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Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde de US$ 16,65 bilhões em abril

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Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde de US$ 16,65 bilhões em abril

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 19/05/2026 15:05

Agro Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde de US$ 16,65 bilhões em abril Resultado foi o maior já registrado para meses de abril e reforça o peso do agronegócio na balança comercial brasileira, com forte demanda da China e desempenho histórico de produtos como soja, carne bovina e algodão. Por Redação g1 — São Paulo

Exportações do agronegócio somaram US$ 16,65 bilhões em abril, alta de 11,7% e maior valor já registrado para o mês desde 1997.

O setor respondeu por 48,8% das exportações do Brasil e acumulou US$ 54,6 bilhões entre janeiro e abril, recorde para o período.

China liderou as compras com US$ 6,6 bilhões, quase 40% do total, seguida por União Europeia e Estados Unidos.

Soja e carne bovina puxaram o resultado, com exportações de US$ 6,9 bilhões e US$ 1,6 bilhão, respectivamente.

Algodão, celulose, farelo de soja e frutas também bateram recordes, refletindo a diversificação dos mercados externos.

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 16,65 bilhões (ou R$ 83,22 bilhões) em abril, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O resultado representa um crescimento de 11,7% em relação a abril de 2025 e reforça o peso do setor no comércio exterior do país.

O agronegócio respondeu sozinho por 48,8% de tudo o que o Brasil exportou no mês. No acumulado de janeiro a abril de 2026, as vendas externas do setor chegaram a US$ 54,6 bilhões (R$ 272,8 bilhões), também o maior valor já registrado para esse período.

O avanço foi impulsionado tanto pelo aumento da quantidade embarcada quanto pela alta dos preços. Em comparação com abril do ano passado, o volume exportado cresceu 9,5%, enquanto o preço médio dos produtos subiu 2,1%.

No mesmo período, as importações de produtos do agronegócio caíram 3,6%, para US$ 1,62 bilhão (R$ 8,10 bilhões. Com isso, a diferença entre exportações e importações ficou positiva em US$ 15 bilhões (R$ 74,97 bilhões) em abril.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o resultado mostra a importância do setor para a economia brasileira.

“O recorde de abril confirma o tamanho e a responsabilidade do agro brasileiro. Isso significa renda no campo, emprego na indústria, oportunidades para quem produz e mais presença do Brasil no comércio internacional.”

A China permaneceu como principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em abril. As compras do país asiático somaram US$ 6,6 bilhões (R$ 32,99 bilhões), o equivalente a quase 40% de todas as exportações do setor no mês.

União Europeia: US$ 2,36 bilhões (R$ 11,80 bilhões), alta de 8,7%Estados Unidos: US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões), queda de 16,8%

O Ministério da Agricultura atribui parte desse desempenho à abertura de mais de 600 novos mercados para produtos agropecuários desde o início da atual gestão, o que ampliou o número de destinos para os produtos brasileiros.

💵 Exportações: US$ 6,9 bilhões (R$ 34,49 bilhões), alta de 18,8%🚢 Volume embarcado: 16,7 milhões de toneladas, aumento de 9,7%📈 Preço médio: alta de 8,4%

A quantidade exportada foi a maior já registrada para meses de abril, favorecida pela safra recorde de 2025/2026.

💵 Exportações: US$ 1,6 bilhão (R$ 8 bilhões), alta de 29,4%🚢 Volume embarcado: 252 mil toneladas, aumento de 4,3%

A China respondeu por US$ 877,4 milhões (R$ 4,39 bilhões) em compras, o equivalente a 55,8% de todas as exportações brasileiras de carne bovina in natura em abril.

🌱 Complexo soja: US$ 8,1 bilhões (R$ 40,48 bilhões), alta de 20,4%🥩 Proteínas animais: US$ 3 bilhões (R$ 14,99 bilhões), crescimento de 18%🌲 Produtos florestais: US$ 1,4 bilhão (R$ 7,00 bilhões), avanço de 8,6%☕ Café: US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões), queda de 12,1%

Também registraram recordes o algodão, a celulose, com US$ 854,7 milhões (R$ 4,27 bilhões) exportados e alta de 16%, e o farelo de soja, com 2,4 milhões de toneladas embarcadas, aumento de 12,7%.

Produtos menos tradicionais também ampliaram sua participação nas exportações, como pimenta piper seca, ração para animais domésticos, óleo essencial de laranja, sebo bovino, abacate e manga.

A fruticultura brasileira também ampliou sua presença no mercado internacional. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades para a exportação de frutas brasileiras.

Entre janeiro e abril de 2026, melões, limões, limas, melancias e mamões registraram recordes de exportação.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rua, destaca que o resultado mostra que o Brasil vem transformando sua capacidade de produção em maior acesso aos mercados internacionais.

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