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EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC
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EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC
Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 12:46
Mundo EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC Esta é a primeira rodada de sanções econômicas do governo Trump contra alvos suspeitos de ter ligação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais. Por Redação g1
O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano.
Os EUA acusaram os seguintes indivíduos e empresas de ter ligações com a rede de lavagem de dinheiro do PCC:
Victor Henrique de Oliveira Shimada;Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira;Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda;Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda;Wave Construcoes Inteligentes Ltda.
Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho.
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No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro.
Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado.
Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais" e o acusaram de:
lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC;envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico.
EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. — Foto: Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA
Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians. Os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado do clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado.
Outra empresa da qual Shimada é sócio, a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também foi sancionada pelos EUA nesta quarta.
Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede.
“Esta designação é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras. (…) O crime organizado no Hemisfério Ocidental não pode ser autorizado a estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira.
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Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. — Foto: Reprodução/GloboNews
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