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Ovos: USP aponta melhora no poder de compra do avicultor com alta nos preços e exportações registram recordes em fevereiro

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 10:52

Piracicaba e Região Ovos: USP aponta melhora no poder de compra do avicultor com alta nos preços e exportações registram recordes em fevereiro Fevereiro de 2026 foi o mês como maior volume embarques da proteína em 13 anos, com 2,94 mil toneladas. No mercado doméstico, demanda aquecida e a oferta limitada favoreceram cotações. Por g1 Piracicaba e Região

Os embarques totalizaram 2,94 mil toneladas. A marca também é 16% superior ao registrado em fevereiro do ano passado.

Do lado do mercado doméstico, no atacado e varejo, a demanda aquecida e a oferta limitada fizeram as cotações subirem e favoreceram o poder de compra do avicultor frente aos insumos essencias para atividade do setor.

O cenário é resultado da combinação de demanda aquecida, favorecida pelo período de recebimento de salários, e de uma oferta interna mais enxuta.

As altas nos preços dos ovos verificadas em fevereiro de 2026 fizeram o poder de compra dos avicultores paulistas voltar a reagir frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, após um período de queda no fim do ano passado.

Fevereiro de 2026 foi o mês como maior volume de exportações brasileiras de ovos em 13 anos. Os embarques totalizaram 2,94 mil toneladas. A marca também é 16% superior ao registrado em fevereiro do ano passado.

Do lado do mercado doméstico, no atacado e varejo, a demanda aquecida e a oferta limitada fizeram as cotações subirem e favoreceram o poder de compra do avicultor frente aos insumos essencias para atividade do setor. Veja detalhes na reportagem, abaixo.

Exportações: o movimento de alta nas vendas de ovos para o exterior já tinha sido registrado em janeiro, mas o país não superava essa marca desde 2013, demonstram os dados compilados da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

"Em janeiro deste ano, o desempenho também já havia sido recorde para o mês em 13 anos. Apesar da alta anual, o volume embarcado apresentou leve recuo em relação ao mês anterior", detalha o Cepea.

Em relação aos preços, o Cepea aponta que as cotações mantêm tendência de alta neste ano e avançaram até 15% no início de março de 2026 nas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos da Esalq-USP.

O cenário é resultado da combinação de demanda aquecida, favorecida pelo período de recebimento de salários, e de uma oferta interna mais enxuta.

Agentes do setor, consultados pelo Cepea, apontam alta nos pedidos para abastecimento das redes atacadistas e varejistas.

"Já do lado da oferta, a disponibilidade interna segue ajustada à demanda, sem excessos nas granjas. Paralelamente, há relatos de menor oferta de ovos vermelhos em diversas regiões. Assim, o produto teve valorização mais intensa que os brancos, nos últimos dias", detalhou.

Conflito no Oriente Médio: Segundo pesquisadores do Cepea, no mercado de ovos, os impactos dos conflitos no Oriente Médio tendem a ser limitados quando comparados aos demais setores do agronegócio, pois a maior parte da produção nacional da proteína é destinada ao mercado interno, sendo relativamente pequena a parcela exportada

Em Bastos (SP), o preço médio do branco tipo extra foi de R$ 173,72 a caixa com 30 dúzias no dia 13 de março, com variação positiva de quase 3% ao dia.

Para os ovos vermelhos, a média mensal foi de R$ 201,21 a caixa na região paulista nesta sexta-feira (13), o que representa alta de 2,99% ao dia.

As altas nos preços dos ovos verificadas em fevereiro de 2026 fizeram o poder de compra dos avicultores paulistas voltar a reagir frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, após um período de queda no fim do ano passado.

De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento interrompeu a sequência de quedas observada por cinco meses consecutivos em relação ao cereal e por sete meses no caso do derivado da oleaginosa.

Em Bastos (SP), o preço dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB), apresenta média de R$ 147,98/caixa com 30 dúzias nesta parcial de fevereiro, avanço de intensos 36,7% frente a janeiro.

Para os ovos vermelhos, a média da parcial do mês fechou em R$ 166,57 a caixa a região paulista, alta de 37% em relação ao período anterior.

"Neste cenário, considerando-se o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho, o avicultor paulista pôde comprar 131,22 quilos do cereal com a venda de uma caixa de ovos brancos, ou 147,77 quilos de milho com a venda de uma caixa de ovos vermelhos, volumes 36,7% e 37,1% maiores, respectivamente, em relação a janeiro", detalhou o Centro de Estudos da Esalq.

Sobre o farelo de soja comercializado no mercado de lotes de Campinas (SP), na mesma comparação, o produtor conseguiu adquirir 80,27 quilos do derivado com a venda de uma caixa do produto branco, ou 90,40 quilos com a venda de uma caixa do produto vermelho, aumentos de 41,3% e de 41,7% no comparativo mensa

O poder de compra do produtor de ovos paulista frente ao milho, insumo essencial para a avicultura, caiu por, pelo menos, três meses consecutivos no segundo semestre de 2025 e atingiu menor patamar do ano. A relação de troca sobre o farelo de soja também registra recuos desde o início do segundo semestre em valores reais, deflacionados pelo Índice Geral de Preços (GPD) de outubro.

Segundo pesquisadores do Cepea, a maior oferta no mercado interno pressionou as cotações dos ovos ao longo de novembro.

🌽Milho: o preço do milho passou de 67,52% para 70,30 entre os dias 14 de novembro e 5 de dezembro de 2025, segundo Indicado Esalq/Bovespa.

"A procura doméstica por milho voltou a se aquecer no fim de novembro, o que elevou os preços do cereal na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Parte dos consumidores, que priorizava o uso de estoques e/ou aguardava desvalorização voltou ao mercado para recompor os estoques e se programar para o final de 2025", analisa o Cepea.

As últimas semanas do ano são marcadas pela menor liquidez, sobretudo devido à paralisação de transportadoras.

"Do lado da oferta, os vendedores, que estão focados na semeadura da safra verão e atentos a esse retorno dos consumidores, limitam o volume de mercadoria para entrega imediata, reforçando a alta nas cotações", conclui.

A paridade de exportação e os embarques se mantendo em bons patamares também dão suporte aos vendedores, que acabam aguardando melhores oportunidades para novos negócios.

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Após estiagem em 2025, produtores de amendoim veem recuperação na safra atual

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 08:06

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Após estiagem em 2025, produtores de amendoim veem recuperação na safra atual Safra de amendoim deve ser melhor que a do ano passado, mesmo com impacto do clima em algumas fases da lavoura no interior de São Paulo. Por Nosso Campo, TV TEM

A colheita do amendoim começou após um ciclo de mais de 120 dias em lavouras do interior de São Paulo.

Mesmo com desafios climáticos ao longo do desenvolvimento das plantas, produtores relatam uma safra melhor do que a registrada no ano passado.

A maior parte da produção é destinada ao mercado externo. Por isso, a estratégia do produtor é armazenar o amendoim e aguardar um melhor momento para a venda.

Amendoim é colhido após ciclo de mais de 120 dias em lavoura de Luiziânia (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

A colheita do amendoim começou após um ciclo de mais de 120 dias em lavouras do interior de São Paulo. Mesmo com desafios climáticos ao longo do desenvolvimento das plantas, produtores relatam uma safra melhor do que a registrada no ano passado.

Em Luiziânia (SP), o produtor rural Clézio Hungaro afirma que, apesar de o clima não ter ajudado tanto, o resultado foi melhor do que em 2025, quando a estiagem trouxe muitos problemas para a lavoura. A expectativa é colher cerca de 400 sacos por alqueire, o equivalente a 170 sacos por hectare.

O preço também melhorou. As primeiras sacas, de 25 quilos, foram negociadas a R$ 80, valor acima dos R$ 68 registrados na safra passada. Mesmo assim, ainda está abaixo dos R$ 110 alcançados em 2024.

A maior parte da produção é destinada ao mercado externo. Por isso, a estratégia do produtor é armazenar o amendoim e aguardar um melhor momento para a venda. A expectativa é que o preço chegue a R$ 100 por saca até junho, dependendo do comportamento do mercado internacional.

Produção de amendoim também é cultivada em áreas de sequeiro em Valparaíso (SP) — Foto: TV TEM/Reprodução

Segundo o engenheiro agrônomo Wanderley Júnior Domingues, um veranico registrado neste ano impactou a lavoura, já que faltou chuva na fase de enchimento dos grãos. Mesmo assim, a avaliação é de que a safra deve ser melhor que a do ano passado.

São Paulo é o maior produtor de amendoim do país, responsável por quase 90% da produção nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma safra superior a 1 milhão de toneladas, entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de toneladas de amendoim com casca.

Em Valparaíso (SP), o produtor Júlio Cornacini cultiva amendoim há sete safras seguidas. A área plantada soma 350 hectares no município e na região, toda em sistema de sequeiro, o que aumenta a dependência das condições climáticas.

Depois de dois anos de resultados abaixo do esperado, o produtor está mais otimista nesta safra. A expectativa é colher cerca de 60 mil sacos em toda a área cultivada, resultado que pode ajudar a recuperar parte dos prejuízos das últimas temporadas.

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Produtores de ovos se preparam para demanda da Quaresma com preços mais acessíveis

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 08:06

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Produtores de ovos se preparam para demanda da Quaresma com preços mais acessíveis Consumo de ovos costuma crescer durante a Quaresma, período em que produtores se preparam para atender a demanda maior pelo alimento. Por Nosso Campo, TV TEM

A procura por ovos costuma aumentar durante a Quaresma, período em que muitas pessoas reduzem o consumo de carne e buscam outras fontes de proteína.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou mais de 40 toneladas do alimento.

Produção de ovos em granja do interior paulista ajuda a abastecer consumidores de diferentes estados — Foto: TV TEM/Reprodução

A procura por ovos costuma aumentar durante a Quaresma, período em que muitas pessoas reduzem o consumo de carne e buscam outras fontes de proteína. Em granjas do interior paulista, os produtores se preparam para atender a essa demanda maior.

Em uma granja de Guarantã (SP), o avicultor Rômulo Tinoco explica que esse aumento no consumo acontece todos os anos por causa da tradição religiosa. Segundo ele, o setor se organiza para garantir o abastecimento durante o período. A produção da granja é destinada a consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O ano de 2025 foi histórico para as exportações de ovos do país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou mais de 40 toneladas do alimento, um crescimento de 121% em relação a 2024. Na Quaresma do ano passado, o avanço das exportações reduziu a oferta no mercado interno e os preços subiram.

O cenário neste ano é diferente. Em uma granja em Presidente Alves (SP), a caixa com 30 dúzias de ovos chegou a ser vendida por R$ 202,50 no atacado durante a Quaresma de 2025. No início da Quaresma deste ano, a mesma caixa foi comercializada por menos de R$ 160.

Segundo o gerente administrativo da granja, Pedro Paulo Netto, o ano passado foi considerado atípico e não há expectativa de que os preços alcancem novamente aquele patamar, mesmo com o aumento no custo de produção, causado pela alta do milho e da soja.

A granja tem 250 mil galinhas poedeiras e capacidade de produzir mais de 3 milhões de ovos por mês. Para atender a demanda, principalmente neste período do ano, o trabalho conta com o apoio da tecnologia.

Os ovos são transportados por esteiras até a área de seleção, onde passam por triagem, lavagem e classificação por peso antes de serem direcionados para as caixas e enviados para comercialização.

Ovos passam por seleção, lavagem e classificação antes de seguirem para comercialização — Foto: TV TEM/Reprodução

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Observação de aves atrai turistas e famílias para a região de Piedade

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 08:06

Sorocaba e Jundiaí Nosso Campo Observação de aves atrai turistas e famílias para a região de Piedade Com quase 200 espécies catalogadas em reservas locais, o 'birdwatching' une ciência, lazer e educação ambiental entre Piedade e Tapiraí. Por Nosso Campo, TV TEM

A região de Piedade (SP) é um ponto de biodiversidade. Somente de beija-flores, já foram identificadas 15 espécies.

Para registrar o Surucuá-dourado, por exemplo, é preciso enfrentar trilhas mata adentro, munido de binóculos, botas confortáveis e, acima de tudo, paciência.

A atividade tem conquistado diferentes gerações. De São Roque (SP), o casal Hernane e Amanda leva os filhos, para colecionar experiências pelo Brasil.

A reserva, localizada entre Piedade e Tapiraí (SP), faz parte de um ecossistema privilegiado. O estado de São Paulo concentra cerca de 40% das espécies de aves conhecidas no Brasil.

Observação de aves atrai turistas e famílias para a região de Piedade — Foto: Reprodução/TV TEM

Os primeiros raios de sol em Piedade (SP), no interior de São Paulo, trazem visitantes ilustres. Leves, pequenos e de cores vivas, os beija-flores pairam no ar, alheios ao movimento humano, mas sob o olhar atento de lentes potentes.

O que para muitos é apenas um despertar no campo, para os praticantes do birdwatching (observação de aves) é o começo de uma caçada pacífica por registros raros.

No sítio de Marcos Mello, a rotina mudou há três anos. Incentivado por um amigo biólogo, o proprietário passou a cuidar de quem sempre esteve por perto.

A região é um ponto de biodiversidade. Somente de beija-flores, já foram identificadas 15 espécies, incluindo o Beija-flor-preto, Papo-branco, Rubi e o Front-violeta.

Mas a diversidade vai além do jardim, perto dos lagos, famílias de Mergulhão-pequeno dividem o espaço com aves que exigem mais fôlego dos observadores.

Para registrar o Surucuá-dourado, por exemplo, é preciso enfrentar trilhas mata adentro, munido de binóculos, botas confortáveis e, acima de tudo, paciência.

A atividade tem conquistado diferentes gerações. De São Roque (SP), o casal Hernane e Amanda leva os filhos para colecionar experiências pelo Brasil. Daniel Moderno Teixeira, de apenas 13 anos, já é um veterano: ele comemora o flagrante do Macuco e do Juruva, aves difíceis de serem avistadas.

A tecnologia e o talento natural também ajudam na "caça". Enquanto alguns usam o som do canto das aves gravado no celular para atrair os animais, a pequena Sophia, parte do grupo, impressiona ao imitar o som das aves com a própria voz, conseguindo atrair espécies como o próprio Surucuá.

A reserva, localizada entre Piedade e Tapiraí (SP), faz parte de um ecossistema privilegiado. O estado de São Paulo concentra cerca de 40% das espécies de aves conhecidas no Brasil, que possui quase 2 mil tipos catalogados.

Para o biólogo Alexandre Franchin, o papel dos observadores vai além do lazer. Ao registrar espécies como o Corocoxó, os entusiastas ajudam a monitorar aves raras ou ameaçadas de extinção, contribuindo diretamente para o catálogo da biodiversidade brasileira.

Há 7 horas Mundo O que se sabe sobre bombardeio a escola no IrãHá 7 horasÉ hoje!Vem Oscar para o Brasil? Veja indicados, favoritos e quem merece ganhar

Há 3 horas Cinema g1 já viu TODOS os indicados a Melhor Filme; veja críticasHá 3 horas’O Agente Secreto’ mostra ‘difusão psicológica do terror’Há 3 horasGolpes bancáriosPolícia de SP prende suspeitos de golpe com 95 cartões no entorno do Allianz

Há 24 minutos São Paulo Esquema financeiroBanco Master: como Vorcaro lucrou mais de R$ 440 mi em operações

Há 10 horas Jornal Nacional Em 24 horas, dono do Master lucrou R$ 290 mi com fundoHá 10 horasBRB cobra quase R$ 1 milhão de investigado no caso Há 10 horasFórmula 1Aos 19 anos, Antonelli vence pela 1ª vez na carreira e leva o GP da China

Há 36 minutos fórmula 1 Corridas no Bahrein e na Arábia Saudita são canceladasHá 36 minutosAgronegóciosSem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará

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Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará; caso expõe gargalos do transporte no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 05:47

Agro Sem banheiro e água: caminhoneiros relatam dias em fila em porto no Pará; caso expõe gargalos do transporte no Brasil Buracos, estradas sem asfalto e dependência das rodovias encarecem o frete e impactam o preço dos alimentos no país. Por Vivian Souza, g1 — São Paulo

Motoristas que escoam a safra de soja deste ano passaram dias parados dentro de um caminhão, sem dormir, água para beber ou banheiro perto, para chegar ao porto de Miritituba, no Pará.

No fim de fevereiro, a fila de caminhões chegou a 45 km, invadindo a BR-163. O local é uma das principais rotas de escoamento da produção no Norte do país, recebendo grãos do Mato Grosso.

O motorista Jefferson Bezerra também enfrentou a fila. Ele ficou 40 horas parado na estrada e mais 12 horas esperando dentro do porto.

Esse engarrafamento é apenas um exemplo dos problemas para transportar a produção agrícola no Brasil.

Dias parados dentro de um caminhão, sem dormir, água para beber ou banheiro perto, foi por esta situação que motoristas que escoam a safra de soja deste ano passaram para chegar ao porto de Miritituba, no Pará.

No fim de fevereiro, a fila de caminhões chegou a 45 km, invadindo a BR-163. O local é uma das principais rotas de escoamento da produção no Norte do país, recebendo grãos do Mato Grosso.

“A situação era precária. Banho era no igarapé, banheiro era o mato. Não tem o que fazer”, relata o caminhoneiro Álvaro José Dancini, que ficou dois dias na fila.

O motorista Jefferson Bezerra também enfrentou o congestionamento. Ele ficou 40 horas parado na estrada e mais 12 horas esperando dentro do porto.

“Quem tinha alguma coisa dentro do caminhão, comia. Quem não tinha, ficava com fome. Ainda bem que os postos ali mais próximos passavam com carro dando água para nós”, disse.

"A gente depende de fazer os fretes. Então, se você fica três dias parado numa fila, é três dias que você não está recebendo nada, porque eles não pagam a estadia. É só prejuízo”, conta Renan Galina.

Da esquerda para a direita, os caminhoneiros Renan Galina, Álvaro José Dancini e Jefferson Bezerra — Foto: Arquivo pessoal

Esse engarrafamento é apenas um exemplo dos problemas para transportar a produção agrícola no Brasil:

há muitos caminhões chegando aos portos ao mesmo tempo, porque a produção é grande e faltam armazéns para guardar os grãos; o transporte depende, principalmente, de caminhões, que carregam menos carga do que trens ou embarcações; muitas estradas não têm asfalto ou estão em más condições, o que deixa o transporte mais lento e caro.

No caso das safras agrícolas, a dependência do transporte rodoviário pode gerar prejuízos, explica Fernanda Rezende, diretora executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

"Esse tipo de carga seria ideal para trafegar por modalidades que têm a vocação de transportar grandes volumes de carga, com um custo de transporte menor, que seriam as ferrovias e as hidrovias”, afirma.

Um caminhão consome cerca de um litro a cada 2 km no transporte de grãos. Deste modo, em uma viagem de 2 mil km até o porto de Santos, o consumo pode chegar a 1 mil litros, exemplifica Thiago Péra, professor do grupo de pesquisa e extensão em logística da Esalq-USP.

Esse gasto é agravado pelas distâncias percorridas, uma vez que o Brasil tem dimensões continentais, explica o professor.

"Essa é uma questão infraestrutural importante no transporte, que traz uma perda da competitividade do agronegócio brasileiro”, afirma Péra.

No porto de Miritituba, onde os motoristas ficaram parados, o único acesso é por caminhão. "E os terminais não têm dado conta, nessa época, de todo o volume que chega de carga naquela região", relata.

O motorista Jefferson Bezerra confirma essa situação. “Os portos não têm pátio suficiente para caminhão e usam a rodovia como área de espera”, diz.

O problema da dependência das rodovias se agrava com a baixa qualidade das estradas. Apenas cerca de 12,4% são pavimentadas, segundo dados da CNT.

Existem ainda as chamadas estradas vicinais, que são aquelas sem asfalto que conectam as regiões de produção até as rodovias para fazer o escoamento.

“Isso causa um aumento do custo de transporte. Porque, basicamente, as rodovias em condições precárias reduzem a velocidade do caminhão, aumentam gastos com pneu, com manutenção e, principalmente, aumenta o consumo de combustível”, afirma Péra.

Para os caminhoneiros, as estradas ruins também causam danos. Bezerra, por exemplo, quebrou o caminhão em fevereiro, depois de passar por um buraco.

“A estrada está se desmanchando em buraco […] Histórias de prejuízo, todos os dias. É uma mola que quebra, é um eixo que quebra”, relata também Dancini.

Os caminhões chegam praticamente no mesmo momento aos portos por um motivo: faltam armazéns para guardar os grãos.

“A gente bate recorde de produção, só que a infraestrutura não acompanha. Então, a gente tem um primeiro gargalo ali, ainda na lavoura”, afirma a diretora executiva Rezende.

"Tudo que é produzido hoje tem que ser escoado de forma imediata. Então, acaba fazendo com que o caminhão vire um armazém”, afirma.

“Aí vão todos os caminhões simultaneamente entregar para a exportação. Só que chega lá no porto, o ele não tem capacidade, muitas vezes, de recepção de todo esse volume”, afirma Péra.

Muitos caminhões parados nas filas dos portos geram menos oferta de veículos para transporte. Com isso, o preço do frete dispara na época da colheita.

Segundo o caminhoneiro Galina, o congestionamento acontece todos os anos durante a safra, entre janeiro e a primeira quinzena de março.

" O caminhão que era para estar viajando, trabalhando, fica parado na fila. O faturamento cai até para menos da metade. A gente aguarda o ano todo para fazer essa safra, para pagar as dívidas do caminhão. Mas vem a fila, e na hora de pagar as contas, a gente não consegue faturar”, afirma o caminhoneiro Bezerra.

Leia também: Com denúncias de animais em meio a fezes e com pouco espaço, exportação de gado vivo dobra em 3 anos no Brasil

O aumento do custo do transporte não afeta apenas empresas. Ele também pesa no valor dos alimentos.

“Tudo isso encarece o nosso custo do Brasil, que é um conjunto de distorções que torna a nossa economia mais cara. Então a gente tem bens e serviços mais caros no país por conta dessa infraestrutura precária”, explica Péra.

“O problema é que você tem que percorrer distâncias muito maiores para você chegar no mesmo destino”, afirma Rezende. Isso porque caminhos mais longos aumentam o tempo de viagem e o consumo de combustível.

“Isso gira mais o agronegócio brasileiro, a economia, geração de emprego, renda e uma série de fatores”, diz o professor da Esalq.

Segundo Péra, o Brasil investe apenas entre 0,4% e 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura.

"É muito baixo, principalmente quando comparado com Estados Unidos e China, que têm um percentual acima de 2%. O Brasil teria que chegar a no mínimo 2% para conseguir gerar infraestrutura e garantir uma maior competitividade”, afirma.

Na comparação com o crescimento das safras, o transporte em outros modais, como ferrovia e hidrovia, vem caindo.

“Porque basicamente o volume que a gente tem produzido e exportado tem aumentado mais do que o crescimento da infraestrutura ferroviária no país, por exemplo”, diz o professor.

Rezende concorda. Para ela, é preciso ampliar e recuperar a malha rodoviária existente e investir para aumentar as modalidades de transporte.

"Quando você tem integração entre as modalidades, você faz com que esse transporte seja eficiente”, afirma.

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Morango importado do Egito derruba preços e deixa fruta produzida no ES menos competitiva no mercado

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 04:48

Espírito Santo Agronegócios Morango importado do Egito derruba preços e deixa fruta produzida no ES menos competitiva no mercado Com aumento das importações e custo mais baixo para a indústria com a fruta de fora, agricultores da Região Serrana do Espírito Santo dizem que renda caiu e já há até casos de desistência do plantio. Por Roger Santana, TV Gazeta

A chegada do morango importado do Egito para o Brasil tem pressionado produtores do Espírito Santo e reduzido a renda de famílias que vivem da cultura da fruta.

Agricultores afirmam que o produto estrangeiro chega ao país com preço mais baixo do que o custo de produção local, o que dificulta a competição no mercado.

Em 2022, o Brasil comprou pouco mais de 4 mil toneladas do morango egípcio, enquanto que, em 2025, esse número saltou para cerca de 42 mil toneladas.

Para tentar reduzir o impacto sobre produtores locais, o governo capixaba enviou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária pedindo que alíquota de importação seja revisada.

A chegada do morango importado do Egito ao Brasil tem pressionado produtores do Espírito Santo e reduzido a renda de famílias que vivem da cultura da fruta. Agricultores afirmam que o produto estrangeiro chega ao país com preço mais baixo do que o custo de produção local, o que dificulta a competição no mercado.

Em 2022, o Brasil comprou pouco mais de 4 mil toneladas do morango egípcio, enquanto que, no ano passado, esse número saltou para cerca de 42 mil toneladas.

Para se ter uma ideia de como funciona a concorrência atualmente, o custo médio de produção da fruta na Região Serrana capixaba varia entre R$ 15 e R$ 16 por quilo. Enquanto isso, o produto africano entra no Brasil custando cerca de R$ 8 por quilo.

"Como é que o produtor vai sobreviver tendo custo de R$ 16 e vendendo morango a R$ 10 ou R$ 11, para tentar equilibrar a concorrência?”, questionou o secretário de Agropecuária de Santa Maria de Jetibá, Vanderlei Marquez.

Morango importado do Egito derruba preços e preocupa produtores no Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

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O produtor do município, Regilvan Barbosa, cultiva cerca de 14 mil pés de morango em estufa e sente na pele o problema. Segundo ele, a situação se agravou porque, nos últimos 12 meses, os custos de produção locais ainda aumentaram em torno de 15%.

"Quando entraram esses morangos importados, ficou mais difícil para a gente. A região de Santa Maria de Jetibá é grande produtora e a agricultura familiar sente muito", afirmou Barbosa.

O cenário desmotiva os produtores e impacta a economia capixaba. Vale lembrar que o Espírito Santo é o quarto maior produtor de morango do Brasil, com uma produção que gira em torno de 10.000 toneladas por ano.

As áreas plantadas se concentram em toda a Região Serrana. Santa Maria de Jetibá compõe com os municípios de Domingos Martins, Venda Nova do Imigrante e Afonso Cláudio, o chamado Polo de Morango do estado.

Morango importado do Egito derruba preços e preocupa produtores no Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura do Espírito Santo, os produtores capixabas já reduziram os preços para tentar competir com o morango importado do Egito, vendido no Brasil principalmente na forma ultra congelada e usado pela indústria na fabricação de sucos e polpas.

No entanto, a alíquota de importação é considerada baixa pelo governo estadual, em torno de 4%. Para tentar reduzir o impacto sobre os produtores locais, o governo capixaba enviou um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária pedindo que a questão seja analisada pela Câmara de Comércio Exterior.

A proposta é discutir a elevação da tarifa de importação para equilibrar as condições de competição no mercado.

"O morango do Egito chega ao país por cerca de R$ 7 ou R$ 8 o quilo para a indústria. Esse valor fica abaixo do custo de produção da maioria das propriedades que cultivam morango no Espírito Santo e no Brasil. Então, o que queremos é equilíbrio. O morango de fora pode vir, mas precisa haver uma relação justa entre o custo de produção aqui e o custo da importação", afirmou o secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli.

A concorrência também atinge cooperativas que comercializam morango congelado para a indústria. Em Santa Maria de Jetibá, uma cooperativa precisou reduzir o valor pago aos agricultores para manter a competitividade.

Segundo o diretor comercial Geovane Schulz, a fruta egípcia tem características que agradam à indústria.

"O clima do Egito, é muito frio à noite e quente de dia, isso que faz o morango no caso ter a maior qualidade de sabor e aí para continuar sendo competitivo e conseguir se dar saída ao ano que vem pelo cooperado, teve que abaixar o preço na ponta e também consequentemente baixar para o cooperado", explicou.

Cooperativas do Espírito Santo também comercializam morango congelado para a indústria — Foto: TV Gazeta

No passado, produtores chegaram a receber cerca de R$ 7,50 por quilo. Atualmente, o valor varia entre R$ 2,50 e R$ 5. O cenário começou a desestimular novos plantios.

“Hoje, o produtor está bem desanimado. A gente vende também mudas e percebeu muitas desistências de plantio para 2026", afirmou Schulz.

Pesquisadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) recomendam que agricultores busquem diversificar as lavouras com outras frutas para reduzir riscos econômicos. Entretanto, a transição não acontece rapidamente.

"Aprender a trabalhar com outra cultura leva tempo, assim como implantar uma nova lavoura. Para quem depende apenas do morango, isso pode trazer problemas muito sérios para a renda da família", explica a pesquisadora Andrea Costa.

Guerra no Oriente Médio pode brecar importação de morangos pelo Brasil e beneficiar produtores do Espírito Santo — Foto: TV Gazeta

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Audi RS3: como é pilotar o sedã mais potente da marca à venda no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 15/03/2026 04:48

Carros Audi RS3: como é pilotar o sedã mais potente da marca à venda no Brasil Modelo custa mais que o dobro do A3 civilizado e traz aceleração mais rápida que o clássico Porsche 911 Carrera, que beira R$ 1 milhão. Por André Fogaça, g1 — São Paulo

O Audi RS3 voltou ao país como o sedã mais esportivo que a marca do grupo Volkswagen tem à venda por aqui.

O RS3 custa entre R$ 659.990 e R$ 714.990, e são versões esportivas do A3. O valor supera o de dois A3 convencionais, que partem de R$ 314.990.

Os dois modelos do RS3 trazem ampla aplicação de fibra de carbono em áreas como soleiras, retrovisores, traseira dos bancos, para-choques e aerofólio traseiro.

O g1 passou um dia inteiro no Circuito Panamericano, um autódromo próximo de Campinas (SP), com um objetivo claro: entender os limites do Audi RS3 em segurança.

De cara, o destaque é o motor 2.5 TFSI de cinco cilindros, que entrega 400 cv de potência e 51 kgfm de torque. O câmbio é um S-Tronic de sete marchas, com dupla embreagem, e trabalha em conjunto com o motor turbo para oferecer tração integral.

Fora do Brasil desde 2018, o Audi RS3 voltou ao país como o sedã mais esportivo que a marca do grupo Volkswagen tem à venda por aqui. O Audi RS Q8 é mais potente, mas trata-se de um SUV cupê, com proposta e preço bastante diferentes.

O RS3 custa entre R$ 659.990 e R$ 714.990, e são versões esportivas do A3. O valor supera o de dois A3 convencionais, que partem de R$ 314.990.

Os dois modelos do RS3 trazem ampla aplicação de fibra de carbono em áreas como soleiras, retrovisores, traseira dos bancos, para-choques e aerofólio traseiro.

A diferença entre as versões está no acabamento, nos bancos concha mais justos e no conjunto de freios. Os freios de carbono-cerâmica oferecem maior resistência ao uso intenso em pista.

O g1 passou um dia inteiro no Circuito Panamericano, um autódromo próximo de Campinas (SP), com um objetivo claro: entender os limites do Audi RS3 em segurança.

De cara, o destaque é o motor 2.5 TFSI de cinco cilindros, que entrega 400 cv de potência e 51 kgfm de torque. O câmbio é um S-Tronic de sete marchas, com dupla embreagem, e trabalha em conjunto com o motor turbo para oferecer tração integral.

Mais aceleração: o 0 a 100 km/h é feito em 3,8 segundos, mais rápido que os 4,1 segundos do Porsche 911 Carrera;Mais estabilidade: a tração nas quatro rodas faz o Audi RS3 “colar” no chão, reduzindo a perda de aderência mesmo em curvas fechadas de alta velocidade.

Mesmo com tração integral, o Audi RS3 prioriza o envio de força às rodas dianteiras e transfere torque para as traseiras quando necessário. Se o motorista desejar, é possível favorecer ainda mais o eixo traseiro, desligar o controle de tração e, assim, entrar em uma competição de drift.

Além do motor com fôlego de sobra, o ronco do conjunto ecoa pela cabine na medida certa. Ele aparece acima dos 5 mil giros e se mantém constante até as 7 mil rpm. É um deleite esportivo, com o assobio da turbina que reforça o DNA do sedã.

Com as mãos ao volante e em uma pista — onde o limite de velocidade é o bom senso para voltar vivo para casa —, as acelerações foram fortes, inclusive na saída das curvas.

Ao entrar nelas, a sensação inicial é de que a traseira pode perder aderência, mas o sistema de tração integral devolve rapidamente o carro à trajetória, permitindo manter uma condução tão agressiva quanto antes.

As retomadas de 60 km/h até além dos 120 km/h ocorrem em um piscar de olhos. Em certas situações, chega a causar um embrulho no estômago tamanha a potência.

Ele é 10 centímetros mais curto que um Toyota Corolla ou um Honda Civic. Ou seja, o RS3 é relativamente compacto, o que contribui para uma direção mais precisa. A baixa altura em relação ao solo também ajuda nesse comportamento.

Os mais puristas sentirão falta de um elemento que deveria estar presente em todo esportivo: a alavanca de câmbio. Mas o Audi RS3 compensa com borboletas no volante para as trocas manuais, que cumprem bem o papel e garantem segurança ao permitir manter as duas mãos sempre no volante.

Uma preocupação para o uso de rua é o perfil dos pneus. Os dianteiros têm perfil 30 e os traseiros, 35, o que exige atenção redobrada aos buracos fora da pista, já que não são os mais resistentes a danos.

Chega a ser injusto falar de consumo enquanto se explora o limite do motor turbo, mas o resultado foi de um litro de gasolina consumido a cada 3,5 quilômetros. Também não chega a ser um fator determinante para quem compra um RS3.

Assim, a título de curiosidade, uma condução mais civilizada pode elevar o consumo para 7,3 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada, segundo dados da Audi.

O Audi RS3 tem poucos concorrentes diretos no Brasil. O BMW M2 é um deles, assim como o Ford Mustang. Ambos contam com tração traseira e, em alguns casos, até mais potência, mas o 0 a 100 km/h do modelo testado pela reportagem é mais rápido.

Outro concorrente é o Mercedes-AMG CLA 45 S, que é mais barato (R$ 624 mil), mas também não tem o mesmo 0 a 100 km/h do RS3.

Os motoristas mais discretos também devem gostar. Apesar do apelo esportivo, o Audi RS3 pode passar facilmente por um carro de uso urbano no dia a dia.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Samba, vinho e pisa da uva: a experiência inusitada que está atraindo turistas

Fonte: G1 Empreendedorismo | Publicado em: 15/03/2026 04:00

Pequenas Empresas & Grandes Negócios Samba, vinho e pisa da uva: a experiência inusitada que está atraindo turistas Empreendedora une tradição vinícola, samba e memória negra para criar uma experiência turística com identidade cultural. Por Pegn — São Paulo

Miriam Santiago, produtora rural e proprietária de uma vinícola no interior do Rio Grande do Sul, encontrou na valorização da história negra um diferencial de negócio.

A proposta vai além do produto e convida os visitantes a vivenciar processos ancestrais da produção vinícola, embalados por música e narrativa cultural.

A iniciativa se apoia em pesquisas históricas que mostram que a pisa da uva é um dos processos mais antigos da vinificação, desenvolvido no Egito Antigo e difundido pela Europa, com forte participação de pessoas negras ao longo da história.

O resultado foi expressivo. Entre 2024 e 2025, o faturamento da vinícola cresceu 248%, impulsionado tanto pelo turismo quanto pela ampliação das vendas para grandes redes de supermercados.

Um passo aqui, outro ali — e o samba dá o ritmo a uma tradição centenária. Em Poço das Antas, no interior do Rio Grande do Sul, a pisa da uva ganhou novos significados ao ser reinventada como uma experiência de afroturismo, que une vinho, memória, identidade e empreendedorismo.

À frente da iniciativa está Miriam Santiago, produtora rural e proprietária de uma vinícola que encontrou na valorização da história negra um diferencial de negócio.

“Ao juntar a roda de samba com a pisa da uva, a gente conta uma história que não costuma ser contada: a história das pessoas negras com o vinho”, explica a empreendedora.

A proposta vai além do produto e convida os visitantes a vivenciar processos ancestrais da produção vinícola, embalados por música e narrativa cultural.

A relação de Miriam com a terra vem de longe. Filha de trabalhadores rurais do interior de São Paulo, cresceu vendo os pais e o irmão enfrentarem condições duras no campo.

Samba na uva transforma vinícola do RS em experiência de afroturismo e impulsiona faturamento — Foto: Reprodução/PEGN

Formada em Direito, acreditava que a ascensão social viria longe da agricultura. O caminho, no entanto, mudou após se mudar para o Rio Grande do Sul, onde decidiu trabalhar na propriedade da família do marido e agregar valor à produção local.

O primeiro passo foi investir em conhecimento. Miriam fez cursos de viticultura voltados para mulheres, formação em vinificação e iniciou a graduação em Enologia.

Com investimento inicial de R$ 50 mil, deu início à agroindústria, que depois exigiu novos aportes para a construção da estrutura física. Hoje, além dos vinhos, a vinícola produz sucos integrais, geleias e licores.

Mas foi ao apostar na experiência que o negócio ganhou fôlego. Surgiu assim o “Samba na Uva”, uma atividade que combina pisa simbólica das uvas, roda de samba, tour pela propriedade — que começa em um passeio de trator pelas parreiras — e degustação de produtos locais.

A iniciativa se apoia em pesquisas históricas que mostram que a pisa da uva é um dos processos mais antigos da vinificação, desenvolvido no Egito Antigo e difundido pela Europa, com forte participação de pessoas negras ao longo da história.

Samba na uva transforma vinícola do RS em experiência de afroturismo e impulsiona faturamento — Foto: Reprodução/PEGN

O resultado foi expressivo. Entre 2024 e 2025, o faturamento da vinícola cresceu 248%, impulsionado tanto pelo turismo quanto pela ampliação das vendas para grandes redes de supermercados.

“Vinho não é só um produto. As pessoas compram a história também. Quando conhecem essa história diretamente de quem produz, o valor muda”, afirma Miriam.

Para chegar às gôndolas, a empreendedora destaca a importância de participar de feiras do setor e manter persistência. “Você tem que ser incansável. Entrar no supermercado não significa que o desafio acabou. A marca ainda precisa se apresentar ao consumidor.”

O plano de negócios, no entanto, vai além dos números. A proposta é criar experiências intimistas, em grupos menores, nas quais o visitante possa colher a uva, acompanhar o processo e entender o que existe por trás de cada garrafa. “Não é só vinho. São muitas histórias”, resume.

Entre a terra, o samba e o vinho, Miriam transformou tradição em estratégia e identidade em valor. Para o futuro, os planos incluem alcançar novos mercados e realizar um antigo desejo: exportar os vinhos, especialmente para países do continente africano, reforçando os laços culturais que inspiraram o negócio desde o início.

Samba na uva transforma vinícola do RS em experiência de afroturismo e impulsiona faturamento — Foto: Reprodução/PEGN

📍 Endereço: Rua X de Novembro, 4242 – Bairro Boa Vista, Poço das Antas/RS – CEP: 95740‑000📞 Telefone: (51) 99586‑7921🌐 Site: www.sitiorosadovale.com📧 E-mail: sitiorosadovale@gmail.com📘 Facebook: https://www.facebook.com/sitiorosadovale?locale=pt_BR📸 Instagram: https://www.instagram.com/sitiorosadovale/

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