Imposto de Renda

Por que o alerta da Defesa Civil tocou alto de madrugada mesmo com o celular no silencioso?

RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Por que o alerta da Defesa Civil tocou alto de madrugada mesmo com o celular no silencioso?

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 20/06/2026 09:44

Tecnologia Por que o alerta da Defesa Civil tocou alto de madrugada mesmo com o celular no silencioso? Sistema usado para avisos de desastres emite notificações em massa por antenas de celular, sem depender de internet, aplicativo ou cadastro. No caso de alertas extremos, o som é programado para se sobrepor ao modo silencioso. Por Redação g1 — São Paulo

Celulares de várias cidades receberam, na madrugada deste sábado (20), um alerta sonoro extremo com a palavra “misantropia”, sem relação com uma situação real de risco.

O aviso assustou porque tocou alto, como uma sirene, inclusive em aparelhos no silencioso, e ficou ativo até que o usuário visualizasse e interrompesse a mensagem na tela.

O sistema usado é o Defesa Civil Alerta, que envia comunicados emergenciais por antenas de telefonia celular, sem depender de internet, aplicativo ou cadastro prévio.

Alertas classificados como extremos são programados para se sobrepor às configurações comuns do celular, como modo silencioso ou “Não Perturbe”, porque servem para avisar sobre risco grave à população.

A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma foi tirada do ar após uma invasão e disse que vai acionar a Polícia Federal para investigar o disparo não autorizado.

O alerta sonoro enviado a celulares de diferentes cidades do Brasil entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada deste sábado (20) causou susto não apenas pelo conteúdo da mensagem, mas também pela forma como ela apareceu: em volume alto, como uma sirene que continuava tocando até o usuário visualizar a mensagem e interromper o aviso, inclusive em aparelhos que estavam no modo silencioso.

A explicação está no próprio funcionamento do sistema. O Defesa Civil Alerta, plataforma usada para avisos de emergência à população, foi desenhado para furar barreiras comuns do celular em situações de risco extremo. Quando uma mensagem é classificada como “alerta extremo”, o aviso pode tocar em volume elevado e se sobrepor ao uso normal do aparelho, com o intuito de chamar a atenção de quem está em uma área sob ameaça.

No caso desta madrugada, porém, a mensagem não correspondia a uma situação real de risco. A Defesa Civil Nacional informou que a plataforma foi tirada do ar à 1h30 após sofrer uma invasão e disparar um alerta para várias regiões do país.

Segundo o órgão, o envio foi ordenado remotamente por alguém de fora do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e provavelmente se trata de um ataque hacker.

A mensagem disparada era do tipo “Alerta Extremo” e trazia a palavra “misantropia”, sem relação com desastres naturais, eventos meteorológicos severos ou qualquer orientação de proteção à população.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil afirmou que acionará a Polícia Federal e que o sistema só será religado quando as condições de segurança forem restabelecidas.

Alerta da Defesa Civil com a palavra "misantropia" tocou nos celulares dos moradores de Campo Grande. — Foto: Reprodução

O Defesa Civil Alerta é um sistema público criado para enviar avisos emergenciais a celulares localizados em áreas de risco. Ele é usado em situações como chuvas intensas, enchentes, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra, vendavais e outros eventos capazes de colocar a população em perigo.

A tecnologia por trás da ferramenta se chama Cell Broadcast. Diferentemente de mensagens comuns de SMS ou notificações de aplicativos, ela não envia o alerta para números cadastrados individualmente. O aviso é transmitido pelas antenas de telefonia celular para todos os aparelhos compatíveis conectados à rede móvel em uma determinada área.

Isso permite que a Defesa Civil envie uma mensagem para uma região específica, delimitada por critérios técnicos e geográficos. Quem estiver naquela área, com um celular compatível e conectado à rede móvel, pode receber o aviso automaticamente.

Por isso, o sistema não exige cadastro prévio, aplicativo instalado, pacote de dados ativo ou conexão à internet. A lógica é alcançar rapidamente o maior número possível de pessoas em uma área sob risco, inclusive quem não se inscreveu em serviços de alerta por SMS.

O ponto central é o nível do alerta. Segundo as regras do Defesa Civil Alerta, há diferenças entre os tipos de aviso.

Em alertas severos, o celular pode emitir um som mais simples, semelhante ao de uma mensagem comum, e o aviso não necessariamente toca se o aparelho estiver no silencioso.Já nos alertas extremos, a lógica é outra. A mensagem aciona um som mais forte, parecido com uma sirene, mesmo que o celular esteja no modo silencioso. Isso acontece porque esse tipo de alerta é reservado para situações em que há risco iminente ou muito grave à vida e à segurança da população.

A ideia é que, diante de um risco real —como uma enchente repentina, deslizamento ou evento extremo—, a pessoa seja avisada mesmo se estiver dormindo, com o telefone bloqueado, usando outro aplicativo ou com as notificações comuns desativadas.

Foi essa característica de segurança que fez o falso alerta causar tanto susto durante a madrugada. Como a mensagem foi classificada como extrema, os celulares reagiram como reagiriam em uma emergência real.

Não. O Defesa Civil Alerta não depende de internet, Wi-Fi ou aplicativo. A mensagem chega pela rede de telefonia móvel, usando a tecnologia Cell Broadcast.

Isso também explica por que várias pessoas receberam o aviso ao mesmo tempo em cidades diferentes. O disparo não funciona como uma conversa individual entre remetente e destinatário, mas como uma transmissão direcionada pelas antenas para os aparelhos dentro da área definida.

Para receber o alerta, o celular precisa ser compatível com a tecnologia e estar conectado a uma rede móvel adequada no momento do envio. Quem estiver apenas no Wi-Fi, sem conexão com a rede de telefonia, fora da área delimitada ou com aparelho incompatível pode não receber a mensagem.

Em alguns celulares, há configurações relacionadas a alertas de emergência e alertas governamentais. Mas autoridades de defesa civil recomendam que esses avisos permaneçam ativados, porque eles são usados em situações em que a informação rápida pode evitar mortes.

O alerta extremo é uma categoria pensada para risco grave. Por isso, ele tem prioridade sobre configurações comuns do aparelho, como o modo silencioso ou o uso de outros aplicativos.

A invasão relatada pela Defesa Civil Nacional expõe uma falha de segurança no uso da plataforma, mas não muda a finalidade do sistema: avisar a população com rapidez em situações de perigo real.

Moradores de várias cidades relataram ter recebido mensagens com a palavra “misantropia” ou variações do termo. O conteúdo não trazia orientação de proteção, indicação de área de risco nem relação com fenômenos climáticos.

Segundo o dicionário Michaelis, misantropia significa aversão, desconfiança ou rejeição à humanidade. O termo também pode ser associado a isolamento social, melancolia ou tristeza profunda.

Defesas civis estaduais e municipais, como as de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Salvador, afirmaram que não foram responsáveis pelo disparo e disseram que não havia, no momento, situação de risco que justificasse um alerta extremo.

A Defesa Civil Nacional afirmou que a plataforma foi tirada do ar após a invasão. Segundo o órgão, a Polícia Federal será acionada para investigar o caso.

Há 3 horas Educação Por que o alerta tocou alto mesmo com o celular no silencioso?Há 3 horas👽🛸ETs? Mistério? Susto com alerta extremo vira meme nas redes

Há 44 minutos Tecnologia Caminho até o hexa 🟢🟡Qual é o próximo jogo do Brasil na Copa? Confira agenda

Há 11 horas Mundo Memes: gols de Matheus Cunha e Vini Jr. contra o Haiti animam internetHá 11 horasEngavetamento na BR-262Acidente com 15 veículos deixa 5 feridos na Grande BH

Há 5 minutos Minas Gerais Efeitos do álcoolExagerou no jogo do Brasil? Veja como amenizar os sintomas da ressaca

Há 1 hora Saúde Frio aumenta risco de infarto e AVC; entendaHá 1 horaSepare o casaco 🧥Último dia do outono terá frio no Sul e no Sudeste; veja previsão

Há 2 horas Meio Ambiente Frente fria traz chuva e rajadas de vento no fim de semana em SPHá 2 horas Na véspera do verão, Europa já enfrenta calor extremoHá 2 horasVídeos curtos do g1