Economia
BC deve cortar juros pela 1ª vez em quase dois anos nesta quarta, mas disparada do petróleo freia intensidade
RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica
BC deve cortar juros pela 1ª vez em quase dois anos nesta quarta, mas disparada do petróleo freia intensidade
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 18/03/2026 01:30
Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%MoedasDólar ComercialR$ 5,199-0,58%Dólar TurismoR$ 5,399-0,63%Euro ComercialR$ 5,997-0,36%Euro TurismoR$ 6,242-0,43%B3Ibovespa180.410 pts0,3%Oferecido por
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reúne nesta quarta-feira (18) e deve iniciar o ciclo de corte da Selic, taxa básica de juros da economia, atualmente em 15% ao ano.
Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projeta uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Se confirmada, será a primeira diminuição da Selic desde maio de 2024, ou seja, em quase dois anos.
🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.
O começo do processo de queda dos juros no Brasil deverá acontecer apesar das incertezas internacionais, decorrentes da guerra no Oriente Médio — que tem pressionado o petróleo para mais de US$ 100 por barril, contra US$ 72 antes do conflito.
A disparada do petróleo, por sua vez, já está impulsionando os preços dos combustíveis no país, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes. A expectativa do mercado para a inflação em 2026 já subiu na semana passada.
Sem o fator guerra, os economistas dos mercado financeiro projetavam um corte maior na taxa de juros nesta semana, de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Mas ajustaram suas projeções para uma redução de menor intensidade, para 14,75% ao ano.
Foi o que aconteceu com a estimativa do Itaú, que passou a projetar uma redução menor dos juros "em meio à incerteza mais elevada e a um balanço de riscos menos favorável, associado à alta relevante nos preços do petróleo".
"Como de costume, a condução da política monetária diante desse tipo de choque dependerá da avaliação quanto à sua persistência e à propagação por meio de efeitos de segunda ordem (…) O balanço de riscos se tornou altista para 2026-2027, mas com alguns atenuantes, como medidas tributárias voltadas à mitigação do aumento de preços de combustíveis no mercado doméstico", informou o Itaú, em comunicado.
A equipe de macroeconomia do ASA também reduziu de 0,5 ponto para 0,25 ponto sua projeção de corte na Selic, para 14,75% ao ano, ou seja, com um "início de ciclo de flexibilização mais cauteloso" por conta da alta no preço do petróleo.
"Em nossa leitura, esse choque deve elevar a projeção do Banco Central para o IPCA no horizonte relevante, que passaria a se aproximar de 3,6% no terceiro trimestre de 2027 [o chamado horizonte de relevância da política de juros] afastando-se do centro da meta [central de 3%]. Esse deslocamento, por si só, já reforça a conveniência de um início de ciclo mais parcimonioso" avaliou o ASA.
▶️Mesmo com a guerra, a projeção dos economistas do mercado financeiro é de que a taxa Selic, fixada pelo BC para conter a inflação, continue a recuar nos próximos meses — chegando a 12,25% ao ano no fim de 2026.
Banco Central pode começar ciclo de corte de juros nesta quarta-feira — Foto: Adriano Machado/ Reuters
Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.
Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.
Há 7 horas Mundo Larijani era um dos homens mais poderosos do Irã; entendaHá 7 horasPaís tem protesto contra a guerra após convocação do governoHá 7 horasDiretor de contraterrorismo de Trump renuncia e diz que Irã não era ameaça
Há 29 minutos Mega-Sena Quina: aposta leva R$ 10 milhões sozinhaHá 29 minutosPrevisão do tempo 🌧️☔Chuva ganha força e avança pelo Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Há 28 minutos Meio Ambiente Ex-presidente presoFlávio diz que encontrou Moraes e reforçou pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro
Há 4 horas Política DesmatamentoDeputados aprovam urgência de projeto que, segundo ambientalistas, prejudica ações do Ibama
Há 3 horas Jornal Nacional EconomiaProcons e ANP fiscalizam postos para combater preços abusivos do diesel
Há 4 horas Economia Governadores negam pedido de Lula e não baixam ICMS sobre combustíveisHá 4 horasBlog da Camila BomfimBRB cancela assembleia e terá que atrair novos investidores para cobrir rombo do Master
Há 4 horas Blog da Camila Bomfim Desembargador autoriza governo a vender imóveis para salvar BRBHá 4 horasEstatal em criseGoverno deve fazer aporte de capital nos Correios em 2027, diz ministra
