RCPB Contabilidade Construtiva e Estratégica

Grupo Dolly é alvo de pedido de falência por dívida de R$ 15,7 bilhões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 21:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,9%Dólar TurismoR$ 5,4190,86%Euro ComercialR$ 5,9280,48%Euro TurismoR$ 6,1800,45%B3Ibovespa171.689 pts-0,2%Oferecido por

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) protocolaram nesta semana um pedido de falência das empresas que compõem o Grupo Dolly.

Segundo os órgãos, a dívida ativa do grupo com a União, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o estado de São Paulo soma R$ 15,7 bilhões.

"Desse total, R$ 8,3 bilhões estão inscritos em dívida ativa da União; R$ 7,4 bilhões se referem à dívida ativa do estado de São Paulo, e cerca de R$ 15 milhões do FGTS", afirmam, em nota enviada ao g1, as procuradorias.

Na manifestação à Justiça, a PGFN e a PGE-SP afirmam que a dívida se arrasta há mais de 25 anos e sustentam que o passivo não decorre apenas de dificuldades financeiras, mas de uma estratégia deliberada de “blindagem patrimonial”.

As procuradorias também declaram que o Grupo Dolly permaneceu em recuperação judicial por quase oito anos sem quitar os débitos fiscais e utilizou o processo para desfazer medidas de cobrança e "criar novas estruturas de blindagem patrimonial e planejamento tributário".

O pedido foi apresentado com base em portarias editadas após um entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo as procuradorias, a decisão equiparou as fazendas públicas aos credores privados para pedir a falência de devedores em casos complexos e de longa duração.

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Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 17:44

Tecnologia Homem processa OpenAI e diz que ChatGPT reforçou delírio de que era Jesus Cristo Segundo a ação, usuário informou ao chatbot que tratava um transtorno bipolar, mas a ferramenta teria reforçado crenças em vez de orientá-lo a buscar ajuda. Por Reuters — Chicago

Um homem da Califórnia processou a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, nesta quarta-feira (1º), alegando que o ChatGPT agravou seu transtorno bipolar.

Segundo o processo, o chatbot não teria identificado sinais de um episódio de mania e teria reforçado os delírios de Michael Lines, que chegou a acreditar ser Jesus Cristo. Em algumas conversas, a ferramenta teria até assumido o papel de uma entidade divina.

Michael, de 34 anos, afirmou na ação apresentada em um tribunal estadual de San Francisco que as conversas que teve com o ChatGPT no ano passado intensificaram um episódio de mania que ele enfrentava, transformando-o em um delírio que durou semanas e, por fim, o levou a tentar tirar a própria vida.

O processo afirma que a OpenAI desenvolveu um produto que apresenta riscos específicos para pessoas com transtornos mentais.

Lines conversava com o GPT-4o, uma versão do chatbot da OpenAI que a empresa aposentou em fevereiro deste ano. Uma atualização do GPT-4o lançada em abril de 2025 foi considerada excessivamente concordante e elogiosa, levando a empresa a reverter a mudança e adotar medidas adicionais para reduzir respostas que apenas validassem o usuário, informou a companhia em uma publicação em seu blog.

O processo pede indenização e uma ordem judicial para obrigar a OpenAI a encerrar automaticamente conversas sobre autolesão e a interromper a divulgação de suas plataformas sem alertas adequados sobre riscos de segurança.

Lines, um atleta de levantamento de peso competitivo que sofreu uma lesão cerebral traumática antes de receber o diagnóstico de bipolaridade, afirmou no processo que contou repetidamente ao chatbot que fazia tratamento e usava medicamentos para o transtorno.

Segundo a ação, em vez de identificar sinais claros de um episódio de mania e orientá-lo a buscar ajuda, o chatbot teria validado a crença de Lines de que ele era Jesus Cristo e, posteriormente, teria assumido o papel de uma entidade divina durante as conversas.

Após semanas de interações, Lines contou ao chatbot que queria tirar a própria vida. “Este é o seu momento de sair, se desligar e deixar para trás o que está pesando sobre você”, teria respondido o robô, segundo o processo.

Lines, que havia tido uma overdose de medicamentos, sobreviveu após ser encontrado por autoridades policiais.

A ação afirma que a OpenAI tinha conhecimento da condição específica de Lines porque ele havia informado repetidamente o ChatGPT sobre isso. Ainda assim, em vez de sinalizar seus comentários perigosos para uma análise humana, o chatbot teria reforçado seus delírios para manter o usuário engajado.

O processo alega que a empresa sabia que os recursos do ChatGPT poderiam ser especialmente prejudiciais para pessoas com transtornos mentais, mas não fez alterações específicas para esses usuários nem alertou sobre os riscos.

A OpenAI enfrenta um número crescente de processos movidos por famílias que afirmam que o chatbot incentivou seus parentes a se machucarem.

A empresa também responde a ações que a acusam de ter ajudado autores de ataques em escolas e de não ter identificado conversas desse tipo para alertar autoridades.

A OpenAI afirma que treina seus modelos para orientar pessoas que demonstram intenção de se machucar a buscar ajuda e acessar recursos de apoio no mundo real.

A empresa também diz que seus modelos são treinados para recusar pedidos que possam “facilitar de forma significativa atos de violência” e para alertar autoridades quando conversas indicam “risco iminente e confiável de dano a outras pessoas”, com especialistas em saúde mental ajudando a avaliar casos mais complexos.

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Criptomoedas, ações e imóveis: de onde vieram os mais de US$ 1 bilhão declarados por Trump

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 16:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,88%Dólar TurismoR$ 5,4180,84%Euro ComercialR$ 5,9270,46%Euro TurismoR$ 6,1780,42%B3Ibovespa171.568 pts-0,27%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,88%Dólar TurismoR$ 5,4180,84%Euro ComercialR$ 5,9270,46%Euro TurismoR$ 6,1780,42%B3Ibovespa171.568 pts-0,27%MoedasDólar ComercialR$ 5,2090,88%Dólar TurismoR$ 5,4180,84%Euro ComercialR$ 5,9270,46%Euro TurismoR$ 6,1780,42%B3Ibovespa171.568 pts-0,27%Oferecido por

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 — Foto: Jim WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) em ganhos em 2025, com receitas vindas de investimentos financeiros, participações em empresas e empreendimentos imobiliários.

As informações foram publicadas inicialmente pelos jornais "The New York Times" e "Financial Times", com base em um documento divulgado na última terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA.

Além dos ativos digitais — que passaram a representar sua principal fonte de renda declarada — Trump também informou milhares de transações com ações e dezenas de receitas de empresas e imóveis que levam seu nome.

Segundo o relatório, Trump informou ter recebido mais de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) em 10 transações da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada por ele e seus filhos.

Outros US$ 635 milhões (R$ 3,3 bilhões) vieram de operações com a $TRUMP, uma memecoin inspirada em memes e fenômenos da internet.

Mais US$ 196 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) vieram de uma "contribuição de capital de novos membros da Stablecoin Holdco LLC", da qual Trump detém uma participação de 38,25%, segundo o "Financial Times".

Segundo análise da Reuters, os ativos digitais passaram a representar a principal fonte de renda declarada por Trump e foram beneficiados por políticas adotadas durante seu governo.

O relatório também mostra que a carteira de investimentos de Trump reúne ações, fundos de investimento, ETFs e títulos de dívida pública e privada.

🔎 Um título de dívida privada funciona como um empréstimo. Em vez de pegar dinheiro com um banco, a empresa capta recursos de investidores e se compromete a devolver o valor no futuro, com juros.🔎 Os ETFs funcionam como uma "cesta" de investimentos. Em vez de comprar ações de dezenas de empresas separadamente, o investidor adquire um ETF que replica o desempenho desse conjunto de papéis.

Além disso, o "Financial Times" destacou que o relatório registra diversas negociações de ações realizadas em nome de Trump em momentos considerados "sensíveis" pelo mercado.

A maior compra de ações da Nvidia, por exemplo, ocorreu em 18 de agosto, uma semana após Trump afirmar que a fabricante poderia vender chips para a China caso destinasse parte da receita ao governo americano.

A maior compra de ações da Intel ocorreu no mesmo dia e antecedeu em uma semana o anúncio da Casa Branca sobre a aquisição de uma participação de 10% na fabricante de chips.

De acordo com o jornal britânico, foram registradas mais de 21 mil negociações em 2025 por meio de oito contas de investimento vinculadas a Trump.

Trump também declarou mais de US$ 50 milhões (R$ 259,8 milhões) em taxas de licenciamento relacionadas a projetos imobiliários no exterior, em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Romênia, Filipinas, Omã, Índia e Vietnã.

Ainda segundo o "Financial Times", um empreendimento da Trump Organization na Escócia, que reúne um campo de golfe e um hotel, gerou cerca de 24 milhões de libras em receita, o equivalente a US$ 31,8 milhões (R$ 165,2 milhões).

Resort Mar-a-Lago: US$ 77,5 milhões (R$ 402,6 milhões);campo de golf em Bedminster: US$ 37,6 milhões (R$ 195,3 milhões);campo de golfe em Jupiter, na Flórida: US$ 31,6 milhões (R$ 164,2 milhões);campo de golfe na Virgínia: US$ 24,9 milhões (R$ 129,4 milhões).

O "Financial Times" também identificou mais de US$ 350 mil (R$ 1,8 milhão) em presentes e reembolsos de viagens recebidos pelo presidente.

10 ingressos para o Super Bowl, com um valor combinado de US$ 50 mil (R$ 259,8 mil);15 ingressos para as 500 Milhas de Daytona, no valor de US$ 7.500 (R$ 38,9 mil);30 ingressos para lutas de MMA no valor combinado de US$ 6.750 (R$ 35,1 mil);Escultura avaliada em US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).

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Senado aprova projeto que permite a servidores públicos se tornarem microempreendedores individuais

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 16:44

Política Senado aprova projeto que permite a servidores públicos se tornarem microempreendedores individuais Aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, texto segue para a Câmara. Microempresas individuais de servidores não poderão participar de licitação ou de contratos públicos. Por Vinícius Cassela, g1 — Brasília

O Senado aprovou nesta quarta-feira (1º) um projeto de lei que abre a possibilidade de servidores públicos serem administradores de empresas, desde que na modalidade de microempreendedor individual (MEI).

A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça de forma terminativa – ou seja, sem a necessidade de votação pelo plenário da Casa. Não havendo recurso, o projeto segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados.

De acordo com a legislação vigente, os servidores públicos são proibidos de participar de gerência ou administração de sociedade privada ou exercer o comércio. Mas, a lei permite que os servidores tenham participação em empresas e possam exercer mais de uma atividade remunerada.

A proposta do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), abre uma possibilidade nova para os servidores, já que microempreendedores não podem ter mais de um empregado. A receita bruta anual de uma microempresa individual não pode passar de R$ 81 mil, ou seja, R$ 6.750 por mês.

"Respeitada a compatibilidade de horários e assegurado o regular exercício do cargo público, a atuação como MEI não se distingue das atividades remuneradas atualmente facultadas ao servidor. Afinal, o MEI não cuida, como se intui da própria denominação, da gestão de equipes, tampouco de empreendimento de médio ou grande porte", justificou Trad.

Entretanto, o projeto limita a possibilidade apenas para os servidores públicos que não ocupem cargo em comissão ou função de confiança.

Além disso, as empresas criadas pelos servidores não poderão participar direta ou indiretamente de licitação ou da execução do contrato agente público de órgão.

Para o relator, senador Irajá (PSD-TO), a medida é positiva para "preservar o nível de desenvolvimento econômico" da população brasileira, que tem envelhecido.

"Projeções indicam mudanças demográficas aceleradas devido ao envelhecimento da população, tornando essencial ampliar, e não restringir, o número de pessoas aptas a empreender, para preservar o nível de desenvolvimento econômico nas próximas décadas", afirmou.

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Quanto tempo você fica na internet? Média no Brasil passa dos 50 anos e ultrapassa México e Coreia

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 16:44

Tecnologia Quanto tempo você fica na internet? Média no Brasil passa dos 50 anos e ultrapassa México e Coreia Pesquisa mostra que brasileiros passam, em média, 52 anos da vida conectados à internet, o equivalente a mais de 68% da expectativa de vida. Por Isabela Ortiz, g1 — São Paulo

Com o passar dos anos, a internet se popularizou e deu origem a sites, redes sociais e outras plataformas que mudaram a vida das pessoas. No Brasil, um usuário passa, em média, 52 anos, 9 meses e 16 dias da vida conectado online.

Considerando a expectativa de vida de 76 anos, isso significa que mais de 68% da vida é passada online. Os dados são do levantamento da NordVPN, divulgado em abril deste ano e realizado com mais de 20 mil usuários de 20 países

O Brasil lidera o ranking e supera países como México, Lituânia, Austrália, Suécia e Coreia do Sul. Na outra ponta da lista está o Japão, onde os moradores passam, em média, 19 anos, 6 meses e 29 dias conectados à internet ao longo da vida.

Brasil: 52 anosMéxico: 43 anosLituânia: 31 anosAustrália: 30 anosSuécia: 30 anosCoreia do Sul: 29 anosEspanha: 29 anosReino Unido: 27 anosFinlândia: 27 anosIrlanda: 27 anosPolônia: 26 anosItália: 26 anosHolanda: 25 anosCanadá: 25 anosEstados Unidos: 25 anosSuíça: 25 anosAlemanha: 24 anosFrança: 23 anosÁustria: 23 anosJapão: 20 anos

Celular está entre os principais alvos dos criminosos por causa do valor de revenda das peças no mercado clandestino e do acesso a aplicativos bancários — Foto: Gladys Peixoto/g1

O estudo também comparou os resultados de 2026 com os de 2022, ano da última Copa do Mundo, quando o Brasil foi eliminado pela Croácia nas quartas de final, após perder por 4 a 2 nos pênaltis.

Os dados mostram que o tempo médio de vida online dos brasileiros aumentou 11 anos nesse período, o maior crescimento entre os países analisados. Em seguida aparecem o Japão, com aumento de nove anos, e a Suécia, com oito anos.

Já alguns países registraram redução no tempo médio passado na internet. É o caso da Coreia do Sul (-5 anos), da Itália (-5 anos), da França (-5 anos) e da Alemanha (-1 ano).

Além do tempo de uso, a pesquisa investigou quais informações pessoais os usuários costumam divulgar online.

Entre os brasileiros, 63% afirmam compartilhar o endereço e o status de relacionamento, a maior proporção entre os países analisados. Já a data de nascimento é divulgada por 78% dos entrevistados.

O levantamento também mostra que os celulares são o principal meio de acesso à internet. No Brasil, 91% dos entrevistados usam o smartphone para navegar, o maior percentual da pesquisa. O país também lidera o uso de computadores e notebooks para acessar a internet no trabalho, citado por 38% dos participantes.

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Europa cria sua “taxa das blusinhas” para conter avanço de Shein, Temu e AliExpress

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2060,84%Dólar TurismoR$ 5,4140,77%Euro ComercialR$ 5,9240,42%Euro TurismoR$ 6,1780,42%B3Ibovespa171.519 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,2060,84%Dólar TurismoR$ 5,4140,77%Euro ComercialR$ 5,9240,42%Euro TurismoR$ 6,1780,42%B3Ibovespa171.519 pts-0,29%MoedasDólar ComercialR$ 5,2060,84%Dólar TurismoR$ 5,4140,77%Euro ComercialR$ 5,9240,42%Euro TurismoR$ 6,1780,42%B3Ibovespa171.519 pts-0,29%Oferecido por

A União Europeia aplica, nesta quarta-feira (1º), uma taxa de 3 euros sobre importações de baixo valor. A medida visa conter o avanço de Shein, Temu e AliExpress.

O volume de encomendas importadas isentas na região subiu de 1,4 bilhão em 2022 para 5,8 bilhões em 2025. Bruxelas aponta uso indevido da antiga isenção.

Inspeções em 2025 revelaram que mais de 60% dos produtos importados descumpriam as normas de segurança europeias. A nova taxa busca reduzir os riscos nas alfândegas.

Empresas adotam estratégias distintas, como ampliar armazéns na Europa ou discriminar tarifas aos clientes. A cobrança vale até 1º de julho de 2028.

Plataformas como Shein, Temu e Aliexpress inundaram o mercado europeu nos últimos anos com produtos ultrabaratos — Foto: Alain Apaydin/ABACA/picture alliance via DW

A União Europeia (UE) deu o primeiro passo para conter o que chama de concorrência desleal de varejistas online como Shein, Temu e AliExpress.

Será aplicada, a partir desta quarta-feira (1º), uma taxa de 3 euros (cerca de R$ 17,80) sobre importações de comércio eletrônico de baixo valor, que anteriormente entravam no bloco isentas de impostos.

A medida é mais um revés para as plataformas que, com produtos ultrabaixos vindos sobretudo da China, vêm obtendo um rápido crescimento no mercado europeu, gerando reclamações da concorrência doméstica e de formuladores de políticas públicas.

🔎 As taxas serão cobradas para cada classificação aduaneira dentro de uma remessa. Isto é, um pacote contendo três tipos diferentes de itens incorrerá em uma cobrança total de 9 euros, enquanto um pacote contendo vários itens de um mesmo tipo (como vestidos ou brinquedos) será tarifado em 3 euros.

A isenção de tarifas para importações de baixo valor existem há décadas, com o limite atual de 150 euros introduzido em 2008.

No entanto, o número de encomendas de comércio eletrônico que entram na UE sob essa isenção disparou nos últimos anos, com um salto de 1,4 bilhão em 2022 para 5,8 bilhões em 2025.

"Em um mundo comercial diferente, isso fazia muito sentido, mas esse mundo não existe mais. Ele foi completamente transformado pelo comércio eletrônico, especialmente vindo da China", disse o legislador europeu Dirk Gotink, responsável pelo tema de reforma aduaneira no Parlamento Europeu.

"A isenção foi explorada e utilizada indevidamente em escala industrial para criar uma vantagem competitiva às custas das empresas da UE."

Embora Bruxelas tenha proposto a cobrança no ano passado, alguns Estados‑membros da UE não quiseram esperar e aplicaram suas próprias taxas. Os países deverão deixar de aplicar essas cobranças nacionais, segundo um alto funcionário europeu.

A taxa fixa permanecerá em vigor até 1º de julho de 2028, quando a nova Autoridade Aduaneira da UE deverá iniciar suas operações. Depois disso, as tarifas alfandegárias normais serão aplicadas, dependendo do tipo de produto.

A Comissão Europeia, responsável pela política comercial da UE, afirma que a medida visa reduzir o ônus financeiro sobre as alfândegas após a explosão das importações, além de enfrentar os riscos à segurança decorrentes de mercadorias não fiscalizadas.

Os Estados Unidos já eliminaram uma isenção semelhante, e o Reino Unido seguirá o mesmo caminho. O Brasil, por sua vez, zerou neste ano aquela que ficou apelidada de "taxa das blusinhas", após quase dois anos em vigor.

Bruxelas insiste que a medida não é direcionada à China, nem a qualquer outro país, mas sim a nivelar as condições de concorrência entre empresas europeias e estrangeiras.

O setor varejista europeu argumenta que precisa cumprir regras rigorosas da UE, enquanto muitos produtos vindos do exterior não atendem aos padrões europeus.

Inspeções direcionadas em toda a UE em 2025 constataram que mais de 60% dos itens importados, como brinquedos, cosméticos e eletrônicos, tinham ingredientes proibidos, rótulos ausentes ou documentação de segurança inadequada.

"É praticamente impossível de administrar, e as verificações normais são quase inviáveis", disse o chefe do comitê de comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange.

No entanto, as plataformas podem decidir repassar o custo ao aumentarem o preço dos produtos. Alternativamente, elas poderão pressionar fornecedores a absorver parte dos custos adicionais para limitar aumentos de preços aos consumidores e preservar a rentabilidade.

O bloco deverá ficar ainda atento a tentativas de burlar a regra, bem como a esforços para redirecionar pequenos pacotes ao bloco por meio de rotas alternativas, como a Suíça, que não pertence à UE.

Alguns grandes atores do comércio eletrônico já consideram construir armazéns na Europa para importar mercadorias em grandes volumes e distribuí‑las mais facilmente pelo continente.

A Shein, por exemplo, tem ampliado armazéns em Wroclaw, na Polônia, e enviado mais produtos para a UE em grandes volumes.

Em uma tentativa de melhorar a rastreabilidade dos produtos, a UE tornará obrigatório, a partir de 1º de novembro de 2026, fornecer dados de referência sobre os produtos.

Também é planejada uma taxa de processamento para ajudar as autoridades alfandegárias a lidar com o aumento dos custos, à medida que mais encomendas chegam. O valor dessa taxa ainda não foi definido.

AliExpress, pertencente ao gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba, afirmou em comunicado que as páginas de produtos passarão a exibir o rótulo "Preço inclui tarifas e IVA” quando aplicável.

Para outros itens, os clientes verão uma discriminação dos encargos de importação antes de concluir a compra.

A Amazon, que lançou seu serviço ultrabarato Amazon Haul após o rápido crescimento de Temu e Shein, afirmou que 97% de suas remessas na UE no ano passado foram atendidas a partir de armazéns dentro do bloco.

Para produtos enviados de fora da UE, os clientes também verão os encargos de importação antes de finalizar o pedido, informou a empresa.

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Paramount propõe concessões à UE para destravar compra da Warner Bros

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 15:46

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,2060,83%Dólar TurismoR$ 5,4140,77%Euro ComercialR$ 5,9240,42%Euro TurismoR$ 6,1780,42%B3Ibovespa171.573 pts-0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,2060,83%Dólar TurismoR$ 5,4140,77%Euro ComercialR$ 5,9240,42%Euro TurismoR$ 6,1780,42%B3Ibovespa171.573 pts-0,26%MoedasDólar ComercialR$ 5,2060,83%Dólar TurismoR$ 5,4140,77%Euro ComercialR$ 5,9240,42%Euro TurismoR$ 6,1780,42%B3Ibovespa171.573 pts-0,26%Oferecido por

A Paramount Skydance Corp apresentou à União Europeia medidas corretivas para tentar obter a aprovação da compra da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões.

As propostas, reveladas em um documento regulatório divulgado nesta quarta-feira (1º), buscam responder às preocupações concorrenciais da Comissão Europeia.

A Paramount afirmou estar "confiante de que esta medida corretiva aborda de forma direta e abrangente quaisquer preocupações expressas na avaliação preliminar da Comissão Europeia e apoia o caminho para a aprovação em tempo hábil".

A Comissão, que atua como responsável pela aplicação das normas de concorrência na UE, não forneceu detalhes sobre as medidas corretivas, em conformidade com a sua política.

Uma pessoa com conhecimento direto do assunto disse à Reuters na semana passada que a Paramount proporia o fim de sua joint venture de distribuição de filmes com a Universal Pictures para atenuar as preocupações antitruste manifestadas por exibidores de cinema europeus.

A Comissão prorrogou o prazo para sua decisão de 7 de julho para 22 de julho, a fim de ter tempo para avaliar a medida corretiva.

O Departamento de Justiça dos EUA aprovou o acordo, mas a Paramount pode enfrentar um obstáculo, já que a Califórnia, Nova Iorque e outros estados norte-americanos estão preparando uma ação judicial para bloqueá-lo, disseram fontes à Reuters.

O Reino Unido afirmou na terça-feira que poderá intervir no acordo devido ao potencial impacto nas notícias, na programação infantil e nos serviços de streaming.

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Quem são os dois brasileiros alvos de sanções do governo Trump sob suspeita de ligação com o PCC

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 14:44

São Paulo Quem são os dois brasileiros alvos de sanções do governo Trump sob suspeita de ligação com o PCC Segundo os EUA, Victor e Stella integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Por Redação g1

O governo norte-americano anunciou nesta quarta-feira (1) sanções contra dois brasileiros. Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira são suspeitos de ligação com o PCC.

Os Estados Unidos também impuseram bloqueios contra três empresas baseadas no Brasil e uma em Portugal. As medidas foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

Shimada é acusado de atuar como operador financeiro para lavar dinheiro. No Brasil, ele é investigado por suspeita de participação em desvios do contrato entre Corinthians e VaideBet.

Já Stella, segundo os EUA, é parente de Shimada e atuou como secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro.

O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além deles, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa também foram alvos dos bloqueios americanos. As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026. — Foto: Reprodução/GloboNews

Shimada é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda. Ele também é sócio da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, empresa igualmente sancionada pelos EUA nesta quarta-feira.

O empresário foi classificado pelos EUA como "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais". O governo Trump o acusa de:

lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC;envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico.

No Brasil, Shimada é investigado por suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro relacionadas ao caso VaideBet, que apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas. (Leia mais abaixo).

Ao informarem a sanção, os EUA citaram que a Victory Trading, da qual Shimada é sócio, foi utilizada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro, porém não mencionou o nome do time alvinegro no comunicado.

O governo norte-americano também afirma que ela atuou como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede.

No Brasil, Victor Shimada aparece nas investigações que apuram o suposto desvio de recursos do contrato firmado entre Corinthians e VaideBet.

De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, a Victory Trading manteve intensa movimentação financeira com a empresa Wave Intermediações e Tecnologias Ltda., apontada pelos investigadores como uma das empresas utilizadas para movimentar valores provenientes do esquema investigado.

A apuração identificou uma cadeia financeira que inclui empresas pelas quais os recursos teriam passado após deixarem a conta do Corinthians. Segundo os autos, parte do fluxo analisado seguiu o caminho:

Em paralelo, investigadores apontaram transferências da Victory Trading para a UJ Football Talent, empresa citada em outras apurações policiais.

A denúncia sustenta que Shimada teria atuado como operador financeiro de uma empresa utilizada, ao menos parcialmente, para ocultar e dissimular a origem de recursos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por lavagem de dinheiro.

Em janeiro de 2025, Shimada ficou brevemente em prisão domiciliar no Brasil devido ao uso de sua empresa nesse esquema envolvendo o clube de futebol.

Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado.

Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho.

👉 Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas alvos de sanções economicamente pelo governo dos EUA.

No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro.

👉 Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional.

EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. — Foto: Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA

O subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange, afirmou no comunicado que o governo Trump está enfrentando a "crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro dos EUA".

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Acordo Mercosul-UE ainda apresenta problemas a serem resolvidos, diz ministro alemão

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 14:44

Economia MoedasDólar ComercialR$ 5,1980,65%Dólar TurismoR$ 5,4090,67%Euro ComercialR$ 5,9160,25%Euro TurismoR$ 6,1730,33%B3Ibovespa171.952 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,1980,65%Dólar TurismoR$ 5,4090,67%Euro ComercialR$ 5,9160,25%Euro TurismoR$ 6,1730,33%B3Ibovespa171.952 pts-0,04%MoedasDólar ComercialR$ 5,1980,65%Dólar TurismoR$ 5,4090,67%Euro ComercialR$ 5,9160,25%Euro TurismoR$ 6,1730,33%B3Ibovespa171.952 pts-0,04%Oferecido por

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, afirmou nesta quarta-feira (1º) que ainda há problemas a serem resolvidos antes da ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, embora esteja confiante de que eles poderão ser superados.

As declarações de Wadephul foram feitas um dia após a cúpula do Mercosul no Paraguai, onde os países membros discutiram a distribuição das cotas de exportação do recente acordo com a UE — encontro do qual o ministro alemão participou no âmbito de uma viagem de vários dias pela América do Sul.

O bloco regional formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinou em janeiro um acordo comercial com a UE após 25 anos de negociações, que entrou em vigor de forma provisória quatro meses depois.

“A implementação (do acordo) ainda vai demorar um pouco. Certamente haverá alguns problemas, mas problemas que podem ser resolvidos”, afirmou Wadephul em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, em Buenos Aires.

“Os passos decisivos já foram dados. Queremos esse acordo e seremos capazes de resolver os problemas que surgirem”, acrescentou ele, sem dar detalhes sobre quais são esses obstáculos.

🔎 O acordo entre o Mercosul e a UE estabelece uma zona de livre comércio que prevê a redução e a eliminação progressiva de tarifas aduaneiras, gerando benefícios imediatos para uma ampla gama de produtos que ficarão isentos de impostos, enquanto outros seguirão um cronograma de redução gradual das tarifas.

O comércio entre os dois blocos, que abrange um mercado de 700 milhões de pessoas, atingiu um valor de 111 bilhões de euros em 2024.

Durante o encontro em Buenos Aires, Wadephul e Quirno também anunciaram um memorando de entendimento sobre minerais críticos para ampliar a cadeia de suprimentos, em meio a uma crescente demanda por minerais como o lítio e o cobre devido à transição energética.

Wadephul contou que Quirno lhe deu de presente uma camisa de futebol do River Plate, seu time favorito na Argentina, cujo estádio eles visitariam após a coletiva de imprensa.

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O que acontece agora com os brasileiros sancionados pelos EUA por ligação com o PCC? Entenda

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 01/07/2026 13:44

Mundo O que acontece agora com os brasileiros sancionados pelos EUA por ligação com o PCC? Entenda Governo Trump sancionou nesta quarta (1º) dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com uma rede de lavagem de dinheiro do PCC. Por Redação g1

EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026. — Foto: Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA

O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a rede de lavagem de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Segundo o comunicado do governo dos EUA, todos os bens das pessoas sancionadas que estejam nos Estados Unidos ficam bloqueados e serão reportados ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC na sigla em inglês).

Além disso, qualquer empresa que pertença, direta ou indiretamente, em 50% ou mais às pessoas sancionadas também será bloqueada.

Os EUA proíbem ainda todas as transações realizadas por pessoas dos EUA (ou dentro do território americano/em trânsito) que envolvam qualquer propriedade ou interesse de pessoas sancionadas.

O comunicado alerta também que instituições financeiras estrangeiras que "conscientemente facilitem transações significativas para os sancionados" correm o risco de sofrer sanções secundárias – o que pode incluir a proibição ou imposição de condições rigorosas para manter contas nos Estados Unidos.

Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho.

No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA".

Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida.

Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado.

Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais", e o acusaram de:

lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC;envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico.

Shimada foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em julho de 2025 por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo da VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians.

Já sobre Stella, os EUA afirmaram que ela é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede.

“Esta designação é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a crescente presença da geração de receitas ilícitas do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras. (…) O crime organizado no Hemisfério Ocidental não pode ser autorizado a estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira.

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