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Exportações globais de café crescem, mas embarques do Brasil recuam 16,8%

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Exportações globais de café crescem, mas embarques do Brasil recuam 16,8%

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 11:05

Agro Exportações globais de café crescem, mas embarques do Brasil recuam 16,8% Relatório da Organização Internacional do Café mostra alta nas exportações mundiais de café cru em março, mas o Brasil embarcou menos café arábica, principal variedade exportada pelo país. Por Reuters

As exportações globais de café cru cresceram 0,8% em março e somaram 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, segundo relatório da Organização Internacional do Café.

O avanço foi puxado pelo café robusta, cujos embarques atingiram recorde de 5,52 milhões de sacas, com destaque para o forte crescimento das exportações do Vietnã.

O Brasil registrou queda de 16,8% nas exportações de café arábica natural, principal variedade vendida pelo país ao exterior.

Mesmo com o recuo, o Brasil embarcou 2,71 milhões de sacas, volume superior ao registrado pela Colômbia no segmento de arábicas suaves.

O desempenho é relevante porque o Brasil é um dos principais exportadores mundiais de café e tem no arábica um de seus produtos mais importantes.

Produção de café arábica da Cooxupé atende a rigorosas exigências do mercado que busca por produtos cada vez mais sustentáveis – Crédito: Divulgação — Foto: ]Crédito: Divulgação

As exportações mundiais de café verde — grão ainda não torrado e comercializado no mercado internacional — cresceram 0,8% em março na comparação com o mesmo mês do ano anterior, alcançando 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (19) pela Organização Internacional do Café.

O resultado reflete comportamentos distintos entre os principais tipos de café negociados globalmente.

O robusta, variedade mais utilizada em cafés solúveis e em misturas, registrou forte expansão, enquanto parte do mercado de arábica apresentou desempenho mais moderado ou até retração.

As exportações de robusta avançaram 24% em relação a março do ano passado e atingiram o recorde de 5,52 milhões de sacas. O principal impulso veio do Vietnã, maior produtor mundial dessa variedade, cujos embarques cresceram 30,3% no período.

Já a categoria chamada de “outros suaves”, que reúne cafés arábica produzidos em países da América Central, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, teve alta de 0,9%, para 2,59 milhões de sacas.

Na Colômbia, as exportações de arábicas suaves caíram 33,8%, para 880 mil sacas, em meio a dificuldades de abastecimento no mercado local.

No caso do Brasil, o recuo ocorreu nas exportações de arábicas naturais, categoria que representa uma das principais especialidades do país no comércio internacional. Esse tipo de café pertence à variedade arábica, conhecida por seu maior valor agregado e ampla utilização em cafés de melhor qualidade.

As exportações brasileiras desse segmento caíram 16,8% em março, totalizando 2,71 milhões de sacas.

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