RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

ONU reduz previsão de crescimento global em 2026 para 2,5% devido à guerra no Oriente Médio

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 21:45

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0400,85%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8500,45%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa174.279 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0400,85%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8500,45%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa174.279 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0400,85%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8500,45%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa174.279 pts-1,52%Oferecido por

O número também ficou 0,2 ponto percentual abaixo da projeção divulgada em janeiro e bem inferior às taxas de crescimento registradas antes da pandemia de Covid-19.

A expectativa é que mercados de trabalho sólidos, demanda resiliente dos consumidores e comércio e investimentos impulsionados pela inteligência artificial deem suporte à atividade econômica.

Os impactos mais severos devem ocorrer na Ásia Ocidental, onde o crescimento econômico deve desacelerar de 3,6% para 1,4%, pressionado pelos danos à infraestrutura, ao comércio e ao turismo.

A Organização das Nações Unidas (ONU) reduziu nesta terça-feira (19) sua previsão para o crescimento econômico global, afirmando que a crise no Oriente Médio reacendeu as pressões inflacionárias e elevou a incerteza.

Em comunicado que resume a atualização de meio de ano do relatório “Situação Econômica Mundial e Perspectivas”, a ONU informou que a previsão de crescimento do PIB global em 2026 é de 2,5%, ante estimativa de 3,0% para 2025.

O número também ficou 0,2 ponto percentual abaixo da projeção divulgada em janeiro e bem inferior às taxas de crescimento registradas antes da pandemia de Covid-19. Para 2027, a projeção é de recuperação modesta, com crescimento de 2,8%.

A expectativa é que mercados de trabalho sólidos, demanda resiliente dos consumidores e comércio e investimentos impulsionados pela inteligência artificial deem suporte à atividade econômica. Ainda assim, a redução da projeção reforça o enfraquecimento de um cenário global já moderado.

O aumento dos preços da energia gerou ganhos inesperados para o setor, mas ampliou os custos para famílias e empresas, segundo a ONU.

Nas economias desenvolvidas, a inflação deve subir de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026. Já nos países em desenvolvimento, a taxa deve avançar de 4,2% para 5,2%.

Os impactos mais severos devem ocorrer na Ásia Ocidental, onde o crescimento econômico deve desacelerar de 3,6% para 1,4%, pressionado pelos danos à infraestrutura, ao comércio e ao turismo.

Os Estados Unidos, por outro lado, devem seguir relativamente resilientes, com crescimento projetado de 2,0% em 2026, praticamente estável em relação a 2025, sustentado pela forte demanda doméstica e pelos investimentos em tecnologia.

A Europa, por sua vez, está mais vulnerável, já que a dependência de energia importada pressiona famílias e empresas. A ONU projeta desaceleração do crescimento da União Europeia de 1,5% para 1,1% e, no Reino Unido, de 1,4% para 0,7%.

Na China, a diversificação da matriz energética, as amplas reservas estratégicas e o apoio do governo ajudam a reduzir os impactos da crise, embora a projeção de crescimento tenha caído de 5,0% para 4,6%. Na Índia, a expectativa é de desaceleração do crescimento de 7,5% para 6,4%.

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Auditoria do TCU aponta diferença de 300 mil entre número de CPFs ativos de pessoas com mais de 100 anos e população nessa faixa etária

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 19:09

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0400,85%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8500,45%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa174.279 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0400,85%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8500,45%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa174.279 pts-1,52%MoedasDólar ComercialR$ 5,0400,85%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8500,45%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa174.279 pts-1,52%Oferecido por

Auditoria do TCU identificou diferença de mais de 300 mil entre número de CPFs ativos de pessoas com mais de 100 anos e a população nessa faixa etária.

TCU também apontou discrepância de cerca de 13 milhões de registros entre a base de dados do CPF e a população brasileira total contabilizada pelo IBGE.

Entre as hipóteses para a discrepância, os auditores destacam a ausência de atualização de registros de óbitos na base cadastral da Receita Federal.

O TCU também identificou inconsistências relacionadas ao campo de título de eleitor no cadastro do CPF.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou uma diferença de mais de 300 mil entre o número de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de pessoas com mais de 100 anos e o total da população do Brasil nessa faixa etária.

De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Censo Demográfico de 2022, o Brasil tinha 37.814 pessoas com idade acima de 100 anos. Já a base do CPF aponta 349.608 registros ativos nessa faixa etária. A divergência é de 825%.

🔎O CPF reúne informações pessoais como nome, data de nascimento e endereço. Não há idade mínima para emissão do documento, e tanto brasileiros quanto estrangeiros podem se cadastrar, residindo no Brasil ou no exterior.

Para os técnicos do TCU, uma das principais hipóteses para a discrepância é a ausência de atualização de registros de óbitos na base cadastral da Receita Federal.

“A título de exemplo do impacto dessa divergência, se o governo fosse comprar uma vacina especial para essa faixa etária, compraria uma quantidade quase dez vezes maior que a necessária se tomasse como base os registros de CPFs”, exemplifica o relatório.

A auditoria do TCU também apontou uma diferença de cerca de 13 milhões de registros entre a base de dados do CPF e a população brasileira total contabilizada pelo IBGE..

O Censo de 2022 apontou que o país possui 203.080.756 habitantes, enquanto a base da Receita Federal registra 216.840.526 CPFs em situação regular de pessoas nascidas antes de 2022.

Segundo os técnicos do TCU, embora diferenças entre as duas bases sejam esperadas devido a metodologias distintas de contabilização, o volume elevado de registros excedentes levanta dúvidas sobre a confiabilidade dos dados.

“O volume elevado de registros excedentes na base de CPF sugere a existência de conjunto de registros cujas informações não espelham a realidade que teoricamente deveriam representar, qual seja, a real existência de pessoas naturais”, afirma o relatório analisado pelo plenário da Corte nesta terça-feira (19).

Os auditores destacam ainda que não é possível assegurar que todos os registros da base correspondam a pessoas existentes ou vivas, especialmente nos casos sem indicação formal de óbito.

A auditoria aponta que parte da diferença pode ser explicada pelo fato de o Censo contabilizar apenas moradores do território nacional, enquanto a base do CPF também inclui brasileiros residentes no exterior e estrangeiros com cadastro ativo para operações financeiras no país.

Ainda assim, os auditores afirmam que esse fator representa menos de 0,5% da base total e não seria suficiente para justificar a diferença de milhões de registros.

O relatório também menciona a possibilidade de múltiplos CPFs associados à mesma pessoa ou até cadastros de pessoas inexistentes, indicando falhas nos mecanismos de controle e validação da emissão do documento.

Na avaliação dos auditores, as inconsistências comprometem a confiabilidade do CPF como principal base de identificação da população brasileira e podem gerar impactos em políticas públicas, programas sociais e ações governamentais.

O relatório alerta para riscos de fraudes, distorções em cadastros oficiais e desperdício de recursos públicos caso os dados incorretos sejam utilizados como referência pelo governo.

Por essa razão, os ministros aprovaram, por unanimidade, determinar que a Receita Federal , no prazo de 90 dias, elabore plano de ação com as medidas a serem tomadas, os prazos para implementação e os responsáveis pelas ações, para reduzir as inconsistências identificadas.

A auditoria também identificou inconsistências relacionadas ao campo de título de eleitor no cadastro do CPF.

Foram encontrados 1.301.701 registros com números inválidos de título eleitoral, além de 163 pares de CPFs distintos compartilhando o mesmo número de título de eleitor.

De acordo com os técnicos, a maioria dos casos envolve sequências repetitivas ou dados incompatíveis com as regras de validação da Justiça Eleitoral, o que indica falhas nos processos de preenchimento e conferência das informações.

Eles ressaltam, porém, que a solução do problema depende de integração entre a Receita Federal do Brasil e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela gestão dos dados eleitorais.

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Volkswagen reforça parceria com o agronegócio nas principais feiras do Brasil

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 19:09

Agro Volkswagen Especial Publicitário Volkswagen reforça parceria com o agronegócio nas principais feiras do Brasil Com presença confirmada nos grandes eventos do setor em 2026, a marca apresenta soluções desenvolvidas para o campo e destaca trio formado por Amarok V6, Saveiro Robust e Polo Robust. Por Volkswagen

As feiras agropecuárias se consolidaram como importantes pontos de encontro para o agronegócio brasileiro, reunindo inovação, conteúdo técnico e oportunidades de negócio em diferentes regiões do país. Mais do que eventos, esses espaços conectam produtores, especialistas e empresas que acompanham de perto a evolução do setor e suas necessidades no dia a dia.

É nesse contexto que a Volkswagen reforça sua presença no agro ao participar das principais feiras do calendário de 2026, oferecendo condições comerciais especiais e experiências voltadas aos profissionais do campo.

Entre os destaques da marca está o Trio Agro, formado por Saveiro Robust, Polo Robust e Amarok V6, desenvolvido para atender diferentes perfis de operação com foco em eficiência, robustez e desempenho.

Além de aproximar clientes e soluções, a presença da Volkswagen nas feiras cria oportunidades para que o público conheça os veículos de perto, experimente tecnologias e descubra modelos pensados para diferentes rotinas no campo.

No infográfico, confira os principais destaques do Trio Agro e o calendário das feiras agropecuárias do país.

Flávio Bolsonaro admite que visitou Vorcaro para falar de filme quando banqueiro estava de tornozeleira eletrônica

Encontro foi no final de 2025, após primeira prisão do banqueiro, ‘para botar ponto final na questão do filme’ sobre o pai, disse hoje o pré-candidato à Presidência.

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Lula anuncia R$ 30 bilhões em crédito para compra de carros por motoristas de aplicativo e taxistas

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 16:48

Política Lula anuncia R$ 30 bilhões em crédito para compra de carros por motoristas de aplicativo e taxistas Financiamentos ficarão disponíveis a partir de junho, com juros diferentes para homens e mulheres e financiamentos de até 72 meses; expectativa é de estimular até 300 mil vendas. Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (19) uma nova linha de crédito de R$ 30 bilhões para um programa voltado ao financiamento de carros por motoristas de aplicativo e taxistas.

taxistas devidamente registrados e ativos;motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma.

O petista lançou o programa durante um evento na Casa de Portugal, em São Paulo. Na ocasião, o presidente Lula assinou uma medida provisória (MP) autorizando a linha de crédito.

Os recursos da linha de crédito serão do Tesouro Nacional e repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, as linhas de financiamento ficarão disponíveis a partir de 19 de junho.

A MP também autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a conceder condições mais favoráveis para as mulheres, como juros menores e prazos maiores, além de permitir, para esse público, o financiamento de equipamentos adicionais de segurança.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, as taxas de juros devem ser de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, e o prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência.

As condições favoráveis de financiamento valerão para carros novos de até R$ 150 mil que atendam critérios de sustentabilidade – flex, híbridos flex, elétricos ou exclusivamente a etanol – de montadoras habilitadas no Programa Mover. Segundo Mercadante, 62% de todos os carros novos vendidos no país poderão fazer parte do programa.

O presidente do BNDES afirmou ainda que serão cerca de 100 bancos participantes, com a expectativa que sejam vendidos de 200 mil a 300 mil carros. O objetivo é que os veículos sejam vendidos por valores pelo menos 5% menores do que a tabela.

Segundo o governo, a solicitação de financiamento em condições favoráveis deve ser feita na página gov.br/movebrasil.

O processo foi desenhado para ser simplificado, com compartilhamento autorizado apenas das informações necessárias à verificação da elegibilidade, dispensada, em regra, a apresentação inicial de documentos pelo interessado.

Para motoristas de aplicativo, a confirmação de que o motorista está apto a acessar o financiamento será dada pela própria plataforma para a qual ele trabalha. No caso dos taxistas, a validação será feita pela Receita Federal a partir dos dados da pessoa no próprio gov.br.

Em até 5 dias úteis após o pedido, a pessoa receberá, via caixa postal do gov.br, resposta sobre se ela atende às condições. Em caso positivo, os motoristas devem procurar as instituições financeiras a partir de 19 de junho. A análise de crédito será feita diretamente por estas instituições, depois que a pessoa requisitar o financiamento.

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Aneel aprova uso de R$ 5,5 bilhões para reduzir conta de luz em até 4,5% em 2026

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 16:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,88%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8520,49%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa173.844 pts-1,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,88%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8520,49%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa173.844 pts-1,77%MoedasDólar ComercialR$ 5,0420,88%Dólar TurismoR$ 5,2430,7%Euro ComercialR$ 5,8520,49%Euro TurismoR$ 6,0980,37%B3Ibovespa173.844 pts-1,77%Oferecido por

Aneel aprovou regras para destinar até R$ 5,5 bilhões à redução das contas de luz em 2026 para consumidores atendidos por 22 distribuidoras.

O desconto médio estimado é de 4,51%, mas o percentual final dependerá do valor efetivamente arrecadado com a repactuação.

Os recursos virão de pagamentos antecipados de hidrelétricas à União pelo uso dos recursos hídricos.

A medida beneficia consumidores do Norte, Nordeste, Mato Grosso e partes de Minas Gerais e Espírito Santo.

Na Amazonas Energia, os recursos reduziram um reajuste potencial de 23,15% para uma alta média de 6,58%.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as regras para destinar até R$ 5,5 bilhões à redução das contas de luz de consumidores atendidos por 22 distribuidoras do país. Segundo a agência, a medida poderá resultar em um desconto médio de 4,51% nas tarifas em 2026.

Os recursos vêm da repactuação do saldo do Uso de Bem Público (UBP), valor pago por usinas hidrelétricas à União pelo uso dos recursos hídricos para geração de energia.

Uma lei aprovada no ano passado autorizou as hidrelétricas a anteciparem o pagamento de parcelas futuras desse valor.

A expectativa é que esse valor seja quitado até julho — e só então a Aneel deve definir o percentual preliminar de desconto a ser aplicado. A taxa deve variar conforme a arrecadação de cada distribuidora.

O dinheiro será usado para reduzir as tarifas de energia em áreas atendidas pela Sudam e pela Sudene, abrangendo consumidores das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso e de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Segundo a Aneel, essas localidades foram incluídas porque "muitas delas possuem menos consumidores que a média nacional e custos mais elevados relacionados à energia, como a compra de diesel para usinas em áreas isoladas".

Inicialmente, o processo poderia movimentar R$ 7,9 bilhões. Como nem todas as geradoras hidrelétricas aderiram ao acordo, a estimativa atual é de que R$ 5,5 bilhões sejam efetivamente repassados aos consumidores em 2026, por meio dos reajustes e revisões tarifárias.

O percentual de desconto que cada distribuidora aplicará ainda dependerá do valor total arrecadado com a repactuação.

Algumas concessionárias já conseguiram antecipar parte desses recursos para reduzir tarifas nos reajustes deste ano, como as distribuidoras da Neoenergia na Bahia e da Equatorial Energia no Amapá.

Na mesma reunião, a Aneel aprovou o reajuste tarifário de 2026 da Amazonas Energia. Para os consumidores da distribuidora, o aumento médio nas contas será de 6,58%.

A empresa, controlada pela J&F Investimentos, grupo dos irmãos Batista, recebeu R$ 735 milhões da repactuação do UBP. Sem esse aporte, o reajuste médio das tarifas teria sido de 23,15%, segundo a agência.

Conta de luz seguirá sem taxa extra em fevereiro, decide Aneel — Foto: Divulgação/Agência Nacional de Energia Elétrica

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Camisa do Brasil na Copa do Mundo é a mais cara entre países campeões e tem alta acima da inflação

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 15:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0370,79%Dólar TurismoR$ 5,2460,76%Euro ComercialR$ 5,8480,41%Euro TurismoR$ 6,1000,41%B3Ibovespa174.296 pts-1,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,0370,79%Dólar TurismoR$ 5,2460,76%Euro ComercialR$ 5,8480,41%Euro TurismoR$ 6,1000,41%B3Ibovespa174.296 pts-1,51%MoedasDólar ComercialR$ 5,0370,79%Dólar TurismoR$ 5,2460,76%Euro ComercialR$ 5,8480,41%Euro TurismoR$ 6,1000,41%B3Ibovespa174.296 pts-1,51%Oferecido por

Vendida por R$ 749,99 nas lojas oficiais, a camisa do Brasil para a Copa do Mundo é a que mais pesa no bolso dos torcedores entre os oito países que já venceram o torneio.

A BBC News Brasil comparou o preço dos uniformes oficiais com a renda média da população de Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai.

No Brasil, o valor corresponde a cerca de 17,5% da renda média mensal per capita, segundo o Banco Mundial, calculada em US$ 859 — o equivalente hoje a R$ 4.289.

Entre os países que já conquistaram o troféu, os preços mais altos proporcionalmente à renda estão nos três sul-americanos da lista.

Modelo veste uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, vendida pela Nike por R$ 749,99 — Foto: Divulgação via BBC

Vendida por R$ 749,99 nas lojas oficiais, a camisa do Brasil para a Copa do Mundo é a que mais pesa no bolso dos torcedores entre os oito países que já venceram o torneio.

A BBC News Brasil comparou o preço dos uniformes oficiais com a renda média da população de Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Argentina e Uruguai.

No Brasil, o valor corresponde a cerca de 17,5% da renda média mensal per capita, segundo o Banco Mundial, calculada em US$ 859 — o equivalente hoje a R$ 4.289. O cálculo considera o Produto Interno Bruto (PIB) do país convertido em dólares e dividido pelo número de habitantes.

O valor adotado pelo Banco Mundial é superior ao calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, que leva em conta a renda líquida.

Segundo o IBGE, a renda média mensal da população brasileira é de R$ 3.367, cenário em que a compra da camisa da seleção comprometeria 22,2% da renda.

Mas os dados do Banco Mundial foram adotados pela reportagem para garantir uma base única de comparação entre os países.

Se o cálculo levasse em conta o salário mínimo, por exemplo, o preço da camisa equivaleria, no Brasil, a 46,3% do valor total recebido por mês.

Essa comparação, porém, teria limitações. Enquanto no Brasil cerca de um terço dos trabalhadores recebem salário mínimo, na Alemanha apenas 6% da população ganha o piso salarial legal do país. Por isso, o indicador não funciona como um bom termômetro da renda média da população em cada território.

Neymar em jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, no Catar, em 2022; uniforme de 2026 ainda não entrou em campo — Foto: Suhaib Salem/Reuters via BBC

Entre os países que já conquistaram o troféu, os preços mais altos proporcionalmente à renda estão nos três sul-americanos da lista.

Nas nações europeias, os torcedores não precisam desembolsar mais do que 5,9% da renda média mensal para comprar uma camisa oficial.

O manto, como a peça é chamada por alguns brasileiros, representa 3,7% da renda mensal de um alemão, 4% da de um inglês, 4,8% da de um francês, 5,2% da de um italiano e 5,9% da de um espanhol, o percentual mais alto da Europa entre os campeões.

Entre os vizinhos do Brasil, é preciso gastar 9,2% da renda média mensal na Argentina para comprar a camisa oficial e 9,9% no Uruguai.

Embora os percentuais sejam bem mais altos do que os registrados na Europa, ainda ficam cerca de 8% abaixo do valor brasileiro.

Modelo veste uniforme da Alemanha para a Copa do Mundo de 2026, vendida por € 150 pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos — Foto: Divulgação via BBC

Ao converter euros, reais e pesos para dólares nas cotações desta terça-feira (19/5), o preço absoluto da camisa brasileira aparece como o segundo mais barato da lista (US$ 149,1), à frente apenas da Argentina (US$ 107,5). No entanto, quando a comparação leva em conta a renda da população, o Brasil dispara como o país mais caro para adquirir a peça.

As comparações foram feitas pela BBC News Brasil a partir do cruzamento de dados do Banco Mundial com informações das lojas oficiais da Nike e da Adidas, marcas responsáveis pela comercialização dos uniformes dessas seleções.

Os valores se referem às chamadas camisas de jogador. No caso da Nike, responsável pelo uniforme brasileiro, a empresa afirma que a peça utiliza uma tecnologia que permite a circulação de ar na pele, ajudando o corpo a se manter fresco em temperaturas elevadas e deixando o material mais leve.

Segundo as fabricantes, essas seriam as mesmas peças usadas pelos atletas em campo. A comparação considerou esse modelo porque, embora existam versões mais baratas no Brasil — como uma camiseta branca simples estampada apenas com o logo da CBF, vendida por R$ 149,90 —, nem todos os países oferecem alternativas equivalentes, já que alguns comercializam apenas os chamados modelos de jogador.

Até a publicação desta reportagem, a Nike não respondeu aos questionamentos da BBC News Brasil sobre quais fatores impactam a precificação da camisa.

Modelo veste o uniforme da Argentina para a Copa do Mundo de 2026, vendido pela Adidas por $ 219.999 pesos argentinos — Foto: Divulgação via BBC

O preço pago por uma camisa da seleção sempre foi considerado alto no Brasil. Em 1998, às vésperas da Copa do Mundo da França, a peça custava R$ 84. O valor representava 64,6% do salário mínimo da época, de R$ 130 — percentual superior ao atual, de 46,3%. Foi naquele ano que a Nike assumiu a produção dos uniformes oficiais em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Ainda assim, a valorização da camisa desde então ficou acima da inflação. Se fosse corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial do IBGE para medir a variação do custo de vida, o valor de R$ 84 em 1998 equivaleria hoje a R$ 438 — isto é, R$ 312 a menos do que o cobrado nesta Copa.

Os reajustes entre uma Copa e outra variaram bastante ao longo do tempo. Entre os Mundiais de 2014, no Brasil, e de 2018, na Rússia, o aumento foi de 36,7%.

Já entre a Copa da Rússia e a do Catar, em 2022, a alta chegou a 55,6%, quando o preço saltou de R$ 449,90 para R$ 699,99. Foi um aumento de 55,6%, enquanto o IPCA acumulado foi mais baixo, de 29,1% — pela inflação, portanto, a camisa deveria ter custado até R$ 581.

Para a próxima edição, sediada por Canadá, Estados Unidos e México a partir do dia 11 de junho, o aumento foi menor: 7,1%, com o preço passando de R$ 699,99 para R$ 749,99. Ainda assim, a variação ficou acima da inflação acumulada no período, segundo a qual a peça deveria custar, no máximo, R$ 735.

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RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde de US$ 16,65 bilhões em abril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 15:05

Agro Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde de US$ 16,65 bilhões em abril Resultado foi o maior já registrado para meses de abril e reforça o peso do agronegócio na balança comercial brasileira, com forte demanda da China e desempenho histórico de produtos como soja, carne bovina e algodão. Por Redação g1 — São Paulo

Exportações do agronegócio somaram US$ 16,65 bilhões em abril, alta de 11,7% e maior valor já registrado para o mês desde 1997.

O setor respondeu por 48,8% das exportações do Brasil e acumulou US$ 54,6 bilhões entre janeiro e abril, recorde para o período.

China liderou as compras com US$ 6,6 bilhões, quase 40% do total, seguida por União Europeia e Estados Unidos.

Soja e carne bovina puxaram o resultado, com exportações de US$ 6,9 bilhões e US$ 1,6 bilhão, respectivamente.

Algodão, celulose, farelo de soja e frutas também bateram recordes, refletindo a diversificação dos mercados externos.

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 16,65 bilhões (ou R$ 83,22 bilhões) em abril, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa um crescimento de 11,7% em relação a abril de 2025 e reforça o peso do setor no comércio exterior do país.

O agronegócio respondeu sozinho por 48,8% de tudo o que o Brasil exportou no mês. No acumulado de janeiro a abril de 2026, as vendas externas do setor chegaram a US$ 54,6 bilhões (R$ 272,8 bilhões), também o maior valor já registrado para esse período.

O avanço foi impulsionado tanto pelo aumento da quantidade embarcada quanto pela alta dos preços. Em comparação com abril do ano passado, o volume exportado cresceu 9,5%, enquanto o preço médio dos produtos subiu 2,1%.

No mesmo período, as importações de produtos do agronegócio caíram 3,6%, para US$ 1,62 bilhão (R$ 8,10 bilhões. Com isso, a diferença entre exportações e importações ficou positiva em US$ 15 bilhões (R$ 74,97 bilhões) em abril.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o resultado mostra a importância do setor para a economia brasileira.

“O recorde de abril confirma o tamanho e a responsabilidade do agro brasileiro. Isso significa renda no campo, emprego na indústria, oportunidades para quem produz e mais presença do Brasil no comércio internacional.”

A China permaneceu como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em abril. As compras do país asiático somaram US$ 6,6 bilhões (R$ 32,99 bilhões), o equivalente a quase 40% de todas as exportações do setor no mês.

União Europeia: US$ 2,36 bilhões (R$ 11,80 bilhões), alta de 8,7%Estados Unidos: US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões), queda de 16,8%

O Ministério da Agricultura atribui parte desse desempenho à abertura de mais de 600 novos mercados para produtos agropecuários desde o início da atual gestão, o que ampliou o número de destinos para os produtos brasileiros.

💵 Exportações: US$ 6,9 bilhões (R$ 34,49 bilhões), alta de 18,8%🚢 Volume embarcado: 16,7 milhões de toneladas, aumento de 9,7%📈 Preço médio: alta de 8,4%

A quantidade exportada foi a maior já registrada para meses de abril, favorecida pela safra recorde de 2025/2026.

💵 Exportações: US$ 1,6 bilhão (R$ 8 bilhões), alta de 29,4%🚢 Volume embarcado: 252 mil toneladas, aumento de 4,3%

A China respondeu por US$ 877,4 milhões (R$ 4,39 bilhões) em compras, o equivalente a 55,8% de todas as exportações brasileiras de carne bovina in natura em abril.

🌱 Complexo soja: US$ 8,1 bilhões (R$ 40,48 bilhões), alta de 20,4%🥩 Proteínas animais: US$ 3 bilhões (R$ 14,99 bilhões), crescimento de 18%🌲 Produtos florestais: US$ 1,4 bilhão (R$ 7,00 bilhões), avanço de 8,6%☕ Café: US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões), queda de 12,1%

Também registraram recordes o algodão, a celulose, com US$ 854,7 milhões (R$ 4,27 bilhões) exportados e alta de 16%, e o farelo de soja, com 2,4 milhões de toneladas embarcadas, aumento de 12,7%.

Produtos menos tradicionais também ampliaram sua participação nas exportações, como pimenta piper seca, ração para animais domésticos, óleo essencial de laranja, sebo bovino, abacate e manga.

A fruticultura brasileira também ampliou sua presença no mercado internacional. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades para a exportação de frutas brasileiras.

Entre janeiro e abril de 2026, melões, limões, limas, melancias e mamões registraram recordes de exportação.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, destaca que o resultado mostra que o Brasil vem transformando sua capacidade de produção em maior acesso aos mercados internacionais.

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Gemini Omni: nova tecnologia do Google permite editar vídeos ‘conversando’ com a IA

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 15:05

Tecnologia Gemini Omni: nova tecnologia do Google permite editar vídeos 'conversando' com a IA Usuário pode enviar fotos, vídeos e áudios para a IA editar conteúdo ou até criar uma espécie de 'deepfake' com sua própria aparência e voz. Por Darlan Helder, g1 — São Paulo

Gemini Omni: nova tecnologia do Google permite editar vídeos 'conversando' com a IA. — Foto: Reprodução/Google/YouTube

O Google apresentou nesta terça-feira (19) o Gemini Omni, um novo modelo de IA voltado à criação e edição de vídeos com aspecto ultrarrealista. O anúncio foi feito durante o Google I/O 2026, evento para desenvolvedores realizado em Mountain View, na Califórnia (EUA).

Segundo a empresa, a ferramenta permite combinar imagens, áudio, vídeo e texto para gerar vídeos de alta qualidade. Também é possível enviar um vídeo já gravado e pedir alterações por meio de comandos em texto, sem precisar usar programas profissionais de edição, como o Adobe Premiere.

O Google afirma que o usuário pode modificar detalhes específicos ou transformar completamente uma cena apenas conversando com a IA.

Entre os exemplos citados pela empresa estão mudar ações em um vídeo, adicionar personagens e objetos ou alterar ambientes, ângulos e estilos visuais mantendo a consistência da gravação original.

Segundo o Google, o Omni utiliza o conhecimento do Gemini para conectar linguagem, imagens e contexto. A empresa afirma que a ferramenta não apenas cria cenas realistas, mas também consegue entender o que deveria acontecer em seguida para dar continuidade aos vídeos.

A tecnologia estará disponível a partir desta terça em todo o mundo para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra.

A IA poderá ser usada no app do Gemini, no Google Flow e no YouTube Shorts. Segundo o Google, o Omni também será liberado gratuitamente no YouTube Shorts e no aplicativo YouTube Create ainda nesta semana.

A big tech também disse que a pessoa poderá criar um avatar digital com sua própria voz e aparência, em uma função que basicamente é um deepfake.

"Estamos comprometidos em desenvolver IA de forma responsável e temos políticas claras para proteger os usuários de danos e governar o uso de nossas ferramentas de IA", ressaltou a empresa ao anunciar o avatar digital.

Todo conteúdo criado ou editado pelo Omni terá automaticamente o SynthID, marca-d’água digital imperceptível do Google usada para identificar mídias geradas por inteligência artificial.

O Google também afirmou que trabalha em uma versão mais potente da ferramenta, chamada Omni Pro, mas não revelou detalhes nem previsão de lançamento. Disse apenas que ela está "prevista para breve".

O Google já possui o Veo 3, modelo de IA capaz de gerar vídeos realistas. Mas, segundo Koray Kavukcuoglu, diretor de tecnologia do Google DeepMind e arquiteto-chefe de IA do Google, os dois sistemas têm propostas diferentes.

"O Veo funciona no modelo tradicional de ‘texto para vídeo’, gerando imagens em movimento a partir de um comando escrito. Já o Gemini Omni é um modelo multimodal nativo, construído desde o início sobre a estrutura do Gemini", afirmou ao g1.

"Isso significa que ele [o Omni] consegue receber e combinar diferentes tipos de arquivos, como fotos, áudios e textos, em um único comando para gerar o resultado final", completou.

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Gasolina cara faz americanos improvisarem até com carros de brinquedo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 13:50

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0350,73%Dólar TurismoR$ 5,2450,73%Euro ComercialR$ 5,8440,34%Euro TurismoR$ 6,0980,38%B3Ibovespa174.584 pts-1,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,0350,73%Dólar TurismoR$ 5,2450,73%Euro ComercialR$ 5,8440,34%Euro TurismoR$ 6,0980,38%B3Ibovespa174.584 pts-1,35%MoedasDólar ComercialR$ 5,0350,73%Dólar TurismoR$ 5,2450,73%Euro ComercialR$ 5,8440,34%Euro TurismoR$ 6,0980,38%B3Ibovespa174.584 pts-1,35%Oferecido por

Em 18 de maio, o preço médio do galão de gasolina comum foi de US$ 4,52 (R$ 22,64) — acima dos cerca de US$ 3 (R$ 15,03) registrados antes do início da guerra no Irã.

Há muito tempo apaixonados por seus carros — especialmente SUVs e picapes, menos eficientes em consumo —, os americanos agora buscam opções como transporte público ou permanecer mais perto de casa.

Renee Tocci, diretora executiva do Camp Farley, em Massachusetts, lançou um acampamento noturno como forma de reduzir custos para pais que gastam uma fortuna levando os filhos de um lado para o outro durante o verão.

No Maine, o número de passageiros do sistema de ônibus público de Bangor aumentou 21% desde janeiro, segundo a administradora de trânsito Laurie Linscott. "Eram pessoas de todos os estilos de vida.".

Em Chicago, a CityPoint Community Church planeja distribuir US$ 5.000 (R$ 25.046,50) em cartões de gasolina nas próximas semanas. O pastor Demetrius Davis afirmou que mais de 70 cartões já foram entregues após os cultos do Dia das Mães.

Mali Hightower adaptou um carro elétrico da Barbie de brinquedo para economizar com gasolina. — Foto: Jayla Whitfield-Anderson/Reuters

A resposta do faz-tudo Mali Hightower, de 30 anos, aos altos preços da gasolina nos Estados Unidos foi um carrinho elétrico da Barbie, lançado em 2018, que ele encontrou no lixo.

Ele, que mora na Geórgia (EUA), instalou um pequeno motor, com capacidade para dois galões de gasolina, e um pistão de uma lavadora de alta pressão em um Power Wheels Barbie Dream Camper rosa quebrado. Com um único puxão no cabo, semelhante ao de um cortador de grama, ele segue para o supermercado, com os joelhos quase encostados nas orelhas e usando capacete de motociclista.

Seu carro, um Mercedes-Benz conversível de 1996, custa cerca de US$ 90 (R$ 450,84) para ser abastecido. “É muito caro”, disse Hightower, que também instalou um suporte na parte superior do carrinho para levar mantimentos. “Eu uso isso sempre que posso.”

Em 18 de maio, o preço médio do galão de gasolina comum foi de US$ 4,52 (R$ 22,64) — acima dos cerca de US$ 3 (R$ 15,03) registrados antes do início da guerra no Irã, segundo a Associação Automobilística Americana (AAA). Um galão de gasolina americano responde por aproximadamente 3,8 litros.

A solução encontrada por Hightower pode ser incomum, mas o aumento do custo da gasolina está mudando decisões cotidianas e inspirando alternativas criativas em todo o país.

Há muito tempo apaixonados por seus carros — especialmente SUVs e picapes, menos eficientes em consumo —, os americanos agora buscam opções como transporte público ou permanecer mais perto de casa.

Em uma pesquisa da Ipsos de 28 de abril, publicada pelo Washington Post e pela ABC News, 44% dos americanos disseram ter reduzido o número de viagens de carro.

Alguns estão encontrando oportunidades em meio à crise. Depois de gastar quase US$ 40 (R$ 200,37) a mais do que o normal para abastecer seu Buick Enclave, Renee Tocci, diretora executiva do Camp Farley, em Massachusetts, teve uma ideia: lançar um acampamento noturno como forma de reduzir custos para pais que gastam uma fortuna levando os filhos de um lado para outro durante o verão.

“Meu colega disse: ‘Isso é hilário’”, contou Tocci. “E eu pensei: ‘Sério, vou colocar isso nas redes sociais’.” Ela passou a mencionar os custos de combustível em publicações e e-mails de marketing para atrair mais inscritos.

“Aqui vai uma dica de economia sobre a qual ninguém fala: mande seus filhos para um acampamento noturno”, diz uma de suas publicações.

A criadora de conteúdo Dafne Flores viaja de sua casa, em Silverdale (Washington), para Los Angeles várias vezes ao ano para visitar amigos. Durante sua estadia mais recente, de dois meses, ela deixou o carro estacionado em Glendale e passou a usar o transporte público para se locomover.

“Estamos acostumados a preços de gasolina altos, mas nunca tão altos”, disse Flores, de 28 anos.

Abastecer seu Toyota Highlander agora custa pelo menos US$ 95 (R$ 475,88) — e, por isso, ela evita viagens de carro superiores a oito quilômetros e postos próximos a rodovias, onde já viu preços perto de US$ 9 (R$ 45,08) por galão.

No ônibus, ela consegue editar vídeos e evitar custos com estacionamento. Flores afirma que, nas redes sociais, mais americanos da mesma faixa etária têm compartilhado escolhas semelhantes: “Tenho visto muitos vídeos de pessoas usando o ônibus.”

A tendência é evidente de costa a costa. No Maine, o número de passageiros do sistema de ônibus público de Bangor aumentou 21% desde janeiro, segundo a administradora de trânsito Laurie Linscott — com a maior parte do crescimento concentrada nos horários de pico.

“Comecei a observar os passageiros e a buscar algum perfil demográfico”, disse Linscott. “Eram pessoas de todos os estilos de vida.”

Recentemente, motoristas esperaram mais de uma hora em um posto de gasolina da Califórnia, onde a agência de turismo Visit Las Vegas oferecia até US$ 100 (R$ 500,93) em combustível aos primeiros 100 da fila, com o objetivo de incentivar viagens à cidade.

Robert Jackson, de El Segundo, disse que o combustível duraria apenas alguns dias. “Agora tenho que caminhar e pegar o trem”, afirmou. “É difícil — realmente é.”

Segette Frank, de Los Angeles, disse que costumava fazer compras por toda a cidade. “Agora fico por perto porque não quero ficar sem gasolina”, afirmou.

Em Chicago, a CityPoint Community Church planeja distribuir US$ 5.000 (R$ 25.046,50) em cartões de gasolina, de US$ 25 (R$ 125,23) cada, nas próximas semanas. O pastor Demetrius Davis afirmou que mais de 70 cartões já foram entregues após os cultos do Dia das Mães.

"O transporte não é um luxo para muitas famílias", disse ele. "É uma questão de sobrevivência."

Até agora, a crise não provocou aumento nas compras de veículos elétricos, mas trouxe alívio aos motoristas desses modelos.

John Stringer, presidente da Tesla Owners of Silicon Valley — grupo de entusiastas da marca —, publicou recentemente um vídeo no TikTok mostrando a placa de um posto de gasolina com preços elevados.

“Ah, cara, gostaria que esse fosse um problema com o qual eu tivesse que lidar”, diz Stringer, em tom de brincadeira, antes de virar a câmera para seu Cybertruck.

Embora tenha sido uma piada, Stringer afirma que o alívio é real. "Não sei qual foi a última vez que olhei os preços da gasolina, exceto por esse vídeo."

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EUA não têm pressa em prorrogar trégua comercial com China, diz Bessent

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 12:48

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,0521,08%Dólar TurismoR$ 5,2540,9%Euro ComercialR$ 5,8570,56%Euro TurismoR$ 6,1060,5%B3Ibovespa174.714 pts-1,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,0521,08%Dólar TurismoR$ 5,2540,9%Euro ComercialR$ 5,8570,56%Euro TurismoR$ 6,1060,5%B3Ibovespa174.714 pts-1,28%MoedasDólar ComercialR$ 5,0521,08%Dólar TurismoR$ 5,2540,9%Euro ComercialR$ 5,8570,56%Euro TurismoR$ 6,1060,5%B3Ibovespa174.714 pts-1,28%Oferecido por

Scott Bessent disse que os EUA "não estão com pressa" para renovar a trégua comercial com a China, que termina em novembro.

O secretário afirmou que ainda haverá reuniões neste ano para negociar uma eventual extensão do acordo.

Segundo Bessent, a China pode aceitar a retomada de tarifas anteriores, desde que as alíquotas não sejam aumentadas.

O governo americano avalia que a China vem cumprindo apenas parcialmente seus compromissos sobre minerais críticos.

O governo de Donald Trump "não está com pressa" para estender a trégua comercial com a China sobre tarifas e minerais críticos, que termina em novembro. Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ainda haverá outras reuniões neste ano que podem servir para negociar a renovação do acordo.

Em entrevista à Reuters nos bastidores de uma reunião de ministros de Finanças do Grupo dos Sete (G7), nesta terça-feira (19), Bessent disse acreditar que a China aceitará a retomada das tarifas anteriormente aplicadas pelos EUA.

Segundo o secretário, isso poderá ocorrer por meio de novas medidas previstas na Seção 301 da legislação comercial americana, desde que as alíquotas não sejam elevadas.

Bessent afirmou ainda que, nos últimos meses, a China "conseguiu um acordo" com tarifas mais baixas após a decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar as tarifas emergenciais globais impostas por Donald Trump.

"Acho que não temos pressa em estender isso", declarou Bessent ao comentar a trégua tarifária firmada em novembro de 2025. "As coisas estão estáveis."

O secretário acrescentou que a China "tem sido satisfatória, mas não excelente em termos de cumprimento de suas obrigações com relação aos minerais essenciais. Portanto, estamos vendo-os novamente".

O presidente chinês, Xi Jinping, deve viajar a Washington em setembro para se reunir com Trump na Casa Branca.

Antes desse encontro, Bessent disse que pretende se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng para discutir detalhes das negociações comerciais.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, participa da 56ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos, Suíça — Foto: Reuters

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