Economia

Banco Central diz que guerra exige política de juros restritiva e não dá mais indicações sobre próximos passos

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Banco Central diz que guerra exige política de juros restritiva e não dá mais indicações sobre próximos passos

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 24/03/2026 09:08

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%MoedasDólar ComercialR$ 5,240-1,29%Dólar TurismoR$ 5,444-1,37%Euro ComercialR$ 6,085-0,82%Euro TurismoR$ 6,343-0,78%B3Ibovespa181.932 pts3,24%Oferecido por

Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom, quando juro caiu para 14,75% ao ano — Foto: Reprodução/TV Globo

O Banco Central (BC) avaliou nesta terça-feira (24) que a eclosão da guerra no Oriente Médio piorou as perspectivas para a inflação no Brasil, diante do aumento no preço do petróleo (e seu eventual repasse aos combustíveis) e que, por isso, a política de juros terá de se manter "contracionista" (restritiva).

As informações constam na ata da última reunião Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano. Esse foi o primeiro corte de juros em quase dois anos.

"As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes", diz o Banco Central.

Por conta disso, a instituição afirmou que é preciso manter uma politica de juros conservadora, o que indica que o ciclo de cortes de juros pode ser mais contido (em relação ao que era estimado antes do conflito no Oriente Médio).

"Mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada", avaliou a autoridade monetária.

Ao contrário do ocorrido em janeiro, quando sinalizou um corte de juros em sua reunião seguinte, o Copom evitou, desta vez, dar indicações sobre suas próximas decisões a respeito da taxa básica de juros, a Selic.

"Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária [definição do juro para conter a inflação], o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises", informou o Banco Central.

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o terceiro trimestre de 2027.

O ambiente externo "tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio", informou o BC. "Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", acrescentou. O resultado do PIB no último trimestre de 2025, com crescimento de 2,3% em todo ano passado, evidenciou, na avaliação do BC, a "desaceleração esperada da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho segue resiliente".A política fiscal (relacionada com os gastos públicos), segundo a autoridade monetária, tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de "estímulo à demanda agregada", e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros", ou seja, elevando os juros futuros.O BC repetiu, a informação divulgada na semana passada, que o cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o exige "serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio".

Há 6 minutos Mundo Por que Noruega, Canadá e Rússia são beneficiados pela guerraHá 6 minutosPreço do petróleo volta a subir após EUA falarem em negociação ‘fluida’

Há 35 minutos Economia O ASSUNTO: as medidas do governo para frear a alta nos combustíveisHá 35 minutosBC diz que guerra piorou as perspectivas para a inflação no BrasilHá 35 minutosÁlcool ou gasolina: calculadora do g1 mostra qual compensa maisHá 35 minutosApós ataque a ilhaIrã tem mísseis para atingir a Europa? Entenda o alerta

Há 6 horas Mundo Quem é o chefe do Parlamento, que EUA veem como novo líderHá 6 horasLuto na TVGerson Brenner foi vítima de assalto em 1998 que interrompeu carreira

Há 1 hora São Paulo Ator morreu aos 66 em decorrência de falência de múltiplos órgãosHá 1 horaGalã fez sucesso nas novelas ‘Rainha da Sucata’ e ‘Corpo Dourado’Há 1 horaCaso MasterPF transfere Vorcaro para cela em que Bolsonaro ficou preso; veja VÍDEO

Há 7 horas Distrito Federal Mendonça manda prorrogar CPI do INSS e dá 48h para AlcolumbreHá 7 horasBlog da Camila BomfimPF faz operação contra suspeitas de ‘rachadinha’ em Angra dos Reis

Há 41 minutos Blog da Camila Bomfim Menino morto no RioHenry Borel: manobra dos advogados de Jairinho fez julgamento ser adiado

Há 33 minutos Jornal Nacional Crise energéticaCarro movido a carvão vira símbolo de falta de combustível em Cuba

Há 3 horas Fantástico Tempo 🌧️☔Ciclone e frente fria reforçam chuva no país nesta semana; veja previsão