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Dólar inicia o dia atento a negociações entre EUA-Irã e cenário eleitoral no Brasil

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Dólar inicia o dia atento a negociações entre EUA-Irã e cenário eleitoral no Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 09:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%MoedasDólar ComercialR$ 4,998-1,37%Dólar TurismoR$ 5,207-1,31%Euro ComercialR$ 5,824-1,1%Euro TurismoR$ 6,075-1,13%B3Ibovespa176.976 pts-0,17%Oferecido por

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (19) em alta, avançando 0,43% na abertura, cotado a R$ 5,0220. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

▶️ No exterior, os preços do petróleo recuam após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que suspendeu por dez dias um ataque planejado contra o Irã e dizer que há uma boa chance de um acordo nuclear com Teerã.

▶️ No Brasil, os investidores acompanham a pesquisa AtlasIntel, que mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e voltou a liderar no segundo turno. A pesquisa foi feita após a divulgações de áudios de Flávio pedindo dinheiro para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

🔎 Em abril, antes da divulgação dos áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, o senador tinha 47,8% das intenções de voto, contra 47,5% de Lula. Agora, o petista aparece com 48,9%, enquanto Flávio caiu para 41,8%, em um movimento que reforça a cautela no mercado e influencia as expectativas para o dólar e a bolsa.

O episódio amplia a cautela dos investidores ao levantar dúvidas sobre a capacidade da oposição de lançar uma candidatura competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, ganham força as apostas de menor alternância no poder, o que influencia as expectativas em relação ao ajuste das contas públicas e pode pressionar o dólar e a bolsa.

▶️ Ainda durante a manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A GOUP Entertainment, produtora de "Dark Horse", negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.

▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam sem direção única, com ações de tecnologia em queda e preocupações sobre uma possível interrupção no fornecimento de petróleo por conta do impasse entre EUA e Irã no Oriente Médio.

Na Europa, o fechamento foi positivo. O índice STOXX 600, que reúne ações de diversos países do velho continente, fechou em alta de 0,5%, a 610,17 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,26%, a 10.323,75 pontos, e, em Frankfurt, o DAX subiu 1,49%, a 24.307,92 pontos. Já em Paris, o CAC 40 ganhou 0,44%, a 7.987,49 pontos.

Na Ásia, a maior parte das bolsas fechou em queda. Em Xangai, o principal índice caiu 0,09%, aos 4.131 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,54%, aos 4.833 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 1,11%, encerrando aos 25.675 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei fechou em baixa de 0,97%, aos 60.815 pontos.

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