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Estreito de Ormuz está praticamente paralisado; Irã alerta para risco de minas navais

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Estreito de Ormuz está praticamente paralisado; Irã alerta para risco de minas navais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 09/04/2026 14:07

Mundo Estreito de Ormuz está praticamente paralisado; Irã alerta para risco de minas navais Apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, contra cerca de 140 que normalmente passariam pela via. Mais de 180 petroleiros, transportando 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo. Por Redação g1

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (9) permanece bem abaixo de 10% do volume normal.

No dia anterior, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou rotas alternativas para evitar minas navais na região.

A Mitsui O.S.K. Lines, uma das três maiores empresas de transporte marítimo do Japão, está entre as afetadas pela confusão.

A empresa conseguiu recentemente retirar três navios-tanque do estreito – um carregado com gás natural liquefeito e dois com gás liquefeito de petróleo (GLP).

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (9) permanece bem abaixo de 10% do volume normal. Apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios divulgados pela Reuters nesta quinta.

Nesta quarta-feira (8), a Guarda Revolucionária do Irã anunciou rotas alternativas para evitar minas navais na região. No mesmo dia, Teerã voltou a fechar a rota marítima em retalhação aos ataques de Israel, aliado dos EUA, contra o Líbano.

▶️ Contexto: o Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e o controle do seu funcionamento tem sido usado pelo Irã na guerra contra os EUA e Israel.

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A Mitsui O.S.K. Lines, uma das três maiores empresas de transporte marítimo do Japão, está entre as afetadas pela confusão, enquanto as empresas tentam entender o impacto do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã.

"É preciso confirmar que os riscos à segurança são suficientemente baixos", disse o presidente e CEO, Jotaro Tamura, à Reuters em entrevista na quinta-feira (8).

A empresa conseguiu recentemente retirar três navios-tanque do estreito – um carregado com gás natural liquefeito e dois com gás liquefeito de petróleo (GLP), segundo a agência.

Tamura disse à Reuters que a empresa aguardava orientações do governo japonês sobre como proceder durante o cessar-fogo de duas semanas anunciado na terça-feira (7).

A Guarda Revolucionária do Irã quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta.

As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária, segundo a Tasnim.

"Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar", disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado divulgado pela Reuters.

"Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito", acrescentou.

Dos seis navios que passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, estavam um petroleiro e cinco graneleiros, segundo dados de Kpler, Lloyd’s List Intelligence e Signal Ocean e divulgados pela Reuters.

Um navio-tanque químico estava prestes a cruzar o Golfo com destino à Índia, conforme dados de rastreamento de navios nas plataformas MarineTraffic e Pole Star Global, divulgados na quinta-feira.

"A maioria das companhias de navegação provavelmente permanecerá cautelosa, e duas semanas não serão suficientes para eliminar o acúmulo de navios, mesmo que haja um aumento significativo no tráfego", afirmou Torbjorn Soltvedt, da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft, de acordo com a Reuters.

Mais de 180 petroleiros, transportando aproximadamente 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo, de acordo com a empresa de rastreamento de navios Kpler, segundo divulgado pela Reuters.

Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 — Foto: David Krigbaum/US Navy

Minas navais são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação.

💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações.

Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva.Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio.Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores.

Ainda de acordo com o Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos.

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