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Ex-funcionários acusam Meta de usar IA para escolher trabalhadores com problemas de saúde em demissões

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Ex-funcionários acusam Meta de usar IA para escolher trabalhadores com problemas de saúde em demissões

Fonte: G1 Economia | Publicado em: 14/07/2026 11:47

Tecnologia Ex-funcionários acusam Meta de usar IA para escolher trabalhadores com problemas de saúde em demissões Processo ocorre após a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp demitir cerca de 8 mil funcionários em reestruturação para aumentar investimentos em inteligência artificial. Por Redação g1 — São Paulo

Vinte e seis ex-funcionários processaram a Meta na Califórnia. Eles acusam a empresa de usar inteligência artificial para demitir trabalhadores com deficiência ou de licença médica.

A ação judicial foi protocolada nesta segunda-feira (13) em Oakland. O grupo acusa a empresa de violar leis de proteção à saúde e contra discriminação.

O processo aponta que a Meta usou critérios de produtividade prejudiciais. A ferramenta teria selecionado desproporcionalmente trabalhadores grávidas ou que precisaram faltar por problemas de saúde.

Os cortes ocorreram em maio e atingiram cerca de 8.000 funcionários. A reestruturação visa concentrar recursos da companhia no desenvolvimento de inteligência artificial.

A Meta planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026. O foco do montante é a ampliação de sua capacidade tecnológica em IA.

Vinte e seis ex-funcionários da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, entraram com uma ação judicial contra a empresa, acusando a companhia de usar um sistema de inteligência artificial que teria prejudicado trabalhadores com deficiência ou que haviam tirado licença médica durante um processo de demissões em massa.

Segundo o processo, obtido pela Reuters, a ferramenta de inteligência artificial teria selecionado de forma desproporcional funcionários nessas condições para serem demitidos.

A ação foi apresentada na segunda-feira (13) em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Os ex-funcionários afirmam que a Meta teria usado critérios como produtividade e uso de ferramentas de inteligência artificial para decidir quais trabalhadores seriam afetados pelos cortes.

Segundo a acusação, esses critérios teriam prejudicado pessoas que precisaram faltar ao trabalho por causa de problemas de saúde.

Os 26 ex-funcionários, que entraram com o processo de forma anônima, afirmam que a Meta violou leis federais e estaduais que proíbem discriminação ou retaliação contra trabalhadores com deficiência, que tiram licença médica ou que estão grávidas.

Os autores da ação vivem em seis estados americanos, incluindo Califórnia e Nova York, além do Distrito de Columbia.

A Meta afirmou que as acusações não têm fundamento. “As decisões sobre gestão de funcionários e organização da empresa foram e continuam sendo tomadas por pessoas, não por inteligência artificial”, disse um porta-voz da companhia à Reuters esta terça-feira (14).

As acusações surgem após uma rodada de cortes realizada pela empresa em maio, quando a Meta começou a demitir cerca de 8 mil funcionários como parte de uma reestruturação para concentrar recursos no desenvolvimento de inteligência artificial.

Segundo a Bloomberg, os desligamentos representaram cerca de 10% da força de trabalho da companhia, que tinha aproximadamente 78,9 mil funcionários no fim de 2025.

As notificações começaram a ser enviadas primeiro a trabalhadores da Ásia e depois aos funcionários dos Estados Unidos.

Antes dos cortes, a empresa já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para áreas ligadas à inteligência artificial. Segundo relatos de funcionários, as mudanças não eram opcionais e aumentaram a tensão interna.

Em comunicado aos funcionários, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, afirmou que a decisão fazia parte dos esforços para tornar a empresa mais eficiente e compensar os altos investimentos na área de inteligência artificial.

A Meta tem ampliado os investimentos em infraestrutura para inteligência artificial, incluindo compra de chips e construção de centros de dados.

A companhia planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026 (cerca de R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões), principalmente para ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologias de IA.

No fim de fevereiro, a empresa também anunciou um acordo com a fabricante de chips AMD para comprar milhões de processadores, em um contrato avaliado em pelo menos US$ 60 bilhões.

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