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Dólar abre a R$ 4,98 com investidores de olho em trégua no Oriente Médio
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Dólar abre a R$ 4,98 com investidores de olho em trégua no Oriente Médio
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 17/04/2026 10:09
Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%MoedasDólar ComercialR$ 4,9930,02%Dólar TurismoR$ 5,1860,02%Euro ComercialR$ 5,882-0,13%Euro TurismoR$ 6,123-0,14%B3Ibovespa196.819 pts-0,46%Oferecido por
O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (17) em queda, recuando 0,16% na abertura, cotado a R$ 4,9842. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os mercados acompanham novos desdobramentos no cenário geopolítico e econômico global. No Oriente Médio, um acordo temporário de cessar-fogo no Líbano reacendeu expectativas de negociação entre países envolvidos no conflito.
▶️ No Oriente Médio, Israel e Líbano iniciaram na quinta-feira um cessar-fogo de 10 dias, segundo o Departamento de Estado dos EUA. A trégua busca abrir espaço para negociações de um acordo permanente de segurança e paz e pode ser estendida por consenso.
▶️ O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou as negociações diretas com Israel como “delicadas e cruciais”. Ele disse que a prioridade agora é garantir o cumprimento da trégua — embora o país já tenha acusado Israel de violá-la nesta sexta-feira.
▶️ Na Europa, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de países em Paris para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz. Sem a presença dos EUA, a reunião faz parte de um esforço de países que não participam diretamente do conflito para reduzir os impactos econômicos globais da guerra.
No mercado internacional, o petróleo recuava pela manhã. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o Brent caía 3,26%, a US$ 96,05 o barril, enquanto o WTI recuava 3,6%, para US$ 91,28.
▶️ Na agenda econômica dos Estados Unidos, dirigentes do Federal Reserve participam de eventos ao longo do dia. A presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, fala em um encontro, e o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, participa de evento durante a tarde.
As negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio avançaram nos últimos dias após Israel e o Líbano concordarem com uma trégua temporária.
O acordo entrou em vigor na quinta-feira e estabelece uma pausa inicial de 10 dias nos confrontos, com o objetivo de abrir espaço para conversas que possam levar a um entendimento mais duradouro de segurança e paz entre os dois países.
A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o órgão, o prazo da trégua pode ser ampliado caso haja acordo entre as partes durante as negociações.
A expectativa é que esse período sem combates permita retomar o diálogo diplomático em uma região marcada por tensões recentes e pelo risco de escalada do conflito.
O anúncio da trégua repercutiu rapidamente no cenário político internacional. Na noite de quinta-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou o acordo em uma publicação nas redes sociais.
Na mensagem, ele afirmou que o momento “pode ter sido um dia histórico para o Líbano” e acrescentou que “coisas boas estão acontecendo”.
No Líbano, o governo também reconhece a sensibilidade das conversas em curso. O presidente do país, Joseph Aoun, afirmou nesta sexta-feira (17) que as negociações diretas com Israel são “delicadas e cruciais”.
Segundo ele, a prioridade imediata das autoridades libanesas é garantir que o cessar-fogo seja respeitado.
Ainda assim, o país já acusou Israel de violar a trégua nesta sexta-feira, o que evidencia a fragilidade do acordo e os desafios para transformá-lo em uma solução mais permanente.
Enquanto as negociações avançam, outros países tentam reduzir os efeitos econômicos do conflito.
Em Paris, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de nações para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e que foi bloqueada pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.
A reunião reúne países que não participam diretamente do conflito, mas que buscam limitar seus impactos sobre a economia global.
Os EUA não fazem parte do planejamento da chamada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz.
Antes do encontro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou em publicação na rede X que a missão voltada à segurança da navegação terá caráter “estritamente defensivo”.
Segundo ele, a iniciativa será conduzida por países que não estão envolvidos no conflito e só deverá avançar “quando as condições de segurança permitirem”.
Em Wall Street, os índices futuros operavam em alta na manhã desta sexta-feira e indicavam a possibilidade de um fechamento semanal positivo nas bolsas.
Um pouco antes das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros do Dow Jones subiam 0,32%. Os do S&P 500 avançavam 0,19%, enquanto o Nasdaq registrava uma alta mais moderada, de 0,1%.
Na Europa, o desempenho das bolsas era misto. No mesmo horário, o índice pan-europeu STOXX 600 subia levemente, com alta de 0,08%, aos 617,48 pontos.
Entre os principais mercados da região, o francês CAC 40 avançava 0,4% e o alemão DAX tinha ganho de 0,6%. Já o britânico FTSE 100 seguia na direção oposta, com queda de 0,2%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,9%, para 26.160,33 pontos, enquanto o índice de Xangai também terminou o pregão em leve queda, de 0,1%.
No Japão, o Nikkei caiu 1,8%, para 58.475,90 pontos, um dia depois de ter alcançado um recorde histórico. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi também encerrou o pregão em baixa, com recuo de 0,6%.
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