do setor, consultados pelo Cepea, apontam alta nos pedidos para abastecimento das redes atacadistas e varejistas.

"Já do lado da oferta, a disponibilidade interna segue ajustada à demanda, sem excessos nas granjas. Paralelamente, há relatos de menor oferta de ovos vermelhos em diversas regiões. Assim, o produto teve valorização mais intensa que os brancos, nos últimos dias", detalhou.

Conflito no Oriente Médio: Segundo pesquisadores do Cepea, no mercado de ovos, os impactos dos conflitos no Oriente Médio tendem a ser limitados quando comparados aos demais setores do agronegócio, pois a maior parte da produção nacional da proteína é destinada ao mercado interno, sendo relativamente pequena a parcela exportada

Em Bastos (SP), o preço médio do branco tipo extra foi de R$ 173,72 a caixa com 30 dúzias no dia 13 de março, com variação positiva de quase 3% ao dia.

Para os ovos vermelhos, a média mensal foi de R$ 201,21 a caixa na região paulista nesta sexta-feira (13), o que representa alta de 2,99% ao dia.

As altas nos preços dos ovos verificadas em fevereiro de 2026 fizeram o poder de compra dos avicultores paulistas voltar a reagir frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, após um período de queda no fim do ano passado.

De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento interrompeu a sequência de quedas observada por cinco meses consecutivos em relação ao cereal e por sete meses no caso do derivado da oleaginosa.

Em Bastos (SP), o preço dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB), apresenta média de R$ 147,98/caixa com 30 dúzias nesta parcial de fevereiro, avanço de intensos 36,7% frente a janeiro.

Para os ovos vermelhos, a média da parcial do mês fechou em R$ 166,57 a caixa a região paulista, alta de 37% em relação ao período anterior.

"Neste cenário, considerando-se o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho, o avicultor paulista pôde comprar 131,22 quilos do cereal com a venda de uma caixa de ovos brancos, ou 147,77 quilos de milho com a venda de uma caixa de ovos vermelhos, volumes 36,7% e 37,1% maiores, respectivamente, em relação a janeiro", detalhou o Centro de Estudos da Esalq.

Sobre o farelo de soja comercializado no mercado de lotes de Campinas (SP), na mesma comparação, o produtor conseguiu adquirir 80,27 quilos do derivado com a venda de uma caixa do produto branco, ou 90,40 quilos com a venda de uma caixa do produto vermelho, aumentos de 41,3% e de 41,7% no comparativo mensa

O poder de compra do produtor de ovos paulista frente ao milho, insumo essencial para a avicultura, caiu por, pelo menos, três meses consecutivos no segundo semestre de 2025 e atingiu menor patamar do ano. A relação de troca sobre o farelo de soja também registra recuos desde o início do segundo semestre em valores reais, deflacionados pelo Índice Geral de Preços (GPD) de outubro.

Segundo pesquisadores do Cepea, a maior oferta no mercado interno pressionou as cotações dos ovos ao longo de novembro.

🌽Milho: o preço do milho passou de 67,52% para 70,30 entre os dias 14 de novembro e 5 de dezembro de 2025, segundo Indicado Esalq/Bovespa.

"A procura doméstica por milho voltou a se aquecer no fim de novembro, o que elevou os preços do cereal na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Parte dos consumidores, que priorizava o uso de estoques e/ou aguardava desvalorização voltou ao mercado para recompor os estoques e se programar para o final de 2025", analisa o Cepea.

As últimas semanas do ano são marcadas pela menor liquidez, sobretudo devido à paralisação de transportadoras.

"Do lado da oferta, os vendedores, que estão focados na semeadura da safra verão e atentos a esse retorno dos consumidores, limitam o volume de mercadoria para entrega imediata, reforçando a alta nas cotações", conclui.

A paridade de exportação e os embarques se mantendo em bons patamares também dão suporte aos vendedores, que acabam aguardando melhores oportunidades para novos negócios.

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